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	<title>Arquivos Channing Tatum - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Channing Tatum - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Pisque Duas Vezes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 19:58:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreando na função de diretora, Zoë Kravitz demonstra a maturidade que faz falta a muito cineasta veterano. Pisque Duas Vezes é um ótimo debut de Kravitz, que cria um suspense enervante sobre uma garçonete fisgada por um milionário para uma farra promovida pelo mesmo e pelo seu grupo de amigos em uma propriedade isolada em uma ilha particular. Conforme os dias vão passando, a personagem e outras mulheres que foram convidadas para o local vão constatando que por trás daquele paraíso existem intenções macabras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreando na função de diretora, Zoë Kravitz demonstra a maturidade que faz falta a muito cineasta veterano. <em><strong>Pisque Duas Vezes</strong></em> é um ótimo debut de Kravitz, que cria um suspense enervante sobre uma garçonete fisgada por um milionário para uma farra promovida pelo mesmo e pelo seu grupo de amigos em uma propriedade isolada em uma ilha particular. Conforme os dias vão passando, a personagem e outras mulheres que foram convidadas para o local vão constatando que por trás daquele paraíso existem intenções macabras da parte dos seus anfitriões do sexo masculino.</p>
<p>Para contar a história de <em><strong>Pisque Duas Vezes</strong></em>, Kravitz reúne um elenco muito interessante, a começar pelos seus protagonistas. Naomie Ackie tem outra grande oportunidade de brilhar depois de ter vivido Whitney Houston na cinebiografia I wanna dance with somebody &#8211; aliás, se aquele filme se salvava em algum ponto era graças ao desempenho da atriz. No filme de Kravitz, Ackie dá vida a uma mulher insegura que gradualmente lida com o retorno da memória dos seus traumas e utiliza uma falsa naturalidade e submissão como estratégia de sobrevivência em um contexto perigosamente misógino. Channing Tatum é outro destaque do elenco naquela que provavelmente é a melhor atuação da sua carreira desde Foxcatcher. Em <em>Pisque Duas Vezes</em>, Tatum interpreta um milionário cínico, frio e manipulador e mantém muito bem o mistério sobre a verdadeira natureza do seu personagem, por vezes seduzindo o próprio espectador com aquela persona de &#8220;homem dos sonhos&#8221;.</p>
<p>Acontece que <em><strong>Pisque Duas Vezes</strong></em> não é exitoso apenas na escolha dos seus protagonistas. Mesmo quem tem poucas falas está muito bem no suspense. Kravitz foi extremamente perspicaz na escolha dos seus coadjuvantes que vão da estrela em ascensão Adria Arjona (de Assassino por Acaso de Richard Linklater), passando por nomes veteranos que não têm aparecido em produções badaladas nos últimos anos como Christian Slater, Geena Davis e o ex-astro mirim de Sexto Sentido e A.I.: Inteligência Artificial Haley Joel Osment. Todos estão excelentes em cena e funcionam muito bem como coletivo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-4.png" alt="Pisque Duas Vezes" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para além do ótimo elenco e do direcionamento certeiro que Kravitz dá a suas atuações, <em><strong>Pisque Duas Vezes</strong></em> é um longa que destaca uma diretora cuja principal qualidade é saber dosar os variados humores da sua trama. O filme funciona como thriller, cheio de momentos de tensão, dando vazão ao teor sombrio de sua história, mas também sabe inserir altas doses de ironia, não se levando tão a sério assim ao encontrar humor nos momentos mais insuspeitos. Existe muita personalidade na direção de Zoë Kravitz, que se revela uma cineasta completamente desapegada de qualquer cartilha na forma como a ação deve transcorrer na tela. <em>Pisque Duas Vezes</em> tem uma abordagem para seus temas que parece ser apenas dele, equilibrando muito bem gêneros e recursos que parecem opostos ou, na teoria, inconciliáveis, mas que aqui fazem perfeito sentido quando se combinam.</p>
<p>O mote feminista faz parte da proposta e o roteiro e Kravitz e E.T. Feigenbaum trazem isso para a narrativa de forma muito inteligente. Conceitos como sororidade e o próprio plot da vingança da vítima de assédio, que se transformou em um subgênero no próprio terror/thriller, é construído de forma multidimensional pela história na medida em que as personagens de Ackie e Arjona se articulam na sua &#8220;virada de mesa&#8221; contra os personagens masculinos.</p>
<p>Com boas atuações, uma direção original e um roteiro muito bem construído, <em><strong>Pisque Duas Vezes</strong></em> é um acerto e tanto de Zoë Kravitz. O filme tem ousadia na sua narrativa e muito frescor na forma como conta sua história, indicando que a diversificação das funções de Kravitz no cinema não é mero capricho, mas completa vocação artística.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zoë Kravitz</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Naomi Ackie, Channing Tatum, Alia Shawkat</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bb9lnpkMeys?si=xPn6qEtPBIP85tth" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Como Vender a Lua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 21:22:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como Vender a Lua &#8220;brinca&#8221; com a teoria de que o homem não teria chegado à lua em 1969 durante a missão da Apolo 11 e que tudo o que fora visto na TV naquela época foi fruto de uma produção de profissionais da indústria cinematográfica contratados pelo governo durante a &#8220;corrida espacial&#8221; entre EUA e União Soviética. Greg Berlanti, produtor e roteirista de séries da DC Comics, como The Flash e Arrow, dirige essa história protagonizada por Scarlett Johansson, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> &#8220;brinca&#8221; com a teoria de que o homem não teria chegado à lua em 1969 durante a missão da Apolo 11 e que tudo o que fora visto na TV naquela época foi fruto de uma produção de profissionais da indústria cinematográfica contratados pelo governo durante a &#8220;corrida espacial&#8221; entre EUA e União Soviética. Greg Berlanti, produtor e roteirista de séries da DC Comics, como The Flash e Arrow, dirige essa história protagonizada por Scarlett Johansson, que interpreta aqui uma relações públicas contratada pela NASA para melhorar a imagem da agência governamental. Ao lado da atriz está Channing Tatum interpretando o chefe da missão, um ex-militar cansado após sucessivas falhas na empreitada espacial.</p>
