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	<title>Arquivos Alicia Vinkander - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Alicia Vinkander - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Radar do Oscar: Destaques dos festivais de Veneza e Telluride abrem vantagem na temporada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2015 21:15:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques: 01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por Aliança do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros festivais internacionais de maior visibilidade desse segundo semestre encerraram suas atividades esta semana e, como é tradição, a repercussão de alguns dos títulos exibidos nesses eventos surge atrelada a temporada de premiações do cinema. De olho no Oscar e cia., os veículos especializados já apontam os nomes desses festivais que podem pintar com fortes chances nos prêmios do início do ano que vem. Confira abaixo os destaques:</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3527" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236-620x372.jpeg" alt="4bb9b3af-24ea-44a1-adef-fe96fff52749-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>01. Johnny Depp favorito aos prêmios de melhor ator por <em>Aliança do Crime</em></strong></p>
<p>Ao que tudo indica, Johnny Depp é o candidato a ser batido nas categorias de melhor ator. Depp deixou todos estarrecidos com sua interpretação no longa <strong><em>Aliança do Crime</em> </strong>(no original, <em>Black Mass</em>), de Scott Cooper (<em>Coração Louco</em>). O filme saiu do Festival de Veneza com ótimas cotações para o desempenho do ator, tido por alguns como um dos melhores da sua carreira em anos.</p>
<p>Ao lado de um elenco formado por Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson, Joel Edgerton e Kevin Bacon, Johnny Depp interpreta um violento criminoso de Boston que era irmão de um senador e tornou-se informante do FBI.</p>
<p>Depp promete enfrentar pela frente Eddie Redmayne, de <em>A Garota Dinamarquesa</em>, e Leonardo DiCaprio, de<i> O Regresso</i>, novo filme de Alejandro Gonzalez-Iñarritu, que sequer foi visto ainda. Como a vitória de Redmayne surge com uma certa dúvida, tendo em vista que o ator ganhou vários prêmios na temporada passada com <em>A Teoria de Tudo, </em>e Depp é um dos atores mais celebrados da indústria que ainda não tem uma estatueta, o protagonista de <em>Aliança do Crime </em>tem tudo para levar alguns prêmios.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/WPOcBiymuu0" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3218" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/spotlight1-620x349.jpg" alt="spotlight" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>02.<em> Spotlight</em> é comparado a<em> Todos os Homens do Presidente</em></strong></p>
<p>O filme sobre um grupo de jornalistas de Boston que investigaram um caso envolvendo padres pedófilos foi comparado a um dos maiores filmes do gênero, <em>Todos os homens do presidente. <strong>Spotlight</strong></em> pode ser um novo <em>Zodíaco </em>ou<em> Os Suspeitos (2013) </em>e ser cultuado apenas pela crítica e por cinéfilos, mas pode também ser uma espécie de <em>Sobre Meninos e Lobos </em>e conquistar alguns prêmios.</p>
<p>No trabalho do diretor Tom McCarthy (<em>O Visitante</em>), as performances de Michael Keaton, Mark Ruffalo e Rachel McAdams foram exaltadas. É possível que, por ser um &#8220;filme de elenco&#8221;, eles concorram como coadjuvantes, o que será ótimo. McAdams pode conseguir fazer sua carreira cinematográfica finalmente decolar (merecidamente, diga-se de passagem) e Keaton não teria a sombra da concorrência de Eddie Redmayne pelo segundo ano consecutivo, tendo até mesmo chances de vencer um Oscar como coadjuvante.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I7TYGRwZbE4" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236.jpeg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3528" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236-620x372.jpeg" alt="7dabf8d9-ba34-4ce4-9934-a668bbcb883b-2060x1236" width="620" height="372" /></a></p>
<p><strong>03. Eddie Redmayne transforma <em>A Garota Dinamarquesa </em>em material para Oscar</strong></p>
<p><strong><em>A Garota Dinamarquesa</em></strong>, como os filmes anteriores de Tom Hooper (<em>O Discurso do Rei </em>e <em>Os Miseráveis</em>) não foi uma unanimidade da crítica. Ao ser exibido em Veneza, o filme foi questionado por um certo excesso de didatismo ao trazer para o público as questões de gênero.</p>
