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	<title>Arquivos Bohemian Rhapsody - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bohemian Rhapsody - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 21:57:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por Bohemian Rhapsody, e Christian Bale, por Vice. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por Green Book: O Guia, e Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Oscar 2019 nos traz mais uma categoria de incertezas, que é a de Melhor Ator. As premiações anteriores privilegiaram diferentes atuações, dando mais foco em Rami Malek, por <em>Bohemian Rhapsody</em>, e Christian Bale, por <em>Vice</em>. No entanto, mesmo não tendo o reconhecimento (até o momento), outros candidatos fortes entram na disputa, como é o caso de Viggo Mortensen, por <em>Green Book: O Guia</em>, e Bradley Cooper, por<em> Nasce Uma Estrela</em>. Fechando a lista dos indicados nesta categoria, temos a não tão badalada indicação, mas também justa, de Willem Dafoe, pelo longa <em>No Portal da Eternidade</em>!</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault-6.jpg" alt="Willem Dafoe" width="610" height="348" /><br />
<strong>Willem Dafoe, por No Portal da Eternidade</strong></p>
<p style="text-align: center;">Em <em>No Portal da Eternidade</em>, Willem Dafoe interpreta ninguém menos que o pintor Vincent Van Gogh e a sua batalha travada com os transtornos mentais que o acometem. Marcado por um estilo de filmagem mais cru e lento, o longa nos oferece bons momentos para compreender ainda mais a história do artista. Dafoe nos apresenta um trabalho brilhante e primoroso, completamente incorporado na dualidade e devaneios de Van Gogh. É ele quem nos conduz na narrativa, ora confusa, e funciona como o pilar estrutural da trama. Willem chegou a aprender a pintar para incorporar ainda melhor o personagem. São nos pequenos detalhes que ele consegue traduzir o protagonista, desde o olhar perdido até o desespero intenso de suas emoções.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10032" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/3552387.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Christian Bale" width="610" height="348" /><br />
<strong>Christian Bale, por Vice</strong></p>
<p style="text-align: center;">Agora, vamos com Christian Bale e sua atuação em <em>Vice</em>. O ator interpreta o político americano Dick Cheney, que foi o vice-presidente durante o período de George W. Bush. Sob a direção afiada e nada básica de Adam McKay, Bale vai construindo a personalidade do protagonista em consonância com todas as suas aspirações de poder. Ele não apenas engordou 20 quilos para o papel, como estudou bastante o comportamento de Cheney, tanto físico quanto emocional. O resultado é um personagem com várias facetas que funciona como o pilar da história dissecada por McKay. Este é um papel bem diferente do que Bale está acostumado fazer. Embora assuma o protagonismo da história, ele tem pouco espaço para se expressar com liberdade, sendo sempre contido e mais calculista. Isso foi o suficiente para lhe render o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical, mas será o suficiente para levar o Oscar?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0940097.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Bradley Cooper" width="610" height="348" /><br />
<strong>Bradley Cooper, por Nasce Uma Estrela</strong></p>
<p style="text-align: center;">Já Bradley Cooper é uma pedra preciosa que vem sendo deixada de lado na maioria das premiações. Em <em>Nasce Uma Estrela</em>, além de ser responsável por roteiro, produção e direção, ele assume o papel do protagonista, o cantor Jackson Maine. É curioso ver o quanto as pessoas enaltecem o trabalho de Lady Gaga, quando, na verdade, a alma do filme é Cooper. Ele transita por muitos sentimentos do personagem e o espectador acompanha de perto o sufoco e a queda do músico. É como se uma estrela precisasse apagar para que outra acendesse. Bradley nos presenteia com o melhor trabalho de sua carreira, o mais intenso, profundo e contundente. Ele não apenas nos envolve pelas emoções, quando pela realidade de tudo que ele passa. A dedicação fora de tela trouxe ainda mais força para o que acontece diante de nossos olhos, em um trabalho incrível. Pena que ele não esteja sendo devidamente reconhecido nas premiações.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10034" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Bohemian-Rhapsody-Rami-Malek.jpg" alt="Rami Malek" width="610" height="348" /><br />
<strong>Rami Malek, por Bohemian Rhapsody</strong></p>
