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	<title>Arquivos Big Little Lies - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Big Little Lies - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Big Little Lies: Quem são as mulheres de Monterey?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 19:28:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, Big Little Lies propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, <em><strong>Big Little Lies</strong> </em>propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos joga uns contra os outros gerando um estado de falta de empatia generalizado.</p>
<p>No caso das cinco mulheres de Monterey da série, esse ciclo é quebrado no instante em que todas se enxergam como realmente são (humanas, com seus defeitos e qualidades) e quando elas acabam compartilhando um segredo. A partir disso, propomos pensar como esse processo de construção e reconstrução de imagens (que se dá na trama da série, mas também na relação entre o espectador dela e suas personagens) se dá em cada uma das principais personagens femininas de <strong><em>Big Little Lies</em></strong>:</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10848" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Madeline Martha Mackenzie (Reese Witherspoon)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A caçadora de problemas.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Madeline acaba sendo a figura central da &#8220;tese&#8221; que a série traça. Como mãe, a personagem acaba querendo interferir demais na vida das filhas não apenas por querer centralizar a gestão da educação delas, mas por receio de que no futuro elas passem pela mesma crise de identidade que ela vem passando em função de nunca ter tido uma carreira e ter se dedicado exclusivamente às garotas, percebendo que um dia não será mais &#8220;necessária&#8221; já que filhos crescem. Na relação com as demais mulheres, Madeline é contraditória. Ao mesmo tempo em que demonstra ser uma amiga leal e ter profunda empatia pelo que Celeste e Jane viveram, mostra-se implacável com quem não é tão íntima assim, como Renata Klein, Mary Louise e Bonnie, simplificando sua percepção sobre elas a partir do perfil que as pessoas de Monterey traçam de maneira preconceituosa para essas personagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10847" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Celeste Wright (Nicole Kidman)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>O modelo de mulher perfeita.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Em um episódio da primeira temporada da série, Madeline se surpreende quando Celeste lhe desabafa acidentalmente por telefone que está passando por problemas no seu casamento com Perry. Na segunda temporada, Mary Louise, a sogra da personagem, a descreve como um enigma. Por vergonha e introspecção, Celeste tem dificuldade para compartilhar seus problemas mais graves até mesmo com amigos como Madeline. Todos só souberam do relacionamento abusivo que ela vivia com Perry quando a situação chegou no limite do tolerável. Em Monterey, a personagem é colocada num pedestal e a imagem pública do seu casamento oscilava entre o modelo de comercial de margarina da &#8220;família feliz&#8221; e um tórrido romance à la Danielle Steel. A própria Celeste sempre surge alheia aos demais personagens em cena, como se nenhum daqueles problemas mundanos de Monterey pertencessem a sua realidade, quando na verdade ela está lidando com sérios problemas como estresse pós-traumático e depressão. Celeste ama seu agressor, cuja lembrança dentro da sua própria casa é mantida no invólucro ilusório do &#8220;marido e pai perfeito&#8221; pelos filhos e por sua sogra. Viver com sentimentos tão intensos e incompreendidos por terceiros pela complexidade e contradição lega à personagem algumas sequelas psicológicas bem complicadas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10846" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Jane Chapman (Shailene Woodley)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A irresponsável mãe solteira.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Assim que seu filho Ziggy foi apontado como o culpado pelos episódios de agressão a Amabella, a filha de Renata Klein, Jane imediatamente foi apontada como a principal responsável pelo suposto comportamento do menino. Na cabeça de muitos, o fato de Ziggy crescer num lar sem pai e não saber a identidade do mesmo era uma espécie de consequência lógica para a formação de um adulto problemático. A própria Jane em dado momento passa a questionar se o fato do filho ser fruto de um estupro e carregar o DNA de um homem agressor não transformaria o garoto num adulto violento. Com o tempo, a gente vai percebendo que a criação simples de Ziggy, bem distante da vida de luxo que percebemos na realidade das demais personagens, lhe proporciona um lar cheio de amor. Sozinha e com o fantasma do estupro, Jane conseguiu criar um menino carinhoso, sensível, inteligente e emocionalmente maduro, se distanciando por completo de realidades aparentemente perfeitas como a de Celeste e Perry Wright, por exemplo, que legaram aos gêmeos Josh e Max uma referência masculina bastante problemática, e de Renata Klein, que com todo o conforto que dá a Amabella não consegue dar segurança física e emocional à filha.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10844" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Renata Klein (Laura Dern)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A <em>bitch </em>do mundo corporativo.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Desde a primeira temporada, Renata Klein luta contra o estigma da <em>bitch workaholic </em>que lhe seria natural em qualquer outro contexto e que inevitavelmente lhe é atribuído em Monterey. Com o mundo aos seus pés, não parece, mas Klein age como a garota desengonçada do colégio tentando a todo custo conquistar a atenção da menina mais popular e seu séquito, no caso, Madeline e sua melhor amiga Celeste Wright. A realidade paralela das mães de Monterey parece fazer Renata lidar com uma realidade de rejeição bem diferente daquela que ela vivencia na sua bem-sucedida carreira no mundo corporativo. Renata quer ostentar todo o luxo que conquistou com seu suor, mas também ser reconhecida publicamente como uma mãe-modelo. O problema é que a micro sociedade das mães de Monterey parece entender que uma função anula a outra.