<p>Além da TV, Berlanti já esteve na função da direção de filmes com trabalhos de relativo sucesso, como Com Amor, Simon em 2018. No entanto, <em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> é um projeto repleto de hesitações e confuso a respeito do tom que a narrativa deseja adotar. Em determinados momentos, Berlanti quer empregar na história um tom mais leve, investindo na comédia. Em outros momentos, o cineasta parece apostar na comédia romântica centrando suas atenções na dinâmica de &#8220;gato e rato&#8221; da sua dupla de astros, Johansson e Tatum. Ocasionalmente, parece existir em <em>Como Vender a Lua</em> um comprometimento com fatos históricos, debruçando-se ainda sobre o lugar da publicidade na recepção pública externa e interna sobre os feitos do governo americano. Em outros momentos, por sua vez, Berlanti ainda parece querer ironizar ou fazer algum comentário crítico a respeito das ações de políticos com a presença de um agente interpretado por Woody Harrelson. Enfim, parecem existir muitas direções para um só filme. No fim das contas, <em>Como Vender a Lua</em> soa muito mais como o rascunho de uma sala de roteiristas do que um projeto propriamente acabado com uma orientação firme sobre o que de fato o filme é.</p>
<p>Claro que o longa poderia abarcar todas as suas pretensões, acontece que aqui essas diversas facetas da história não soam orgânicas e muitas vezes prejudicam a experiência do espectador que, subitamente, é surpreendido por mudanças na &#8220;chave de comunicação&#8221; do filme e dificultam sua leitura como uma experiência que de alguma forma faça sentido.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18521" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7.png" alt="Como Vender a Lua" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O diretor também não consegue fazer com que a dupla de protagonistas tenha sinergia em cena. Juntos, Johansson e Tatum não dão liga. Scarlett Johansson ainda tem bons momentos sozinha como a relações públicas Kelly Jones, demonstrando um carisma na sua persona pública que contrasta com a triste história sobre sua infância, algo que a personagem procura deixar para trás. O problema é que o filme apresenta hesitações na exploração do lado mais ácido e antiético da personagem de Johansson. Logo, o roteiro cede à tentação de convertê-la em uma mocinha banal e isso prejudica bastante o trabalho de uma atriz que poderia atenuar muitos dos problemas da história. Já Channing Tatum tem muita dificuldade para imprimir a nobreza de caráter do militar Cole Davis. Inexpressivo, Tatum não consegue acessar momentos que demandariam mais emoção e que seriam fundamental para construir uma simpatia do público pelo drama do personagem. Juntos, os atores parecem sempre fora de sintonia, algo que não ajuda muito quando você tem uma direção que vacila tanto na definição do tom que o relacionamento dos dois deve adotar.</p>
<p>Para o público internacional, <em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> ainda apresenta o grande incomodo de soar como aquele filme cheio de mensagens patriotas sobre a história dos EUA, ressaltando a nobreza dos ditos heróis americanos. <em>Como Vender a Lua</em> perde a oportunidade de trazer um olhar mais crítico para o seu pano de fundo histórico, preferindo o &#8220;lugar comum&#8221; de um tradicionalismo que o transforma em mais um entre tantos filmes que já abordaram o assunto. No fim das contas, Berlanti oferece uma colcha de retalhos de linhas narrativas e opta por encerrar sua obra com o mais seguro e banal dos seus possíveis direcionamentos, perdendo grandes oportunidades.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greg Berlanti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Scarlett Johansson, Channing Tatum, Jim Rash</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4tPhYecCxfw?si=cZgV2QPriLldPNDD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 00:01:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Foi completamente sem expectativas que entrei na sala de cinema para conferir Free Guy &#8211; Assumindo o Controle, durante a cabine de imprensa. Um filme que não apresentava o trailer mais atrativo e a sinopse menos ainda. Ryan Reynolds (Deadpool) no papel de um caixa de banco entediado com a rotina, que descobre que faz parte de uma realidade virtual do mundo exterior. Sim, ele não é nada mais que um personagem de videogame super realista. Com um elenco bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi completamente sem expectativas que entrei na sala de cinema para conferir <em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong></em>, durante a cabine de imprensa. Um filme que não apresentava o trailer mais atrativo e a sinopse menos ainda. Ryan Reynolds (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deadpool/"><em>Deadpool</em></a>) no papel de um caixa de banco entediado com a rotina, que descobre que faz parte de uma realidade virtual do mundo exterior. Sim, ele não é nada mais que um personagem de videogame super realista.</p>
<p>Com um elenco bem interessante, composto ainda por Jodie Comer (<em>Killing Eve</em>), Lil Rel Howery (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>), Joe Keery (<em>Stranger Things</em>) e Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>), o longa evolui com um roteiro bem interessante e construído. É preciso abstrair alguns elementos do absurdo, mas a própria história propõe isso ao espectador. E não estamos falando aqui sobre um filme que força a inserção de Inteligência Artificial. <em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong></em> não subestima o espectador em hora nenhuma, apresentando uma história coerente e atrativa.</p>
