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	<title>Arquivos Carla Salle - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Carla Salle - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Meu Álbum de Amores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2022 01:45:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encerrando a trilogia de Rafael Gomes formada por 45 dias sem você (2018) e Música para morrer de amor (2019) (é batizada de trilogia Corações Sentimentais), Meu Álbum de Amores segue os passos dos demais longas do diretor. No centro do drama está os enlaces amorosos de jovens protagonistas influenciados sobretudo pela música, um elemento predominante no filme através das canções e dos números musicais de um cantor brega dos anos 70 criado pela obra, Odilon Ricardo, vivido pelo ator [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Encerrando a trilogia de Rafael Gomes formada por 45 dias sem você (2018) e Música para morrer de amor (2019) (é batizada de trilogia Corações Sentimentais), <em><strong>Meu Álbum de Amores</strong></em> segue os passos dos demais longas do diretor. No centro do drama está os enlaces amorosos de jovens protagonistas influenciados sobretudo pela música, um elemento predominante no filme através das canções e dos números musicais de um cantor brega dos anos 70 criado pela obra, Odilon Ricardo, vivido pelo ator Gabriel Leone.</p>
<p><em><strong>Meu Álbum de Amores</strong></em> é um musical com composições de Arnaldo Antunes e Odair José, uma parceria que consegue se apropriar muito bem do gênero com canções que parecem saídas dos anos 1970 e que também servem aos temas da jornada do protagonista, o dentista Júlio, vivido também por Leone. O personagem está no meio de uma fossa amorosa pois acaba de romper com a namorada por quem é muito apaixonado e acaba descobrindo que é um filho &#8220;perdido&#8221; do famoso cantor Odilon Ricardo através de um irmão que também desconhecia a filiação. Enquanto vai descobrindo sua origem conversando com antigos amores do pai, revivendo suas canções em karaokês e assistindo a suas entrevistas antigas no YouTube, o rapaz tenta ajustar os problemas do seu relacionamento com a ex, esquecendo de vez esse amor ou partindo para outra história.</p>
<p><strong><em>Meu Álbum de Amores</em></strong> é um filme bastante simpático, flertando com um gênero e elementos do pop que infelizmente ainda são pouco explorados no cinema brasileiro. Gabriel Leone é um protagonista que segura as pontas do longa mesmo quando, por vezes, a história parece andar em círculos com os problemas amorosos do seu personagem. A parceria que o ator tem com Felipe Frazão, que interpreta o seu irmão, é especialmente interessante em uma relação que gradualmente ganha cumplicidade fraternal na tela.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15816" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest.jpg" alt="Meu Álbum de Amores" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa de Rafael Gomes consegue articular muito bem a comédia romântica e a vocação passional do seu protagonista com o contexto musical dos anos de 1970, o fio condutor da história. O roteiro procurar tornar a trama bem amarrada, conferindo uma abordagem linear para o arco de transformação do seu protagonista e procurando sempre justificar cada uma das eventuais questões da sua história. É interessante como o filme dialoga o amadurecimento emocional de Júlio (Leone) não apenas com os números musicais do cantor fictício Odilon Ricardo como também com um certo inventário sentimental do rapaz com a namorada interpretada por Carla Salle, que, ocasionalmente, lhe aparece em um cenário repleto de recordações do casal. O longa de Gomes tem esse mérito de se esforçar para conferir uma condução original às convenções que procura abarcar com sua jornada amorosa de identificação universal.</p>
<p>Não há um enlace fundamental (ou, pelo menos, mais elaborado) para o drama principal do filme, a fossa de amor do protagonista vivido por Gabriel Leone. Como convém ao gênero, lá pelo final do longa, ele enfim consegue conversar com a ex e, depois de tentar preencher a sua falta com relações fugazes e mergulhar na música brega do seu pai, o dentista Júlio consegue seguir em frente. Falta ao longa picos emocionais ou viradas mais drásticas que surpreendam o espectador com alguns desenlaces e mantenham seu interesse pela história. Em dado ponto, a trama fica morna e repetitiva, parece não sair do lugar. No entanto, de maneira geral, <em><strong>Meu Álbum de Amores</strong></em> satisfaz e conquista o público. Em sua defesa, o filme tem a seu favor um ator protagonista carismático mesmo quando seu personagem tinha tudo para não ser e uma vocação pop que ainda falta no nosso cinema (precisamos de mais musicais!), resgatando pontualmente o interesse do público pelos desenlaces amorosos que movem a trama quando o roteiro parece não favorecer muito a experiência do espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rafael Gomes</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gabriel Leone, Carla Salle, Felipe Frazão, Olívia Torres, Maria Luisa Mendonça, Laila Garin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/K0Rtz0Es5M8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Mostra de São Paulo: Curral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 00:26:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após dez anos de Porta a Porta – a Política em Dois Tempos, Marcelo Brennand retorna ao universo da política feita em cidades pequenas do Brasil. Aqui em Curral, novamente, ele retrata Gravatá, município interiorano de Pernambuco, em período de votação para prefeito e vereador. Durante o filme, há uma construção progressiva das tensões dentro das relações das personagens do enredo. As suas camadas vão sendo descortinadas à medida que a trama avança. Alguns acontecimentos acabam sendo óbvios, mas o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Após dez anos de <em>Porta a Porta – a Política em Dois Tempos</em>, Marcelo Brennand retorna ao universo da política feita em cidades pequenas do Brasil. Aqui em <strong><em>Curral</em></strong>, novamente, ele retrata Gravatá, município interiorano de Pernambuco, em período de votação para prefeito e vereador. Durante o filme, há uma construção progressiva das tensões dentro das relações das personagens do enredo. As suas camadas vão sendo descortinadas à medida que a trama avança. Alguns acontecimentos acabam sendo óbvios, mas o que vale aqui é justamente o desenvolvimento desta história e como a direção e a montagem dialogam com ela.</p>
<p>Nas sequências nas quais as ações são mais marcadas, os cortes secos contribuem para o estabelecimento de tensão. Não que este recurso seja criativo, claro, mas ele ajuda a colocar o espectador na atmosfera desejada, amplificando a sua apreensão. Ao mesmo tempo, esta aceleração trazida pela edição não é gratuita, tendo antes sido construída por momentos de câmera mais parada e planos mais longos, onde se destrincham fatos sobre a cidade, as eleições e os habitantes de Gravatá. Estas descobertas também estão presentes nos detalhes dos diálogos, como no momento em que Chico (Thomas Aquino) e Joel (Rodrigo García) falam sobre a campanha e diversos comentários racistas, misóginos, lesbo e bifóbicos vêm de Joel. O silêncio e o choque de Chico são fomentados pelos closes e pelo seu silêncio, mostrando uma constatação dele, diante do antigo amigo de infância, agora candidato. Há também um engasgo e uma vontade de rebater que vai ficando guardada. </p>
<p>Apesar desta estratégia funcionar na maior parte da projeção, entre o final do segundo ato e o encerramento do longa-metragem, há uma queda rítmica, no qual a tônica permanece constante, deixando uma dilatação desnecessária para a chegada do desfecho da obra. Este fator diminui um pouco do impacto que a última cena parece desejar passar. <strong><em>Curral</em> </strong>cria uma espécie de linha crescente e quando chega em seu ápice, se segura por muito tempo na linha reta, quebrando a expectativa de quem o assiste. Depois, o resultado que traz é um tanto tardio. Este fator não compromete a totalidade da produção, mas reduz a sua qualidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13445" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561.jpg" alt="Curral" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outra questão que chama atenção é a falta de personalidade e construção mais elaborada das personagens. O elenco não chega a ser ruim, longe disso. Há um trabalho em procurar imprimir verdade e  uma tentativa de criação de jogo cênico. No entanto, são tantos arquétipos colocados na tela que eles não vão muito além disso. Poderia sim funcionar esta escolha de representação, mas, aqui, fica superficial, não alcançando as sensações e emoções necessárias que precisam ser passadas. Até Aquino, que possui uma série de trabalhos fortes, parece um tanto engessado, repetindo sua chave, sem trazer algo diferente para seu Chico Caixa.</p>
<p>Ainda assim, no geral, <strong><em>Curral</em> </strong>vale a pena por apresentar certo apuro estético, onde técnica e discurso estão casados. Há também um importante debate que ele evoca sobre a sordidez das campanhas políticas e como existem aqueles que se aproveitam de um contexto repleto de pessoas com necessidades básicas para buscar os manipular e controlar com pequenos favores e quantias. Isto já é algo bastante sabido, porém tão antigo e repetido que é sempre importante uma retomada nesta discussão.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Marcelo Brennand</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Thomas Aquino, José Dumont, Carla Salle, Rodrigo Garcia</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uupborH78gg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
</div>
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