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	<title>Arquivos Antoine Fuqua - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Antoine Fuqua - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Protetor 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2018 01:43:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No universo dos filmes de ação, a existência de sequências é um fator comum entre as maiores produções do gênero. Diversos exemplos multimilionários – como os longas do Universo Cinematográfico Marvel e a franquia Missão: Impossível – comprovam a eficiência de uma continuação bem executada. Nesta quinta-feira (16), o público brasileiro poderá descobrir como a vida de Robert McCall se sucedeu após os eventos de O Protetor (2014). Com Antoine Fuqua e Denzel Washington repetindo os seus respectivos papeis de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No universo dos filmes de ação, a existência de sequências é um fator comum entre as maiores produções do gênero. Diversos exemplos multimilionários – como os longas do Universo Cinematográfico Marvel e a franquia <em>Missão: Impossível</em> – comprovam a eficiência de uma continuação bem executada. Nesta quinta-feira (16), o público brasileiro poderá descobrir como a vida de Robert McCall se sucedeu após os eventos de <em>O Protetor</em> (2014). Com Antoine Fuqua e Denzel Washington repetindo os seus respectivos papeis de diretor e protagonista do longa-metragem, a Sony Pictures promete uma produção mais madura, intensa e repleta de ação.</p>
<p>Genericamente existem dois tipos de resultados alcançados quando o assunto é uma sequência do gênero ação. O primeiro é bem cruel e termina com um fracasso colossal que, normalmente, põe fim a possibilidade de uma continuidade da franquia. Já o outro, é uma tentativa de renovação que pode implicar numa surpresa agradável para os espectadores, fazendo com que a produção ganhe em diversos aspectos – incluindo o aumento do seu potencial de vingar no futuro. A própria franquia <em>Missão: Impossível</em> já viveu ambos resultados. O primeiro aconteceu por conta do fracasso criativo que foi <em>Missão: Impossível II</em> (2000); já <em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em> – o mais recente dos longas – foi uma bela surpresa para os fãs da série de filmes e se tornou o melhor dentre as histórias de Ethan Hunt.</p>
<p>Agora em Massachusetts, Robert McCall (Denzel Washington) vive sob um novo disfarce: um motorista de um aplicativo de viagens. Dado como morto por todos do seu passado, McCall segue usando o seu treinamento de agente para salvar aqueles que precisam de ajuda – algumas vezes tendo o auxílio de sua amiga Susan Plummer (Melissa Leo). Por ser a única pessoa que sabe do paradeiro de Robert, Susan vai visitá-lo algumas vezes. Pouco tempo depois da última visita, McCall descobre que sua amiga foi assassinada e agora ele está determinado a encontrar as pessoas que a mataram para fazer com que elas paguem por seus crimes.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9250" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/5502447.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="cena do filme o protetor 2" width="610" height="348" /></p>
<p>Quando se fala de <em>EQ2</em> (abreviação do título original), o resultado é bastante interessante. É evidente o crescimento da produção em diversos aspectos (roteiro, direção, personagens) e esse é o ponto fundamental que eleva a sequência a um patamar acima do seu antecessor. O primeiro longa sobre Robert McCall – que foi baseado numa série de TV da CBS da década de 1980 – contém diversos fatores negativos, como um roteiro confuso e uma narrativa pouco envolvente, que o tornam problemático, aumentando o desafio de fazer uma continuação. Para a surpresa e alegria dos fãs do gênero, o roteirista Richard Wenk deu continuidade à sua história de uma maneira inteligente. A estratégia de aproximar ainda mais o personagem de Denzel foi extremamente eficiente. Durante o novo longa, o público conhece alguém que é muito mais que um vingador/justiceiro; alguém que tem sentimentos mais profundos e é familiarmente humano.</p>
