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	<title>Arquivos Cinefantasy - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cinefantasy - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Cinefantasy chega à sua 15ª edição com 110 filmes de 20 países</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 13:26:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Cinefantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico celebra sua 15ª edição com uma programação, que inclui 110 filmes, entre longas e curtas, de 20 países e dos quatro cantos do Brasil, com o melhor do cinema fantástico da atualidade, além de uma homenagem ao produtor Rodrigo Teixeira e atividades afirmativas. O evento acontece de 02 a 09 de dezembro, no MIS &#8211; Museu da Imagem e do Som (instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Cinefantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico</strong> celebra sua<strong> 15ª edição</strong> com uma programação, que inclui 110 filmes, entre longas e curtas, de 20 países e dos quatro cantos do Brasil, com o melhor do cinema fantástico da atualidade, além de uma homenagem ao produtor Rodrigo Teixeira e atividades afirmativas. O evento acontece de 02 a 09 de dezembro, no MIS &#8211; Museu da Imagem e do Som (instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo) no Cine Satyros Bijou, com entrada gratuita. Um recorte da programação estará disponível online, para todo Brasil.</p>
<p>A programação apresenta 14 mostras competitivas, divididas em longa-metragem e os curtas, nas sessões Amador, Animação, Brasil Fantástico, Espanha Fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantastic Black Power, Fantástica Diversidade, Ficção Científica, Horror, Mulheres Fantásticas, Pequenos Fantásticos. O evento mantém o compromisso e a tradição de ser um espaço inclusivo, sendo uma grande ferramenta para os cineastas, produtores e realizadores do cinema fantástico nacional e internacional.</p>
<p>A sessão de abertura aconteceu no dia 02 de dezembro, às 19h, no MIS, com o longa inédito em São Paulo &#8220;Dario Argento Pânico&#8221;, do diretor italiano Simone Scafidi. O filme traz depoimentos de familiares e diversos diretores sobre um dos maiores ícones do cinema fantástico e de terror de todos os tempos, Dario Argento.</p>
<p>O homenageado da 15ª edição é o premiado produtor Rodrigo Teixeira, que receberá o Troféu José Mojica Marins no evento de encerramento do festival. Um dos maiores nomes do cinema nacional e reconhecido mundialmente, junto com sua produtora, a RT Features, produziu diversos filmes de sucesso como &#8220;O Cheiro do Ralo&#8221;, de Heitor Dhalia, o cult &#8220;Frances Ha&#8221;, de Noah Baumbach, &#8220;A Vida Invisível&#8221;, de Karim Ainouz, &#8220;Ad Astra&#8221;, dirigido por James Gray e protagonizado por Brad Pitt, entre muitos outros.<br />
O Cinefantasy exibe dois grandes sucessos produzidos por Rodrigo, &#8220;A Sombra do Pai&#8221; e &#8220;Animal Cordial&#8221;, ambos dirigidos pela cineasta Gabriela Amaral Almeida.</p>
<h5><strong><u>Mostra Competitiva de Longas</u></strong></h5>
<p>Com uma enxurrada de inscrições Latinas, a Argentina saiu como o país com maior número de <u>longas-metragens</u> da história do festival. Dos <strong><u>15 longas selecionados</u></strong><u>,</u> 5 são argentinos e <u>inéditos no Brasil</u>. Para os amantes de filmes violentos com sangue e muito horror, o festival apresenta &#8220;<strong>Quando O Mal Espreita&#8221;</strong>,de Demian Rugna, que foi o grande vencedor de Sitges em 2023, e virou um fenômeno mundial, já considerado como o filme da década da América Latina no segmento;  <strong>&#8220;Auxílio&#8221;, </strong>de Tamae Garateguy, que estreou no Bifan na Coreia e foi exibido em Sitges; &#8220;<strong>O Santo</strong>&#8221; de Agustin Carbonere, que levou prêmio de melhor filme e direção no BAFICI, e <strong>&#8220;Maria&#8221;</strong>,de Gabriel Grieco, os três últimos ganham sessões apresentadas pelos diretores dos filmes. A comédia &#8220;<strong>Lavanderia Nancy Sport</strong>&#8220;, de Agustín Gregori, também está entre os argentinos selecionados.</p>