<p>O longa que traz a história da primeira mulher trans que se submeteu a uma cirurgia tem o vencedor do Oscar do ano passado Eddie Redmayne no papel principal. Ao contrário do filme em si, os seus atores saíram ilesos. As performances de Redmayne e Alicia Vinkander foram bastante elogiadas. A dúvida é se Vinkander concorreria como coadjuvante ou atriz.</p>
<p>Como o gosto do Oscar muitas vezes não coincide com as escolhas da crítica é bem possível que ele figure nas categorias principais como filme e por ai vai, afinal a Academia adora filmes com fortes desempenhos por ter muitos atores no seu quadro de votantes.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/XrVMJ6myjTQ" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3529" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/suffragette-605x400.jpg" alt="suffragette" width="605" height="400" /></a></p>
<p><strong>04. <i>Suffragette </i>torna Carey Mulligan favorita aos prêmios de melhor atriz</strong></p>
<p>Em Telluride, a primeira exibição de <em><strong>Suffragette</strong> </em>trouxe muitos elogios à performance de Carey Mulligan, que desponta, até o momento, como uma grande favorita aos prêmios de melhor atriz. Nem mesmo a presença de Helena Bonham Carter e Meryl Streep no elenco ofuscou o brilho da performance de Mulligan, dizem os críticos. Sobre la Streep, todos afirmam que a participação dela na história é muito pequena e praticamente se resume ao que pode ser visto no trailer da produção. Ainda assim, não está descartada uma possível indicação para elas como coadjuvantes.</p>
<p>O filme conta a história do início do movimento feminista na Inglaterra e é dirigido por Sarah Gavron, de <em>Brick Lane</em>.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GfeBC1WYLFw" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3530" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-2-620x349.jpg" alt="maxresdefault (2)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>05. Aaron Sorkin e o roteiro engenhoso de <em>Steve Jobs</em></strong></p>
<p>Biografias não têm tido muita sorte nos últimos anos, mas o roteiro de Aaron Sorkin (vencedor do Oscar por <em>A Rede Social </em>e criador de séries como <i>The West Wing </i>e <em>The Newsroom</em>) e a direção de Danny Boyle (<em>Quem quer ser um milionário?</em>) transformaram <em><strong>Steve Jobs</strong> </em>em material para Oscar, passando longe do péssimo <em>Jobs </em>com Ashton Kutcher.</p>
<p>Exibido em Telluride, <em>Steve Jobs </em>rendeu elogios à performance de Michael Fassbender, que pode ser indicado a prêmios na pele do protagonista, e Kate Winslet, séria candidata na categoria coadjuvante por interpretar Joanna Hoffman, integrante da equipe que criou o Macintosh.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/P2avRagAJK8" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3531" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/ROOM_Poster-816x460-620x350.jpg" alt="ROOM_Poster-816x460" width="620" height="350" /></a></p>
<p><strong>06.<em> </em><em>Room</em> é o <em>indie</em> do ano. Será que agora Brie Larson decola?</strong></p>
<p>Todo ano temos um <em>indie </em>que se destaca. Por enquanto, esse título é do drama<strong> <em>Room</em></strong>, de Lenny Abrahamson (diretor de <em>Frank</em>). No longa, a atriz Brie Larson vive uma mulher que cria o seu filho em um quarto, o que faz com que a única percepção que ele tenha do mundo seja a daquele cômodo.</p>
<p>Larson, que anos atrás surgiu como uma revelação em <em>Temporário 12</em>, mais uma vez desponta no circuito &#8220;alternativo&#8221; e recebeu algumas das mais calorosas críticas por seu desempenho nesse longa. Se o filme fizer uma boa campanha, é possível que ela seja indicada a prêmios de melhor atriz. O mesmo se aplica a Joan Allen, um forte palpite como atriz coadjuvante. William H. Macy também faz parte da produção.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PPZqF_TPTGs" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3564" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/maxresdefault-3-620x349.jpg" alt="maxresdefault (3)" width="620" height="349" /></a></p>
<p><strong>07. </strong><strong>Netflix pode abocanhar o Oscar com </strong><strong><em>Beasts of no Nation</em></strong></p>
<p>A Netflix promete marcar presença na temporada com o primeiro filme produzido por eles,<strong> </strong><em><strong>Beasts of no Nation,</strong> </em>de Cary Fukunaga ( de <em>Jane Eyre </em>e da primeira temporada de <em>True Detective</em>). O longa conta a história de um jovem que luta durante a Guerra Civil em um país africano.</p>
