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	<title>Arquivos Brasil - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Brasil - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Aurora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 16:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Aurora]]></category>
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		<category><![CDATA[João Vieira Torres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (Babado) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, Aurora. O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui. Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (<em>Babado</em>) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, <em><strong>Aurora</strong></em>.</p>
<p>O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui.</p>
<p>Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões sólidas como a violência contra mulheres, xenofobia e o racismo, porém sempre misturando <em>offs</em> pesados com imagens leves.</p>
<p>A voz de João é melódica e convidativa. Ao mesmo tempo que há suavidade, há uma força interna, de quem se apropria de sua história e decide contar ela para o mundo. Além disso, apesar de <em>offs</em> serem, geralmente, cansativo e enfadonhos, aqui o seu uso é um acerto.</p>
<p>A assistência de direção, de Marcelo Caetano (<em>Corpo elétrico</em>), parece fundamental para que Torres consiga trabalhar as nuances de sua voz e ser uma narração que conduz o espectador, como quem diz “passei um café e vou te contar uma história, menina…!!”</p>
<p>Neste sentido, outro elementos fomentam essa sensação. O roteiro, também de João — ao lado de Caetano e Deborah Veigas (<em>A árvore</em>) —, ambienta a plateia geograficamente, seja na França, no sudeste ou no interior da Bahia.</p>
<p>João também cria a atmosfera onírica através da encenação. A planificação ajuda nessa conexão do espectador com os espaços mostrados na tela. A duração desses quadros também otimizam a imersão do público.</p>
<p>Há contemplação, há reflexão e uma receptividade intelectualizada (pelo texto e pela lógica de construção de imagem), elementos raros de serem combinados de forma eficaz no cinema, porém aqui entregues com destreza.</p>
<p>A fotografia de Wilssa Esser (<em>Levante</em>) e Camila Freitas (<em>Chão</em>) compõem cenários idílicos e deixam esse discurso ainda mais intenso e fluido. Há calor nas imagens de <em>Aurora</em>. Contudo, há também uma melancolia e uma angústia. Assim, essa é uma sessão sensorial, plural e poética.</p>
<p>Uma poesia coberta de sangue das antepassadas de João, sim. No entanto, há um cuidado, um zelo e uma amor ao audiovisual que são indispensáveis para que o documentário seja profundo e bem realizado.</p>
<p>Talvez, <em>Aurora</em> peque apenas por ser intelectualizado demais, ficando um tanto hermético. Neste sentido, a obra pode não se conectar com um público mais geral. No entanto, ainda assim, esse é um bom doc do cinema nacional.</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: João Vieira Torres</p>
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		<title>Especial: Curtas do Festival CineFantasy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 13:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[10º Cinefantasy]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Sempre quando chove]]></category>
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		<category><![CDATA[Uma mulher feliz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 06 e 20 de setembro, aconteceu a 10ª edição do CineFantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico. Exibindo longas e curtas-metragens de fantasia, o evento exibiu 140 filmes ao todo, contando com películas nacionais e internacionais. As categorias mesclavam temas, tipos de produção e localizações, sendo elas: Amador, Animação, Brasil fantástico, Espanha fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantástica diversidade, FANLATAM, Ficção científica, Horror, Mulheres Fantásticas e Pequenos Fantásticos.  A partir das obras assistidas no CineFantasy, o Coisa de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 06 e 20 de setembro, aconteceu a 10ª edição do <em>CineFantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico</em>. Exibindo longas e curtas-metragens de fantasia, o evento exibiu 140 filmes ao todo, contando com películas nacionais e internacionais. As categorias mesclavam temas, tipos de produção e localizações, sendo elas: Amador, Animação, Brasil fantástico, Espanha fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantástica diversidade, FANLATAM, Ficção científica, Horror, Mulheres Fantásticas e Pequenos Fantásticos. </p>
<p>A partir das obras assistidas no <em>CineFantasy</em>, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz agora um especial com os principais curtas que acompanhamos durante os 14 dias de festival.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Sempre Quando Chove (2020, SP)</strong></h5>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5796803.png" alt="Cinefantasy 10 | Cinefantasy 10 | Curtas-Metragens3" width="598" height="336" /></p>