<p style="text-align: center;">Quem está recebendo toda a glória e reconhecimento é o ator Rami Malek. No papel de Freddie Mercury, em <em>Bohemian Rhapsody</em>, ele nos oferece uma nova faceta de atuação, que antes não conhecíamos. Rami é, definitivamente, um excelente ator e sua dedicação em aprender tudo sobre o protagonista (até a forma de mexer as mãos), faz com que ele seja o próprio Mercury em tela. A minha questão, no entanto, é o excesso de afetação do ator, que consegue transcender o personagem. Embora muito boa, esta não é uma atuação formidável que merecia o maior prêmio do cinema. Considero inferior a outros concorrentes, como Bradley e Viggo. O filme, que passou por um processo intenso de troca de diretores, pode ter contribuído para essa percepção menos gloriosa. É como se o espectador percebe-se o tempo todo que é Rami interpretando Freddie naquele momento e isso desfavorece a experiência como um todo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10035" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5463075.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Viggo Mortensen" width="610" height="348" /><br />
<strong>Viggo Mortensen, por Green Book – O Guia</strong></p>
<p style="text-align: center;">Para fechar, o ator Viggo Mortensen nos traz o papel mais &#8220;fora da curva&#8221; de sua carreira no longa <em>Green Book &#8211; O Guia</em>. Ele interpreta Tony Lip, um fanfarrão descendente de italiano e preconceituoso que embarca em uma viagem com o seu novo chefe negro. Todo o processo de descoberta do personagem é incrível de se ver e vivido com tanta intensidade e cuidado por Viggo. Assim como Bale, ele engordou mais de 20 quilos e se esmerou na arte de aprender a se portar como um descente de italiano nato, com todas as suas peculiaridades. Ele é o foco do filme, com todas as descobertas e transformações que sofre ao longo da viagem. Viggo transita por muitas emoções e se desdobra nas camadas de Tony. A sua melhor atuação da carreira e a mais diferenciada, definitivamente.</p>
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		<title>Bohemian Rhapsody é o destaque nas estreias desta semana (01/11). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2018 17:53:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. Confira a nossa crítica clicando aqui! O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Direção: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GryRsVhOvxo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9509" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/5090568.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos" width="610" height="348" /><br />
<strong>O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Lasse Hallström, Joe Johnston<br />
<strong>Elenco:</strong> Mackenzie Foy, Keira Knightley, Matthew MacFadyen</p>
<p>Quando Clara se vê em um mundo estranho e paralelo, que abriga o Reino das Neves, o Reino das Flores e o Reino dos Doces, precisa enfrentar o sinistro Quarto Reino e sua governante tirana, Mãe Ginger, para trazer de volta a harmonia a seu instável mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hSHRrQMYc5g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9510" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/3648160.png-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Johnny English 3.0" width="610" height="348" /><br />
<strong>Johnny English 3.0</strong><br />
<strong>Direção:</strong> David Kerr<br />
<strong>Elenco:</strong> Rowan Atkinson, Emma Thompson, Olga Kurylenko</p>
<p>Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Ne9u-goR69Y" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9511" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/2555739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Doutrinador" width="610" height="348" /><br />
<strong>O Doutrinador</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Gustavo Bonafé<br />
<strong>Elenco:</strong> Kiko Pissolato, Samuel de Assis, Tainá Medina</p>
<p>Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de &#8220;Doutrinador&#8221; envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vhQJvL159Mk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9512" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1530952.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Casa Que Jack Construiu" width="610" height="348" /><br />
<strong>A Casa Que Jack Construiu</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Lars von Trier<br />
<strong>Elenco:</strong> Matt Dillon, Bruno Ganz, Uma Thurman</p>
<p>Um dia, durante um encontro fortuito na estrada, o arquiteto Jack (Matt Dillon) mata uma mulher. Este evento provoca um prazer inesperado no personagem, que passa a assassinar dezenas de pessoas ao longo de doze anos. Devido ao descaso das autoridades e à indiferença dos habitantes locais, o criminoso não encontra dificuldade em planejar seus crimes, executá-los ao olhar de todos e guardar os cadáveres num grande frigorífico. Tempos mais tarde, ele compartilha os seus casos mais marcantes com o sábio Virgílio (Bruno Ganz) numa jornada rumo ao inferno.