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	<title>Arquivos Cameron Diaz - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cameron Diaz - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crític: De Volta à Ação (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (As Panteras) e Jamie Foxx (Ray), será analisada. Entre potencialidades e falhas, De Volta à Ação cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente. O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (<em>As Panteras</em>) e Jamie Foxx (<em>Ray</em>), será analisada. Entre potencialidades e falhas, <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente.</p>
<p>O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam afastados do cinema, por diferentes razões. Ela, porque havia se aposentado para cuidar da família e da vida pessoal. Ele, porque apresentou um problema de saúde, aparentemente grave, porém misterioso. No entanto – e para a alegria dos fãs –, a dupla conseguiu se reunir e finalizar o longa-metragem, que somente pela presença de dois atores tão carismáticos e marcantes para Hollywood, já valeria a pena.</p>
<p>Em termos qualitativos da obra, a produção tem uma primeira metade que não decepciona. A dinâmica entre Diaz e Foxx revela a razão desta união ficcional. Os intérpretes jogam com as pausas, interrupções e silêncios de tal maneira que formam uma construção de intimidade forte entre as personagens. Quanto mais eles brincam com essa lógica de casal, que se interrompe e sabe o momento de se escutar, mais a relação entre seus papéis cresce e a conexão com o público também.</p>
<p>Aqui, a dupla mostra como é necessário habilidade para suavizar e tornar crível diálogos de filmes besteirol de ação. Juntamente a eles, também há Glenn Close, que fomenta ainda mais a crença da plateia naquele universo ficcional. O trio interpreta ex-agentes da CIA, que se aposentam e precisam enfrentar os perigos da vida de espião novamente. No entanto, Emily (Diaz) e Matt (Foxx) criaram uma família típica do subúrbio de filmes hollywoodianos.</p>
<p>Assim, é aí que vem toda a graça do longa, na ideia de dialogar com os mais jovens, dizendo: seus pais podem ter sido espiões da CIA e você nem saber. Apesar de não ser o suprassumo da criatividade, porque Hollywood tem gostado de explorar essa dualidade de família classe média e cenários extra-cotidianos &#8211; Os incríveis é um exemplo disso -, em <em><strong>De Volta à Ação</strong></em>, além do elenco central ser afiado, a direção de Seth Gordon (<em>Pixels</em>), alivia as trapalhadas e mesmices do roteiro – que escreveu ao lado de Brendan O’Brien (<em>Vizinhos</em>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19191" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png" alt="De Volta à Ação" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isto porque é extremamente relevante que filmes deste gênero tenham uma decupagem apuradíssima, principalmente em suas cenas de ação e tensão. Gordon tem consciência de que os espectadores precisam entender visualmente o que está acontecendo, sentirem-se ansiosos durante as lutas e confrontos, que consigam enxergar bem as pancadarias, mas com criatividade, em termos de movimentação e efeitos de câmera, efeitos especiais e marcação de cena. São muitos questões para dar conta e, neste caso aqui, ainda há o fator desta ser uma produção da Netflix.</p>
<p>É necessário que a direção pense que a maioria das pessoas contará com uma sessão em casa, vendo o longa por uma tela menor. Seth Gordon revela que compreende essa lógica e, mesmo que conte com sequências tensas e com inventividade, a grandiosidade das explosões, carros que capotam e lutas corporais são reduzidas. Um exemplo é o momento da família espiã no posto de gasolina. Eles são atacados, porém por uma quantidade relativamente pequena de bandidos.</p>
<p>É com esta consciência, tanto da parte mais experiente do elenco, quanto da direção que <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> entretém quem assiste a trama. Todavia, é preciso destacar que a segunda metade do filme não é tão boa quanto a anterior. Na busca por colocar caminhos e saídas diferentonas, Gordon e O’Brien se perdem no roteiro. A história já não prometia ser um poço de inovação e a maior graça era o “como” Cameron Diaz e Jamie Foxx iriam salvar o dia com a ajuda de Glenn Close .</p>
<p>Contudo, nesta tentativa de surpreender o público, a tensão se esvai e a obra fica menos divertida. É bem verdade que o vilão não era esperado, mas seria mais interessante que o antagonista fosse mesmo Baron (Andrew Scott), pelas seguintes razões: primeira, Andrew é mais talentoso do que o outro ator que faz o bad guy verdadeiro – mas, o intérprete não será revelado para não dar spoiler para o leitor.</p>