<p>Aqui a metáfora sobre os sentimentos, ações e sensações humanas são postas através das cores. A iluminação e as tonalidades múltiplas que surgem na tela revelam as emoções do protagonista que vai, junto com o espectador, descobrindo como funciona um objeto, aparentemente simples, mas que contém uma espécie de poder nele. Este é uma camisa, que o jovem compra pela internet em uma promoção e que muda de coloração o tempo inteiro. Há no filme um balanço equilibrado da progressão e da jornada deste rapaz, pois cada passo de sua rotina é transformado, a partir desta aquisição, até que ele não tem mais para onde ir e tudo vira desgaste.</p>
<p>No entanto, apesar de uma premissa criativa e de ter uma personagem principal carismática, a produção peca por subestimar o espectador e tentar reforçar os signos que foram criados e expostos na projeção. Parece haver um receio do roteiro e da direção em investir e se jogar neste universo do fantástico. <strong>Nota</strong>: 3 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Uma Mulher Feliz (2018, Espanha)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5780127.png" width="592" height="333" />Logo nos primeiros minutos de projeção, o espectador já sente o que o filme deseja passar. Com uma narração que contradiz as imagens que estão sendo mostradas, há um clima de ironia revelada. Juntamente com isso, o público vai descobrindo as negações da protagonista, que se anula de maneira tão forte que começa a desaparecer, se tornando quase invisível. Nesta metáfora um tanto literal, o maior ganho são as tiradas nonsense, principalmente nas sequências que mostram o cotidiano sofrido da personagem, preenchido de descaso e imagens fortes, como em um jantar que Ana corta a sua mão, mas ela não sente a dor e continua sangrando na frente da família, que apenas a observa, sem fazer nada.</p>
<p>Neste quesito de transmitir as sensações de Ana, a direção de arte é o elemento que mais contribui para contar a sua história e emoções. Há um cuidado com os detalhes, seja no início da exibição, na casa de Ana e tudo que está nela ou, depois, no hospital, este ambiente um tanto frio, que vai ganhando personalidade enquanto Ana se recupera. Talvez, o que incomode no curta seja a ingenuidade extrema, que surge na reviravolta, na qual o marido e os filhos começam a desvanecer, quando ela finalmente descobre o que ama, deixando tudo muito literal. Ou seja a própria tentativa de ser sutil, mas com um peso na mão quando Ana se recupera e seu corpo volta a ganhar forma. <strong>Nota</strong>: 2,5 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Lili (2020, Holanda)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5779996.png" width="622" height="393" />Simples, direto e intenso. Estes três adjetivos cabem como uma luva quando o assunto é o filme <em>Lili</em>. Com a câmera parada e o quadro centralizado na protagonista que dá o título ao curta, o público é apresentando a uma atriz em uma audição. O fundo é preto e ela está vestida de branco em uma cadeira. Em <em>off</em>, escuta-se a voz do aparente diretor, que dá comandos para a intérprete. Progressivamente, a tensão entre os dois vai crescendo e o espaço fechado lembra uma clausura, onde, talvez, não houvesse escapatória. O cineasta passa a fazer pedidos constrangedores, como solicitar que Lili abra mais o botão de sua camisa e que se insinue para tela, de forma provocativa.</p>
<p>Quando as vozes dos dois e os olhares de Lili já alcançaram toda a suspensão possível, a diretora e roteirista Yfke Van Berckelaer (<em>All the single ladies</em>) ultrapassa a expectativa de que o ápice da angústia foi alcançado e põe a figura masculina para se aproximar fisicamente da protagonista. O plano mostra apenas as suas mãos em Lili, a dupla repete o diálogo que já vem sendo dito algumas vezes. A maneira como o <em>plot twist</em> se instala é, de fato, uma surpresa e amplia o horizonte do que a obra quer contar. Aqui, a metáfora funciona e o seu desfecho é o arremate final de uma narrativa bem construída em tão poucos minutos. <strong>Nota</strong>: 4 estrelas.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Terroir (2020, Estados Unidos)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5780052.png" width="710" height="399" /></p>
<p>Quase com em um videoclipe, as imagens vão sendo evocadas juntamente com uma música que ecoa na tela. A base do filme é a dinâmica entre uma mãe e uma filha e os desgastes constantes que este de tipo de relação pode trazer. As tensões entre as duas são intensas e profundas. No entanto, há um forte clima de pretensão na obra que atrapalha a criação de uma progressão. Antes mesmo da instalação das situações e do estabelecimento de empatia com as personagens e o que está aparecendo durante a projeção, o tom já está um tanto acima.</p>
