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	<title>Arquivos Alyssa Milano - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Alyssa Milano - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Indecente (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 19:19:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no livro Brazen Virtue, de Nora Roberts, Indecente chega ao catálogo da Netflix. Com Monika Mitchell (Uma Babá em Minha Vida) na direção, experiente em comédias românticas do Lifetime e séries de TV policiais, neste filme há uma fusão de elementos destes dois mundos. Procurando evocar uma linguagem dos dois formatos de audiovisual, em partes, este estilo chega a funcionar no primeiro ato do filme, criando empatia com as personagens e estabelecendo a atmosfera da narrativa sem pressa. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado no livro <em>Brazen Virtue,</em> de Nora Roberts, <strong><em>Indecente</em> </strong>chega ao catálogo da Netflix. Com Monika Mitchell (<em>Uma Babá em Minha Vida</em>) na direção, experiente em comédias românticas do <em>Lifetime</em> e séries de TV policiais, neste filme há uma fusão de elementos destes dois mundos. Procurando evocar uma linguagem dos dois formatos de audiovisual, em partes, este estilo chega a funcionar no primeiro ato do filme, criando empatia com as personagens e estabelecendo a atmosfera da narrativa sem pressa.</p>
<p>No entanto, a decupagem de Monika, juntamente com a montagem de Christopher A. Smith (<em>De Novo Natal?</em>) acabam deixando uma impressão estranha de quebra rítmica. Talvez pelo fato da dupla vir da televisão tradicional, eles tenham o costume de pensar as produções com intervalos comerciais. Todavia, ao invés de aumentar a tensão que vem destes pequenos <em>cliffhangers</em> antes das propagandas na TV, aqui, a suspensão vai se diluindo e o longa-metragem ficando entediante.</p>
<p>Além disso, para um longa de mistério e crime, falta criação de suspensão através de planos e movimentações de câmera. Para completar, o roteiro também não ajuda muito o restante da equipe. O enredo de <strong><em>Indecente</em> </strong>é óbvio, o que deixa a sessão ainda mais cansativa. Os diálogos simplórios também fomentam a má qualidade do texto, contendo não apenas exposição, mas frases de efeito – que não causam nenhum efeito, por serem bobas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15072" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/indecente-e1642279589524.jpg" alt="Indecente" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/indecente-e1642279589524.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/indecente-e1642279589524-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/indecente-e1642279589524-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/indecente-e1642279589524-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda é possível encontrar extensos discursos, que poderiam ser cortados para elevar a organicidade da condução da trama e rodeios para levar a uma conclusão simples, já perceptível antes da metade da projeção. Com todo este conteúdo difícil de aguentar, a cereja do bolo são as músicas incidentais pouco criativas, repetitivas e que contribuem mais para a quebra a tensão do que para o estabelecimento dela.</p>
<p>Dentro deste contexto, a única salvação é a atuação de Alyssa Milano (<em>Charmed</em>), que surpreende por conseguir criar uma personagem sólida e com camadas, apesar de sua Grace não ter sido tão bem escrita assim. Milano imprime uma mistura de força com fragilidade, que faz com que a exibição seja minimamente tolerável. É perceptível que seu papel foi estudado e trabalhado com esmero, pois é notável que há ali uma consciência das motivações de Grace, seus sentimentos e percepções sobre o que a cerca.</p>
<p>Até a sua relação com o novo paquera, o policial Ed (Sam Page), fica crível, apesar da velocidade na qual eles criam intimidade. Assim, <strong><em>Indecente</em> </strong>não é recomendável, a não ser que o espectador seja fã de <em>Charmed</em> e queira matar a saudade de ver Alyssa atuando, agora em algo da Netflix.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Monika Mitchell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Alyssa Milano, Sam Page, Emilie Ullerup</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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