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10845" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Bonnie Carlson (Zöe Kravitz)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser</strong>: A mulher sem tabus e equilibrada.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Bonnie é capaz de impressionar Madeline pela capacidade com a qual administra seus problemas domésticos, lidando bem com a sua enteada e se mostrando um modelo de mãe com a &#8220;mente aberta&#8221;. A instrutora de yoga e adepta da meditação é tida como alguém desligada das picuinhas pequenas de Montereu. Por sua filosofia de vida, Bonnie também não tem muitos tabus pessoais. Na verdade, Bonnie é profundamente afetada pelos seus problemas &#8211; tanto que na segunda temporada percebemos os efeitos da morte de Perry em sua vida -, mas ela teve que aprender a utilizar recursos para sobreviver a uma realidade que gradualmente tem se revelado complicada pelo seu histórico familiar. A vida parece ter dado &#8220;boas porradas&#8221; em Bonnie e as cicatrizes a fizeram aprender a reconhecer os problemas quando eles de fato existem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10850" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Mary Louise Wright (Meryl Streep)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A sogra manipuladora.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Mary Louise ocasionalmente coloca Celeste contra a parede pelo seu comportamento, criação dos filhos e relação que estabelecia com Perry. A dinâmica entre ela e a nora traz para a série a dificuldade que algumas mulheres têm de entender que em dado momento de suas trajetórias a vida dos seus filhos não está mais sob sua responsabilidade. Deve ser duro para Mary Louise aceitar que seu próprio filho seja capaz de agredir a companheira e estuprar uma jovem, equivaleria a assumir uma culpa que socialmente ela acabaria tendo que carregar (afinal, o problema sempre acaba caindo no colo das mães.  Ao mesmo tempo em que Mary Louise é uma &#8220;pedra no sapato&#8221; na vida da nora e é capaz de tecer considerações execráveis sobre o comportamento das mulheres da série, como Celeste e Jane, que na cabeça dela provocaram de alguma maneira Perry a reagir com agressividade, é uma mãe em estado de negação com a própria realidade. A série provoca o espectador a odiá-la e a própria Mary Louise parece fazer por onde, mas numa análise mais profunda percebemos que ela é fruto de questões culturais que moldam comportamentos que vão na contramão da sororidade.</p>
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		<title>Westworld recebe 22 indicações ao Emmy 2017. Confira a lista completa!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jul 2017 21:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Big Little Lies]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Feud: Bette e Joan]]></category>
		<category><![CDATA[Stranger Things]]></category>
		<category><![CDATA[Westworld]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na manhã desta quinta-feira (13) foi anunciada a lista de indicados a 69ª edição do Emmy, premiação de maior visibilidade da TV norte-americana. Com Game of Thrones fora do páreo em função do hiato de uma edição do prêmio dado pela série da HBO, Westworld , do mesmo canal, sai na liderança com um total de 22 indicações, seguida de Stranger Things da Netflix com 18 indicações. Nas categorias de minissérie ou série limitada, Feud: Bette e Joan, do showrunner Ryan Murphy sobre a disputa entre as atrizes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Na manhã desta quinta-feira (13) foi anunciada a lista de indicados a 69ª edição do Emmy, premiação de maior visibilidade da TV norte-americana. Com <em>Game of Thrones </em>fora do páreo em função do hiato de uma edição do prêmio dado pela série da HBO, <em>Westworld </em>, do mesmo canal, sai na liderança com um total de 22 indicações, seguida de <em>Stranger Things </em>da Netflix com 18 indicações.</h4>
<p>Nas categorias de minissérie ou série limitada, <em>Feud: Bette e Joan</em>, do <em>showrunner </em>Ryan Murphy sobre a disputa entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford nos bastidores das filmagens de <em>O Que Teria Acontecido a Baby Jane?</em>, recebeu 18 indicações, incluindo as esperadas menções às performances de Jessica Lange e Susan Sarandon. Outro destaque na mesma categoria é <em>Big Little Lies</em>, minissérie da HBO dirigida por Jean-Marc Vallée protagonizada por Nicole Kidman e Reese Whiterspoon.</p>
<p>Confira a lista de indicados abaixo (para acessar a lista completa com indicados em categorias técnicas e atores convidados, a<a href="http://www.emmys.com/sites/default/files/Downloads/69th-nominations-list-v1ry.pdf">cesse aqui</a>)</p>
<h4>Série Drama</h4>
<p>Better Call Saul (AMC)<br />
The Crown (Netflix)<br />
The Handmaid’s Tale (Hulu)<br />
House of Cards (Netflix)<br />
Stranger Things (Netflix)<br />
This Is Us (NBC)<br />
Westworld (HBO)</p>
<h4>Direção em Série Drama</h4>
<p>Stephen Daldry (The Crown)<br />
Kate Dennis (The Handmaid’s Tale)<br />
The Duffer Brothers (Stranger Things)<br />
Vince Gilligan (Better Call Saul)<br />
Lesli Linka Glatter (Homeland)<br />
Reed Morano (The Handmaid’s Tale)<br />
Jonathan Nolan (Westworld)</p>
<h4>Atriz em Série Drama</h4>
<p>Viola Davis (How to Get Away with Murder)<br />
Claire Foy (The Crown)<br />
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)<br />
Keri Russell (The Americans)<br />
Evan Rachel Wood (Westworld)<br />
Robin Wright (House of Cards)</p>
<h4>Ator em Série Drama</h4>
<p>Sterling K. Brown (This Is Us)<br />
Anthony Hopkins (Westworld)<br />
Bob Odenkirk (Better Call Saul)<br />
