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	<title>Arquivos Carrie Coon - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Carrie Coon - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: As Três Filhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 22:17:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No drama As Três Filhas, Carrie Coon, Natasha Lyonne e Elizabeth Olsen têm muito pouco em comum, apenas o fato de que são filhas do mesmo homem. Nos últimos dias do pai das três irmãs elas se reúnem para cuidar dele, mas também para cuidar de toda a burocracia inerente à situação. O diretor Azazel Jacobs vem de experiências cinematográficas díspares &#8211; o elogiado The Lovers de 2017 e o divisivo Saída à Francesa com Michelle Pfeiffer lançado em 2020. Em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No drama <em><strong>As Três Filhas</strong></em>, Carrie Coon, Natasha Lyonne e Elizabeth Olsen têm muito pouco em comum, apenas o fato de que são filhas do mesmo homem. Nos últimos dias do pai das três irmãs elas se reúnem para cuidar dele, mas também para cuidar de toda a burocracia inerente à situação.</p>
<p>O diretor Azazel Jacobs vem de experiências cinematográficas díspares &#8211; o elogiado The Lovers de 2017 e o divisivo Saída à Francesa com Michelle Pfeiffer lançado em 2020. Em <em><strong>As Três Filhas</strong></em>, Jacobs procura uma relação mais empática com o público quando constrói (ele também é roteirista do filme) este drama calcado em conflitos familiares perfeitamente passíveis de identificação com diferentes &#8220;bolhas&#8221; do público. Todo espectador passa, passará ou já está elaborando questões em torno do envelhecimento, adoecimento ou iminente morte dos pais ou possui núcleos familiares marcados por atritos e ressentimentos. Esta é a tônica do mais recente drama do diretor.</p>
<p>Com um roteiro econômico que reduz suas ações a poucos personagens (majoritariamente, as três mulheres do título) e um único cenário (o apartamento da família em Nova York), <em><strong>As Três Filhas</strong></em> tem uma vertente teatral que se confirma na verborragia da sua dinâmica. No entanto, o diretor encontra brechas para mover sua câmera por aquele apartamento de forma a conduzir a atenção do público para os diferentes movimentos das suas três protagonistas em seus embates, o que é sempre muito interessante e rico para que o espectador tenha uma dimensão da complexidade dessas mulheres.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18821" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-2.png" alt="As Três Filhas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa acerta ao escalar Carrie Coon, Natasha Lyonne e Elizabeth Olsen, atrizes muito distintas em suas abordagens e que se encaixam perfeitamente nessas personagens. Enquanto Carrie Coon traz para Katie uma abordagem aparentemente seca e pragmática para a situação, sendo por vezes dura com as irmãs, Elizabeth Olsen transforma Christina naquela figura que se esforça para fazer as situações ficarem em uma temperatura mais amena, tentando manter um equilíbrio que, muitas vezes, claro, não consegue. Natasha Lyonne é o ponto mais divergente do trio ao dar vida a Rachel, a irmã mais velha, oriunda de um outro relacionamento do pai das três, e que tem uma abordagem mais franca, irreverente, aparentemente desleixada, mas que no fundo viveu com mais profundidade esse luto até o momento. O desempenho do trio de atrizes é espetacular, todas têm grandes momentos e juntas elas funcionam muito bem.</p>
<p>A partir de uma situação extremamente dramática como a morte de um ente querido, <em><strong>As Três Filhas</strong></em> desenvolve um drama muito sensível sobre a fraternidade, construindo os conflitos comuns a esse tipo de relacionamento através da dificuldade de comunicação e ausência de convergência de temperamentos. Aos poucos, a situação vai mostrando para as protagonistas a necessidade de aparar algumas arestas, sobretudo porque as três possuem coisas em comum, a principal delas é o luto pela morte do pai, isso vai aproximando as irmãs.</p>
<p>Com <em><strong>As Três Filhas</strong></em>, Jacobs faz um longa que não &#8220;floreia&#8221; as relações familiares, mas que também encontra espaço para sensibilizar as plateias com uma visão afetuosa e otimista para a situação criada, evitando o drama fácil das situações e diálogos clichês. Pelo contrário, tudo no texto e na direção de <em>As Três Filhas</em> aponta para um tratamento complexo, sensível e não manipulatório do sentimento do espectador com aquela situação. As ótimas atuações de Carrie Coon, Natasha Lyonne e Elizabeth Olsen dão a tônica de um drama equilibrado conduzido com muita sensibilidade e que encontra sua excelência nos detalhes do olhar da câmera do diretor e na precisão com a qual calibra os sentimentos da sua história.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Azazel Jacobs</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carrie Coon, Natasha Lyonne, Elizabeth Olsen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Y2SjmpdD5l0?si=5CFUMLAQwOGG2BMg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ghostbusters &#8211; Mais Além</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 16:03:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio de uma nova produção que recrie ou dê continuidade à queridas e conhecidas histórias é preocupante. A pergunta que vem de imediato é: por quê? Qual o propósito de mexer em algo que já marcou a história do cinema se você pode criar algo novo? E a primeira resposta que vem à mente é: dinheiro. O apelo emocional do público é o fator número um para um filme que revitaliza, reconstrói ou continua uma narrativa anterior. E esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de uma nova produção que recrie ou dê continuidade à queridas e conhecidas histórias é preocupante. A pergunta que vem de imediato é: por quê? Qual o propósito de mexer em algo que já marcou a história do cinema se você pode criar algo novo? E a primeira resposta que vem à mente é: dinheiro. O apelo emocional do público é o fator número um para um filme que revitaliza, reconstrói ou continua uma narrativa anterior. E esse é o caso de <b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> que, depois de quatro adiamentos por conta da pandemia, finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (18).</p>