<p>Além disso, as cenas de ação são bem propícias e orquestradas, sempre ao som de uma bela trilha sonora e alguns refrescos no meio do caminho. Vários atores como Channing Tatum, Chris Evans, Dwayne Jonhson, Tina Fey, John Krasinski, Hugh Jackman têm super breves participações, porém bem interessantes. É mais um atrativo aos olhos do espectador, a essa hora já bem conquistado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14437" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2.jpg" alt="Free Guy - Assumindo o Controle" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Guy é um cara positivo e desconfiado da realidade onde vive. O seu envolvimento com a Garota do Molotov é construído de maneira a induzir uma relação verdadeira, mesmo que impossível de acontecer. Enquanto isso, observamos o amor de Keys pela colega de criação e como Guy, na verdade, funciona como seu alter ego apaixonado e silencioso.</p>
<p>O conhecido diretor Taika Waititi entra como um vilão mesquinho e ganancioso, que visa apenas o dinheiro acima de qualquer coisa. Sua dualidade de atuação histérica com o equilíbrio dos outros personagens dá o tom perfeito dessa relação.</p>
<p>A história do filme é muito original e ainda dá pequenas alfinetadas no estilo de vida dos <em>gamers</em>, ainda que trate tudo com muito humor e diversão. Ele consegue equilibrar muito bem a distopia nerd com a alma de envolvimento naquele enredo familiar. O longa propõe ainda uma ideia de assumir o controle de sua própria vida, mesmo que isso implique em perder algumas benesses que já estamos acostumados, como a segurança de um lar entediante.</p>
<p><em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong> </em>é, no final das contas, uma grata surpresa para quem assiste. Divertido, interessante, com ótimas atuações, cenas de ação de qualidade e uma trilha sonora deliciosa, com certeza vale a experiência do cinema, pelos benefícios que a grande tela oferece em termos de percepção do CGI, utilizado exaustivamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shawn Levy</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ryan Reynolds, Jodie Comer, Lil Rel Howery, Joe Keery, Taika Waititi, Channing Tatum, Chris Evans, Dwayne Jonhson, Tina Fey, John Krasinski, Hugh Jackman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CMynkj1qAYo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Logan Lucky &#8211; Roubo em Família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2017 18:53:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Craig]]></category>
		<category><![CDATA[Logan Lucky - Roubo em Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de anunciar aposentadoria do cinema em 2013 com o lançamento de Terapia de Risco, o diretor Steven Soderbergh retorna à direção de um longa-metragem revisitando um território que conhece como poucos, o dos filmes de roubo. Logan Lucky: Roubo em Família traz o diretor numa história que faz jus a sua fama fomentada sobretudo com os filmes da franquia Onze Homens e um Segredo. Contudo, aqui tudo é moldado pela cultura sulista dos EUA, dos cenários e roupas aos sotaques dos personagens, passando [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Depois de anunciar aposentadoria do cinema em 2013 com o lançamento de <i>Terapia de Risco</i>, o diretor Steven Soderbergh retorna à direção de um longa-metragem revisitando um território que conhece como poucos, o dos filmes de roubo. <i>Logan Lucky: Roubo em Família<b> </b></i>traz o diretor numa história que faz jus a sua fama fomentada sobretudo com os filmes da franquia <i>Onze Homens e um Segredo</i>. Contudo, aqui tudo é moldado pela cultura sulista dos EUA, dos cenários e roupas aos sotaques dos personagens, passando ainda pelo próprio tom do filme, que, em momento algum, ambiciona ser mais do que um longa de entretenimento com a grife da assinatura de Soderbergh, é claro.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Logan Lucky</i>, os azarados irmãos Jimmy e Clyde, interpretados por Channing Tatum e Adam Driver, decidem empreender um roubo durante a corrida Nascar na Carolina do Norte após constatarem que precisam dar um basta nas suas vidas fracassadas. Para a ação criminosa eles procuram a ajuda de um presidiário vivido por Daniel Craig. Envolvendo a irmã e uma outra dupla de sujeitos completamente sem noção, os Logan acabam arquitetando um plano que aos poucos evidencia suas dificuldades de execução.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8307" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/logan-lucky-fr-700-420.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Logan Lucky </i>é um típico exemplar da carreira de Soderbergh, fazendo com que seu retorno aos cinemas não seja um anúncio em luzes neon, mas uma retomada do seu próprio projeto cinematográfico. Mesmo sendo um exemplar menor, tal qual títulos como <i>Magic Mike </i>e o próprio <i>Terapia de Risco</i>, a despeito de ser um entretenimento com pouquíssima ambição, o cineasta procura manter em <i>Logan Lucky </i>o tom do seu cinema. Nesse sentido, apesar do êxito e da logística do plano de roubo do filme ser um reflexo da natureza &#8220;pateta&#8221; dos personagens e de Soderbergh querer ironizar um <i>american way of life </i>tudo é muito sofisticado no tom que o diretor oferece ao longa, tornando-o pouco afeito a didatismos e marcado por uma relativa sofisticação cinematográfica em sua forma.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como na trilogia <i>Onze Homens e um Segredo</i>, Soderbergh tem interesse na ação dos personagens, demonstrando um desencadear lógico de acontecimentos na exibição passo a passo do plano de roubo. Ao mesmo tempo, por força do roteiro de Rebecca Blunt, o diretor encontra espaço para entender sobretudo os personagens de Tatum e Driver em suas motivações, mostrando como o desenrolar do plano nos fornece pistas sobre a personalidade dos protagonistas e suas motivações, revelando que eles estão bem longe do estereótipo dos <i>bad guys</i>. Com uma dúzia de participações especiais como a presença de Katie Holmes, Seth MacFarlane e Hilary Swank, <i>Logan Lucky </i>traz para o espectador um Steven Soderbergh despojado. Seguro, o cineasta exibe um filme em baixa temperatura, ainda que, como de praxe, mais inteligente, sofisticado e calculadamente costurado do que sua aparência denuncia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jAc-RR20AVY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Kingsman &#8211; O Círculo Dourado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2017 12:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
