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	<title>Arquivos Andréa Beltrão - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Andréa Beltrão - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Mostra de São Paulo: Verlust</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 21:40:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Contraste baixo, paleta de cores, majoritariamente, em tons pastéis, sons diegéticos do mar e os ruídos da praia. Logo nos primeiros minutos de Verlust, o tom do filme e as sensações que ele deseja passar são instaurados. Este é um longa que revela intensa preocupação estética, utilizada para contar uma história sobre um grupo que lembra uma espécie de família, ainda que não seja uma propriamente dita. Assim, unidos, principalmente, por uma suposta relação profissional, a trama escancara logo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Contraste baixo, paleta de cores, majoritariamente, em tons pastéis, sons diegéticos do mar e os ruídos da praia. Logo nos primeiros minutos de <strong><em>Verlust</em></strong>, o tom do filme e as sensações que ele deseja passar são instaurados. Este é um longa que revela intensa preocupação estética, utilizada para contar uma história sobre um grupo que lembra uma espécie de família, ainda que não seja uma propriamente dita.</p>
<p>Assim, unidos, principalmente, por uma suposta relação profissional, a trama escancara logo de cara que os laços mostrados ali vão muito além do trabalho. O elo que liga todas as personagens é a figura de Frederica (Andrea Beltrão), uma empresária, mãe, esposa, ex-namorada, uma figura que tenta representar tudo neste enredo. Contudo, o longa acaba por se valer muito mais dos aspectos formais e se perde por não sustentar a grandiosidade trazida pelo olhar do cineasta Esmir Filho (<em>Saliva</em>).</p>
<p>A começar pela mise-en-scène cuidadosa, que trabalha com as sensações das personagens, juntamente com o ambiente apresentado na tela e a movimentação do elenco por aquele espaço que os conecta e sufoca ao mesmo tempo. As tensões entre eles são fomentadas por uma aparente tentativa de progressão. No entanto, as informações são postas de maneira frouxa. Isto porque desde o princípio da exibição o tom das emoções reveladas no enredo já é intenso e deixa no ar um clima de suspense, como se algo estivesse por vir, mas isto nunca chega. O nó e as ferramentas narrativas para o desenlace são claros demais para que os diálogos e embates se sustentem.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13401" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Verlust" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há no longa um afastamento claro na força do que se conta com o como é contado. Assim, <strong><em>Verlust</em> </strong>é uma produção que se eleva na forma, porém fica por aí. É como se todos os outros elementos chegassem quase lá, como é o caso do relacionamento de Frederica com Lenny (Marina Lima). O passado e o presente das duas é subestimado e ganha pouco tempo de projeção e desenvolvimento. Há um constante anúncio de virada que não ocorre, deixando que todos os conflitos sejam resolvidos, inclusive os delas, nos últimos minutos.</p>
<p>Outro fator que pode ser apontado como um &#8220;bater na trave&#8221; são as atuações. Beltrão parece representar mais do que interpretar. A racionalidade de sua Frederica colide com a sua própria, de atriz. Há somente um lampejo de uma provável boa criação. Já o restante do elenco é um tanto inexpressivo. Eles não alcançam o nível de complexidade proposta por Filho na sua direção. Talvez, tenha faltado motivação ou criação de gênese das personagens. Ainda que haja alguma dignidade neles, falta expressividade, tônus corporal e uma imersão mais forte para que as emoções afloradas não soem exageradas, principalmente nas sequências de brigas.</p>
<p>No final das contas, o que vale em <em><strong>Verlust</strong> </em>é aproveitar as atmosferas criadas, seja pelo sufocamento causado por esse ambiente fechado e cheio de clausuras, pelas músicas de Marina Lima, que fomentam a tradução dos sentimentos de cada integrante desta rede de relacionamentos postos por Frederica e pelo apuro do trabalho de Esmir Filho, que imprime na sua direção tudo que falta no restante do longa.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Esmir Filho</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Andrea Beltrão, Marina Lima, Alfredo Castro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xpP-b803u0g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
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		<title>Crítica: Hebe &#8211; A Estrela do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 19:28:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um ano que já nos ofertou a cinebiografia Simonal, sobre o cantor de sucesso que caiu no esquecimento, Hebe &#8211; A Estrela do Brasil chega com a promessa de falar um pouco mais sobre a maior apresentadora brasileira de todos os tempos. O peso da protagonista era grande, mas o diretor Maurício Farias (Vai Que Dá Certo) conseguiu fazer um bom recorte de sua história. Com foco na Hebe Camargo de meia idade que sofria com a intervenção da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um ano que já nos ofertou a cinebiografia <em>Simonal</em>, sobre o cantor de sucesso que caiu no esquecimento, <strong><em>Hebe &#8211; A Estrela do Brasil</em> </strong>chega com a promessa de falar um pouco mais sobre a maior apresentadora brasileira de todos os tempos. O peso da protagonista era grande, mas o diretor Maurício Farias (<em>Vai Que Dá Certo</em>) conseguiu fazer um bom recorte de sua história.</p>
<p>Com foco na Hebe Camargo de meia idade que sofria com a intervenção da ditadura militar e sua censura, o filme opta por não aprofundar no surgimento dela como apresentadora. Já é fato consumado no início da trama que ela é uma artista que atrai os olhares do telespectador e que tem importância de opinião para o público. Com essa premissa, o que aconteceu no passado é apenas pincelado ao longo da trama. O que é um bom acerto.</p>
<p>A medida que a história vai evoluindo, algumas camadas de Hebe vão sendo mostradas. Seu amor pelo filho e pelo sobrinho, sua relação inconstante com o marido, sua paixão por joias. A autenticidade e personalidade forte permeiam todos os momentos, mostrando que essa irreverência tem um custo, mas que ela está disposta a pagar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11370" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda assim, o longa também mostra que Hebe, embora bem à frente do seu tempo, se permitia aceitar padrões antigos. Isso fica muito claro no jantar de Natal em que ela recebe Paulo Maluf em sua casa e conta uma piada machista. É como se ela nadasse contra a maré, mas estivesse, invariavelmente, imersa naqueles pensamentos antiquados. O que, na verdade, ajuda a validar toda a sua luta em cena, já que mostra que ela conseguiu pensar fora da caixa, mesmo sem conseguir efetivamente sair da caixa.</p>
<p>O grande trunfo de <strong><em>Hebe &#8211; A Estrela do Brasil </em></strong>é realmente Andréa Beltrão (<em>Albatroz</em>), que tem uma energia magnética em todos os momentos que aparece. É como se a cena trouxesse o foco sempre para ela, ou para Hebe. Essas nuances acabam se misturando a todo momento, o que é uma característica muito positiva. Embora ela faça uma ótima Hebe, consegue manter a sua personalidade e trazer muito de si para a personagem. A dosagem perfeita para uma protagonista deste quilate.</p>
<p>O filme, por conta de seu recorte específico, não deixa espaço para faltas. O espectador mais atento pode perceber que alguns fios ficaram soltos ao longo da trama, mas o objetivo não era de responder todas as questões. Ao que soa, Maurício Farias queria mostrar um momento importante da vida de Hebe Camargo, mostrar sua personalidade, a mulher forte e a representatividade no cenário nacional. E assim foi feito e com maestria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maurício Farias<br />
<strong>Elenco:</strong> Andréa Beltrão, Marco Ricca, Danton Mello, Daniel Boaventura, Caio Horowicz, Gabriel Braga Nunes, Stella Miranda, Felipe Rocha, Otávio Augusto, Karine Teles, Ivo Müller</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-wszp43lfBw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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