<p>O longa-metragem causou um rebuliço nos fãs da franquia quando foi anunciada a sua produção. Apesar da empolgação, a ideia de um novo Caça-Fantasmas recaiu nesta discussão sobre o valor de sua existência dentro da franquia. <b><i>Ghostbusters: Afterlife</i></b> (título original), no entanto, se mostra um projeto sensível e inteligente. A  produção soube dosar os momentos de servir o público com coisas do passado sem perder de vista o seu valor de construção próprio. Tudo isso entregue ao público com graça, emoção e charme.</p>
<p>Callie (Carrie Coon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>) se muda com seus filhos, Phoebe (Mckenna Grace, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><em>Maligno</em></a>) e Trevor (Finn Wolfhard, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), para a casa de seu recém falecido pai. Com uma relação conturbada entre pai e filha, tanto Callie quanto as crianças não sabiam o que esperar da ida para a pacata cidadezinha até que o passado se fez presente. Aparições de fantasmas trazem à tona os segredos da família, revelando que Phoebe e Trevor são netos de Egon Spengler, o antigo Caça-Fantasmas. Agora os decentes de Egon terão a difícil missão de conter as forças paranormais que estão tentando tomar conta da pequena cidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14743" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ghostbusters - Mais Além" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/3460596.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> é uma produção que se mantém por si só por saber respeitar o que veio antes dela. E é evidente que a proximidade das mentes que comandaram o processo são as responsáveis por isso. Dirigido e co-escrito por Jason Reitman (<em>Tully</em>), <b><i>Mais Além</i></b> é um legado passado de pai para filho. Jason é filho do diretor dos dois primeiros filmes, Ivan Reitman. O Reitman pai também é o produtor do projeto, ou seja, estava tudo em família. Como se eles pudessem retomar de onde Ivan parou, em 1989. E é a sensação que dá ao sair da sessão. O espectador sente como se tivesse vivenciado uma história que não é apenas uma continuação direta dos clássicos de ficção científica dos anos 1980, mas uma produção com a mesma energia e qualidade.</p>
<p><b><i>Afterlife</i></b> vem para revitalizar a querida franquia <i>sci-fi</i> e mostrar que é possível se fazer continuações com qualidade e que se sustentam &#8211; como <i>Halloween</i> (2018) também fez há alguns anos. Os detalhes que conectam o filme com seus antecessores é uma força motriz. Evidentemente existe o <i>fan service</i> espalhado pelo longa, mas nada que atrapalhe a recepção. Pelo contrário, as escolhas de serviço não são excessivas e foram colocadas nos momentos perfeitos para gerar nostalgia.</p>
<p>E é por meio dessa construção narrativa regada de memórias afetivas que o público é conduzido numa história com comédia, drama e tensão. A participação dos Caça-Fantasmas originais é um dos momentos mais emocionantes para os fãs, em especial porque Harold Ramis, o ator que interpretou Egon Slenger, faleceu em 2014, aos 69 anos. Talvez daí venha a explicação simbólica do título original do filme (que quer dizer além da vida, em tradução livre). A presença dele com imagens de arquivo dos outros filmes é um abraço quente no espectador. Ramis, além de dar vida a um dos personagens principais, também co-escreveu <em>Os Caça-Fantasmas</em> (1984) e <em>Os Caça-Fantasmas 2</em> (1989) com seu colega de cena Dan Aykroyd, o eterno Ray Stantz.</p>
<p>Tanto o elenco jovem como o adulto conduz o público por cada momento cômico com maestria. A participação de Paul Rudd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-formiga-e-a-vespa/"><i>Homem Formiga e a Vespa</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><i>Vingadores: Ultimato</i></a>, de 2019), por exemplo, é um show à parte. O ator mostra mais uma vez porque está em Hollywood há tantos anos fazendo o espectador chorar de rir. Além dele, outro destaque do filme é a jovem Mckenna Grace (<a href="http://Annabelle 3: De Volta Para Casa"><i>Annabelle 3: De Volta Para Casa</i></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><i>Maligno</i></a>, de 2021). A atriz esbanja talento e comove o público em sua jornada de autoconhecimento e aceitação. Entre risadas e lágrimas, <b><i>Ghostbusters: Mais Além</i></b> é um filme preparado para divertir todas as pessoas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jason Reitman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carrie Coon, Finn Wolfhard, Mckenna Grace, Paul Rudd, Bill Murray, Celeste O&#8217;Connor, Dan Aykroyd, Ernie Hudson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ikqtxp8Yd-U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ghostbusters-mais-alem/">Crítica: Ghostbusters &#8211; Mais Além</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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