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		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
		<category><![CDATA[Kingsman - O Círculo Dourado]]></category>
		<category><![CDATA[Taron Egerton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kingsman: O Círculo Dourado está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de Kingsman: Serviço Secreto de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, Kingsman: O Círculo Dourado está a léguas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de <i>Kingsman: Serviço Secreto </i>de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está a léguas de distância do projeto cinematográfico proposto pelo seu antecessor. Mais estranho ainda é que diferente, por exemplo, de <i>Kick-Ass 2</i>, que não contou com o retorno de Matthew Vaughn na direção, a continuação de <i>Kingsman </i>tem o diretor no seu quadro criativo e ainda assim soa por diversas vezes como um produto completamente diferente do primeiro longa. Isso certamente não afetará quem tiver uma relação descompromissada com a obra, mas pode incomodar seus fãs mais ardorosos. E com toda razão.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>O Círculo Dourado</i>, o Kingsman é exterminado por um ataque de mísseis, fazendo com que os únicos remanescentes da equipe sejam Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong). Em busca de ajuda, os dois chegam a Statesman, agência americana nos moldes da Kingsman, e descobrem que devem derrotar a traficante de drogas Poppy Adams (Julianne Moore), que vive numa espécie de exílio fabricando suas aparentemente inofesivas armas de destruição em massa.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8242" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/kingsman-golden-circle-20th-century-fox-final.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Matthew Vaughn usa nessa sequência elementos que garantiram o êxito do primeiro filme, entre eles os comentários à própria cultura britânica (desta vez em oposição a americana) e as sequências de ação engenhosas e milimetricamente coreografadas, com uma ajudinha de efeitos especiais, é claro. Em alguns momentos, esse compromisso relativo princípio de reverência formal que o realizador tem com o primeiro filme o faz realizar cenas bastante parecidas com o longa de 2014, porém ambientadas num contexto diferente, como aquela em que, novamente, Colin Firth tenta conter as investidas de um grupo nada amistoso num bar.</p>
<p>No entanto, a reverência ao original para por ai. O grande problema dessa continuação é que, diferente do primeiro, toda essa cartela de atrativos fica à serviço de uma trama que tem pouco compromisso com a premissa básica de <i>Kingsman: Serviço Secreto</i>, ser um comentário irônico das marcas de um gênero narrativo. Isso fica para trás e <i>O Círculo Dourado </i>praticamente se assume como um longa de ação como outro qualquer que tem chegado no circuito, inclusive ao abraçar escancaradamente essa verve <i>cool </i>que tem tomado conta dos <i>blockbusters </i>ultimamente (e nem vou me referir a origem de tudo isso para não gerar polêmica, mas vocês devem sacar que está numa gigante do cinema de super-heróis) dosando suas cenas de ação com piadas espertinhas, trama que não tem compromisso algum com uma atmosfera de urgência estabelecendo pouquíssimo laço afetivo entre o público e seus personagens e claro uma <i>playlist </i>que faz você até ficar convencido de que está assistindo a uma obra<i> </i>fora do comum. No final das contas, <i>O Círculo Dourado </i>acaba se tornando um basicão da Hollywood de hoje em dia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O elenco continua sendo um grande atrativo, ainda que parte dele seja subaproveitado. Veteranos como Colin Firth (que, sim, retorna) e Mark Strong tem ótimos momentos, alguns deles são praticamente o coração de um filme que abre pouquíssimo espaço para a emoção, mas Julianne Moore se destaca como a chefe sociopata do cartel de drogas, talvez um dos poucos elementos da trama de <i>O Círculo Dourado </i>que preservam o tipo comentário irônico tão bem utilizado no primeiro. A personagem de Moore acaba se tornando uma investida do filme na maneira como as drogas são tratadas na sociedade, &#8220;demonizando&#8221; determinadas substâncias e dando passe livre a outras igualmente perigosas. Há ainda uma participação ilustre de Elton John que rende momentos divertidos. No mais, presenças estelares como as de Channing Tatum, Halle Berry e Jeff Bridges são figurativas na maior parte das vezes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>é uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;. Se por um lado, pode render uma sessão razoavelmente divertida, por outro perde o fio da meada ao abandonar deliberadamente a proposta do seu antecessor. Não chega a representar horas desperdiçadas na poltrona de um cinema, mas evidencia o caráter efêmero do filme sobretudo tendo como comparativo um longa tão inventivo quanto o primeiro. No final das contas, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>acaba entrando numa vala comum, ainda que tenha um momento ou outro mais inspirado.</p>
</div>
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		<title>Crítica: Ave, César!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2016 20:27:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema dos irmãos Joel e Ethan Coen é daquele tipo que possui características tão constantes que até mesmo o público eventual consegue reconhecer as marcas dos títulos do diretor se ao menos teve contato com um de seus filmes. Do irônico, discreto e corrosivo humor com que os cineastas constroem os seus personagens e as situações nas quais eles são inseridos, até às suas incisivas críticas a valores e ciclos da sociedade norte-americana, filmes como Fargo, O Grande Lebowski, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema dos irmãos Joel e Ethan Coen é daquele tipo que possui características tão constantes que até mesmo o público eventual consegue reconhecer as marcas dos títulos do diretor se ao menos teve contato com um de seus filmes. Do irônico, discreto e corrosivo humor com que os cineastas constroem os seus personagens e as situações nas quais eles são inseridos, até às suas incisivas críticas a valores e ciclos da sociedade norte-americana, filmes como <i>Fargo</i>, <i>O Grande Lebowski</i>, <i>Inside Llewyn Davis &#8211; Balada de um Homem Comum</i> e até empreitadas mais &#8220;sérias&#8221; dos realizadores como o vencedor do Oscar <i>Onde os fracos não têm vez </i>são títulos unificados e singularizados na recente filmografia norte-americana por apresentarem propostas estilísticas e narrativas bem peculiares dos diretores. <i>Ave, César!</i>, mais recente longa da dupla, claro, segue o mesmo caminho. Portanto, não decepciona em nada os fãs dos cineastas.</p>