<p>O produto visual final também não deixa a desejar. As cenas de ação são bem coreografadas, mais intensas e coerentes. A direção de Fuqua mostra uma clara evolução de um filme para o outro – em especial na sequência final. Para alavancar ainda mais as cenas, o roteiro permite que Denzel Washington dê o seu melhor dentro da trama, proporcionando – mesmo numa película de ação – momentos belos que só um ator como ele consegue. Além da dramaticidade existente entre as personagens de Denzel e Ashton Sanders – que interpreta Miles Whittaker, o protegido da vez de Robert.</p>
<p>Apesar dos clichês levarem muitos momentos da trama para um lugar comum, a nova dinâmica encontrada pelo diretor e roteirista fizeram que<em> The Equalizer 2</em> (título original) funcionasse melhor que a anterior, criando um resultado satisfatório. A película será um deleite para aqueles que gostam de ação e não será uma tortura para os que não são muito chegados ao gênero, mas assistirão ao longa. O roteiro, portanto, não ganha o espectador pela originalidade ou por surpreendentes <em>plot twists</em>, mas pela maneira como toda a trama é bem desenvolvida e intrigante.</p>
<p><strong>Assista a trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FHPK-tGAYxg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sete Homens e um Destino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 03:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
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		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Sarsgaard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como Mad Max: Estrada da Fúria, Star [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Star Wars: O Despertar da Força</i>, <i>Caça-Fantasmas </i>e, futuramente, <i>Mulher-Maravilha</i>, conforme sublinha o seu primeiro trailer, são títulos que contemplam como protagonistas personagens que há um tempo atrás não teriam tanto tempo na tela, fazendo com que suas presenças na trama sejam uma pertinente crítica a modelos de representação da antiga Hollywood.</p>
<p>Claro que esta nova perspectiva tem relação com as atuais demandas do mercado vinculadas às palavras de ordem do momento, o &#8220;empoderamento&#8221; e a &#8220;representatividade&#8221;,  não sejamos inocentes. Claro também que parte desse ímpeto não é novo e, em outras ocasiões, minorias foram contempladas (o próprio <i>Sete Homens e um Destino </i>de 1960 é prova disso), mas não com o protagonismo simbólico que elas vêm assumindo nessas fitas que outrora eram representantes do machismo, xenofobia e toda sorte de preconceito dos seus próprios consumidores médios. Fora isso, não interessa se partidariamente você é de direita ou esquerda, representatividade importa e é positivo que as grandes produções, aquelas que são consumidas por muitas pessoas, estejam atentas e alertas sobre tais questões, afinal, elas serão referências para as futuras gerações</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O <i>remake </i>de <i>Sete Homens e um Destino</i>, que, vale sempre frisar, já era um <i>remake </i>de <i>Os Sete Samurais </i>de Akira Kurosawa,<i> </i>surge nessa leva. No seu grupo de justiceiros temos um negro (Denzel Washington, excelente), um irlandês, um índio, um mexicano, um oriental e, por tabela, uma mulher. Todos representantes de estratos que passaram por maus bocados nas mãos do homem branco endinheirado. O grupo chega aqui para cumprir a meta de fazer o seu algoz pagar por anos de humilhação sofridos na construção da América.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6705" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/themag.jpg" alt="themag" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, o novo <i>Sete Homens e um Destino </i>trata de fazer uma reparação histórica. Pela via da representatividade que o filme consegue se destacar e passar longe do estigma de que os <i>remakes </i>são sempre peças vazias de originalidade, propósito e atualização da sua própria história, ou seja, mera reprodução ou simplesmente uma grande mancha no legado e no espírito do seu original. <i>Sete Homens e um Destino </i>consegue ter respeito com os filmes de John Sturges e Akira Kurosawa, mas também encontra seu próprio caminho e não é excessivamente subserviente com o material de origem, realizando as alterações que entende serem necessárias e firmando com muito respeito ao público e aos fãs dos antecessores os seus próprios termos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A