Matthew Rhys (The Americans)<br />
Liev Schreiber (Ray Donovan)<br />
Kevin Spacey (House of Cards)<br />
Milo Ventimiglia (This Is Us)</p>
<h4>Atriz Coadjuvante em Série Drama</h4>
<p>Uzo Aduba (Orange Is the New Black)<br />
Millie Bobby Brown (Stranger Things)<br />
Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)<br />
Chrissy Metz (This Is Us)<br />
Thandie Newton (Westworld)<br />
Samira Wiley (The Handmaid’s Tale)</p>
<h4>Ator Coadjuvante em Série Drama</h4>
<p>Jonathan Banks (Better Call Saul)<br />
David Harbour (Stranger Things)<br />
Ron Cephas Jones (This Is Us)<br />
Michael Kelly (House of Cards)<br />
John Lithgow (The Crown)<br />
Mandy Patinkin (Homeland)<br />
Jeffrey Wright (Westworld)</p>
<h4>Série Comédia</h4>
<p>Atlanta (FX)<br />
Black-ish (ABC)<br />
Master of None (Netflix)<br />
Modern Family (ABC)<br />
Silicon Valley (HBO)<br />
Unbreakable Kimmy Schmidt (Netflix)<br />
Veep (HBO)</p>
<h4>Direção em Série Comédia</h4>
<p>Jamie Babbit (Silicon Valley)<br />
Donald Glover (Atlanta)<br />
Mike Judge (Silicon Valley)<br />
David Mandel (Veep)<br />
Morgan Sackett (Veep)<br />
Dale Stern (Veep)</p>
<h4>Atriz em Série Comédia</h4>
<p>Pamela Adlon (Better Things)<br />
Jane Fonda (Grace and Frankie)<br />
Allison Janney (Mom)<br />
Ellie Kemper (Unbreakable Kimmy Schmidt)<br />
Julia Louis-Dreyfus (Veep)<br />
Tracee Ellis Ross (Black-ish)<br />
Lily Tomlin (Grace and Frankie)</p>
<h4>Ator em Série Comédia</h4>
<p>Anthony Anderson (black-ish)<br />
Aziz Ansari (Master of None)<br />
Zach Galifianakis (Baskets)<br />
Donald Glover (Atlanta)<br />
William H. Macy (Shameless)<br />
Jeffrey Tambor (Transparent)</p>
<h4>Atriz Coadjuvante em Série Comédia</h4>
<p>Vanessa Bayer (Saturday Night Live)<br />
Anna Chlumsky (Veep)<br />
Leslie Jones (Saturday Night Live)<br />
Kathryn Hahn (Transparent)<br />
Judith Light (Transparent)<br />
Kate McKinnon (Saturday Night Live)</p>
<h4>Ator Coadjuvante em Série Comédia</h4>
<p>Louie Anderson (Baskets)<br />
Alec Baldwin (Saturday Night Live)<br />
Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt)<br />
Ty Burrell (Modern Family)<br />
Tony Hale (Veep)<br />
Matt Walsh (Veep)</p>
<h4>Série Limitada ou Minissérie</h4>
<p>Big Little Lies (HBO)<br />
Fargo (FX)<br />
Feud: Bette and Joan (FX)<br />
Genius (National Geographic)<br />
The Night Of (HBO)</p>
<h4>Filme para a TV</h4>
<p>Black Mirror: San Junipero (Netflix)<br />
Dolly Parton’s Christmas of Many Colors: Circle of Love (NBC)<br />
The Immortal Life of Henrietta Lacks (HBO)<br />
Sherlock: The Lying Detective (Masterpiece)<br />
The Wizard of Lies (HBO)</p>
<h4>Direção em Série Limitada, Minissérie, Especial ou Filme para a TV</h4>
<p>Noah Hawley (Fargo)<br />
Ron Howard (Genius)<br />
James Marsh (The Night Of)<br />
Ryan Murphy (Feud: Bette and Joan)<br />
Jean-Marc Vallée (Big Little Lies)<br />
Steven Zaillian (The Night Of)</p>
<h4>Atriz em Série Limitada, Minissérie ou Filme para a TV</h4>
<p>Carrie Coon (Fargo)<br />
Felicity Huffman (American Crime)<br />
Nicole Kidman (Big Little Lies)<br />
Jessica Lange (Feud: Bette and Joan)<br />
Susan Sarandon (Feud: Bette and Joan)<br />
Reese Witherspoon (Big Little Lies)</p>
<h4>Ator para Série Limitada, Minissérie ou Filme para a TV</h4>
<p>Riz Ahmed (The Night Of)<br />
Benedict Cumberbatch (Sherlock: The Lying Detective)<br />
Robert De Niro (The Wizard of Lies)<br />
Ewan McGregor (Fargo)<br />
Geoffrey Rush (Genius)<br />
John Turturro (The Night Of)</p>
<h4>Atriz Coadjuvante para Série Limitada, Minissérie ou Filme para a TV</h4>
<p>Judy Davis (Feud: Bette and Joan)<br />
Laura Dern (Big Little Lies)<br />
Jackie Hoffman (Feud: Bette and Joan)<br />
Regina King (American Crime)<br />
Michelle Pfeiffer (The Wizard of Lies)<br />
Shailene Woodley (Big Little Lies)</p>
<h4>Ator Coadjuvante para Série Limitada, Minissérie ou Filme para a TV</h4>
<p>Bill Camp (The Night Of)<br />
Alfred Molina (Feud: Bette and Joan)<br />
Alexander Skarsgard (Big Little Lies)<br />
David Thewlis (Fargo)<br />
Stanley Tucci (Feud: Bette and Joan)<br />
Michael Kenneth Williams (The Night Of)</p>
<h4>Talk Show</h4>
<p>Full Frontal with Samantha Bee (TBS)<br />
Jimmy Kimmel Live! (ABC)<br />
Last Week Tonight (HBO)<br />
The Late Show with Stephen Colbert (CBS)<br />
The Late Late Show with James Corden (CBS)<br />
Real Time with Bill Maher (HBO)</p>
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		<title>Nicole Kidman: Uma carreira em 10 atos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2017 19:23:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Bússola de Ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta terça-feira (20), Nicole Kidman está completando 50 anos. No auge da sua maturidade profissional, Kidman segue colhendo os louros da sua poderosa interpretação na minissérie da HBO Big Little Lies e esteve recentemente nos cinemas com Lion: Uma Jornada para Casa, longa que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar. A jornada da australiana, no entanto, não começou agora, claro. Na ativa desde os anos de 1980, Kidman coleciona glórias e derrotas em uma carreira cheia de altos e baixos que a atriz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta terça-feira (20), Nicole Kidman está completando 50 anos. No auge da sua maturidade profissional, Kidman segue colhendo os louros da sua poderosa interpretação na minissérie da HBO <em>Big Little Lies </em>e esteve recentemente nos cinemas com <em>Lion: Uma Jornada para Casa</em>, longa que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar. A jornada da australiana, no entanto, não começou agora, claro. Na ativa desde os anos de 1980, Kidman coleciona glórias e derrotas em uma carreira cheia de altos e baixos que a atriz administra com igual graciosidade e talento através de escolhas ousadas que desafiam os padrões hollywoodianos até hoje. Aproveitando a ocasião, fizemos um retrospecto da carreira de Nicole em 10 atos que justificam nosso amor por essa diva australiana que por tantos anos nos encanta com suas atuações.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7813" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1980.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato um: </strong>A carreira na Austrália</p>