<p>No filme, os Coen nos insere nos bastidores do cotidiano dos estúdios de cinema Capitol Pictures na Hollywood dos anos de 1950. Em meio às filmagens de produções grandiosas da época de ouro do cinema norte-americano e o temperamento instável de estrelas e diretores de cinema, acompanhamos a rotina de Edward Mannix (vivido por Josh Brolin), &#8220;cabeça&#8221; do estúdio que, entre suas várias funções, afasta as principais atrações da casa de escândalos midiáticos que possam arruinar suas carreiras e manchar a imagem da Capitol Pictures. Acontece que Mannix não terá um dia de trabalho nada fácil quando descobre que o famoso astro da produção épica &#8220;Ave, César!&#8221;, cujas filmagens estão em andamento, desapareceu misteriosamente após uma ação bem sucedida de uma organização secreta chamada &#8220;Futuro&#8221;.</p>
<p>Funcionando muito bem em duas frentes específicas, a comédia e o suspense policial (ambos adaptados às perspectivas que os cineastas possuem dos dois gêneros, claro), <i>Ave, César! </i>é uma verdadeira ode ao cinema do período que pretende retratar. Além dos gêneros com os quais sua trama central dialoga, <i>Ave, César! </i>oferece ao espectador uma compilação de homenagens interessantes a produções populares do período, como os <i>westerns</i>, os musicais com sapateado, os épicos históricos/religiosos, os melodramas, os filmes com acrobacias e coreografias aquáticas etc. Tudo está em <i>Ave, César! </i>na medida em que acompanhamos a rotina da Capitol Pictures em sequências produzidas com disciplina pelos Coen (cujo estudo de elementos como a fotografia, o tipo de performance dos atores etc. é visível na execução dessas cenas), que contam com o suporte do competente diretor de fotografia Roger Deakins, da equipe de direção de arte e dos figurinos de Mary Zophres.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5899" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/HAIL-CAESAR-12Outubro2015-3.jpg" alt="HAIL-CAESAR-12Outubro2015-3" width="610" height="348" /></p>
<p>Acontece que tudo isso é adorno &#8211; um belíssimo e interessante adorno, é preciso reconhecer &#8211; diante do que parece ser a força motriz de <i>Ave, César!</i>. Através da sua trama policial, os Coen, com a inteligência e perspicácia que lhes são peculiares, nos insere em uma rede de conspirações a respeito dos &#8220;braços&#8221; comunistas que se &#8220;infiltraram&#8221; nos estúdios naquela época, os roteiristas. Nesse mesmo ano, o tema foi tratado no filme que rendeu uma indicação ao Oscar para Bryan Cranston, <i>Trumbo</i>, de uma maneira bem burocrática, é verdade, mas em <i>Ave, César! </i>ganha um tratamento mais interessante e inusitado. A fusão entre a homenagem à era de ouro de Hollywood e o deboche dos realizadores com a paranoia comunista que tomou conta dos EUA naquele período faz de <i>Ave, César! </i>um interessante mosaico sobre a produção cinematográfica do período, mas também da sociedade norte-americana da época e o do <i>modus operandi </i>dos estúdios de cinema.</p>
<p>Com um elenco muito bem em cena, composto por antigos colaboradores dos diretores, como George Clooney (funcionando sempre na medida para os tipos que os realizadores costumam escalá-lo), Josh Brolin, Scarlett Johansson (cada vez mais saindo da moldura na qual foi colocada nos primeiros anos da sua carreira), Frances McDormand e Tilda Swinton, como também novas adições em seus currículos, é o caso de Ralph Fiennes, Christopher Lambert (!!!!), Jonah Hill e Channing Tatum (excelente em sua breve mas importante participação), o destaque ficou para o novato do grupo, o jovem ator de nome praticamente impronunciável, Alden Ehrenreich, conhecido por sua participação em <i>Tetro</i>, filme de Francis Ford Coppola de 2009. Ehrenreich interpreta uma jovem estrela de <i>westerns</i>, marcada por sua inocência e pela sua dificuldade de interpretar, mas que passa a ser a &#8220;galinha dos ovos de ouro&#8221; da Capitol Pictures dirigida pelo personagem de Josh Brolin. Alden Ehrenreich faz um tipo interessante que não só funciona bem no universo dos Coen, atuando na mesma voltagem dos restante dos personagens do filme, como também consegue conferir uma dimensão humana ao criar uma forte empatia com o público desde a sua primeira sequência.</p>
<p>Entre a reverência à antiga Hollywood e a crítica à paranoia comunista, <i>Ave, César! </i>consegue ser mais um acerto de Joel e Ethan Coen. Nada fora da curva, mas nem precisava ser. O filme é coerente com tudo o que os realizadores têm feito até aqui com seus comentários irônicos sobre a sociedade americana e com suas apropriações bem particulares da gramática cinematográfica. É preciso ter muito fôlego, coragem e repertório para chegar tão longe e com tanta maturidade na constância produtiva que os Coen vêm apresentando desde que surgiram no cinema e <i>Ave, César! </i>é outro momento muito bom dos realizadores.</p>
