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	<title>Arquivos Caleb Landry Jones - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Caleb Landry Jones - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Dogman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 17:30:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Dogman, Luc Besson (de O Profissional e O Quinto Elemento) faz aquilo que seria seu filme sobre um chefe de máfia, mas passa levemente na contramão de uma tradição de longas do gênero. O cineasta coloca no centro das suas atenções um protagonista incomum para esse tipo de história. Douglas não se enquadra no estereótipo de &#8220;chefão&#8221; do crime, ele é um sujeito de saúde debilitada, preso a uma cadeira de rodas e que à noite performa em um bar de drags vestido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <strong><i>Dogman</i></strong>, Luc Besson (de <i>O Profissional </i>e <i>O Quinto Elemento</i>) faz aquilo que seria seu filme sobre um chefe de máfia, mas passa levemente na contramão de uma tradição de longas do gênero. O cineasta coloca no centro das suas atenções um protagonista incomum para esse tipo de história. Douglas não se enquadra no estereótipo de &#8220;chefão&#8221; do crime, ele é um sujeito de saúde debilitada, preso a uma cadeira de rodas e que à noite performa em um bar de drags vestido de divas do cinema e da música, como Edith Piaf, Marlene Dietrich e Marilyn Monroe.</p>
<p>O que existe em comum na história de Douglas e de personagens emblemáticos do cinema de gângster como Dom Corleone (<i>O Poderoso Chefão</i>) e Jimmy Conway (<i>Os Bons Companheiros</i>) é que o personagem interpretado por Caleb Landry Jones no longa de Besson tem ao seu lado um grupo de comparsas bastante fiel e eficiente para pôr em prática seus planos contra seus desafetos. A gangue de Douglas em <strong><i>Dogman </i></strong>é formada por cães de todo tipo de raça e origem, animais com os quais o protagonista estabeleceu fortes laços de afeto desde a infância, quando foi abandonado cruelmente a própria sorte por seu pai no canil que existia no quintal da casa da sua família.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17860" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-8.png" alt="Dogman" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-8.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-8-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-8-610x406.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-8-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Com <strong><i>Dogman</i></strong>, Besson faz um filme de premissa bem interessante ainda que durante boa parte do seu desenvolvimento o cineasta deixe algumas pontas soltas na construção dessa história. Existe no filme uma certa dificuldade para encontrar coesão em seu projeto narrativo. Em diversos momentos, o espectador fica incerto sobre qual é o exato propósito do diretor com essa narrativa: Besson quer contar a história de um <i>outsider </i>justiceiro urbano agindo contra a sociedade opressora que tanto lhe fez mal ou Douglas está simplesmente vivendo e se defendendo como pode desse sistema que cruza o seu caminho enquanto ele está se realizando pessoalmente nos palcos? A ideia central do diretor com <strong><i>Dogman </i></strong>não fica muito clara.</p>
<p>Besson cria na maior parte do tempo uma história envolvente, ainda que levemente desnorteada. Parte do êxito do projeto deve ser creditado ao desempenho de Caleb Landry Jones. O ator constrói um personagem tão crível e magnético que o público até esquece algumas das fragilidades centrais dessa história. Landry Jones é responsável por um trabalho cheio de detalhes na sua composição, trabalhando muito bem as emoções de um personagem movido por mágoas, mas também marcado por  uma instabilidade que o transforma em uma figura extremamente perigosa e imprevisível e que também sabe exibir sensibilidade e versatilidade nos palcos. É um desempenho que merece atenção e reconhecimento apesar das debilidades do projeto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Luc Besson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Caleb Landry Jones, Jojo T. Gibbs, Christopher Denham</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/0F8FR6YKalc?si=qeEfy9UKy1HrMp63" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Um Inverno em Nova York</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 18:21:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Riseborough]]></category>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Tahar Rahim]]></category>