<p style="text-align: left;">Quando começou a trabalhar na Austrália, Nicole Kidman tinha por volta dos seus 15 anos de idade. Alta, sardenta e ostentando cachos ruivos que lhe renderam apelidos nada carinhosos nos tempos de escola, Nicole teve seus primeiros passos na televisão australiana com o filme <em>Skin Deep </em>e conseguiu ser apadrinhada por gente graúda, como o diretor George Miller (<em>Mad Max</em>), que começou a escalar a atriz para muitas de suas produções. A ótima relação com Miller rendeu a Nicole duas atuações até hoje celebradas na Austrália: as minisséries <em>Vietnam </em>(1987) e <em>Bangkok Hilton</em> (1989)<i>, </i>produções da Kennedy Miller, produtora do cineasta. Pela primeira, Kidman conseguiu o prêmio de melhor atriz pelo Australian Film Institute na categoria minissérie interpretando uma jovem ativista anti-guerra que se comove com a situação de australianos envolvidos no conflito do Vietnã( 2:55):</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Hd1yTu_Gqa4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7814" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1989.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato dois: </strong>A chegada em Hollywood</p>
<p>Kidman estrelou uma dúzia de filmes australianos que contribuíram para a construção do seu estrelato local, como <em>Bush Christmas</em>, <em>Bicicletas Voadoras</em>, <em>Archer: O Corcel Lendário </em>e <em>A Dança das Sombras</em>. Porém, não demoraria muito para Hollywood perceber a atriz. A oportunidade veio em 1989 com <em>Terror a Bordo</em>, <em>thriller </em>dirigido pelo australiano Phillip Noyce. No longa, Kidman e Sam Neill interpretam um casal que decidem passar um tempo isolado em alto mar para esquecer uma tragédia familiar e acaba dando de cara com um estranho que teve um problema com seu barco. Diferente das produções australianas anteriormente protagonizadas por Nicole, <em>Terror a Bordo </em>teve um alcance mundial e foi distribuído pela Warner. Assim como <em>Vietnam </em>e <em>Bangkok Hilton</em>, o filme era produzido por George Miller e parecia formatado para catapultar a carreira de Nicole. Ao repercutir nas bilheterias e ter uma ótima aceitação da crítica, Nicole passou a ser chamada para testes em grandes produções hollywoodianas como <em>Ghost: Do Outro Lado da Vida</em>. Sua estreia em Hollywood, no entanto, foi numa participação em <em>Dias de Trovão</em>,<em> </em>de Tony Scott, onde a atriz interpretou uma médica que envolvida amorosamente com o piloto de corridas vivido pelo astro Tom Cruise, com quem se casaria e protagonizaria também <em>Um Sonho Distante</em>, aventura romântica sobre a corrida do ouro nos EUA conduzida por Ron Howard, em 1992.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7815" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1995.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato três:</strong> Voos solo</p>
<p>Se desvencilhar do título &#8220;Sra. Tom Cruise&#8221; foi difícil para a atriz. Sua carreira em Hollywood não parecia trazer nem vestígios dos seus primeiros anos na Austrália. Mesmo tendo sido indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante pelo longa <em>Billy Bathgate: O Mundo aos seus Pés </em>em 1992, nenhum dos trabalhos de Nicole que seguiram <em>Dias de Trovão </em>pareciam expressivos, como atestam o dramalhão <em>Minha Vida </em>e o suspense <em>Malícia</em>, ambos de 1993. Mesmo <em>Um Sonho Distante</em>, que teve uma relativa repercussão, parecia ser sufocado pelo interesse público na vida íntima de Kidman e seu marido.</p>
<p>As coisas começaram a mudar a partir de 1995. Nicole saiu um pouco da sombra de Cruise e protagonizou dois dos filmes mais emblemáticos de sua carreira. No verão americano, ela esteve em <em>Batman Eternamente</em> interpretando a psiquiatra Dra. Chase Meridian, interesse amoroso do icônico herói da DC Comics. O filme de Joel Schumacher foi uma das dez maiores bilheterias daquele ano e bateu o recorde de melhor abertura de um filme marcado antes por <em>Jurassic Park </em>em 1993. Era o <em>hit </em>que Kidman precisava. Por sua vez, ainda em 1995, a atriz esteve em Cannes com a comédia de humor negro <em>Um Sonho sem Limites</em> do cineasta Gus Van Sant na qual interpretou a ambiciosa repórter de TV Suzanne Stone Maretto, uma interpretação que lhe valeu elogios, prêmios como o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical e o Critic&#8217;s Choice Awards de melhor atriz e rumores de uma primeira indicação ao Oscar, que, para a decepção de muitos, não ocorreu.</p>
<p>O longa marcou a estreia dos jovens Joaquin Phoenix e Casey Affleck e acaba de ser lançado pela primeira vez em DVD no Brasil pela distribuidora Obras-Primas. Entre as cenas mais memoráveis da atriz no longa está um monólogo de abertura que nos dá pistas da natureza doentia da personagem e da sua obsessão pela fama a qualquer preço:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DC88UajiTnM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7816" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/7d34c803e054cf01fe0beb0d473b7a04-Copia.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato quatro: </strong>Kubrick, Um mentor</p>
<p>Após <em>Um Sonho sem Limites</em>, muitos esperavam que Kidman tomasse as rédeas da sua carreira. Em 1996, a australiana protagonizou enfim um longa da sua amiga Jane Campion, o drama de época <em>Retratos de uma Mulher</em>, baseado no romance homônimo de Henry James, e obteve elogios por sua atuação ao lado de John Malkovich como uma jovem que se vê enredada em uma relação abusiva com um mau caráter. Ao filme de Campion, seguiram títulos mais comerciais como <em>O Pacificador</em> e <em>Da Magia à Sedução</em>, nos quais Nicole dividia a tela com George Clooney e Sandra Bullock, respectivamente. Contudo, parecia que Nicole abria mão de certos projetos para se dedicar mesmo ao seu casamento a à criação dos dois filhos que adotara com Cruise, Isabella e Connor.</p>