<p>A segunda razão é que Baron é mais desenvolvido, nesta busca de Gordon e O’Brien para enganar o receptor. Assim, o outro rapaz não convence. As suas motivações são rasas e todo o conflito interno do papel de Andrew Scott é desperdiçado nos últimos minutos de exibição. Muitas vezes, no audiovisual, é melhor ficar com o seguro, o óbvio, mas executar bem esse óbvio, cuidar desse óbvio e entregar ele bonitinho para o público. E era isso que o filme estava fazendo até a sua reviravolta. Mesmo assim, a produção vale uma sessão de sábado à tarde, com muita pipoca e refri. Este é um tipo de cinema que refresca o ares e distrai, é como comer uma pizza de uma rede de fast food – calorias vazias que divertem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Seth Gordon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cameron Diaz, Jamie Foxx, Glenn Close</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3davFh1eoVs?si=LiFPRt7V2Ito0l8u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/">Crític: De Volta à Ação (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Top 5: Comédias românticas ruins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 19:39:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Britney Spears]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, 25, estreou Como ser Solteira, dirigido pelo jovem cineasta alemão Christian Ditter (Simplesmente Acontece). O longa entra para o hall de comédias que buscam ser as “diferentonas” e que tentam surpreender o público com &#8220;novas&#8221; estratégias narrativas, que, na verdade, não trazem novidade alguma. O roteiro conta a trajetória de Alice, protagonizada por Dakota Johnson (Cinquenta tons de cinza), que sente a necessidade de dar um tempo no seu relacionamento e viver o cotidiano de uma jovem solteira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4666" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/HowToBeSingle2-1-620x351.jpg" alt="HowToBeSingle2 (1)" width="620" height="351" /></p>
<p>Nesta quinta-feira, 25, estreou <strong><em>Como ser Solteira</em></strong>, dirigido pelo jovem cineasta alemão Christian Ditter (<em>Simplesmente Acontece</em>). O longa entra para o hall de comédias que buscam ser as “diferentonas” e que tentam surpreender o público com &#8220;novas&#8221; estratégias narrativas, que, na verdade, não trazem novidade alguma.</p>
<p>O roteiro conta a trajetória de Alice, protagonizada por Dakota Johnson (<em>Cinquenta tons de cinza</em>), que sente a necessidade de dar um tempo no seu relacionamento e viver o cotidiano de uma jovem solteira em Nova Iorque. A proposta do longa é tirar o foco de histórias de amor e contar o que acontece com a personagem principal, e as pessoas que estão ao seu redor, durante os términos dos namoros da garota.</p>
<p>Ainda que exista uma pequena tentativa de inovação de conteúdo, a película não cumpre sua função. Não é engraçada, muito menos interessante. Pensando nisso, o Coisa de Cinéfilo traz um top 5 das piores comédias românticas de todos os tempos. Leia com atenção e fuja fortemente dos títulos a seguir!</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4667" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/crossroads_786657i.jpg" alt="crossroads_786657i" width="620" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/crossroads_786657i.jpg 620w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/crossroads_786657i-100x65.jpg 100w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<p><strong>#05. Crossroads &#8211; Amigas para Sempre</strong> (Crossroads, 2002)</p>
<p>Estrelado por Britney Spears, sim, por Britney Spears, o filme é uma série de clichês amontoados, nessa comédia romântica inútil e sem graça. A história fala sobre a viagem de um trio de amigas e um rapaz, que elas acabaram de conhecer. Com direito a uma péssima atuação de Spears e um desfecho mais do que óbvio, <em>Crossroads</em> não é uma boa pedida.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4723" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/My-Super-Ex-Girlfriend-movies-9358243-1200-800-1-620x375.jpg" alt="My-Super-Ex-Girlfriend-movies-9358243-1200-800" width="620" height="375" /></p>
<p><strong># 04. Minha Super Ex-Namorada</strong> (My Super Ex-Girlfriend, 2006)</p>