<p>Não conseguindo sustentar as próprias ações que procura propor, o ritmo se perde e o equilíbrio se esvai. Além disso, a vontade de instalar uma atmosfera parece um pouco desesperada e o curta acaba indo para o literal da pior maneira possível, como em uma briga entre elas que acontece no banheiro. Os corpos das atrizes não estão orgânicos, o que artificializa a construção da cena. No geral, a vontade de imprimir elementos plásticos no ecrã funciona, mas é apenas algo que chama apenas atenção por alguns minutos. Depois, não há uma boa maneira de lidar com aquilo que quer provocar. <strong>Nota:</strong> 2 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Pílulas Pretas (2019, Estados Unidos)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5775266.png" width="646" height="363" /></p>
<p>É preciso respirar fundo para falar sobre <em>Pílulas Pretas</em>. É bem verdade que o filme tenta criar toda uma metáfora para tratar sobre a questão dos corpos de pessoas transgênero e procura, até o seu desfecho, realizar isto da melhor maneira possível. Infelizmente, a obra peca do início ao fim em todos os seus elementos. O roteiro é expositivo, a direção de atores parece inexistente, os objetos da direção de arte são artificiais, despertam o espectador para a realidade, não estabelecendo o pacto com a plateia, existente na ficção. Não tem como comprar este tecno-futuro desesperado, no qual nem a figura  “misteriosa” que está no vídeo sabe o que ela é de fato. <strong>Nota:</strong> 0,5 estrelas.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Cinzas (2020, Argentina)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5779510.png" width="663" height="373" /></p>
<p>Há um certo equilíbrio em <em>Cinzas</em>. Com um início um tanto bobo, ele pode afastar o público inicialmente. Em seguida, ele consegue estabelecer um clima de terror, trazendo de volta a atenção. A ingenuidade do começo do enredo está na entrada da protagonista na floresta. Ainda que se entenda que ela está hipnotizada, a maneira como a personagem se movimenta e caminha em direção de um edifício abandonado é um tanto artificial, principalmente pelo diálogo entre ela e a outra garota que está ao seu lado. Contudo, quando a menina chega até o local inóspito e passa a investigar aquele espaço, a obra ganha outro tom.</p>
<p>A câmera está o tempo inteiro a serviço desta relação, entre o que ela observa em contraponto com o fato de estar sendo vista por alguma coisa que ainda não se sabe o que é. Lentamente, as peças são montadas e a construção da atmosfera de medo faz com que a chegada da figura sobrenatural ganhe mais impacto. As tonalidades imprimem uma dupla sensação, que fica entre o nostálgico e o assombrado. Ainda que consiga chegar até seu clímax com uma boa construção, o desenlace chega frouxo, pois a narrativa parece se perder após a conclusão do arco da personagem principal. <strong>Nota:</strong> 3,5 estrelas.</p>
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		<title>Ministério da Cultura escolhe Que horas ela volta? para representar o Brasil no Oscar 2016</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2015 15:39:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Muylaert]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Que Horas Ela Volta?]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Casé]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já foi batido o martelo! O Ministério da Cultura escolheu o longa Que horas ela volta?  de Anna Muylaert para representar o Brasil na campanha de &#8220;melhor filme estrangeiro&#8221; no Oscar 2016. A recepção do filme fora do país já indicava que ele seria a escolha da comissão responsável pela decisão, mas faltava a palavra final do próprio MinC, que já foi responsável por algumas escolhas questionáveis no passado (como escolher O Ano em que meus pais saíram de férias no lugar do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/regina-case-e-michel-joelsas-em-cena-de-que-horas-ela-volta-1421924986955_956x5001.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3577" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/regina-case-e-michel-joelsas-em-cena-de-que-horas-ela-volta-1421924986955_956x5001-620x324.jpg" alt="regina-case-e-michel-joelsas-em-cena-de-que-horas-ela-volta-1421924986955_956x500" width="620" height="324" /></a></p>
<p>Já foi batido o martelo! O Ministério da Cultura escolheu o longa<strong> <em>Que horas ela volta? </em></strong> de Anna Muylaert para representar o Brasil na campanha de &#8220;melhor filme estrangeiro&#8221; no Oscar 2016.</p>
<p>A recepção do filme fora do país já indicava que ele seria a escolha da comissão responsável pela decisão, mas faltava a palavra final do próprio MinC, que já foi responsável por algumas escolhas questionáveis no passado (como escolher <em>O Ano em que meus pais saíram de férias </em>no lugar do badalado <em>Tropa de Elite</em>).</p>