<p>Tudo mudaria quando o casal decidiu participar de um projeto do cultuado cineasta Stanley Kubrick, <em>De Olhos bem Fechados. </em>Inspirado no romance <em>Traumnovelle</em> de Arthur Schnitzler, o longa contava a história de um homem que após uma discussão com sua esposa empreendia uma jornada de descoberta sexual em Nova York. Dois anos intensos de convivência com Kubrick nos sets de <em>De Olhos bem Fechados </em>renderam a Nicole uma relação muito próxima com o cineasta e sua família. Até hoje, Kidman repercute as palavras e conselhos de Kubrick dados na ocasião das filmagens do drama, &#8220;Proteja seu talento, invista nele, escolha os autores&#8221;, relembra a atriz. Essas ideias acabaram influenciando de fato aquilo que Nicole Kidman buscou para si em sua carreira e traz consigo uma relação de devoção e entrega da atriz com seus diretores que se repete em outros projetos.</p>
<p><em>De Olhos bem Fechados </em>foi o último trabalho de Stanley Kubrick nos cinemas. Em 1999, quando saiu  para divulgar o filme, Nicole não conseguia esconder a emoção ao falar do amigo Kubrick (5:38):</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rjmFQfQH2QM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7817" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/2001.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato cinco: </strong>Kidmania</p>
<p>2001 foi um ano tumultuado na vida da atriz. Na vida pessoal, Kidman estava passando pelo divórcio e por toda sorte de exposição advinda dele. Porém, no primeiro ano do século XXI, a atriz desabrochou aos olhares do mundo. Em Cannes, Nicole apresentava <em>Moulin Rouge</em>, renascimento dos musicais conduzido pelo australiano Baz Luhrmann ambientado na virada do século XX (mais pertinente e simbólico que isso, impossível!) protagonizado por uma cortesã da famosa casa de shows parisiense e um aspirante a escritor interpretado por Ewan McGregor. <em>Moulin Rouge </em>trazia em sua trilha uma compilação de <em>hits </em>popularizados nas versões de Nirvana, David Bowie, Madonna e Elton John interpretados pelo elenco do filme. Inegavelmente, <em>Moulin Rouge </em>é o trabalho que imortaliza Nicole Kidman nas telas e nada pode ser mais emblemático sobre o ícone que surgia aos nossos olhos do que a entrada de sua Satine no Moulin Rouge cantando &#8220;Diamonds are a girl&#8217;s best friend&#8221;:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/a1REfTIc5po" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Como se não bastasse o sucesso de <em>Moulin Rouge</em>, Kidman ainda lançaria em 2001 o suspense <em>Os Outros</em>, de Alejandro Amenábar. No filme, Nicole interpreta uma mulher à espera do retorno do seu marido da guerra enquanto cuida dos seus dois filhos doentes. Tal qual <em>Moulin Rouge</em>, <em>Os Outros </em>caiu nas graças do público e da crítica. Nicole estava em todas as capas de revista e manchetes de jornais como o nome de Hollywood em 2001, acenando a chegada de sua primeira indicação ao Oscar de melhor atriz com <em>Moulin Rouge</em>. Na época, ficou notória a sua primeira grande entrevista para o apresentador David Letterman no <em>Late Show </em>no qual Nicole teve sim que falar do divórcio, mas também abordava o ótimo momento da sua carreira e como o público estava acolhendo-a:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iFJvzlm8adQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7818" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/2003.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato seis:</strong> O Oscar</p>
<p>Dividindo a tela com Meryl Streep e Julianne Moore, Nicole Kidman conseguiu o Oscar de melhor atriz pelo filme <em>As Horas</em>, do diretor inglês Stephen Saldry, interpretando a escritora Virginia Woolf. Baseado no romance homônimo de Michael Cunningham, o longa intercala um dia na vida de três mulheres atravessadas pelo romance <em>Sra. Dalloway</em>: a escritora do livro Virginia Woolf (Nicole), única personagem que de fato existiu fora da ficção; a dona de casa Laura Brown (Moore); a editora de livros Clarissa Vaughn (Streep). O longa até hoje é bastante cultuado, sobretudo na comunidade LGBT, e não só rendeu 9 indicações ao Oscar, como também um prêmio de melhor atriz coletivo para suas  três protagonistas no Festival de Berlim. Sozinha, Nicole levou o prêmio de melhor atriz em drama no Globo de Ouro (o terceiro da sua carreira) e de melhor atriz no Bafta.</p>
<p>No Oscar, Kidman enfrentou a concorrência de Renée Zellweger (<em>Chicago</em>), Julianne Moore (<em>Longe do Paraíso</em>), Salma Hayek (<em>Frida</em>) e Diane Lane (<em>Infidelidade</em>). Para viver Virginia, Nicole sofreu uma drástica transformação física, o que incluia uma prótese de nariz para ficar mais próxima da aparência da escritora. A transformação gerou inclusive uma piada do ator Denzel Washington que entregou o prêmio da Academia para a atriz. Na ocasião, os EUA invadia o Afeganistão pós-11 de setembro e a cerimônia foi marcada por alguns discursos de cunho político (Michael Moore ganhou o prêmio de melhor documentário por <em>Fahrenheit</em> 9/11)<em>.</em> Nicole fez um desses discursos e falava sobre a importância da arte em tempos sombrios como aquele que o mundo vivia:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/D0FWFQpnZ54" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7837" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/article-2580156-1C43661400000578-384_634x450.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato sete:</strong> S<em>tar quality</em> nos seus próprios termos</p>
