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	<title>Arquivos Christopher Plummer - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Christopher Plummer - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Entre Facas e Segredos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2019 13:24:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu quinto trabalho como diretor e roteirista, Rian Johnson (Star Wars: Os Últimos Jedi, de 2017) traz às telonas um suspense policial a la Agatha Christie. A morte do patriarca de uma família se desenrola numa atmosfera leve e cheia de graça. O paradoxo do cômico em meio ao trágico é uma das melhores sacadas do longa-metragem. Os entrelaces do mistério são tecidos em meio à dramática presença do detetive Benoit Blanc &#8211; interpretado por Daniel Craig. Essa versão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu quinto trabalho como diretor e roteirista, Rian Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-os-ultimos-jedi/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Star Wars: Os Últimos Jedi</em></a>, de 2017) traz às telonas um suspense policial a la Agatha Christie. A morte do patriarca de uma família se desenrola numa atmosfera leve e cheia de graça. O paradoxo do cômico em meio ao trágico é uma das melhores sacadas do longa-metragem. Os entrelaces do mistério são tecidos em meio à dramática presença do detetive Benoit Blanc &#8211; interpretado por Daniel Craig. Essa versão atrapalhada e canastrona do Hercule Poirot rendeu ao diretor as possibilidades que diferenciam esse filme de um suspense comum. Com sua mescla perfeitamente dosado entre comédia e suspense, <em><strong>Entre Facas e Segredos</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira (12).</p>
<p>O famoso escritor Harlan Thrombey (Christopher Plummer) completa 85 anos. Na manhã seguinte à festa de aniversário, o escritor é encontrado morto em seu escritório. Como em um de seus livros, a morte de Harlan está cheia de mistério e só pode ser resolvida com um olhar mais apurado. Para isso, o renomado detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) se une à investigação para desvendar o possível crime. Esse será, contudo, um caso difícil até mesmo para Blanc porque, diante dos funcionários misteriosos e da família problemática, todos têm motivos e todos são suspeitos.</p>
<p><em><strong>Knives Out</strong></em> (título original) funciona como uma espécie de tributo aos romances policiais que inspiraram sucessos cinematográficos das décadas de 1950 e 1960. A partir do uso de formatos padrões, como o estilo narrativo do <em>whodunit</em> &#8211; expressão designada para histórias desencadeadas por um assassinato e seguidas pela árdua investigação do mesmo -, o longa consegue beber dessas fontes sem perder sua originalidade. A partir da mescla entre o cômico e o suspense &#8211; assim como foi feito em <em>A Noite de Jogo</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/"><em>Um Pequeno Favor</em></a> (ambos de 2018) &#8211; Rian Johnson entrega ao público uma história inteligente e instigante. O espectador fica preso àquela trama do primeiro ao último minuto.</p>
<p>Outra sacada que faz <strong><em>Entre Facas e Segredos</em></strong> se sobressair é a utilização da ironia metalinguística presente na história. A ideia de ver um renomado escritor de romances policiais vivendo suas próprias histórias potencializa a trama. Durante todo o filme, o público é lembrado dessa ironia por meio da personagem de Noah Segan (<em>Looper: Assassinos do Futuro</em>, de 2012) que é um fã das histórias de Harlan Thrombey. A possibilidade de brincar com a narrativa dentro e fora dela é um fator que cativa a atenção do espectador. Dessa forma, a metalinguagem potencializa tanto a comicidade como a tensão do longa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12064" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Entre Facas e Segredos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5367347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A inovação não é um ponto forte no roteiro, mas a forma como Johnson brinca com os preceitos já estabelecidos faz toda a diferença. As personagens são versões problemáticas de uma família completamente disfuncional que sempre viveu às custas do pai. Não há nada de novo nisso, contudo, a maneira como as nuances de cada personagem são reveladas mostra ao público que existem camadas por trás dessas “pessoas conhecidas”. Ao mesmo tempo que a narrativa carrega essas personagens comuns, Daniel Craig <em>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/">007 Contra Spectre</a></em>, de 2017) e Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049</em></a>, de 2017) vivem figuras com características peculiares que, tanto ajudam no desenrolar da trama, como funcionam como outra saída cômica.</p>
<p>Tecnicamente, <strong><em>Knives Out</em></strong> é um filme correto. A direção é extremamente precisa e inteligente em suas escolhas. Os enquadrados, por exemplo, dinamizam as cenas e, consequentemente, a trama. Ao pensar no roteiro, os <em>plots</em> são um ponto-chave. A proposta escolhida por Johnson, apesar de não ortodoxa, é bem elaborada e se torna uma motivação a mais para o espectador se prender ao que acontece na tela. A fotografia e a direção de arte do filme também ajudam a compor a atmosfera lúdica e misteriosa da narrativa. As imagens que passam diante dos olhos do público não são apenas esteticamente belas, mas também estão carregadas de significados.</p>
<p>Com seus 130 minutos de duração, <em><strong>Entre Facas e Segredos</strong></em> é uma experiência prazerosa. O mistério é satisfatório e recheado de criativas saídas que não permitem que a narrativa caia nas mesmices do gênero. Com uma bilheteria que já ultrapassa mais de três vezes seu orçamento, o longa chega aos cinemas brasileiros para ganhar a atenção do público. Além do sucesso comercial, o filme também é bem visto pela crítica. Com o prêmio de “Melhor Elenco de Filme” no Satellite Awards, o longa foi, recentemente, indicado em três categorias do Globo de Ouro (“Melhor Ator em Comédia ou Musical”, “Melhor Atriz em Comédia ou Musical” e “Melhor Comédia ou Musical”).</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rian Johnson<br />
<strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Chris Evans, Ana de Armas, Noah Segan, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon, Don Johnson, Toni Collette, Lakeith Stanfield, Christopher Plummer, Katherine Langford</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fEVEpTq0k2k" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Todo o Dinheiro do Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2018 20:06:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma coisa não pode ser negada. É louvável a maneira como o veterano Ridley Scott conseguiu contornar a tormenta que tomou conta de Todo o Dinheiro do Mundo às vésperas do seu lançamento comercial, entregando uma obra que não foi afetada criativa e artisticamente por suas refilmagens. Para quem não está por dentro dos acontecimentos, Scott decidiu refilmar as cenas protagonizadas por Jean Paul Getty no filme porque Kevin Spacey, ator que o interpretava, se envolveu num número sem fim de denúncias [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Uma coisa não pode ser negada. É louvável a maneira como o veterano Ridley Scott conseguiu contornar a tormenta que tomou conta de<b> </b><i><b>Todo o Dinheiro do Mundo</b> </i>às vésperas do seu lançamento comercial, entregando uma obra que não foi afetada criativa e artisticamente por suas refilmagens. Para quem não está por dentro dos acontecimentos, Scott decidiu refilmar as cenas protagonizadas por Jean Paul Getty no filme porque Kevin Spacey, ator que o interpretava, se envolveu num número sem fim de denúncias de assédio sexual em 2017. Em dezembro, o filme estrearia comercialmente e um mês antes Ridley Scott substituiu o ator por Christopher Plummer. É certo que o trabalho não foi muito tendo em vista que o personagem apesar de importante para o filme aparece pouco e na maioria das vezes sozinho. No entanto, há que se reconhecer a habilidade com que o diretor conseguiu sair rapidamente de uma saia justa como essa.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Todo esse contexto é sintomático de uma característica do próprio <i>Todo o Dinheiro do Mundo</i>. Trata-se de um filme que é cercado de indícios da habitual competência e adaptabilidade de Ridley Scott a qualquer gênero ou trama. Tendo passeado por ficções científicas (<i>Blade Runner</i>) e épicos (<i>Gladiador</i>), Scott sempre demonstrou ter a habilidade de atender às demandas de quaisquer roteiros que caiam em suas mãos. Com <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>não seria diferente, o filme destoa no tom, no gênero e na ambiência dos seus dois últimos títulos , por exemplo, <i>Alien: Covenant </i>e <i>Perdido em Marte</i>. Aqui, Scott se interessa pela história real da família Getty tendo como gatilho da sua trama o sequestro do jovem John Paul Getty de 16 anos nos anos de 1970 e o conflito entre a mãe do rapaz e seu sogro Jean Paul Getty, um magnata do petróleo que por avareza recusou pagar o resgate do neto.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8643" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/1515112008575.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Apesar de correto e feito com disciplina pelo seu diretor, é preciso notar que, como alguns exemplares na carreira do realizador, <i>Todo o Dinheiro do Mundo</i> também sofre por um aspecto decorrente da mesma adaptabilidade de Scott que mencionamos anteriormente: o seu olhar burocrático ou protocolar para certas histórias. Como em outros dos longas de Ridley Scott, ainda que exiba uma história tecnicamente competente e com pouquíssimos elementos que possam depor contra o seu resultado, <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>parece um filme que não tem pulso ou &#8220;sangue&#8221; que corra por suas veias. Ainda que crítico e claramente tendo algo de pertinente a dizer sobre seu tema central, a ganância, Scott insiste em se manter distante de sua trama e dos seus personagens, o que faz com que o longa não renda uma experiência minimamente envolvente para um espectador que passa mais de duas horas acompanhando a sua sucessão de acontecimentos. <i> </i></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Atores como Michelle Williams e Christopher Plummer estão bem em seus papéis, mas poderiam estar melhores caso Scott buscasse se aproximar um pouquinho mais das relações afetivas (ou ausências de relações afetivas) da família Getty. Está claro que a frieza com que Scott conduz o sequestro do neto de Getty e toda a tensa relação dele com sua nora está vinculado àquilo que o realizador tem a dizer sobre o próprio personagem de Plummer, um sujeito que praticamente se isolou do mundo para preservar sua riqueza. A proposta de Scott parece ser a seguinte: tornar <i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>um filme frio sobre a natureza corruptora do dinheiro porque assim eram as relações que o velho Getty estabeleceu com os membros da sua família. No entanto, em alguns momentos, isso acaba sendo um problema para a obra, sobretudo quando envolve outros personagens como Gail Harris (Williams), uma mulher evidentemente no limite das suas emoções pelo sequestro do filho, mas com quem, muitas vezes, o público não consegue estabelecer elos mais fortes justamente pela insistente frieza com que Scott se relaciona com sua história e protagonistas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Todo o Dinheiro do Mundo </i>é correto pela usual competência do seu diretor, o filme é um <i>thriller </i>sombrio e<i> </i>cheio de tensão com um olhar mordaz para as relações sociais e familiares pertencentes às esferas por onde circulam as grandes fortunas do mundo, mas também é um longa que não marca o espectador por características que também são próprias à filmografia de Ridley Scott. Incapaz de provocar empatia no público com a trama do resgate desesperado de um filho por sua mãe, o filme tem muito a dizer sobre os temas que aborda. No entanto, às vezes isso é muito pouco para garantir a atenção do espectador e fazer com que sua obra marque de alguma forma o cinema ou a biografia do seu realizador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VvwrUWiKZKc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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