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		<title>Crítica: Os Oito Odiados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2016 19:12:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Em seu anunciado oitavo longa-metragem, Quentin Tarantino reitera elementos que são marcas do realizador ao longo de toda a sua carreira: os diálogos afiados, a estrutura narrativa por vezes acronológica, muita violência e as dezenas de referências a todos aqueles filmes que são cultuados pelo realizador. Os Oito Odiados fortalece suas origens tarantinescas ao trazer para sua trama todos esses recursos. É bem verdade que o longa acaba não sendo o mais memorável da carreira do diretor e em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4249" aria-describedby="caption-attachment-4249" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4249 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hateful2-620x347.jpg" alt="hateful2" width="620" height="347" /><figcaption id="caption-attachment-4249" class="wp-caption-text">Repetições: Os Oito Odiados mantém as marcas do filme do realizador, mas acaba se mostrando como um dos seus filmes mais efêmeros.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu anunciado oitavo longa-metragem, Quentin Tarantino reitera elementos que são marcas do realizador ao longo de toda a sua carreira: os diálogos afiados, a estrutura narrativa por vezes acronológica, muita violência e as dezenas de referências a todos aqueles filmes que são cultuados pelo realizador. <i>Os Oito Odiados </i>fortalece suas origens tarantinescas ao trazer para sua trama todos esses recursos. É bem verdade que o longa acaba não sendo o mais memorável da carreira do diretor e em determinadas situações suas marcas de autoria soam como repetição, mas em mais de três horas de projeção, o realizador mantém o espectador atento a sua história e a seus personagens trabalhando um domínio narrativo que poucos cineastas contemporâneos possuem.</p>
<figure id="attachment_4250" aria-describedby="caption-attachment-4250" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4250 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hateful-eight-samuel-l-jackson-xlarge-620x349.jpg" alt="hateful-eight-samuel-l-jackson-xlarge" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4250" class="wp-caption-text">Homem de confiança: Samuel L. Jackson mais uma vez brilha em um filme do realizador. Na foto, ao lado de Walton Goggins</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>Os Oito Odiados</i>, Quentin Tarantino traz a história de John Ruth (Kurt Russell), um carrasco que em sua viagem leva como prisioneira a criminosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh). Ruth captura Daisy a fim de trocá-la por uma volumosa quantia em dinheiro como recompensa. No caminho, Ruth e Daisy enfrentam como dificuldade uma violenta nevasca e se deparam com um caçador de recompensas (Samuel L. Jackson) e um homem que acaba de ser empossado como xerife de uma cidade (Walton Goggins). Os quatro acabam se juntando e buscam abrigo em um armazém até que o temporal passem. Lá, eles conhecem quatro sujeitos que também estão no local aguardando a nevasca passar. No decorrer da trama, os oito personagens vão descobrindo os segredos dos seus companheiros de abrigo e, isolados do restante do mundo e obrigados a conviver  no mesmo local, acabam entrando em um inevitável confronto.</p>
</div>
<div>
<p>Assim como fizera em <i>Django Livre</i>, em <i>Os Oito Odiados</i>, Tarantino<i> </i>retorna ao <i>western. </i>Contudo, este filme do realizador é bem diferente do seu longa de 2012. Aqui, Tarantino surge mais descompromissado com propósitos que vão além do entretenimento e se por um lado isso é bastante positivo pois permite que o realizador se entregue aos extremos da sua própria assinatura cinematográfica, por outro, não deixa de trazer para <i>Os Oito Odiados </i>uma certa sensação de repetição. Assim como seu segmento no projeto <i>Grindhouse</i>, o filme <i>À Prova de Morte</i>, <i>Os Oito Odiados </i>acaba mostrando-se como um bom entretenimento, porém esquecível ao final da projeção. Não há personagens memoráveis ou diálogos e cenas a se destacar como em <i>Pulp Fiction</i>, <i>Jackie Brown</i>, <i>Kill Bill</i>, <i>Bastardos Inglórios </i>ou mesmo <i>Django Livre, </i>pelo qual confesso ter algumas reservas, mas reconheço as qualidades. A sensação após uma sessão de <i>Os Oito Odiados </i>é que a narrativa que nos foi apresentada tem uma correta execução, mas de que tudo é relativamente efêmero.</p>
</div>
<figure id="attachment_4251" aria-describedby="caption-attachment-4251" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4251 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hateful-eight-film-grab-ap--620x349.jpg" alt="" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4251" class="wp-caption-text">Elenco: Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh e Bruce Dern são alguns dos atores afiados que Quentin Tarantino dirige em seu novo filme</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tarantino acerta mais uma vez na escalação e na condução do seu elenco. Como destaque há a marcante presença de Jennifer Jason Leigh como a prisioneira Daisy Domergue e, claro, Samuel L. Jackson que como o caçador de recompensas Marquis Warren demonstra mais uma vez que talvez não exista ator no mundo que compreenda mais as palavras e o olhar de Tarantino para os seus personagens do que ele. Há ainda que se pontuar os trabalhos de Kurt Russell, Walton Goggins, Demián Bichir, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern e Channing Tatum em performances equilibradas e orgânicas ao universo proposto pelo diretor.</p>
</div>
<div>
<p>Longe de ser um dos melhores filmes de Tarantino, mas também bem distante de um desastre cinematográfico &#8211; afinal, com um diretor consciente da linguagem cinematográfica e com o repertório como Tarantino dificilmente o filme cairia nessa zona de perigo &#8211; <i>Os Oito Odiados </i>agrada sobretudo aos fãs do estilo do cineasta. É certo que o longa não representa nada que já não tenhamos visto Quentin Tarantino fazer e que a &#8220;luz vermelha&#8221; de alerta pode começar a piscar para o realizador sinalizando que, de alguma maneira, ele tem que seguir outros caminhos para sair de uma relativa zona de conforto que ele mesmo criou (com dois filmes no gênero a cota de <i>westerns </i>do Tarantino já está mais do que cumprida, por exemplo), mas o filme apresenta uma narrativa construída com fluidez e domínio, entretendo a plateia com a usual assinatura do cineasta. Esse mérito, ninguém pode lhe tirar.</p>
</div>
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		<title>Assista ao trailer do novo filme de Quentin Tarantino, Os 8 Odiados</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-do-novo-filme-de-quentin-tarantino-os-8-odiados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2015 17:28:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