<p>Com<strong>  </strong>Hollywood a seus pés e um Oscar em suas mãos, Kidman poderia trilhar os caminhos das suas colegas e ficar satisfeita com mega contratos para produções de grande orçamento ou aspirar ser a nova &#8220;queridinha da América&#8221; em comédias românticas. Pós-Oscar, contudo, Kidman se comprometeu com <em>Reencarnação </em>de Jonathan Glazer, um drama difícil e só redescoberto pela cinefilia anos depois de seu lançamento. Nele a australiana interpretava uma viúva que acreditava piamente que um garoto de 10 anos era a reencarnação do seu falecido marido. Movida pelo mesmo desejo de procurar os &#8220;autores&#8221;, um ano antes, após o sucesso de <em>Os Outros </em>e <em>Moulin Rouge</em>, Kidman foi para a Europa filmar <em>Dogville</em> de Lars von Trier, drama sobre uma mulher explorada por uma comunidade rural no interior dos EUA filmado em um galpão com um cenário formado apenas por marcações de giz no chão.</p>
<p>Nicole, contudo, nunca deixou de buscar produções mais populares como a adaptação cinematográfica da série de TV <em>A Feiticeira</em>, filmes que exploravam seu <em>status </em>de diva das telas como <em>Cold Mountain</em>,  <em>Austrália </em>e <em>Nine</em> ou aceitar cachês milionários como os US$ 17 milhões por <em>Invasores. </em>Porém, a atriz alternava essas escolhas com trabalhos de cineastas cultuados ou que haviam acabado de ser descobertos pela crítica como <em>A Pele</em>, por exemplo, cinebiografia da fotógrafa Diane Arbus conduzida Steven Shainberg, diretor de <em>Secretária</em>.</p>
<p>Assim, Kidman firmava algo que já se desenhava em 1995, quando ofereceu ao público <em>Batman Eternamente</em>, mas também <em>Um Sonho sem Limites. </em>Isso<em> </em>se repetia em seu momento pós-Oscar. No ano de 2007, Nicole esteve nos cinemas com o <em>blockbuster </em><em>A Bússola de Ouro (foto), </em>mas também no <em>indie </em><em>Margot e o Casamento</em>, de Noah Baumbach, ao lado de Jennifer Jason Leigh e Jack Black.</p>
<p>Uma matéria recente do Buzz Feed aborda essa política traçada por Kidman em sua carreira e mostra como ao mesmo tempo em que esse caminho parece um &#8220;mundo ideal&#8221; na concepção de uma trajetória profissional, trouxe percalços para Nicole. Ao trafegar pelas duas frentes, a atriz parecia não conseguir ser uma figura pública popular o suficiente tal qual contemporâneas como Cameron Diaz ou Julia Roberts e também sofrer um certo desdém do circuito independente que a via como uma estrela intocável de Hollywood. <a href="https://www.buzzfeed.com/annehelenpetersen/quantas-vezes-mais-nicole-kidman-vai-precisar-prov?utm_term=.xxkm855g3#.iedGOvvqm">Leia a matéria completa aqui.</a></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7820" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/2010.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato oito: </strong>Blossom Films</p>
<p>Aos 40, Kidman passava por uma escassez de projetos típica de toda atriz em sua faixa etária. Se preparando para a maturidade, a australiana fez o que muitos atores costumam fazer, abriu a sua própria produtora de cinema. Junto com o sócio Peer Sari, Nicole fundou a Blossom Films para que, entre outras coisas, pudesse levar à frente projetos nos quais desejasse atuar. O primeiro deles foi o drama de baixo orçamento (US$ 5 milhões) <em>Reencontrando a Felicidade</em>, adaptação cinematográfica da peça <em>A Toca do Coelho </em>da David Lindsay-Abaire que havia rendido um Tony de melhor atriz para Cynthia Nixon. O projeto fora roteirizado pelo próprio dramaturgo e contava a história de um casal lidando com a recente morte do único filho.</p>
<p>Inicialmente, o filme seria dirigido por Sam Raimi, da primeira trilogia <em>Homem-Aranha</em>, mas a atriz acabou oferecendo a condução para John Cameron Mitchell, do cultuado musical <em>indie </em><em>Hedwig</em>. O longa estreou no Festival de Toronto em 2010 com muitos elogios para a interpretação de Nicole e acabou lhe rendendo muitas indicações naquela temporada de prêmios do cinema. A cereja no bolo foi a terceira indicação ao Oscar na carreira da atriz. Durante as entrevistas no tapete vermelho, Kidman enfatizava como aquela indicação tinha um &#8220;sabor&#8221; especial pois se tratava de um projeto que partiu da sua iniciativa:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dVkOpYYvs0U" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Durante um tempo, Kidman esteve com <em>A Garota Dinamarquesa </em>em suas mãos e interpretaria o papel que acabou sendo vivido pelo ator Eddie Redmayne nos cinemas, a transsexual Lili Elbe. Ela atuaria ao lado de Charlize Theron e seria dirigida por Tomas Alfredson (<em>Deixe Ela Entrar</em>). A Blossom Films teve que ceder os direitos do longa pela dificuldade de financiar o projeto. A segunda produção da Blossom Films foi <em>Desafiando a Arte</em>, um longa dirigido e protagonizado por Jason Bateman, que também contava com Nicole em seu elenco. O filme teve uma ótima aceitação da crítica, mas enfrentou dificuldades no mercado exibidor, tendo sido visto por pouquíssima gente. No Brasil, chegou diretamente em DVD. Vale a pena ser assistido, inclusive, l<a href="http://coisadecinefilo.com.br/dvdblu-ray-desafiando-a-arte/">eia nossa crítica sobre o longa aqui.</a></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7838" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/450749894.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato nove: </strong>Administrando o fracasso</p>
<p>Em 2012, apesar de dividir críticos com o polêmico <em>Obsessão </em>de Lee Daniels, Nicole Kidman foi elogiada em Cannes e recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao SAG pelo papel da ninfomaníaca (&#8220;Barbie californiana&#8221;, segundo um crítico do The Guardian) que vivia um triângulo amoroso com Zac Efron e John Cusack. Naquele mesmo ano, Kidman era indicada aos mesmos prêmios e recebia sua primeira indicação ao Emmy pelo telefilme da HBO <em>Hemingway e Gelhorn</em>, que contava o relacionamento tumultuado entre o escritor Ernest Hemingway (interpretado por Clive Owen) e a correspondente de guerra Martha Gelhorn. Um ano depois, a atriz estrelou <em>Segredos de Sangue</em>, primeiro e único filme nos EUA do sul-coreano Park Chan-wook (<em>Oldboy</em>). O filme buscava inspirações em <em>A Sombra de uma Dúvida </em>de Hitchcock e Nicole interpretava uma viúva cuja relação com a filha adolescente era tumultuada a partir da chegada do tio da jovem.</p>