premissa do filme se mantém. Um grupo de pistoleiros se reúne para defender um povoado que anda sendo vítima da exploração e dos mandos e desmandos de homens violentos, aqui, comandados por um frio usurpador de terras, interpretado pelo sempre interessante Peter Sarsgaard (de filmes como <i>A orfã </i>e <i>Educação</i>). Diferente do americano de 1960, a versão do diretor Antoine Fuqua (de <i>Dia de Treinamento </i>e <i>Nocaute</i>) não tem como vítima um vilarejo de mexicanos, mas uma comunidade qualquer americana que tem como principal empreendedora da busca por justiça a obstinada viúva Emma Cullen (Haley Bennett). A composição do grupo dos sete justiceiros também é alterada e novos personagens são apresentados nessa versão, o que é bem positivo, por sinal.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como <i>western</i>, <i>Sete Homens e um Destino </i>mostra-se formalmente aplicado. Fuqua preserva as convenções do gênero com as angulações dos seus planos, a lógica e a composição dos planos e contra planos,  os seus jogos de luzes, a sua decupagem e a encenação das suas cenas de ação. Contudo, como já sinalizado linhas atrás, o grande achado da nova versão desta história é toda a sua construção simbólica no entorno desse intuito de reparação, que fica ainda mais claro no destino do vilão do longa.</p>
<p>Mesmo que Quentin Tarantino já tenha realizado isso em um <i>western</i> com <i>Django Livre</i>, por exemplo, continua sendo Tarantino, ele é pop, mas não é do &#8220;paladar&#8221; de todo o público médio que vai ao cinema. Além disso, cá para nós, o filme de 2012 do cultuado diretor tinha um prolongamento desnecessário da sua trama. <i>Sete Homens e um Destino </i>realiza os mesmos propósitos  de maneira igualmente enfática, porém mais simples, acessível a outras plateias e sem as fortes tintas da marca do diretor-autor. É a reparação histórica à serviço do cinema comercial, do <i>blockbuster </i>médio hollywoodiano, envolto pela embalagem de um delicioso entretenimento. Isso é bastante poderoso.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PmpOv2G1WZA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Nocaute</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 15:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[50 Cent]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
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		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
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		<category><![CDATA[Rachel McAdams]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; De Rocky até Menina de Ouro ou A Luta pela Esperança, passando por variações como Touro Indomável e até O Vencedor, os &#8220;filmes de boxe&#8221; se consolidaram como um gênero cinematográfico com marcas e códigos de interpretação bem conhecidos. Temos a vida do lutador nos ringues e fora deles, relações familiares mal resolvidas, o desafio de lidar com o comportamento explosivo e auto-destrutivo, tudo isso culminando com uma grande lição sobre a superação. Nocaute, de Antoine Fuqua, segue o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3522" aria-describedby="caption-attachment-3522" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1.png"><img decoding="async" class="wp-image-3522 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1-620x387.png" alt="jake-gyllenhaal-southpaw-shirtless-1" width="620" height="387" /></a><figcaption id="caption-attachment-3522" class="wp-caption-text">Amadurecimento: Lutador vivido por Jake Gyllenhaal tenta controlar seu temperamento explosivo para reaver a guarda da filha.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De <i>Rocky </i>até <i>Menina de Ouro </i>ou <i>A Luta pela Esperança</i>, passando por variações como <i>Touro Indomável </i>e até <i>O Vencedor</i>, os &#8220;filmes de boxe&#8221; se consolidaram como um gênero cinematográfico com marcas e códigos de interpretação bem conhecidos. Temos a vida do lutador nos ringues e fora deles, relações familiares mal resolvidas, o desafio de lidar com o comportamento explosivo e auto-destrutivo, tudo isso culminando com uma grande lição sobre a superação. <i>Nocaute</i>, de Antoine Fuqua, segue o destino natural dos filmes ambientados nesse universo e, por seguir as convenções do seu gênero, até tem um decréscimo do seu ritmo em determinados momentos. No entanto, a destreza de Fuqua no desfecho do longa e a empenhada performance de Jake Gyllenhaal fazem <i>Nocaute</i> se sobressair mesmo sendo parecido com outras obras similares que já nos foram apresentadas.</p>