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		<category><![CDATA[Tim Roth]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim o aguardado trailer de Os 8 Odiados, novo filme de Quentin Tarantino, acaba de ser divulgado. Além dele, um pôster estampado pelos protagonistas do filme também foi lançado. Dirigido e roteirizado por Tarantino, Os 8 Odiados conta a história de uma diligência que desvia da sua rota por conta de uma tempestade de neve. Esse incidente faz com que um grupo de oito estranhos fique preso em um saloon no meio do nada. O grupo é composto por uma dupla de caçadores [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-do-novo-filme-de-quentin-tarantino-os-8-odiados/">Assista ao trailer do novo filme de Quentin Tarantino, Os 8 Odiados</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/The-Hateful-Eight-large-970x545.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3332" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/The-Hateful-Eight-large-970x545-620x348.jpg" alt="The-Hateful-Eight-large-970x545" width="620" height="348" /></a></p>
<p>Enfim o aguardado trailer de<strong> <em>Os 8 Odiados</em></strong>, novo filme de Quentin Tarantino, acaba de ser divulgado. Além dele, um pôster estampado pelos protagonistas do filme também foi lançado.</p>
<p>Dirigido e roteirizado por Tarantino, <em>Os 8 Odiados </em>conta a história de uma diligência que desvia da sua rota por conta de uma tempestade de neve. Esse incidente faz com que um grupo de oito estranhos fique preso em um saloon no meio do nada. O grupo é composto por uma dupla de caçadores de recompensa, um ex-soldado, uma ex-presidiária, entre outros. O longa tem sido &#8220;vendido&#8221; como um encontro entre <em>Sete Homens e um Destino </em>e <em>Os Doze Condenados</em>.</p>
<p>No elenco, parceiros habituais do diretor como Samuel L. Jackson (<em>Pulp Fiction</em>, <em>Jackie Brown </em>e <em>Django Livre</em>), Tim Roth (<em>Cães de Aluguel</em>), Kurt Russell (<em>À Prova de Morte</em>), além de novos rostos na filmografia do diretor, como Jennifer Jason Leigh (<em>eXistenZ</em>), Bruce Dern (<em>Nebraska</em>) e Channing Tatum (<em>Magic Mike</em>).</p>
<p>O longa estreia no final do ano nos EUA, aqui no Brasil a previsão de estreia é para janeiro de 2016.</p>
<p>Veja o pôster e assista ao trailer abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gnRbXn4-Yis" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class=" aligncenter" src="http://br.web.img2.acsta.net/c_520_690/newsv7/15/08/10/20/23/334976.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Magic Mike XXL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2015 12:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Manganiello]]></category>
		<category><![CDATA[Magic Mike]]></category>
		<category><![CDATA[Magic Mike XXL]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Bomer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você está esperando um grande roteiro ou uma história bem fundamentada e cheia de sentido, melhor procurar outro filme para ver. Agora, se a sua intenção é apenas se divertir, rir bastante e melhorar o humor, pode apostar que Magic Mike XXL é a sua melhor escolha do momento. Bom, pelo menos se você for mulher ou gay. Eu serei sincera ao afirmar que não sei até agora qual o enredo deste filme. De forma superficial e reduzida, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3256" aria-describedby="caption-attachment-3256" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/w4w5a4cdogucpups90gj.jpg"><img decoding="async" class="size-large wp-image-3256" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/w4w5a4cdogucpups90gj-600x400.jpg" alt="Channing Tatum retorna no papel de Mike" width="600" height="400" /></a><figcaption id="caption-attachment-3256" class="wp-caption-text">Channing Tatum retorna no papel de Mike</figcaption></figure>
<p>Se você está esperando um grande roteiro ou uma história bem fundamentada e cheia de sentido, melhor procurar outro filme para ver. Agora, se a sua intenção é apenas se divertir, rir bastante e melhorar o humor, pode apostar que Magic Mike XXL é a sua melhor escolha do momento. Bom, pelo menos se você for mulher ou gay.</p>
<p>Eu serei sincera ao afirmar que não sei até agora qual o enredo deste filme. De forma superficial e reduzida, o que posso dizer é que o grupo de strippers retorna mais uma vez neste longa. Mike largou a profissão e resolveu seguir a carreira de design de móveis. Ele criou uma empresa, que vai levando com certa dificuldade, porém muita motivação. Depois de uma brincadeira de mau gosto, ele acaba se reencontrando com seus antigos colegas da noite, que vão seguir em uma última turnê até a convenção em Miami. Chateado e deprimido, depois que a mulher recusou seu pedido de casamento, Mike resolve acompanhar os amigos para se divertir um pouco.</p>
<p>Bom, é basicamente isso. Daí pra frente é o óbvio. O filme é a jornada deles até chegar na convenção e se apresentar. Mas gente, me perdoem a informalidade, não é preciso mais nada. O grupo é extremamente divertido e tem uma dinâmica interessante.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/magic_mike_joe_manganiello.0.jpg"><img decoding="async" class=" size-full wp-image-3257 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/magic_mike_joe_manganiello.0.jpg" alt="magic_mike_joe_manganiello.0" width="610" height="348" /></a></p>
<p>É preciso deixar claro uma coisa. A ideia de uma sequência é puramente mercadológica. O primeiro filme foi o maior sucesso de bilheteria, então era natural que uma sequência fosse produzida. Porém, diferente do primeiro, esse não tem vergonha de mostrar o que propõe e não fica fazendo rodeios.</p>
<p>Enquando o primeiro filme tenta (sem sucesso) criar uma história, mixar drama com ação com suspense com romance, o segundo simplesmente vai ao ponto: um monte de homem tirando a roupa e sensualizando na frente da telona. Provavelmente por isso, o segundo consegue se sair melhor. Ao assumir seu objetivo, ele o cumpre muito bem.</p>