<p>Kidman seguia apostando na diversidade e nos riscos de seus papéis e projetos. Para se ter uma ideia, a australiana saiu dos sets de <em>Obsessão </em>e <em>Segredos de Sangue, </em>onde viveu personagens sombrios em produções conduzidas por diretores com personalidades muito fortes, para entrar no universo sofisticado da realeza de Mônaco interpretando Grace Kelly na biografia <em>Grace de Mônaco</em>, longa do francês Olivier Dahan (<em>Piaf: Um Hino ao Amor</em>). O filme foi ridicularizado no Festival de Cannes em 2014, saindo de lá como a pior abertura da história do festival, foi rejeitado pela família real de Mônaco e protagonizou machetes com direito a trocas de ofensas entre o roteirista Arash Amel, o diretor Olivier Dahan e o produtor Harvey Weinstein a respeito da responsabilidade pelo resultado final. Com o profissionalismo que lhe é peculiar, Kidman promoveu o projeto o quanto pôde. Prova disso é que em 2016, após ter sido lançado diretamente para a TV pela Lifetime, a atriz foi indicada ao SAG e seguiu falando com naturalidade sobre a sua Grace Kelly e os problemas que envolveram o contexto de recepção da biografia:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-d6U_pfw5hI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7822" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/91b55b2c-025f-11e7-87c7-5947ba54d240.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato 10: </strong>Renascença?</p>
<p>Ao final do episódio <em>You Get</em> What<em> You Need </em>de <em>Big Little Lies</em>, o <em>Twitter </em>foi tomado por inúmeros <em>posts </em>que se mostravam surpresos e impressionados com o alcance da interpretação de Nicole Kidman como Celeste Wright, advogada que abdica da carreira pelo casamento. Nicole é uma das pontas centrais de <em>Big Little Lies</em>, minissérie dirigida por Jean-Marc Vallée (<em>Livre </em>e <em>Clube de Compras Dallas</em>) e escrita pelo lendário David E. Kelley <em>(Ally</em> <em>McBeal</em>)<em>.</em> Para a atriz, que há anos não fazia um trabalho tão intenso para a TV, a experiência foi nova, sobretudo por acompanhar a repercussão semana-a-semana dos episódios da série nos lugares onde ia e nas redes sociais. Kidman repercutira a experiência no programa da apresentadora Ellen DeGeneres:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IsZRgiQQi9c" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Meses antes, Kidman havia recebido sua terceira indicação ao Oscar pelo filme <em>Lion: Uma Jornada para Casa</em>, de Garth Davis, a primeira da sua carreira como atriz coadjuvante. Um pouco mais adiante no tempo, em abril, o Festival de Cannes anuncia a sua seleção de títulos a serem exibidos e na lista nada menos do que quatro projetos com o nome de Nicole no elenco: <em>O Estranho que Nós Amamos</em>, de Sofia Coppola; <em>The Killing of a Sacred Deer, </em>de Yorgos Lanthimos (<em>O Lagosta</em>); a segunda temporada da série <em>Top of the Lake</em>, de Jane Campion; e <em>How to talk to girls at Parties, </em>de John Cameron Mitchell. Em cada um deles, Nicole vive um papel diferente: a diretora de uma casa para garotas durante os tempos de guerra civil nos EUA, a esposa de um médico, uma feminista e uma punk. Nos quatro, Kidman recebeu muitos elogios por suas performances e saiu do festival com um prêmio comemorativo pela 80ª edição do evento. Na coletiva de <em>The Killing of a Sacred Deer</em><em>, </em>Nicole tentou dimensionar para os jornalistas essa fase tão produtiva:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZEdyz1TZDdg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Estaríamos vivendo o que muitos têm chamado de renascença da carreira de Nicole Kidman ou sua redescoberta pelo grande público.  Essa &#8220;renascença&#8221; não chega a ser uma surpresa para quem a acompanha há anos. Talvez a proporção que tenha assumido seja surpreendente, mas Nicole conseguiu isso fazendo exatamente as escolhas corajosas que sempre fez ao longo de sua trajetória, ou seja, sendo coerente com seu &#8220;modo Nicole Kidman de administrar o estrelato&#8221;.  É, contudo, uma fase emblemática pois coincide com a chegada dos seus 50 anos, uma fase que costuma ser vista como uma etapa crítica na trajetória de qualquer atriz, afinal, Hollywood segue machista e o cinema americano é um lugar nada amistoso para mulheres na casa dos 50 anos. Ao receber um prêmio da revista Glamour, no entanto, Nicole dá o seu recado, ela está só começando!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uUrBDnZOv_s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Confira também o especial que fizemos ano passado <a href="http://coisadecinefilo.com.br/nicole-kidman-10-filmes-com-a-atriz/">clicando aqui.</a></p>
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			</item>
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		<title>Crítica: Big Little Lies &#8211; Episódio 1 &#8220;Somebody&#8217;s Dead&#8221;</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-big-little-lies-episodio-1-somebodys-dead/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2017 23:24:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Big Little Lies]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Reese Whiterspoon]]></category>
		<category><![CDATA[Shailene Woodley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Destaque no canal HBO nesse início de ano, Big Little Lies é uma minissérie baseado no livro da australiana Liane Moriarty cujos direitos foram adquiridos pelas atrizes Nicole Kidman e Reese Whiterspoon, produtoras e protagonistas da produção.  Hypada pelo seu elenco feminino, que ainda traz Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz, o projeto reúne elementos que já no primeiro episódio prometem manter a atenção do público pelos seus seis capítulos seguintes: um grupo de mães de classe média/alta, um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Destaque no canal HBO nesse início de ano, <i>Big Little Lies </i>é uma minissérie baseado no livro da australiana Liane Moriarty cujos direitos foram adquiridos pelas atrizes Nicole Kidman e Reese Whiterspoon, produtoras e protagonistas da produção.  <i>Hypada</i> pelo seu elenco feminino, que ainda traz Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz, o projeto reúne elementos que já no primeiro episódio prometem manter a atenção do público pelos seus seis capítulos seguintes: um grupo de mães de classe média/alta, um assassinato na escola dos seus filhos e muito mistério envolvendo a vida dessas mulheres.</p>