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OzV-4x_lYxs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bohemian Rhapsody</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2018 17:28:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Bohemian Rhapsody]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Singer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bohemian Rhapsody é um projeto que chega com algumas dificuldades às telonas. Depois de passar pela mão de mais de um diretor e sofrer recortes, é de se esperar que o resultado deixe o espectador apreensivo. No entanto, o filme consegue transpor essas questões e apresentar um produto bem redondo e bem finalizado. O longa traça a história do surgimento da banda Queen com grande foco em Freddie Mercury. É maravilhoso acompanhar desde o começo como as coisas foram se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Bohemian Rhapsody</strong></em> é um projeto que chega com algumas dificuldades às telonas. Depois de passar pela mão de mais de um diretor e sofrer recortes, é de se esperar que o resultado deixe o espectador apreensivo. No entanto, o filme consegue transpor essas questões e apresentar um produto bem redondo e bem finalizado.</p>
<p>O longa traça a história do surgimento da banda Queen com grande foco em Freddie Mercury. É maravilhoso acompanhar desde o começo como as coisas foram se encaixando e a obra prima do grupo surgiu. Além disso, Mercury é um espetáculo a parte que merece toda a nossa atenção e respeito. Tudo isso é muito bem mostrado no filme.</p>
<p>Para quem conhece as músicas do Queen, o filme tem um serviço ainda maior de mostrar como as canções foram criadas e pensadas pelos artistas. Não que isso deixe de fazer sentido para quem não é tão familiar com o grupo. O roteiro consegue conduzir a história de uma forma que contextualiza bem o espectador, dispensando um conhecimento anterior. Claro que se você o tiver, isso fará toda a diferença.</p>
<p>O roteiro é extremamente cuidadoso com o quesito musical e isso poder ter a ver com o fato de que Brian May e Roger Taylor, integrantes do Queen original, entraram como consultores criativos no filme. Somos bombardeados com grandes canções e, ao mesmo tempo, a forma como elas surgiram e foram pensadas. O processo criativo de composição é maravilhoso de acompanhar e valorizamos ainda mais o produto final. Carinhosamente a narrativa vai conduzindo o espectador a se apaixonar e torcer pela banda. As canções ajudam a traçar uma linha temporal no filme, com o suporte dos álbuns que foram lançados ao longo do tempo.</p>
<p>O filme peca um pouco, no entanto, no quesito ritmo, especialmente no meio do caminho. Ele começa muito bem e empolgante, mas entra em uma maré mansa que deixa o espectador um pouco entediado. Isso não seria um problema em outras películas, mas o considero nesta. Estamos falando de Freddie Mercury, um dos maiores artistas de todos os tempos e marcado pela irreverência. Cair no lugar comum com ele é, no mínimo, desrespeitoso.</p>
<p>A finalização, no entanto, consegue redimir boa parte deste lugar comum. Em uma cena longa e cuidadosamente pensada para encantar o espectador, nós participamos de um verdadeiro show. Toda a força das canções e dos artistas é colocada em foco numa apresentação inesquecível e memorável. O espectador fica deslumbrado e aprecia ainda mais de perto a atuação de Rami Malek.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9505" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/1870791.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Este quesito &#8220;atuação&#8221;, por sinal, vale a pena ser notado. A escolha de Rami para interpretar Mercury foi acertada e ele incorporou perfeitamente os trejeitos do artista. Em alguns momentos conseguimos ver muito de Rami, mas ele logo consegue transformar isso e deixar o espectador completamente inserido na personagem. Os demais integrantes da banda não deixam por menos. Meu destaque pessoal para Gwilym Lee e toda a sua naturalidade no papel de Brian May.</p>
<p>Temos também a relação com Mary, vivida por Lucy Boynton. A convivência dos dois ajuda a dar o tom na narrativa e marcar a mudança de alguns comportamentos do protagonista. Não apenas isso, ela consegue dar a força necessária para o destaque do personagem de Rami. Uma relação que definitivamente funcionou em tela, mostrando um grande acerto na escolha de elenco.</p>
<p>Questões como a descoberta da homossexualidade de Freddie, sua relação com o próprio ego e com o mundo ao seu redor dão o tom do filme como um todo. Conhecemos não apenas o artista, mas a pessoa por trás. Todas as suas frustrações e dificuldades. Entendemos que todos os erros cometidos tem um motivo, uma razão. E isso é fundamental para construir a trama e o entendimento do espectador. Conseguimos nos envolver ainda mais com a banda.</p>
<p>Embora fique a sensação de faltou algo, o resultado do filme é bem positivo. Talvez tenha faltado o excesso clássico de Freddie Mercury, que seria a cereja no sorvete da trama. Ainda assim, não tem como dizer que o produto não agrada. É um belo longa que traz fielmente e cuidadosamente a história de uma das maiores bandas de todos os tempos.</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/">trailer</a>!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GryRsVhOvxo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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