<p>Muita gente pode estar cética quanto a entrada do filme no Oscar pois faz muitos anos que o Brasil não participa da festa com um longa-metragem (a última vez foram as 4 indicações recebidas por <em>Cidade de Deus </em>no Oscar de 2004). No entanto, é preciso salientar que fazia anos que não víamos uma campanha tão favorável a um filme brasileiro no Oscar. Alguns dos veículos mais importantes dos EUA são só elogios ao filme de Muylaert, coisa que não aconteceu com longas de grande repercussão aqui no país e também foram escolhidos como representantes brasileiros nas premiações, os casos de <em>Tropa de Elite 2</em>, <em>O Som ao Redor </em>e <i>Hoje eu quero voltar sozinho</i>.</p>
<p>Até chegar a tão sonhada indicação de melhor filme estrangeiro, <em>Que horas ela volta? </em>passará por uma peneira que escolherá dez pré-candidatos no final desse ano, dai sim a Academia anuncia no início de 2016 os seus cinco escolhidos junto com as demais categorias do Oscar.</p>
<p>Falaremos ainda muito sobre esse filme por aqui. Fiquem ligados!</p>
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		<title>Crítica: Obra</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-obra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2015 22:30:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gregorio Graziosi]]></category>
		<category><![CDATA[Irandhir Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Lola Peploe]]></category>
		<category><![CDATA[Obra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A existência do ser humano é passageira. Cabe a nós deixar prolongar esta passagem com um legado, ato de generosidade, mas também de extrema vaidade humana. Obra acaba sendo um filme sobre o estágio de nossa vida em que a gente se dá conta disso e nos perguntamos sobre o que realizamos e deixamos como herança para esse planeta e o que ainda podemos fazer. Invariavelmente, estes momentos de introspecção revelam uma crise. Em Obra, Gregório Graziosi coloca esta crise [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_3264" aria-describedby="caption-attachment-3264" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/505601.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3264 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/505601-620x305.jpg" alt="505601" width="620" height="305" /></a><figcaption id="caption-attachment-3264" class="wp-caption-text">Crise: Prestes a ser pai, personagem de Obra entre em crise existencial</figcaption></figure></p>
<p class="separator">A existência do ser humano é passageira. Cabe a nós deixar prolongar esta passagem com um legado, ato de generosidade, mas também de extrema vaidade humana. <i>Obra </i>acaba sendo um filme sobre o estágio de nossa vida em que a gente se dá conta disso e nos perguntamos sobre o que realizamos e deixamos como herança para esse planeta e o que ainda podemos fazer. Invariavelmente, estes momentos de introspecção revelam uma crise.</p>
<p class="separator">Em <i>Obra</i>, Gregório Graziosi coloca esta crise em foco por intermédio do protagonista do filme, o arquiteto João Carlos, interpretado pelo ator Irandhir Santos. O personagem está vivendo um momento crucial em sua vida, está em plena execução da obra de uma nova construção, seu pai está com uma doença severa e ele está prestes a se tornar pai pela primeira vez. Em meio a todo este contexto conflituoso, João Carlos passa por uma crise de idade, questionando suas relações e sua vocação profissional. Cenário que só piora quando ele descobre uma enfermidade em sua coluna.</p>
<p><figure id="attachment_3266" aria-describedby="caption-attachment-3266" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Obra_IrandhirSantos_LolaPeploe-700x352.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3266 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Obra_IrandhirSantos_LolaPeploe-700x352-620x312.jpg" alt="Obra_IrandhirSantos_LolaPeploe-700x352" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-3266" class="wp-caption-text">O peso da responsabilidade: O filme todo gira em torno das preocupações do protagonista sobre o legado que pretende deixar</figcaption></figure></p>
<p class="separator">O diretor Gregório Graziosi nos apresenta a uma narrativa sustentada pelos silêncios, há pouquíssimos diálogos. Estes momentos de silêncio, por refletirem um vazio no peito e os pensamentos obsessivos e conflituosos do protagonista, acaba carregando a trama com uma atmosfera densa e até mesmo soturna, reforçada por uma bela e melancólica fotografia em preto e branco. O diretor e roteirista estabelece um óbvio paralelo entre a própria profissão de João Carlos e o estágio atual da sua vida, com a sucessão do passado pelo futuro, além, claro, da hérnia do protagonista, uma materialização do &#8220;peso nas costas&#8221; que uma responsabilidade nos traz.</p>