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<p>A minissérie começa quando a novata Jane (Woodley) chega em Monterey e conhece Madeline (Whiterspoon) e sua amiga Celeste (Kidman) no trajeto para levar seus respectivos filhos para a escola Pirriwee. Quando voltam para buscar suas crianças após passarem horas conversando, as três são surpreendidas pelo relato de agressão a uma menina que segundo a mesma teve como autor o filho de Jane, Ziggy. Logo, um conflito parece estar prestes a se instaurar entre a mãe da garota, Renata (Dern), e Madeline e suas amigas. Tudo isso é contado em <i>flashback</i>, já que a minissérie entrega que toda a competição entre as mães de Monterey culminou no assassinato de um personagem não revelado ao público pelas mãos de um autor também não descoberto. Cabe ao espectador começar a encaixar as peças desse quebra-cabeça à medida que conhece a vida dessas mulheres.</p>
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<p>Com todos os seus episódios sob a direção de Jean-Marc Vallée (<i>Clube de Compras Dallas </i>e <i>Livre</i>), <i>Big Little Lies </i>inicia sua narrativa em <i>Somebody&#8217;s Dead </i>apresentando as marcas usuais do realizador no cinema. Vallée é adepto de uma montagem fragmentada que apresenta elementos futuros mesclados em cenas presentes que soa em diversos momentos como dispersão do diretor. Em <i>Somebody&#8217;s Dead</i>, por exemplo, o público é surpreendido com imagens de Ziggy, filho de Jane, aparecendo ao lado da cama da mãe durante a noite ou com uma cena de sexo que, ao que tudo indica, parece ser protagonizada por Celeste e seu marido Perry (Alexander Skarsgaard). Como em <i>Clube de Compras Dallas</i>, mas principalmente <i>Livre</i>, ninguém sabe muito bem o que Vallée pretende fazer com seu retalho de cenas, algo que parece fazer sentido apenas para o próprio diretor e que ele insiste como sua marca autoral.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7408" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/BigLittleLies.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p>Contudo, uma das maiores qualidades do cinema de Vallée está em <i>Big Little Lies: </i>seu trabalho com os atores. E com um elenco de primeira como esse e um roteiro sedutor como o de David E. Kelley (<i>Ally McBeal)</i>, evidenciando que o formato ideal para esse material era mesmo o de uma minissérie e não um filme para o cinema, Vallée consegue exercitar o seu ponto forte em grande forma. A começar por aquela que foi a protagonista absoluta do primeiro episódio, Reese Whiterspoon. Naquele que tem tudo para ser o melhor desempenho da sua carreira, Whiterspoon nos apresenta a uma Madeline verborrágica que demonstra segurança, controle e protagonismo no seu grupo de amigas, mas que em casa deixa aflorar toda a sua insegurança como mãe, mulher e esposa. Por ser a personagem mais expansiva do trio central e aquela que aparentemente tem muito pouco a esconder, a Madeline da Whiterspoon tomou conta de  <i>Somebody&#8217;s Dead</i>, mas suas colegas não ficaram para trás e prometem render bons momentos nos próximos episódios.</p>
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<p>Os mistérios em torno da relação de Celeste e do seu marido Perry, por exemplo, tornam a interpretação de Nicole Kidman uma das maiores incógnitas a serem desvendadas pelo público. Admirada pelas outras mães, Celeste parece viver aos olhos externos uma dinâmica familiar de &#8220;comercial de margarina&#8221;, mas os termos do seu casamento parecem justificar o seu ar artificial, distante e melancólico publicamente, há algo muito errado na maneira como Perry tem tratado a esposa e ela está começando a perceber isso. A Renata de Laura Dern, por sua vez, parece viver assolada pela cobrança da perfeição e entre as mães é àquela que tenta equilibrar uma bem-sucedida trajetória profissional com os cuidados da sua filha, mas existe algo por trás da maneira como encara o comportamento das outras mulheres, principalmente o de Madeline, que, ao que tudo indica, culminará no conflito central da minissérie. As faíscas e provocações entre Dern e Whiterspoon, por sinal, foram os momentos altos desse primeiro episódio. Shailene Woodley, por sua vez, parece ser o elemento cujo histórico é o mais previsível de se identificar. Ao que tudo indica é um daqueles casos de jovem mãe solteira, mas ela está tentando refazer a sua vida em uma outra cidade. Por qual motivo? E seu filho Ziggy? Há alguma razão para seus problemas de socialização?</p>
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<p>Com todas estas peças faltando, <i>Big Little Lies </i>conseguiu em seu primeiro episódio cultivar muitas dúvidas na cabeça do público e instigá-lo a retornar ao universo daquelas fascinantes mulheres interpretadas por atrizes acima de qualquer suspeita. Mais do que uma trama policial, o assassinato é oferecido ao público como o desfecho dramático de um barril de pólvora que o precedera, <i>Big Little Lies </i>parece ter uma preocupação com a <i>psiquê </i>dessas mulheres, uma abordagem cujo objetivo ainda parece incerto mas que promete acenar para o público pelos próximos episódios. Com um texto de qualidade, um elenco desse calibre e personagens com muito potencial, a minissérie<i> </i>é um acerto dos bons dos seus envolvidos.</p>
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<p><b>Todo domingo, às 23h, na HBO. </b></p>
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<p><b>Assista ao trailer da minissérie: </b></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IXmAfsKAZ2o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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