<p>Uma Thurman e Luke Wilson são os protagonistas desta comédia romântica machista e entediante. Umma é Jenny, super heroína que começa a namorar Matt (Wilson). Quando ele decide terminar com a garota, descobre que sua ex possui poderes e os utiliza para travar uma série de vinganças contra o rapaz. As mulheres do longa têm dois perfis: a psicótica que foi largada por seu parceiro e a menininha sonhadora (vivida por Ana Faris). O machismo não é a única coisa que deixa a película intragável, mas o roteiro previsível, a falta de graça e personagens mal construídas fazem dele um dos piores filmes do gênero.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4725" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/justmyluck-1-620x377.jpg" alt="justmyluck" width="620" height="377" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong># 03. Sorte no Amor</strong> (Just My Luck, 2006)</p>
<p>Ter Lindsay Lohan nos créditos do filme já é um péssimo sinal. E isso se confirma durante as 1h48 minutos de projeção de <em>Sorte no Amor</em>. Dirigido por Donald Petrie (<em>Falando Grego</em>), o longa conta a trajetória de Ashley (Lohan), uma menina sortuda e feliz que tem a sua vida mudada quando beija Jake (Chris Pine), um garoto azarado. A partir daí a sorte dos dois se inverte e as peripécias se iniciam. Essa espécie de cópia de<em> Sexta-feira muito louca</em> (1976) e outras bilhões de histórias de troca de corpo é mais uma daquelas comédias românticas esquecíveis. A película peca pelos seus clichês, pela necessidade absurda de criar um clima de romance entre as personagens principais, pelo roteiro cheio de buracos, pela falta de química dos protagonistas, que, inclusive, trazem interpretações terríveis e poderiam ser deletadas da memória de seus espectadores.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4670" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/the-other-woman-2014-img05-603x400.jpg" alt="the-other-woman-2014-img05" width="603" height="400" /></p>
<p><strong># 02. Mulheres ao Ataque</strong> (The Other Woman, 2014)</p>
<p>Nick Cassavetes (<em>Alpha Dog</em>), por algum motivo inexplicável, achou que seria bacana dirigir essa comédia extremamente desagradável. O cineasta não é um dos melhores, mas ele se superou na falta de qualidade no comando de um filme. Além da visão distorcida sobre universo feminino, a película consegue juntar todos os aspectos negativos do gênero em uma só projeção. Apesar do carisma de Cameron Diaz (<em>As Panteras</em>) e Leslie Mann (<em>Como ser Solteira</em>), as excelentes comediantes se perdem em um longa mal produzido. Novamente vemos em cena a necessidade de dar destaque a personagens femininas vingativas e neuróticas. Além do roteiro fraco, da falta de ritmo e dinâmica do elenco, <em>Mulheres ao Ataque</em> ainda é apelativo e merece ser esquecido para toda a eternidade.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4671" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/156573_full-608x400.jpg" alt="MCDSWAW EC015" width="608" height="400" /></p>
<p><strong># 01. Destino Insólito</strong> (Swept Away, 2002)</p>
<p>O primeiro lugar fica para, talvez, um dos piores filmes feitos pela humanidade. Dirigido por Guy Ritchie (<em>Sherlock Holmes</em>) e estrelado por ninguém menos que Madonna, o longa é uma refilmagem <em>Travolti da un insolito destino nell&#8217;azzurro mare d&#8217;agosto</em>, longa italiano de 1974. Fracasso de crítica e de público, <em>Destino Insólito</em> fala sobre uma mulher rica e mimada que acaba parando numa ilha exótica e deserta com um rapaz bonitão (Giuseppe Esposito). Obviamente, eles entram em conflito até se apaixonarem. Além da história batida, a película não possui nada que se salve. Atuações tenebrosas, fotografia equivocada, direção atrapalhada, personagens mal construídas e rasamente escritas. Até a própria Madonna tenta esquecer que participou desta produção que, com certeza, não vai ficar para história e jamais deve ser vista ou revista pelo público.</p>
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		<title>Balanço: Temporada Blockbuster 2014</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2014 23:50:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[X-Men - Dias de um Futuro Esquecido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios. Os melhores filmes Para quem estava cansado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1664 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_-620x205.jpg" alt="MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_" width="620" height="205" /></a></p>
<p><strong>Os melhores filmes<br />
</strong></p>
<p>Para quem estava cansado do marasmo  da Marvel e começava a perceber que, em função do projeto <em>Os Vingadores</em>, o estúdio uniformizava seus títulos foi surpreendido com dois dos melhores filmes do catálogo da empresa e , consequentemente, da temporada: <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal </em>e <em>Guardiões da Galáxia</em>. Ambos também figuram entre as produções mais rentáveis das férias. Até o momento, <em>Capitão América 2 </em>é a maior bilheteria de 2014, com mais de US$ 259 milhões no bolso (ainda que sua equação com o orçamento de US$ 170 milhões não compense o resultado), e <em>Guardiões da Galáxia </em>foi a melhor estreia do mês de agosto de todos os tempos, cravando mais de US$ 92 milhões somente no seu <em>debut.</em></p>
