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	<title>Arquivos Anna Camp - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Anna Camp - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Dica do dia: Desperados (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2020 13:59:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre irregularidades, inverossimilhanças e diálogos expositivos, <strong><em>Desperados</em> </strong>consegue, surpreendentemente, trazer um resultado divertido. A começar pelo trio protagonista formado por Wesley (Nasim Pedrad, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aladdin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Aladdin</em></a>), Brooke (Anna Camp, <em>A Escolha Perfeita 3</em>) e Kaylie (Sarah Burns, <em>Big Little Lies</em>). Individualmente falando, as atuações não são fortes e recorrem aos caminhos mais fáceis, como na acentuação das palavras repetidamente e uma movimentação de cena &#8220;suja&#8221;. No entanto, a dinâmica que elas estabelecem entre si é positiva, pois consegue passar certa intimidade e cumplicidade. Isto é algo que vale ressaltar em uma produção onde a direção de atores parece frágil, pois o elenco não tem unidade nas atuações. Seja pelas escolhas de tom, que destoam das próprias cenas em algumas partes ou pelo trato do texto, falta processo e estudo.</p>
<p>A sensação é quase de que está se acompanhando improvisações e que a compreensão do roteiro ainda não foi alcançada. Ainda assim, há qualidade em uma outra relação na narrativa. A química entre Wesley e Sean (Lamorne Morris, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-yesterday/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Yesterday</em></a>) é instantânea na tela. É impressionante como, mesmo após a sequência da primeira interação da dupla, a roteirista Ellen Rapoport (<em>The Starlet</em>) tenta “enganar” o espectador e dar diversas voltas, apenas para revelar no final o que já estava claro em menos de dez minutos de projeção. Além disso, a personagem de Morris acaba sendo jogada em múltiplos momentos e situações, sem uma razão aparente a não ser por convir para Rapoport. </p>
<p>Ainda pensando no trabalho textual, é curioso notar as reiterações que o longa faz. Depois de já estar bem claro o desespero de Wesley, por exemplo, seja no título da obra e nas conversas da personagem com suas melhores amigas e no telefone, a equipe achou necessário reforçar isto visualmente. Vários planos detalhes da residência da moça são mostrados, objetos de despedidas de solteira, de convite de chás de bebês e etc, como se ela fosse uma pessoa enlouquecida por não estar em um casamento e, de certo modo, até com rancor de quem está casado. É um tanto triste este elemento tendencioso, já que roteiro e direção são assinados por duas mulheres.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12994" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Desperados" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/4277932.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A cineasta Lauren Palmigiano (<em>Mr Mom</em>) fomenta estereótipos, principalmente em questões de enquadramentos que passam um tom tão forte de distanciamento para com Wesley, que acaba sendo colocada em um lugar de ridicularização. Até em seu desfecho, quando faz uma<em> mise-em-scéne</em> que joga com as relações de poder entre mulheres diante de um homem, a direção carrega um olhar que reproduz um discurso de que a força feminina é mais intensa quando ela está ao lado de um homem que ama (eca?). Existe também uma questão de falta de ritmo que permeia <strong><em>Desperados</em></strong>. É como se ele passasse tanto tempo procurando colocar ações frenéticas que quando chega o respiro, as situações perdem a graça. Se uma história é contada sem equilibrar tensões e angústias com relaxamento, uma hora vai ficar exaustivo de acompanhá-la e/ou quando o freio for pisado a queda será sentida.</p>
<p>Por fim, os velhos e conhecidos clichês sobre o México &#8211; local que o grupo vai para tentar salvar o namoro de Wesley &#8211; e seus habitantes apareceram o tempo inteiro para lembrar como estadunidenses não conhecem nada que vá além de seus umbigos. Apesar de todos os problemas apontados, existe uma criação de empatia que se estabelece com as personagens, despertando uma vontade de descobrir o desfecho. Quando existe esse apego durante a exibição, é mais fácil também de rir das piadas. O <em>timing</em> cômico é uma das maiores qualidades do filme. A habilidade em naturalizar passagens perturbadoras é sempre algo bacana, porque se as sequências não forem orgânicas, perde-se o propósito inicial e essencial da comédia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lauren Palmigiano</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nasim Pedrad, Robbie Amell, Anna Camp, Sarah Burns, Heather Graham, Lamorne Morris</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GT3LdQkWSWc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-desperados-netflix/">Dica do dia: Desperados (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Dica do Dia: Um Crime Para Dois (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 15:09:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Um Crime Para Dois</strong></em> é a típica comédia que insere um casal comum em uma situação completamente destoante da rotina deles. Os personagens interpretados por Issa Rae (<em>O Ódio que Você Semeia</em>) e Kumail Nanjiani (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mib-homens-de-preto-internacional/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>MIB: Homens de Preto – Internacional</em></a>) estão casados faz algum tempo e passam por uma crise no relacionamento. Eles estão prestes a terminar a união quando acabam envolvidos em um assassinato com potencial de conexão da autoria do crime a ambos. Nesse momento, o casal se une para tentar provar a inocência em uma jornada que os levarão a criminosos e a uma sociedade secreta.</p>
<p>O filme de Michael Showalter (o mesmo do excelente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doentes-de-amor/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Doentes de Amor</em></a>, também protagonizado por Nanjiani) é uma variação pouco inventiva de longas do gênero que tem como alicerce o ótimo <em>timing</em> para a comédia da sua dupla principal. De talento comprovado em materiais como as séries <em>Insecure</em> (Era) e <em>Sillicon Valley</em> (Nanjiani), o casal principal de <strong><em>Um Crime Para Dois</em></strong> trazem uma naturalidade muito benéfica para a dinâmica da longa e incomum DR que o filme se transforma. Há nos dois uma disposição para arrancar o cômico de situações engraçadas e não de estereotipias aplicadas a seus personagens.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12828" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/0464103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Um Crime para Dois" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/0464103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/0464103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/0464103.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É curioso, entretanto, perceber como Showalter, que teve tanta habilidade para tirar da comédia romântica <em>Doentes de Amor insights</em> inteligentíssimos sobre choques culturais, não conseguiu explorar a acidez potencial para o comentário social que o filme tinha em mãos &#8211; mas também lá ele contava com roteiristas melhores. Ocasionalmente tirando um sarro pelo fato dos seus protagonistas representarem grupos sociais comumente vítimas de injúria, o longa não consegue (ou não quer) explorar o potencial cômico e a ironia dessa situação na sua trama.</p>
<p>No lugar da comédia através do comentário social (algo que parece perscrutar o filme vez ou outra, como no momento em que os protagonistas são flagrados na cena do crime ou quando são pegos pela polícia), <strong><em>Um Crime Para Dois</em> </strong>se alicerça em situações de comicidade já exploradas em outros títulos e que soam rasas demais para o potencial das suas estrelas, entre elas, o fato da personagem de Issa Rae utilizar durante parte do longa uma roupa de unicórnio ou da dupla cair por acaso em uma grande orgia sexual. Esse tipo de truque para extrair riso está mais do que batido e infelizmente é o que <strong><em>Um Crime Para Dois</em></strong> prefere. E convenhamos que colocar Issa e Kumail nesse tipo de comédia genérica é um completo desperdício.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Showalter<br />
<strong>Elenco:</strong> Issa Rae, Kumail Nanjiani, Anna Camp, Moses Storm, Kyle Bornheimer, Aaron Abrams, Catherine Cohen, Kenneth Bryan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/msvHbCb1cB4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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