<p>Inédito em São Paulo, o aguardado &#8220;<strong>Augúrio</strong>&#8220;, longa de estreia do jovem diretor congolês Baloji, que levou o prêmio de melhor direção em Sitges, o New Voice da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes 2023 e é pré candidato ao Oscar representando a Bélgica, país onde o diretor mora.</p>
<p>Em première nacional, os longas &#8220;<strong>Asterrarium&#8221;, </strong>de Armen H&#8217;Akopian e Dmitry Tarkhov (Rússia), &#8220;<strong>Departamento Editorial De Exploração Espacial&#8221;</strong>, de Dashan Kong (China),  &#8220;<strong>Maria&#8221;, </strong>de Gabriel Grieco (Espanha), com a presença do diretor, &#8220;<strong>A Capela&#8221;, </strong>da diretora Carlota Pereda<strong>, </strong>e <strong>O Escalpelador</strong>,  de Chad Ferrin (Estados Unidos), sendo este último um terror slasher imperdível para os fãs do gênero.</p>
<p>O Brasil vem representado por três títulos inéditos. A premiada animação mineira &#8220;<strong>Placa-Mãe&#8221;</strong>, de Igor Bastos, que foi exibida em quase 50 festivais pelo mundo e contará com a presença do diretor na sessão<strong>. </strong>O novo cinema do interior de São Paulo também está em destaque no filme <strong>&#8220;Ressentimento&#8221;</strong>, rodado em Bauru que marca a estreia dos jovens diretores Mariana Vita e Denis Augusto, que também estarão presentes na sessão, e &#8220;<strong>A Casa da Árvore&#8221;</strong>, novo suspense do paulistano Flávio Ermínio, que faz sua première na América Latina.</p>
<h5><strong> </strong><strong><u>Mostra Competitiva de Curtas</u></strong></h5>
<p>A competitiva de curtas é composta pelas mostras <strong>Amador, Animação, Brasil Fantástico, Espanha Fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantastic Black Power, Fantástica Diversidade, Ficção Científica, Horror, Mulheres Fantásticas, Pequenos Fantásticos</strong>. Os vencedores serão anunciados no dia 09/12, domingo, no MIS &#8211; Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, e receberão o troféu José Mojica Marins e o troféu João Acaiabe.</p>
<h5><strong><u>On line_ Para todo Brasil</u></strong></h5>
<p>Um recorte da programação estará disponível no formato online na plataforma SPcine Play (<a href="https://www.spcineplay.com.br/pages/2">https://www.spcineplay.com.br/pages/2</a>),  de 01 a 11 de dezembro, em todo território nacional. O público poderá conferir os curtas das sessões <strong>Fantasteen, </strong>voltada para o público a partir de 10 anos<strong>, e Pequenos Fantásticos</strong>, para crianças a partir de 05 anos.</p>
<p>A 15ª edição do Cinefantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico é realizado pela FlyCow, Objetiva e Cult SP, com patrocínio do ProAC Editais, Spcine Museu da Imagem e do Som, Prefeitura Municipal de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.</p>
<p>A programação completa  está disponível no site <a href="https://cinefantasy.com.br/">cinefantasy.com.br</a></p>
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		<title>Especial: Curtas do Festival CineFantasy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 13:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 06 e 20 de setembro, aconteceu a 10ª edição do CineFantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico. Exibindo longas e curtas-metragens de fantasia, o evento exibiu 140 filmes ao todo, contando com películas nacionais e internacionais. As categorias mesclavam temas, tipos de produção e localizações, sendo elas: Amador, Animação, Brasil fantástico, Espanha fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantástica diversidade, FANLATAM, Ficção científica, Horror, Mulheres Fantásticas e Pequenos Fantásticos.  A partir das obras assistidas no CineFantasy, o Coisa de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 06 e 20 de setembro, aconteceu a 10ª edição do <em>CineFantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico</em>. Exibindo longas e curtas-metragens de fantasia, o evento exibiu 140 filmes ao todo, contando com películas nacionais e internacionais. As categorias mesclavam temas, tipos de produção e localizações, sendo elas: Amador, Animação, Brasil fantástico, Espanha fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantástica diversidade, FANLATAM, Ficção científica, Horror, Mulheres Fantásticas e Pequenos Fantásticos. </p>