<p class="separator">Ao mesmo tempo que <i>Obra </i>tem como benefício evitar uma hiper-exposição, sendo bastante sutil em seu diálogo com o público, mais apoiado na linguagem audiovisual do que verbal, o longa acaba martelando em tópicos cíclicos, quando o que se espera é um avanço na abordagem do seu <i>plot</i>. Irandhir Santos sustenta muito bem o filme, que praticamente está sob a sua responsabilidade, já que o olhar de Graziosi é todo voltado para o seu João Carlos.</p>
<p><figure id="attachment_3265" aria-describedby="caption-attachment-3265" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Cinemascope-Irandhir-Santos-e-Julio-Andrade.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3265 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Cinemascope-Irandhir-Santos-e-Julio-Andrade-620x329.jpg" alt="Cinemascope-Irandhir-Santos-e-Julio-Andrade" width="620" height="329" /></a><figcaption id="caption-attachment-3265" class="wp-caption-text">Conflitos internos e externos: Protagonista colide com os demais personagens da história</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em tempos de muito barulho e pouca produção intelectual ou ousadia narrativa, <i>Obra </i>é relativamente um alento, ainda que eventualmente ande em círculos. Trata-se de um filme que convoca e desafia a cognição e o afeto da sua audiência. Ocasionalmente esta relação é recompensadora, em outros momentos leva a uma busca cansativa marcada por signos que não são nem tão complexos quanto aparentam ser, mas também requer um exercício constante das plateias. De qualquer forma, é uma obra temática e formalmente relevante.</p>
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		<title>Crítica: Loucas Pra Casar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2015 12:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É engraçada a capacidade de cópia que o cinema brasileiro tem nos modelos de roteiro americanos. A princípio, Loucas Pra Casar prometia justamente isso: um clone do longa Mulheres ao Ataque, que vale lembrar, foi extremamente criticado pelo estilo machista de enredo e pela história superficial e sem fundamento. Não me pareceu, portanto, inteligente da parte brasileira se espelhar neste tipo de narrativa. A surpresa, no entanto, melhorou um pouco o resultado e fez valer razoavelmente a pena ir ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/465179.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2662 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/465179.jpg" alt="465179" width="610" height="348" /></a></p>
<p>É engraçada a capacidade de cópia que o cinema brasileiro tem nos modelos de roteiro americanos. A princípio, <em>Loucas Pra Casar</em> prometia justamente isso: um clone do longa <em>Mulheres ao Ataque</em>, que vale lembrar, foi extremamente criticado pelo estilo machista de enredo e pela história superficial e sem fundamento. Não me pareceu, portanto, inteligente da parte brasileira se espelhar neste tipo de narrativa. A surpresa, no entanto, melhorou um pouco o resultado e fez valer razoavelmente a pena ir ao cinema.</p>
<p>Malu é uma mulher bem sucedida no trabalho e na vida amorosa. Ela namora ninguém menos que o dono da empresa onde trabalha como corretora de imóveis e ele é interpretado pelo gatíssimo Márcio Garcia. Tudo seria perfeito não fosse sua idade. Ela está com 40 anos e aguardando impacientemente o pedido de casamento do namorado de mais de três anos. Organizada ao extremo, ela acaba suspeitando um dia que dormiu na casa do amado que ele a esteja traindo, já que a quantidade de camisinhas é inferior ao que ela lembrava. Malu decide colocar um detetive na cola do bonitão e descobre que ele realmente está com outra.</p>
<p>O que se sucede é um desdobramento bem escrachado da mulher traída que resolve reconquistar o homem a qualquer custo. Machista, eu sei. “Mas você não disse que esse filme era diferente?”. Então, ele é. Você acha durante todo o longa que ele é machista e cópia brasileira do americano, que já não era grande coisa. E realmente até certo momento, ele é. No entanto, no terceiro ato do filme, ele muda completamente. E essa mudança, que eu não vou falar porque acredito que algumas pessoas queiram assistir ainda, faz toda a diferença. Ele deixa de ser machista para ser mais dramático, expondo questões da sociedade. A mulher que vai chegando aos 40 e fica desesperada para casar porque o mundo exige que ela faça isso e a biologia já diz que ela não está tão bem assim para ter filhos. Ela acaba pirando e esta piração é o resultado do filme.</p>
<p>Como bom filme brasileiro (e fique claro aqui que eu tenho muitas restrições com o cinema brasileiro, mas me esforço para ver a maioria dos longas para quebrar isso), ele tem um estilo de comédia “trapalhão”. Você ri bastante, mas não é aquela gargalhada gostosa. Tem muita piada besta, sem sentido e forçada. Mas o fato é que você consegue rir mesmo assim. <em>Loucas Pra Casar</em> tem dividido opiniões no Brasil inteiro. Os críticos renegam, mas o público em geral está aprovando. Então acredito que ele tenha algo interessante para refletir ou apenas uma risada boa para dar.</p>
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