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	<title>Arquivos Benício Del Toro - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Benício Del Toro - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sicario &#8211; Terra de Ninguém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2015 22:27:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Benício Del Toro]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Desde que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por Incêndios, o canadense Denis Villeneuve tem colhido frutos interessantes aqui e ali, estabelecendo-se como um realizador de filmografia diversificada e de volumosa repercussão. Do enervante Os Suspeitos, provavelmente um dos melhores longas do gênero suspense nesta década, ao divisivo O Homem Duplicado, adaptação do livro homônimo de José Saramago, Villeneuve tem conseguido se firmar e ser disputado por estúdios, atores e roteiristas de Hollywood. Sicario &#8211; Terra de Ninguém [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3762" aria-describedby="caption-attachment-3762" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sicario-mv-3.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3762 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sicario-mv-3-620x330.jpg" alt="sicario-mv-3" width="620" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-3762" class="wp-caption-text">No comando: Emily Blunt toma a frente de um filme monopolizado por homens e dá conta do recado</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por <i>Incêndios</i>, o canadense Denis Villeneuve tem colhido frutos interessantes aqui e ali, estabelecendo-se como um realizador de filmografia diversificada e de volumosa repercussão. Do enervante <i>Os Suspeitos</i>, provavelmente um dos melhores longas do gênero suspense nesta década, ao divisivo <i>O Homem Duplicado</i>, adaptação do livro homônimo de José Saramago, Villeneuve tem conseguido se firmar e ser disputado por estúdios, atores e roteiristas de Hollywood. <i>Sicario &#8211; Terra de Ninguém </i>é mais um exemplar dessa lista, tendo colhido muitos elogios na última edição do Festival de Cannes e, após a sua recente estreia no circuito comercial norte-americano, começa a ser apontado como um dos títulos com potencial de angariar indicações ao Oscar em 2016. O mais recente longa do realizador canadense tem os seus bons momentos, sim, mas também revela-se como um dos mais mornos exemplares da carreira do diretor.</p>
</div>
<div>
<p>Em <i>Sicario</i>, uma policial do FBI (Emily Blunt) é escolhida e aceita participar da caçada ao líder de um cartel de drogas do México. A protagonista acaba enredada em uma trama de corrupção e violência que coloca sua rigidez ética à prova, sobretudo quando ela passa a trabalhar com um homem misterioso que parece conhecer como ninguém o funcionamento da guerra do tráfico na América Central.</p>
</div>
<figure id="attachment_3763" aria-describedby="caption-attachment-3763" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3763 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario-2.jpg" alt="Sicario-2" width="600" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-3763" class="wp-caption-text">Carências: Falta melhor tratamento dos personagens pelo roteiro</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografado impecavelmente por Roger Deakins &#8211; sim, porque, nesse caso, comentar sobre o trabalho de Deakins nunca é uma menção residual a fotografia -, <i>Sicario </i>é um filme tenso do início ao fim e Villeneuve consegue construir toda essa atmosfera de incertezas ao lado do veterano diretor desse departamento. É uma pena que, no caso de <i>Sicario</i>, o espectador fique mais impactado por esse programa de efeitos proporcionado pelo realizador do que pela trama em si, que, por sinal, parece uma versão de <i>A Hora mais Escura </i>porém ambientado na guerra contra o tráfico no México &#8211; até as imagens infra-vermelho da Kathryn Bigelow o Denis Villeneuve usa em determinado momento.</p>
</div>
<div>
<p>Emily Blunt está excelente no longa e é um dos melhores elementos da história. Na pele da agente Kate Macer, Blunt consegue percorrer todos os dilemas éticos e morais pelos quais a policial passa em sua missão no México. O mesmo pode ser dito de Benício Del Toro que tem na impassibilidade do seu olhar um instrumento capaz de dimensionar a dor, a raiva e a obstinação do seu personagem diante do seu grande objetivo. Por fim, Josh Brolin chama pontualmente para si diversos momentos do longa com um personagem repleto de senso de humor, mas de caráter questionável. É verdade que o filme falta com o público e com o próprio elenco por não se aprofundar nos fantasmas dos seus personagens, mas os atores conseguem &#8220;dar conta do recado&#8221; em todos os momentos em que são solicitados.</p>
</div>
<figure id="attachment_3764" aria-describedby="caption-attachment-3764" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario_2_83907.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3764 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario_2_83907.jpg" alt="Sicario_2_83907" width="600" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-3764" class="wp-caption-text">Incertezas: Benicio Del Toro encara dúbio personagem</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de encher os olhos do público com excelentes tomadas e uma precisão técnica usual na carreira do diretor, ao final de <i>Sicario </i>as conclusões de Villeneuve sobre sua história são absurdamente &#8220;lugar comum&#8221;, todas simplificadas ao subtítulo brasileiros do longa: estamos diante de uma terra de ninguém. Seria preciso bem mais do que isso para fazer do filme uma obra que refletisse de fato sobre os problemas que pretende abordar e sobre a natureza dos seus próprios personagens cuja complexidade é alcançada em parte graças ao excelente trabalho do seu trio principal, jamais por esforços de Villeneuve e muito menos do seu roteirista Taylor Sheridan.