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	<title>Arquivos Ana Cecília Costa - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2019 19:29:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema nacional tem uma vertente religiosa forte, uma característica que faz sentido, já que o país tem grande sincretismo e a fé como elemento central em diversos debates. No âmbito do espiritismo, já vivenciamos algumas experiências como Nosso Lar (2010), Chico Xavier (2010) e Bezerra de Menezes &#8211; O Diário de um Espírito (2008). Agora é a vez de Divaldo Franco, um médium baiano que ainda está vivo, ser representado nas telonas. Tido como o maior doutrinador espírita da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema nacional tem uma vertente religiosa forte, uma característica que faz sentido, já que o país tem grande sincretismo e a fé como elemento central em diversos debates. No âmbito do espiritismo, já vivenciamos algumas experiências como <em>Nosso Lar</em> (2010), <em>Chico Xavier</em> (2010) e <em>Bezerra de Menezes &#8211; O Diário de um Espírito</em> (2008). Agora é a vez de Divaldo Franco, um médium baiano que ainda está vivo, ser representado nas telonas.</p>
<p>Tido como o maior doutrinador espírita da atualidade, Divaldo tem diversas obras sociais, como a Mansão do Caminho, que acolhe crianças carentes, tem centro de estudo e é uma referência em parto humanizado no Estado. O filme busca contar a história dele, como pessoa e como representante da causa espírita.</p>
<p>Um dos grandes problemas de diversos filmes de cunho religioso é a tendência ao enaltecimento exacerbado da figura ali representada ou até mesmo da religião em questão. Os roteiros tendem a colocar tudo no mundo do fantástico, afastando o espectador do conteúdo e aproximando apenas aqueles que já possuem alguma identificação com o tema.</p>
<p><em><strong>Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</strong></em> tem o cuidado de falar sobre a história do médium, mas de maneira humanizada. Ele é retratado de forma crua e verdadeira, sem flores desnecessárias e sem ocultar suas fragilidades. É posto em foco, por exemplo, a sua dificuldade em lidar com a fama e a tendência a ceder aos caprichos do ego. Uma batalha que ele travou a vida inteira para conseguir aprender.</p>
<p>O roteiro divide a história em três momentos principais: a infância, juventude e fase adulta. Todas as descobertas de Divaldo, desde as visões de quando era criança até a sua consagração como médium importante no cenário nacional, são expressadas em tela. O diretor Clovis Mello, mais conhecido pelos trabalhos em propaganda e marketing, conseguiu dar uma fluidez na história, que atrai a maioria dos espectadores.</p>
<p style="text-align: left;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11219" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0731739.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Enquanto tenta descobrir quem é o espírito de luz que se mostra para ele desde pequeno, Divaldo tem que lidar com as influências de um obsessor. Marcos Veras (<em>O Filho Eterno</em>) interpreta o personagem e é importante para explicar ainda mais a doutrina espírita. O filme acaba sendo muito mais sobre o espiritismo do que sobre a figura de Divaldo.</p>
<p>A escolha de elenco também foi acertada, trazendo ótimos nomes como Laila Garin (<em>Sob Pressão</em>) na pele da mãe do médium e Ghilherme Lobo (<em>Hoje Eu Quero Voltar Sozinho</em>), que vive Divaldo na fase jovem. Bruno Garcia <em>(Sob Pressão</em>) tem breve aparição no terceiro ato e consegue fazer a transição de personagens com muita fluidez.</p>
<p>Pincelado com risos, o filme mostra ainda mais da personalidade brincalhona de Divaldo, fato conhecido dos seguidores da crença espírita. O filme o coloca, em especial, como humano em constante aprendizado. E mesmo quando mostra seus dons, é de forma realista e sem exageros.</p>
<p><em><strong>Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</strong></em> é um filme correto e uma grata surpresa em um mar de longas religiosos que estão mais preocupados em catequizar o espectador do que efetivamente falar sobre a fé. Vale a atenção, especialmente dos baianos que vão se identificar ainda mais com a história.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Clovis Mello<br />
<strong>Elenco:</strong> Bruno Garcia, Regiane Alves, Ghilherme Lobo, Laila Garin, Marcos Veras, Caco Monteiro, Ana Cecília Costa, Bruno Suzano</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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