<p>A partir das obras assistidas no <em>CineFantasy</em>, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz agora um especial com os principais curtas que acompanhamos durante os 14 dias de festival.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Sempre Quando Chove (2020, SP)</strong></h5>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5796803.png" alt="Cinefantasy 10 | Cinefantasy 10 | Curtas-Metragens3" width="598" height="336" /></p>
<p>Aqui a metáfora sobre os sentimentos, ações e sensações humanas são postas através das cores. A iluminação e as tonalidades múltiplas que surgem na tela revelam as emoções do protagonista que vai, junto com o espectador, descobrindo como funciona um objeto, aparentemente simples, mas que contém uma espécie de poder nele. Este é uma camisa, que o jovem compra pela internet em uma promoção e que muda de coloração o tempo inteiro. Há no filme um balanço equilibrado da progressão e da jornada deste rapaz, pois cada passo de sua rotina é transformado, a partir desta aquisição, até que ele não tem mais para onde ir e tudo vira desgaste.</p>
<p>No entanto, apesar de uma premissa criativa e de ter uma personagem principal carismática, a produção peca por subestimar o espectador e tentar reforçar os signos que foram criados e expostos na projeção. Parece haver um receio do roteiro e da direção em investir e se jogar neste universo do fantástico. <strong>Nota</strong>: 3 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Uma Mulher Feliz (2018, Espanha)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5780127.png" width="592" height="333" />Logo nos primeiros minutos de projeção, o espectador já sente o que o filme deseja passar. Com uma narração que contradiz as imagens que estão sendo mostradas, há um clima de ironia revelada. Juntamente com isso, o público vai descobrindo as negações da protagonista, que se anula de maneira tão forte que começa a desaparecer, se tornando quase invisível. Nesta metáfora um tanto literal, o maior ganho são as tiradas nonsense, principalmente nas sequências que mostram o cotidiano sofrido da personagem, preenchido de descaso e imagens fortes, como em um jantar que Ana corta a sua mão, mas ela não sente a dor e continua sangrando na frente da família, que apenas a observa, sem fazer nada.</p>
<p>Neste quesito de transmitir as sensações de Ana, a direção de arte é o elemento que mais contribui para contar a sua história e emoções. Há um cuidado com os detalhes, seja no início da exibição, na casa de Ana e tudo que está nela ou, depois, no hospital, este ambiente um tanto frio, que vai ganhando personalidade enquanto Ana se recupera. Talvez, o que incomode no curta seja a ingenuidade extrema, que surge na reviravolta, na qual o marido e os filhos começam a desvanecer, quando ela finalmente descobre o que ama, deixando tudo muito literal. Ou seja a própria tentativa de ser sutil, mas com um peso na mão quando Ana se recupera e seu corpo volta a ganhar forma. <strong>Nota</strong>: 2,5 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Lili (2020, Holanda)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5779996.png" width="622" height="393" />Simples, direto e intenso. Estes três adjetivos cabem como uma luva quando o assunto é o filme <em>Lili</em>. Com a câmera parada e o quadro centralizado na protagonista que dá o título ao curta, o público é apresentando a uma atriz em uma audição. O fundo é preto e ela está vestida de branco em uma cadeira. Em <em>off</em>, escuta-se a voz do aparente diretor, que dá comandos para a intérprete. Progressivamente, a tensão entre os dois vai crescendo e o espaço fechado lembra uma clausura, onde, talvez, não houvesse escapatória. O cineasta passa a fazer pedidos constrangedores, como solicitar que Lili abra mais o botão de sua camisa e que se insinue para tela, de forma provocativa.</p>