		<category><![CDATA[Um Inverno em Nova York]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um Inverno em Nova York lança uma “tese” para o espectador no seu título original (The Kindness of Strangers, no português A Bondade de Estranhos) que será desenvolvida pela cineasta Lone Scherfig ao longo do filme. Para Scherfig, em metrópoles como Nova York, formada por recém-chegados em constante dificuldade para sobreviver, cada um desses indivíduos conta com ajuda uns dos outros. Integram a trama da diretora uma jovem fugindo com os filhos do marido agressor (Zoe Kazan, de Doentes de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Um Inverno em Nova York</strong> </em>lança uma “tese” para o espectador no seu título original (<em>The Kindness of Strangers</em>, no português <em>A Bondade de Estranhos</em>) que será desenvolvida pela cineasta Lone Scherfig ao longo do filme. Para Scherfig, em metrópoles como Nova York, formada por recém-chegados em constante dificuldade para sobreviver, cada um desses indivíduos conta com ajuda uns dos outros. Integram a trama da diretora uma jovem fugindo com os filhos do marido agressor (Zoe Kazan, de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doentes-de-amor/"><em>Doentes de Amor</em></a>), uma enfermeira que se dedica a terapias em grupo (Andrea Riseborough, de <em>Mandy</em>), um imigrante que trabalha na cozinha de um hotel (Tahar Rahim, atualmente em <em>O Paraíso e a Serpente</em>) e um rapaz que vive de bicos após perder o emprego (Caleb Landry Jones, de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tres-anuncios-para-um-crime/"><em>Três Anúncios para um Crime</em></a>).</p>
<p>A diretora propõe uma história multitrama nos moldes de Robert Altman com uma narrativa sem um grande protagonista e com tramas que se conectam impulsionadas pela grande temática do longa. Trata-se de uma novidade na carreira de Scherfig, que oscila entre obras inspiradas como <em>Educação</em>, longa que revelou em 2009 a atriz Carey Mulligan, e títulos medianos como o romance <em>Um Dia </em>de 2011 com Anne Hathaway no elenco. Talvez, <em><strong>Um Inverno em Nova York</strong> </em>seja o ponto mais baixo do seu currículo.</p>
<p>O longa aborda temas delicados como a situação da população sem-teto da maior cidade dos Estados Unidos, além da violência doméstica, motivo o suficiente para potencializar na obra uma atmosfera pesada. Scherfig procura suavizar a tensão desse contexto, o que é uma intenção até positiva da realizadora. No entanto, a maneira como ela faz isso em <strong><em>Um Inverno em Nova York </em></strong>soa como se Scherfig quisesse colocar para “debaixo do tapete” todas essas questões sérias que inevitavelmente acabam submergindo na história.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14053" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/FILME-THE-KINDNESS-OF-STRANGERS-117-1.jpg-1.jpg" alt="Um Inverno em Nova York" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/FILME-THE-KINDNESS-OF-STRANGERS-117-1.jpg-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/FILME-THE-KINDNESS-OF-STRANGERS-117-1.jpg-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/FILME-THE-KINDNESS-OF-STRANGERS-117-1.jpg-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/FILME-THE-KINDNESS-OF-STRANGERS-117-1.jpg-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A perversidade do ser humano, seu lado violento e egoísta, que contrariam a “tese” da realizadora de que “há pessoas boas no mundo”, por mais que ela tente sufocar, uma hora surge e traz ruídos para uma história que convoca esse traço sombrio da nossa existência mas quer preenche-la de positividade. Essa tensão está presente nas telas na maneira como, por exemplo, Scherfig pasteuriza a relação abusiva e marcada pela violência doméstica sofrida pela personagem de Zoe Kazan ou mesmo sua experiência como sem-teto entrando de penetra em grandes eventos para roubar o <em>buffet </em>e alimentar seus filhos.</p>
<p>Além do que já fora apontado, algo que incomoda bastante em <em><strong>Um Inverno em Nova York</strong> </em>é a maneira estranha com que seus personagens se relacionam. Não há química alguma em um elenco que supostamente deveria inspirar sinergia, isso é ainda mais severo quando o encontro amoroso passa a ser uma pauta da história com a completa falta de sintonia entre Zoe Kazan e Tahar Rahim ou entre Andrea Riseborough e Jay Baruchel. É também estranho como essas mesmas figuras, que passaram por maus bocados em suas biografias sejam construídas na obra como figuras que são indiferentes às suas próprias dores, resultado da maneira atabalhoada com que o filme lida com o aspecto sombrio de suas existências, conforme traçamos anteriormente.</p>
<p>Com frieza e distanciamento, ao mesmo tempo em que estranhamente convoca um certo sentimentalismo, <strong><em>Um Inverno em Nova York </em></strong>se apresenta para o espectador como um filme sem “sangue nas veias”. É daquele tipo de filme cujas boas intenções colidem com a execução das suas ideias.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lone Scherfig</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zoe Kazan, Tahar Rahim, Andrea Riseborough, Bill Nighy, Caleb Landry Jones</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TeH9-3gmOEM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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