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	<title>Arquivos Charlie Tahan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: As Rainhas da Torcida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2019 15:09:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sair da caixinha no que diz respeito aos estilos de filmes e enfoques que eles dão é muito importante, especialmente quando pensamos na representatividade que isso pode ter para as pessoas. Falar da terceira idade se encaixa neste espectro e o cinema busca explorar essa temática sob várias possibilidades. Infelizmente, As Rainhas da Torcida escolheu a pior alternativa. Martha é uma senhora rabugenta e amargurada com o câncer que descobriu recentemente. Sem querer fazer o tratamento, ela decide ir morar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sair da caixinha no que diz respeito aos estilos de filmes e enfoques que eles dão é muito importante, especialmente quando pensamos na representatividade que isso pode ter para as pessoas. Falar da terceira idade se encaixa neste espectro e o cinema busca explorar essa temática sob várias possibilidades. Infelizmente, <em><strong>As Rainhas da Torcida</strong></em> escolheu a pior alternativa.</p>
<p>Martha é uma senhora rabugenta e amargurada com o câncer que descobriu recentemente. Sem querer fazer o tratamento, ela decide ir morar em um lar de idosos. Chegando lá, ela acaba encontrando muito mais do que a paz e tranquilidade que esperava.</p>
<p>O clichê começa com o roteiro, que é mais do mesmo que estamos acostumados atualmente. Eles colocam a melhor idade como algo muito caricato, especialmente quando o grupo resolve se tornar líder de torcida. Somos constantemente lembrados de que elas são idosas e têm limitações. Ao invés do roteiro focar em outras coisas, como explorar o passado das personagens e sua motivações, prefere andar em círculos e ficar nos reiterando do óbvio.</p>
<p>Como se não bastasse isso, ainda temos o elemento de contraposição que são as líderes de torcida jovens e sem educação, que decidem (a troco de nada) afrontar um grupo de idosas. As motivações ficam pouco convincentes e a construção deste embate é bem precária.</p>
<p>Focando no elenco, temos Diane Keaton (<em>Alguém Tem Que Ceder</em>) interpretando ela mesma, já que o personagem é semelhante a tantos outros filmes. Sem paciência, utilizando o mesmo guarda-roupa e cheia de manias. Acho Diane uma ótima atriz, mas ela realmente se colocou numa zona de conforto que está bem difícil de sair. Jacki Weaver (<em>As Viúvas</em>) é que consegue movimentar um pouco mais em cena, nos apresentando bons momentos.</p>
<p>Entre poucas risadas e muita caricatura, <strong><em>As Rainhas da Torcida</em></strong> é um longa excessivamente clichê e facilmente esquecível. Lamentamos a orientação que a diretora novata Zara Hayes deu ao roteiro, que já não era grande coisa. Uma pena!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zara Hayes<br />
<strong>Elenco:</strong> Diane Keaton, Jacki Weaver, Pam Grier, Celia Weston, Phyllis Somerville, Alisha Boe, Charlie Tahan, Bruce McGill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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