<p>Idris Elba interpreta um militar e chamou a atenção por sua performance. O filme como um todo recebeu elogios rasgados em Telluride. O grande empecilho, dizem alguns, é a violência da história que pode afastar um setor mais conservador da Academia. No entanto, <em>Beasts of no Nation </em>é apontado por alguns críticos como um filme a ser superado na temporada. A questão é que nem sempre o gosto da crítica coincide com o gosto das comissões de votantes do Oscar, do Globo de Ouro, do SAG&#8230; É só ver o destino de <em>O Ano mais Violento </em>na temporada passada.</p>
<p>A Netflix pretende lançar o filme primeiro nos cinemas para somente depois de algum tempo disponibilizá-lo no site.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/D7gV-3PYxuM" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Agente da U.N.C.L.E.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 22:35:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Até chegar aos cinemas, O Agente da U.N.C.L.E. teve uma trajetória tortuosa. O filme baseado na  série homônima de TV dos anos 60 quase foi protagonizado por atores como Tom Cruise, George Clooney e Channing Tatum. O projeto esteve por anos nas mãos de Steven Soderbergh, que logo saiu da direção para seguir com a sua &#8220;aposentadoria&#8221; do cinema e deixou a cadeira vaga para Guy Ritchie. Com a saída de Soderbergh, a escalação do elenco ganhou novos rumos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3422" aria-describedby="caption-attachment-3422" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/pegasus_LARGE_t_1581_106482189.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-3422 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/pegasus_LARGE_t_1581_106482189-620x335.jpeg" alt="pegasus_LARGE_t_1581_106482189" width="620" height="335" /></a><figcaption id="caption-attachment-3422" class="wp-caption-text">Trio: Da esquerda para a direita, Armie Hammer, Alicia Vinkander e Henry Cavill são o centro da história do filme</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até chegar aos cinemas, <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>teve uma trajetória tortuosa. O filme baseado na  série homônima de TV dos anos 60 quase foi protagonizado por atores como Tom Cruise, George Clooney e Channing Tatum. O projeto esteve por anos nas mãos de Steven Soderbergh, que logo saiu da direção para seguir com a sua &#8220;aposentadoria&#8221; do cinema e deixou a cadeira vaga para Guy Ritchie. Com a saída de Soderbergh, a escalação do elenco ganhou novos rumos e Ritchie escolheu Henry Cavill (o Superman de <i>O Homem de Aço</i>) e Armie Hammer (de <i>O Cavaleiro Solitário </i>e <i>A Rede Social</i>), para interpretarem os agentes Napoleon Solo da CIA e Illya Kuryakin da KGB, respectivamente.</p>
<p>Esta trajetória cheia de reviravoltas de <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>poderia ter um desfecho mais feliz não fosse a gélida recepção do filme nos EUA. A crítica oscilou entre a reprovação e a indiferença e o público não foi assistir ao longa no seu final de semana de estreia, fazendo-o amargar o terceiro lugar nas bilheterias. Uma pena pois o resultado não é tão catastrófico assim.</p>
<figure id="attachment_3423" aria-describedby="caption-attachment-3423" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/03-the-man-from-u-n-c-l-e-armie-hammer-henry-cavill.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3423 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/03-the-man-from-u-n-c-l-e-armie-hammer-henry-cavill-620x367.jpg" alt="XXX MAN UNCLE MOV JY 1187 .JPG A ENT" width="620" height="367" /></a><figcaption id="caption-attachment-3423" class="wp-caption-text">Desarmônico: Falta um pouco de química na dupla principal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>tem como centro da sua narrativa o ódio mortal entre os agentes Napoleon Solo (da CIA, EUA) e Illya Kuryakin (KGB, União Soviética) em plena Guerra Fria. Os dois acabam sendo obrigados a unirem forças para combaterem uma organização que tem o intuito de desenvolver armamentos nucleares. A improvável união acaba fazendo com que seja criada uma nova organização, a U.N.C.L.E..</p>
<p>Sob a enérgica e vibrante direção de Guy Ritchie, <i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>adapta a estrutura e a abordagem dos filmes de espionagem dos anos 60 ao estilo &#8220;moderninho&#8221; do realizador. O longa está longe de ter o <i>aproach </i>sisudo e sombrio dos filmes do <i>007 </i>mais recentes e está mais próximo de um descompromisso que era a marca dos longas do seu gênero. Ao formato, Ritchie injeta a sua montagem clipeira e sua vocação para escolher trilhas sonoras certeiras, ambientando a trama no espírito da época através de artistas como Nina Simone,  Ennio Morricone e até o brasileiro Tom Zé (!), o que faz com que o filme seja muito charmoso.</p>