<p>Quando as vozes dos dois e os olhares de Lili já alcançaram toda a suspensão possível, a diretora e roteirista Yfke Van Berckelaer (<em>All the single ladies</em>) ultrapassa a expectativa de que o ápice da angústia foi alcançado e põe a figura masculina para se aproximar fisicamente da protagonista. O plano mostra apenas as suas mãos em Lili, a dupla repete o diálogo que já vem sendo dito algumas vezes. A maneira como o <em>plot twist</em> se instala é, de fato, uma surpresa e amplia o horizonte do que a obra quer contar. Aqui, a metáfora funciona e o seu desfecho é o arremate final de uma narrativa bem construída em tão poucos minutos. <strong>Nota</strong>: 4 estrelas.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Terroir (2020, Estados Unidos)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5780052.png" width="710" height="399" /></p>
<p>Quase com em um videoclipe, as imagens vão sendo evocadas juntamente com uma música que ecoa na tela. A base do filme é a dinâmica entre uma mãe e uma filha e os desgastes constantes que este de tipo de relação pode trazer. As tensões entre as duas são intensas e profundas. No entanto, há um forte clima de pretensão na obra que atrapalha a criação de uma progressão. Antes mesmo da instalação das situações e do estabelecimento de empatia com as personagens e o que está aparecendo durante a projeção, o tom já está um tanto acima.</p>
<p>Não conseguindo sustentar as próprias ações que procura propor, o ritmo se perde e o equilíbrio se esvai. Além disso, a vontade de instalar uma atmosfera parece um pouco desesperada e o curta acaba indo para o literal da pior maneira possível, como em uma briga entre elas que acontece no banheiro. Os corpos das atrizes não estão orgânicos, o que artificializa a construção da cena. No geral, a vontade de imprimir elementos plásticos no ecrã funciona, mas é apenas algo que chama apenas atenção por alguns minutos. Depois, não há uma boa maneira de lidar com aquilo que quer provocar. <strong>Nota:</strong> 2 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Pílulas Pretas (2019, Estados Unidos)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5775266.png" width="646" height="363" /></p>
<p>É preciso respirar fundo para falar sobre <em>Pílulas Pretas</em>. É bem verdade que o filme tenta criar toda uma metáfora para tratar sobre a questão dos corpos de pessoas transgênero e procura, até o seu desfecho, realizar isto da melhor maneira possível. Infelizmente, a obra peca do início ao fim em todos os seus elementos. O roteiro é expositivo, a direção de atores parece inexistente, os objetos da direção de arte são artificiais, despertam o espectador para a realidade, não estabelecendo o pacto com a plateia, existente na ficção. Não tem como comprar este tecno-futuro desesperado, no qual nem a figura  “misteriosa” que está no vídeo sabe o que ela é de fato. <strong>Nota:</strong> 0,5 estrelas.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Cinzas (2020, Argentina)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5779510.png" width="663" height="373" /></p>
<p>Há um certo equilíbrio em <em>Cinzas</em>. Com um início um tanto bobo, ele pode afastar o público inicialmente. Em seguida, ele consegue estabelecer um clima de terror, trazendo de volta a atenção. A ingenuidade do começo do enredo está na entrada da protagonista na floresta. Ainda que se entenda que ela está hipnotizada, a maneira como a personagem se movimenta e caminha em direção de um edifício abandonado é um tanto artificial, principalmente pelo diálogo entre ela e a outra garota que está ao seu lado. Contudo, quando a menina chega até o local inóspito e passa a investigar aquele espaço, a obra ganha outro tom.</p>