<p><strong><em>Capitão América 2 </em></strong>superou as expectativas para um filme da Marvel ao trazer um autêntico <em>thriller </em>com altas doses de conspiração política que, pela primeira vez, de fato, vira o universo de <em>Os Vingadores </em>de cabeça para baixo. A continuação nos faz ter esperança de que, dessa vez, exista uma justificativa plausível para a união dos <em>Vingadores </em>e que eles enfrentem um perigo realmente ameaçador. Dirigido por uma dupla improvável, Anthony e Joe Russo (ambos de comédias descartáveis como <em>Dois é bom, Três é demais</em>), <em>Capitão América </em><em>2 </em>apresenta tomadas irretocáveis tecnicamente e consegue dosar a gravidade necessária ao universo de Steve Rogers com a falta de compromisso inerente às tramas da Marvel. Enfim, um grande acerto. <strong><em>Guardiões da Galáxia</em></strong>, por sua vez, é o grande achado do estúdio nos últimos anos. Irreverente, levemente anárquico e muito divertido, o filme de James Gunn coloca o catálogo do estúdio em um outro nível. Beneficiado por ser um dos materiais menos conhecidos da Marvel, <em>Guardiões da Galáxia </em>encontrou uma assinatura própria nas mãos do seu diretor e do seu protagonista, Chris Pratt, definitivo como Peter Quill, ou melhor, Star Lord.</p>
<p>Apesar de não fazer parte do catálogo da Marvel Studios (por relações contratuais prévias com a Fox, a franquia não é controlada por Stan Lee e cia.), a trajetória de<strong> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em></strong>pode ser adicionada a ótima campanha da marca de HQs nessa temporada cinematográfica. A Fox trouxe de volta Bryan Singer, que desde que deixou a direção dos filmes da saga em <em>X-Men 2</em> não fez nada que valha a pena destacar, e fez um dos melhores filmes da série cinematográfica, resgatando determinados elementos descartados em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, mas mantendo o respeito com o caminho percorrido pelos mutantes no cinema até aqui, ao unir a jovem e a velha guarda do grupo de heróis. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>nos faz querer que Singer fique por muitos anos no comando da saga pois ele é um dos realizadores que mais entendem o caráter singular dessa HQ da Marvel. Nas bilheterias norte-americanas, o longa de Singer teve dificuldades para ultrapassar o seu orçamento, mas teve a compensação no mercado internacional, o que garante com folga a longevidade da franquia. Com a crítica, não há o que se discutir, foi um dos projetos <em>X-Men </em>mais bem resenhados.</p>
<p>Completa a lista, <strong><em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em></strong>que segue o caminho do filme anterior, lançado em 2011. Também produzido pela Fox, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em>recebeu uma injeção de ânimo no orçamento e alcança um nível de perfeição técnica superior ao primeiro longa, ainda que peque em seu 3D. Como narrativa, <em>O Confronto </em>eleva <em>Planeta dos Macacos </em>ao patamar de uma das sagas com a melhor execução do seu conceito e da sua condução. Nada no filme é gratuito, desde a evolução dos seus personagens até as interessantes sequências de ação que preenchem o longa pontualmente. Com US$ 190 milhões arrecadados no mercado norte-americano, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em> ainda promete ser um dos títulos mais lucrativos do estúdio nessa temporada.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1665 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450-620x250.jpg" alt="cameron-diaz-600x450" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong> Os piores filmes</strong></p>
<p>Como nem tudo são flores, o verão hollywoodiano também nos proporcionou algumas das maiores bombas do ano, seríssimos candidatos ao Framboesa de Ouro, deixando claro que mencionaremos apenas os títulos assistidos. Assim, já antevendo os clamores, <em>Juntos e</em> <em>Misturados</em>, por exemplo, não faz parte da lista encabeçada, é claro, por <strong><em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em></strong>, mais recente capítulo da franquia que é &#8220;prazer culposo&#8221; de 9 em cada 10 críticos de cinema. Digo &#8220;prazer culposo&#8221; porque não deixa de ser uma experiência proveitosa assistir os filmes de Michael Bay para aprender na prática o que não se deve fazer no cinema. <em>A Era da Extinção </em>segue os mesmos cacoetes da trilogia anterior protagonizada