</p>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2014 12:00:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Aguardado por muitos, Guardiões da Galáxia conseguiu agradar mais do que aqueles espectadores fiéis que torciam pela chegada do filme há alguns anos. Como uma espécie de Star Wars moderno, o longa surpreende ao trazer um enredo e elenco interessantíssimos. Existe uma mistura equilibrada de ação e comédia que faz com que as mais de duas horas de duração passem voando. O enredo conta a história de Peter Quill, um garoto que perdeu a mãe e foi abduzido logo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1699" aria-describedby="caption-attachment-1699" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Guardioes-da-Galaxia-31dez-213-011.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1699 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Guardioes-da-Galaxia-31dez-213-011.jpg" alt="Guardioes-da-Galaxia-31dez-213-011" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1699" class="wp-caption-text">Grupo improvável: Heróis de &#8220;Guardiões da Galáxia&#8221; são um coletivo de desajustados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aguardado por muitos,<em> Guardiões da Galáxia</em> conseguiu agradar mais do que aqueles espectadores fiéis que torciam pela chegada do filme há alguns anos. Como uma espécie de<em> Star Wars</em> moderno, o longa surpreende ao trazer um enredo e elenco interessantíssimos. Existe uma mistura equilibrada de ação e comédia que faz com que as mais de duas horas de duração passem voando.</p>
<p>O enredo conta a história de Peter Quill, um garoto que perdeu a mãe e foi abduzido logo em seguida por extraterrestre. Ele passa a viver, então, neste novo universo paralelo e vira um saqueador. Em uma de suas expedições, Quill rouba uma esfera e passa a ser perseguido por diversos grupos que querem a todo custo recuperar o objeto. Neste meio tempo, ele se encontra com mais quatro personagens que vão, depois de um tempo, integrar o grupo dos Guardiões da Galáxia. São eles: Gamora, Rocket, Groot e Drax.</p>
<p>A primeira cena do filme já atrai bastante a atenção do espectador, principalmente por conta da trilha sonora. Ao som de<em> I’m Not In Love</em>, da banda 10cc, o pequeno Quill chora no leito de morte da mãe. Logo depois, ao ser abduzido, ele já aparece crescido, interpretado por Chris Pratt, e também ouvindo ao walkman que utilizava quando pequeno. O contexto que essas simples cenas do início dão permite que o filme tenha muito mais embasamento do que os comuns de ação vistos atualmente.</p>
<p>O diretor James Gunn conseguiu utilizar toda a sua estranha experiência e aplicar bem neste filme. Ele já dirigiu desde o desenho animado até o filme de terror, passando pela comédia e ação. <em>Guardiões da Galáxia</em> tem um pouco de tudo isso e é justamente este ponto que faz dele único no universo da Marvel. O filme consegue arrancar grandes gargalhadas do público, dado o contexto e leveza dos personagens.</p>
<figure id="attachment_1700" aria-describedby="caption-attachment-1700" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/guardioes-da-galaxia-04.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1700 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/guardioes-da-galaxia-04.jpg" alt="guardioes-da-galaxia-04" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1700" class="wp-caption-text">Comédia pipoca: O novo filme da Marvel explora o humor e se assume como blockbuster do início ao fim.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha de atores não podia ser mais acertada. Embora eu não seja fã de Zoe Saldana, devo admitir que ela cabe perfeitamente no papel de Gamora. Parece que ela perdeu todo o estilo caricato que me irritava e assumiu com muita naturalidade o papel de uma mulher geniosa e cheia de personalidade. Já Chris Pratt, que passeou por diferentes estilos de filmes como <em>Ela</em>, <em>A Hora Mais Escura</em> e <em>Para Maiores</em>, encaixou-se com perfeição no papel do protagonista. Ele é naturalmente engraçado.</p>
<p>Não podemos esquecer de Vin Diesel e Bradley Cooper, que apesar de não aparecerem no filme, dão voz aos hilários Rocket e Groot. Rocket, por sinal, é um dos personagens mais interessante do filme. Um guaxinim cheio de vontade que simplesmente consegue tudo o que quer. Engraçadíssimo! Temos ainda Glenn Close no papel de uma mulher que manda e desmanda na organização e Benício Del Toro impagável como um dos vilões.</p>
<p>A dinâmica do filme é excelente e ele consegue passear pela ação e comédia com muita leveza. A trilha sonora também dá o tom mais completo ao filme. O protagonista está sempre escutando músicas em seu walkman e às vezes a canção é o plano de fundo de uma grande briga.</p>
<p>Além deste ótimo investimento em som, a equipe de efeitos especiais caprichou nas cenas. Nada mais justo, já que o filme se passa completamente no espaço e grande parte foi gravada em estúdio. A mistura de cores, as reações do guaxinim e da árvore falante, tudo isso mostra o trabalho minucioso que foi realizado.</p>
<p>Diferente do que se poderia esperar do trailer, <em>Guardiões da Galáxia</em> consegue superar todas as expectativas. É o tipo de filme que agrada do nerd ao espectador comum que comprou o ingresso por acaso. Fico feliz em saber que a continuação certamente virá. Espero que este se torne uma boa série de super-heróis e que consiga manter o nível nos próximos filmes.</p>
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