<figure id="attachment_3424" aria-describedby="caption-attachment-3424" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/cavill-debicki-man-from-uncle.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3424 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/cavill-debicki-man-from-uncle-620x349.jpg" alt="cavill-debicki-man-from-uncle" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3424" class="wp-caption-text">Charme: Direção e trilha que o transformam filme em uma experiência bem agradável</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ponto fraco do longa talvez seja o desnivelamento dos desempenhos dos seus dois protagonistas. Enquanto temos um Armie Hammer muito interessante na pele do explosivo e anti-social Illya, Henry Cavill não se acerta como o cafajeste <i>bon vivant </i>Napoleon. Por esse motivo fica tão evidente a falta de encaixe entre os dois atores na tela, Cavill parece não acompanhar o <i>timing </i>cômico de Hammer e aquele que poderia ser o elemento responsável por dar uma maior consistência à narrativa parece nunca estar presente. Completam o elenco, Alicia Vinkander (ótima na pele de Gaby, a dúbia protegida da dupla de agentes), Elizabeth Debicki (que surge igualzinha ao seu desempenho em <i>O Grande Gatsby</i>) e Hugh Grant (razoável como um personagem que poderia ser aproveitado em sequências que, pelo rumo da recepção do filme, podem não acontecer).</p>
<p><i>O Agente da U.N.C.L.E. </i>não merece o destino que anda tendo. É <i>old fashioned</i>, mas também é muito contemporâneo, trabalhando com uma variação interessante do seu gênero. É claro que existem determinados elementos que o enfraquecem como a desajustada interpretação de Henry Cavill, uma certa displicência do roteiro com alguns dos seus personagens e a sua excessiva duração, mas é um filme de espionagem divertido e que se sustenta graças à direção sempre eficiente de Guy Ritchie. <i> </i></p>
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		<title>Crítica: Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2015 23:37:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Domhnall Gleeson]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar Isaac]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial é um dos filmes mais bem resenhados pela crítica internacional nesse primeiro semestre e sequer chegará aos cinemas do nosso país, ele será lançado diretamente em mercado doméstico (DVDs e Blu-Rays) e serviços de video on demand. O longa não foi a primeira e nem será a última &#8220;vítima&#8221; desse sistema cruel de distribuição, ficando mais do que claro a cada dia que passa que os lançamentos diretos nesse formato não são sinônimos de &#8220;bombas cinematográficas&#8221;, muito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3246" aria-describedby="caption-attachment-3246" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3246 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander-620x349.jpg" alt="1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3246" class="wp-caption-text">A robô Ava (Alicia Vinkander) explora a sua humanidade ao longo do filme</figcaption></figure>
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<p><i>Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial </i>é um dos filmes mais bem resenhados pela crítica internacional nesse primeiro semestre e sequer chegará aos cinemas do nosso país, ele será lançado diretamente em mercado doméstico (DVDs e Blu-Rays) e serviços de <i>video on demand</i>. O longa não foi a primeira e nem será a última &#8220;vítima&#8221; desse sistema cruel de distribuição, ficando mais do que claro a cada dia que passa que os lançamentos diretos nesse formato não são sinônimos de &#8220;bombas cinematográficas&#8221;, muito pelo contrário. Com algumas exceções, nossas salas comerciais estão abarrotadas de filmes de gosto questionável e nenhuma distribuidora está disposta a perder dinheiro lançando cópias de um longa que está fadado ao fracasso financeiro, afinal de contas, nossas platéias têm o péssimo hábito de só assistir a filmes de língua inglesa se forem um grande <i>blockbuster </i>ou tiverem indicações ao Oscar, tudo que está fora dessa esfera é jogado no limbo &#8211; curioso que ninguém adota essa postura quando o objeto em questão são séries televisivas, mas voltemos ao assunto&#8230; Uma pena mesmo que <i>Ex-Machina </i>chegue assim em nosso país, pois o longa de Alex Garland, roteirista de <i>Extermínio </i>e <i>Sunshine &#8211; Alerta Solar</i>, é um primor cinematográfico e merecia a tela grande.</p>