</div>
<div>
<p>No filme, Gyllenhaal vive o lutador de boxe Billy Hope um campeão na sua categoria que no auge da carreira é devastado pela violenta morte da sua esposa. Hope fica inconsolável e é tomado por uma raiva tão avassaladora que o impede de cuidar da própria filha. Após perder a guarda da garota, o lutador tem que recomeçar a sua vida e encontra na figura do treinador Tick Wills (Forest Whitaker) a força que ele precisava para colocar tudo nos trilhos, ou seja, ter a sua filha de volta e retornar aos ringues.</p>
</div>
<figure id="attachment_3523" aria-describedby="caption-attachment-3523" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3523 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640-620x349.jpg" alt="set_rachel_mcadams_jake_gyllenhaal_southpaw_640" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3523" class="wp-caption-text">Tragédia: Casal vivido por Gyllenhaal e Rachel McAdams passa por um traumático acontecimento logo no primeiro ato do filme.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>Nocaute</i>, Antoine Fuqua, de <i>Dia de Treinamento,</i> faz questão de manter todo o discurso motivacional que é recorrente em &#8220;filmes de boxe&#8221;, a trajetória do homem que é testado pela vida com tragédias pessoais e consegue se reconstruir tornando-se uma lição de superação, a mensagem é que qualquer coisa pode te derrubar mas você tem que extrair forças para se reerguer. Assim, a história de Billy Hope é um conto sobre o amadurecimento, narrando a trajetória de um homem que perde o controle sobre tudo e precisa adquirir responsabilidade para poder criar a sua filha, agora órfã. Um tanto clichê, mas emocionalmente engajado, <i>Nocaute </i>acaba superando o seu próprio lugar comum e conquista públicos mais receptivos a abordagens mais tradicionais.</p>
</div>
<div>
<p>De início, a impressão que <i>Nocaute </i>dá é que o filme andará em círculos ao mostrar-nos as tentativas empreendidas por Hope para honrar a memória da sua esposa. Acontece que a virada do longa ocorre pelas mãos do seu próprio protagonista que, encarnado por um Jake Gyllenhaal à flor da pele, mas muito delicado em sua composição, leva o projeto a altas cargas emocionais e de adrenalina. Gyllenhaal está ao lado de grandes atores como Forest Whitaker, que até tem seus grandes momentos na trama, e Rachel McAdams, mas <i>Nocaute </i>parece o show de um homem só, um grande solo de um ator que tem merecido muito reconhecimento nos últimos anos por embarcar em empreitadas difíceis como <i>Os Suspeitos</i>, <i>O Homem Duplicado </i>e <i>O Abutre</i>. Somada a interpretação de Jake Gyllenhaal, o momento final do filme apresenta muita força e vigor, trata-se da grande luta que reerguerá o protagonista de <i>Nocaute. </i>Fuqua conduz muito bem essa sequência final que faz jus a algumas das melhores lutas de boxe realizadas pelo cinema.</p>
</div>
<figure id="attachment_3524" aria-describedby="caption-attachment-3524" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/southpaw.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3524 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/southpaw-620x349.jpg" alt="southpaw" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3524" class="wp-caption-text">Filme de boxe: Longa de Antoine Fuqua segue a cartilha de outras histórias ambientadas no universo das lutas.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sem grandes alardes e pretensões de ser obra-prima, <i>Nocaute </i>acaba se revelando um filme satisfatório. E para que pedir mais? Para que exigir do cinema que ele sempre nos apresente uma grande novidade, um ineditismo? As vezes penso que o problema está em nós mesmos e na eterna insatisfação do homem com o &#8220;comum&#8221;, a &#8220;rotina&#8221;. Parece que todo filme tem que ser um manifesto revolucionário para o cinema. <i>Nocaute </i>não é, trata-se de um reencontro do espectador com velhos conhecidos que nos lembram figuras como Rocky Balboa ou Jake La Motta e o filme parece estar muito bem resolvido com isso.</p>
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