<p>A narrativa, como um todo, venera o mundo feminino. Os protagonistas falam sempre em dar prazer às mulheres, deixá-las felizes e tudo mais. Como se eles fossem psicólogos sexuais. E é bem isso que acontece. Em uma sala de cinema grande, 80% era mulher, 18% gay e os outros 2% eram de homens perdidos ou que foram obrigados pelas namoradas. Dois saíram no meio da sessão. Paciência.</p>
<p>O fato é muito simples. Pouco enredo, pouca narrativa, nenhuma atuação fantástica (não são ruins também, vale deixar claro), mas isso não torna o filme ruim. Ao contrário, é extremamente agradável, leve e entretém. A pessoa sai da sessão dando risada à toa. Então, acredito eu, ele já é suficientemente bom, só por isso.</p>
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		<title>Crítica: Foxcatcher &#8211; Uma História que chocou o Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2015 19:27:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bennett Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
		<category><![CDATA[Foxcatcher]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Ruffalo]]></category>
		<category><![CDATA[Sienna Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Carell]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Redgrave]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Os acontecimentos de <i>Foxcatcher &#8211; Uma História que chocou o Mundo </i>têm como força condutora a insegurança do seu protagonista, o lutador Mark Schultz (Channing Tatum). O fio condutor desse filme sombrio de Bennett Miller é a carência desse personagem, suprida em níveis diferentes pelo seu irmão mais velho David Schultz (Mark Ruffalo) e pelo seu pretenso treinador, o milionário John du Pont (Steve Carell). Bennett Miller constroi toda a atmosfera necessária para fazer de <i>Foxcatcher </i>um filme denso psicologicamente, além de intrincado e coerente como narrativa. As sensações criadas no espectador são fluidas, nada é antecipado, os personagens e suas relações são críveis e a condução é ritmada. Enfim, o melhor trabalho da carreira do diretor de <i>Capote </i>e <i>O Homem que mudou o Jogo</i>, até então.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><i>Foxcatcher </i>tem início quando o jovem lutador de luta greco-romana Mark Schultz recebe um convite do milionário John du Pont. Ele deseja patrocinar o treino e a ida do atleta para as Olimpíadas de Seul em 1988. Schultz passa a morar na casa de du Pont e começa a criar uma certa veneração pela filosofia de sucesso do seu patrocinador e técnico de fachada. Em determinado momento da trama, du Pont começa a fazer pouco caso de Mark e decide trazer para a equipe o irmão do rapaz, David Schultz. A presença de David perturba a relação entre du Pont e Mark, fazendo com que tudo saia de controle.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/foxcatcher02.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2656" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/foxcatcher02-620x323.jpg" alt="foxcatcher02" width="620" height="323" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Tudo em <i>Foxcatcher </i>sugere que Mark e John du Pont, de certa maneira, se complementam. Ambos são governados pelo sentimento de inferioridade, pela necessidade de corresponder e superar às próprias expectativas ou àquelas que pensam que terceiros tenham sobre eles. Isso os torna figuras destrutivas, uma característica potencializada pelo encontro dos dois na trama. Isso faz com que Miller e seu diretor de fotografia Greg Fraser optem por tonalidades mais acinzentadas, que os cortes sejam mínimos e que os movimentos de câmera sejam mais lentos, contrastando com a inquietação psíquica e física de Mark e com o silêncio imprevisível de John du Pont, tudo é muito perturbador de ser acompanhado por tanto tempo. Em contrapartida, a presença de David Schultz (Ruffalo) é um alento afetivo para a história, ironicamente, o personagem que acaba saindo lesado de toda a relação doentia entre Mark e John.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Na pele de John du Pont, Steve Carell provoca no espectador um misto de asco e pena. Carell compõe um tipo absolutamente imprevisível, uma bomba relógio ambulante, a partir de um olhar lânguido, pouquíssimos gestos, todos acompanhados com bastante atenção pela câmera de Miller. Já Channing Tatum tem aqui o melhor desempenho da sua carreira, sua interpretação é repleta de nuances e consegue equilibrar a sensibilidade, imaturidade e agressividade de Mark Schultz. Mark Ruffalo completa o elenco como o personagem mais admirável dos três, um sujeito comum e afetuoso, pai de família, irmão dedicado, profissional exemplar, enfim, tudo o que du Pont e Mark mais almejaram ser na vida.  David é uma espécie de fantasma dos protagonistas.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/AR-141127414.jpgMaxW650.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2657" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/AR-141127414.jpgMaxW650-620x338.jpg" alt="AR-141127414.jpg&amp;MaxW=650" width="620" height="338" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Representando a maturidade da carreira de Bennett Miller, <i>Foxcatcher </i>é um filme de personagens e relações complicadas, algumas delas sombrias demais para quem não deseja ou tem medo de adentrar no que existe de pior nos recôncavos da nossa complicada psique. O filme é sólido dramaticamente, coerente como narrativa, utiliza ao máximo todos os recursos cinematográficos à sua disposição, oferecendo uma trama sobre ambição, relações familiares e homens complicados, ou seja, se inspira no que de melhor a cinematografia norte-americana já fez.No final das contas, <i>Foxcatcher </i>trata como tantos outros grandes filmes norte-americanos de um traço peculiar e doentio da cultura dos EUA, a obsessão pelo sucesso e pela figura do sujeito bem-sucedido, uma categoria que não necessariamente está associada à acumulação financeira, mas com o reconhecimento de uma trajetória por terceiros, sua publicização e a construção de um mito. No caso, o longa deixa bem claro que há dois caminhos, cada um deles optados por um dos personagens em questão: a completa escuridão ou a libertação desse ideal de felicidade e reconhecimento pleno, uma doença contemporânea.</p>
</div>
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