<p>A câmera está o tempo inteiro a serviço desta relação, entre o que ela observa em contraponto com o fato de estar sendo vista por alguma coisa que ainda não se sabe o que é. Lentamente, as peças são montadas e a construção da atmosfera de medo faz com que a chegada da figura sobrenatural ganhe mais impacto. As tonalidades imprimem uma dupla sensação, que fica entre o nostálgico e o assombrado. Ainda que consiga chegar até seu clímax com uma boa construção, o desenlace chega frouxo, pois a narrativa parece se perder após a conclusão do arco da personagem principal. <strong>Nota:</strong> 3,5 estrelas.</p>
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		<title>Cinefantasy: Cemitério das Almas Perdidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2020 17:44:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre idas e vindas de duas histórias que parecem querer se encontrar, Cemitério das Almas Perdidas peca por ser um filme de terror que não estabelece clima de tensão e pela indecisão de que trama deseja contar. Primeiramente, o público vê uma sequência bem típica do gênero, na qual se mostra os poderes de um objeto que possui poderes mágicos. Logo em seguida, há a apresentação do suposto protagonista, Jorge (Diego Garcias), e da trupe de circenses que trabalha com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre idas e vindas de duas histórias que parecem querer se encontrar, <strong><em>Cemitério das Almas Perdidas</em></strong> peca por ser um filme de terror que não estabelece clima de tensão e pela indecisão de que trama deseja contar. Primeiramente, o público vê uma sequência bem típica do gênero, na qual se mostra os poderes de um objeto que possui poderes mágicos. Logo em seguida, há a apresentação do suposto protagonista, Jorge (Diego Garcias), e da trupe de circenses que trabalha com ele. Depois, ainda chega a trama de Aiyra (Allana Lopes), indígena que tem seu povo dizimado pelos brancos europeus.</p>
<p>A questão principal não é a quantidade de <em>plots</em> em si, pois eles poderiam ficar bem amarrados quando se encontrassem. O problema central desta obra é que ela demonstra incerteza do que se quer tratar ali. As personagens do circo, por exemplo, começam a ser trabalhadas e esta criação de vínculo com aquelas figuras é interrompida. A presença deles também fica frouxa no enredo, já que saem da narrativa sem terem sido exploradas.  Outro fato que contribui para o desconforto durante a projeção são os diálogos.</p>
<p>Quase todas as falas são expositivas. Este é um dos elementos mais fortes para a perda da criação de suspensão. São tantas ações reiteradas pelo discurso que o tédio se instala. O espaço para a criação de ritmo desaparece, porque entre o redemoinho criado para contar a história que vai e vem e os textos que repetem o que já foi entendido, a atmosfera de terror se esvai. Além disso, o elenco não consegue segurar as palavras que proferem. Dois motivos podem explicar isto: o roteiro mal elaborado e uma direção de atores fraca. Os intérpretes não jogam em cena, não parecem compreender o que é fé cênica e vomitam as frases como se estivessem em algum outro lugar que não em uma produção cinematográfica. Talvez, em um palanque.</p>
<p>Pode-se também apontar uma angústia causada pelo longo tempo de tela no qual os europeus estão majoritariamente vencendo as batalhas e o sangue das personagens não brancas jorram na tela a todo instante. A ânsia pela reviravolta é uma sensação costumeira em filmes, principalmente no cinema de terror, mas, aqui, existe uma questão histórica que causa certo desconforto. Esse amargor aumenta ainda mais com o desfecho da obra, que ainda deixa estes corpos presos, sem uma escapatória em vida. Apesar de todo o contexto negativo, há um destaque positivo em <em>Cemitério das Almas Perdidas</em>. As cenas de ação são bem executadas. A direção de Rodrigo Aragão (<em>Mangue Negro</em>) brilha ao trazer enquadramentos e movimentos de câmera que acentuam o tom de medo e perigo.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Rodrigo Aragão</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Diego Garcias, Allana Lopes, Renato Chocair</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/SJv66w4hPDU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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