por Shia LaBeouf: o filme é desnecessariamente extenso, não tem a mínima sutileza e apresenta um roteiro praticamente nulo. O longa é seguido da comédia <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque </em></strong>que utilizou um elenco feminino encabeçado por Cameron Diaz e Leslie Mann para contar uma história extremamente machista, calcada em estereótipos femininos mofados que, ainda bem, já vemos com menos frequência nas telas. Podemos adicionar à seleção <strong><em>Transcendence &#8211; A Revolução</em></strong>, uma das maiores decepções do ano se levarmos em consideração as expectativas depositadas no longa por ser a primeira direção de Wally Pfister, diretor de fotografia dos filmes de Christopher Nolan. Pfister utilizou um elenco formado por Johnny Depp, Rebecca Hall, Morgan Freeman, Paul Bettany e Cillian Murphy para contar uma história com um conceito que se torna ainda mais frágil com o seu desfecho equivocado e confuso.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1666 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars-620x244.jpg" alt="shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars" width="620" height="244" /></a></p>
<p><strong>As mulheres de volta ao Box Office</strong></p>
<p>A temporada de férias 2014, por sua vez, foi celebrada pelo nicho feminino da indústria. Muitos títulos protagonizados por mulheres, alguns deles com mensagens de teor feminista, estão entre os títulos mais rentáveis do ano. Esse fato é enaltecido porque, tradicionalmente, o Box Office norte-americano é protagonizado por filmes de ação masculinos com apelo juvenil que colocam as mulheres sempre em segundo plano como objeto sexual já que o maior público pagante das bilheterias ainda é formado por adolescentes do sexo masculino.<strong> <em>Malévola</em></strong>, com <strong>Angelina Jolie</strong>, um dos títulos que integra essa fase de redefinição de arquétipos femininos da Disney, está no topo dessa lista, ocupando a quarta posição das maiores bilheterias do ano, perdendo apenas para seu extremo oposto <em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em><em> (3º), </em>a animação <em>Uma Aventura Lego </em>(2º) e <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal (1º)</em>. Essa nova safra bem-sucedida de <em>blockbusters </em>&#8220;femininos&#8221; também é protagonizada pela jovem <strong>Shailene Woodley</strong> que, de talento promissor em <em>Os Descendentes</em>, transformou-se em um dos maiores nomes da indústria atualmente com a repercussão de <strong><em>Divergente </em></strong>e <strong><em>A Culpa é das Estrelas</em></strong>, 11ª e 15ª posição no ranking geral das bilheterias. Completa o grupo <strong>Scarlett Johansson</strong>, que ocupou a primeira posição nas bilheterias da semana passada com o longa de Luc Besson <strong><em>Lucy</em></strong>.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1667 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style-620x298.jpg" alt="Other-Woman-Style" width="620" height="298" /></a></p>
<p><strong>Oh, Cameron&#8230;</strong></p>
<p>Apesar da temporada ter sido feminina, uma das suas representantes não se saiu tão bem assim com dois títulos em cartaz: <strong>Cameron Diaz</strong>. Com <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque</em></strong>, a atriz conseguiu o repúdio da crítica, sobretudo a feminina, como já dissemos, e  <strong><em>Sex Tape &#8211; Perdido da Nuvem </em></strong>, que acaba de ser lançado nos EUA,  seguiu o mesmo caminho.  Ou seja, a atriz precisa se reinventar com urgência ou escolher um agente melhor!</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1669 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539-620x250.jpg" alt="ed1-960x539" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong>Prejuízos financeiros</strong></p>
<p>Dois títulos renderam abaixo do esperado em 2014. A comédia <strong><em>Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola </em></strong>de Seth MacFarlane não acompanhou o ótimo desempenho do filme anterior do humorista, <em>Ted</em>, ainda que contasse com um elenco atraente o suficiente para tanto (Charlize Theron, Liam Neeson, Amanda Seyfried&#8230;). O filme arrecadou somente US$ 42 milhões nos EUA, sendo que seu orçamento é de  US$ 40 milhões cravados. Já <strong><em>No Limite do Amanhã </em></strong>teve a baixa repercussão esperada nos EUA em função das últimas performances de Tom Cruise nas bilheterias locais. O novo filme do ator arrecadou US$98 milhões, sendo que custou US$ 170 milhões para a Warner. No entanto, o filme teve uma ótima arrecadação internacional, o que acabou compensando no final das contas.</p>
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