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<p>A história de <i>Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial </i>tem início quando um jovem programador ganha uma promoção da sua empresa para participar de um novo experimento de inteligência artificial desenvolvido pelo presidente da companhia, um gênio milionário excêntrico e recluso. O projeto envolve um teste em um robô programado para assumir o sexo feminino chamado Ava e o objetivo é detectar o nível de veracidade dos sentimentos que podem surgir entre essa inteligência artificial e um humano. Caso a experimentação falhe, o robô será descartado e o projeto será reiniciado. O problema é que Ava atinge um nível tão sofisticado de sedução e existe tanto segredo por trás de sua criação que a relação entre ela, o cientista e o jovem programador ganha contornos imprevisíveis.</p>
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<figure id="attachment_3247" aria-describedby="caption-attachment-3247" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Ex-Machina-Isaac-Gleeson.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3247 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Ex-Machina-Isaac-Gleeson-620x310.jpg" alt="Ex-Machina-Isaac-Gleeson" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3247" class="wp-caption-text">Teste: Natan (Oscar Isaac) testa a inteligência artificial através do seu jovem funcionário Caleb (Domhnall Gleeson)</figcaption></figure>
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<p>Alex Garland era um roteirista habitual de Danny Boyle em um período intermediário da carreira do diretor, aquele que sucedeu a sua revelação como cineasta em longas icônicos da sua filmografia como <i>Cova Rasa </i>e <i>Trainspotting </i>e antecedeu sua popularização e consequente estandardização com projetos como <i>Quem quer ser um milionário? </i>e <i>127 Horas</i>. Foram filmes modestos, de repercussão média, mas cultuados por um grupo de cinéfilos, como <i>Extermínio </i>e <i>Sunshine &#8211; Alerta Solar </i>(vamos excluir <i>A Praia </i>dessa seleção, tá?). Eram longas marcados por tramas tensas e inteligentes, com uma certa dose de elegância no desenvolvimento de seus atos e das suas reviravoltas. Em sua estreia na função de diretor com <i>Ex-Machina</i>, Garland leva todas essas características do seu roteiro para as imagens, proporcionando ao espectador a experiência de assistir a um filme instigante, enervante e consciente dos recursos da linguagem cinematográfica.</p>
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<p><i>Ex-Machina </i>apresenta-se ao espectador como uma ficção-científica que não é refém dos seus efeitos digitais, apesar de ser um dos departamentos mais interessantes da obra. O filme faz jus ao gênero por utilizá-los em prol de uma trama que pretende discutir temáticas filosóficas sobre a fé, a ética, a sensação de onipotência do homem e a sua relação com a tecnologia, todos eles interligados por um roteiro que evita subestimar o espectador com didatismos e opta pela abordagem direta. Garland conta com um elenco que oferece performances equilibradas, é o caso de Domhnall Gleeson e de Alicia Vinkander, ótima como a robô Ava. Claro que entre as interpretações do filme a do ator Oscar Isaac se destaca por colocar sempre um ponto de interrogação acerca da sinceridade e integridade do excêntrico Nathan.</p>
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<figure id="attachment_3248" aria-describedby="caption-attachment-3248" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/exmach-1422026632377_1280w.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3248 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/exmach-1422026632377_1280w-620x349.jpg" alt="exmach-1422026632377_1280w" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3248" class="wp-caption-text">Excentricidade: Criador de Ava, personagem de Oscar Isaac rende mais uma grande interpretação do ator.</figcaption></figure>
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<p>Com <i>Ex-Machina, </i>Alex Garland faz um filme que evidencia o quanto o homem é arrogante e estúpido por acreditar que detém o controle de tudo. A criação é o que faz as nossas gerações se aperfeiçoarem, mas também pode ser severamente subestimada em sua existência e autonomia pelo próprio ego do criador. Conduzindo esse tema sem muita parafernália, com recursos tecnológicos pontuais e visualmente impressionantes, mas incorporados à trama, e com muita consciência do poder reflexivo da sua própria história, Alex Garland faz um dos filmes do ano.</p>
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