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	<title>Arquivos Alfonso Cuarón - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Alfonso Cuarón - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Roma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2019 18:27:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações de 2019 já começou. O Globo de Ouro e o Critics’ Choice Awards – dois dos maiores prêmios do cinema e da televisão – aconteceram nas últimas semanas e já mexeram com o mercado cinematográfico. Graças a mais um trabalho primoroso do diretor e roteirista Alfonso Cuarón, o novo filme da Netflix levou para casa um total de seis prêmios. Roma foi o longa-metragem mais premiado do último domingo (13). Na noite do Critics’ Choice Awards, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações de 2019 já começou. O Globo de Ouro e o Critics’ Choice Awards – dois dos maiores prêmios do cinema e da televisão – aconteceram nas últimas semanas e já mexeram com o mercado cinematográfico. Graças a mais um trabalho primoroso do diretor e roteirista Alfonso Cuarón, o novo filme da Netflix levou para casa um total de seis prêmios. <em><strong>Roma</strong> </em>foi o longa-metragem mais premiado do último domingo (13). Na noite do <em>Critics’ Choice Awards</em>, o trabalho do diretor mexicano ganhou nas categorias “Melhor Fotografia”, “Melhor Filme em Língua Estrangeira”, “Melhor Diretor” e ainda foi escolhido como o melhor longa do ano.</p>
<p>A nova obra de Cuarón é palco de comentários no mundo cinematográfico desde o Festival Internacional de Cinema de Veneza de 2018, onde o longa foi consagrado com o Leão de Ouro – prêmio máximo da cerimônia. A temática, a estética e a história por trás do filme envolveram público e crítica na sua primeira exibição em setembro do ano passado. A aclamação é inevitável, Cuarón conseguiu compor uma obra-prima para sua carreira. O longa, que está em exibição em alguns cinemas e disponível na plataforma da Netflix, deixa uma dúvida: quantos prêmios ele ainda levará para casa. Pela frente ainda acontecerão inúmeras premiações – dentre elas as mais importantes do meio cinematográfico como o <em>SAG Awards</em>, <em>BAFTA</em> e o <em>Oscar</em>. As apostas já foram feitas e as expectativas estão altas.</p>
<p>O cenário conflituoso da Cidade do México de 1970 será o pano de fundo para a história de Cleo (Yalitza Aparicio). Empregada doméstica de uma família classe média, a jovem verá a sua rotina e a de seus patrões se transformar completamente ao longo dos conturbados acontecimentos cotidianos durante um ano. A força dos eventos provará para Cleo a sua capacidade de resiliência e, para a família de empregadores, a vitalidade dessa silenciosa mulher em suas vidas.</p>
<p>Alfonso Cuarón se tornou o nome número 1 das premiações. As suas múltiplas habilidades têm sido agraciadas com diversos prêmios nessa temporada de cerimônias e está ganhando força para se tornar um forte concorrente ao Oscar. O diretor, roteirista e produtor mexicano traz para o público, desde 1991, uma carreira recheada de trabalhos sensíveis ornados por uma estética impecável. <em><strong>Roma</strong></em>, sua mais nova obra-prima, é mais uma amostra do trabalho excepcional que Cuarón é capaz. Cada plano, cada sequência e cada jogo de câmera foram meticulosamente pensados desde a criação da história. As paisagens capturadas pelo olhar do diretor são personagens a parte que constroem uma narrativa ainda mais rica e real. <em><strong>Roma</strong> </em>é um presente aos olhos, um abraço quente ao coração e um lembrete a mente.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9813" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/2060547.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="roma" width="610" height="348" /></p>
<p>O roteiro do longa, também assinado por Cuarón, traz as lembranças pessoais do diretor para as telonas. Essa mutação de memórias em arte resultou em uma das histórias mais sensíveis e verdadeiras já vistas nos últimos anos. A construção da narrativa é sustentada por um vislumbre do cotidiano disfuncional de uma família classe média. A alma da história é a personagem de Yalitza Aparicio, que é uma espécie de guia espiritual para as outras personagens e para o público. A jovem empregada personifica a inocência e a alegria juvenil enquanto lida com a vida real e todos os seus males. A dureza da realidade é a forjadora dos acontecimentos essenciais da trama, conduzindo as personagens e o público numa jornada sobre amadurecimento e simplicidade.</p>
<p>A escolha do filme ser preto e branco foi uma ideia ousada. Não é um fator nem um pouco comercial, mas, se bem feito, pode conquistar a todos com imagens belíssimas – e foi justamente o que aconteceu. Cuarón, que também assume a função de diretor de fotografia, capturou algumas das imagens mais lindas do cinema em 2019. A estética p&amp;b da produção deu ainda mais força e presença às paisagens da Cidade do México de 1970. O clima de outra época, a aura pura da história e a rigidez da realidade aplicada ao conturbado período produziram uma bela fotografia merecedora de todos os prêmios possíveis.</p>
<p>A missão de transmitir memórias através do cinema não era fácil. A história poderia ter se tornado monótona ou desnecessária, mas, em vez disso, a narrativa de <em><strong>Roma</strong> </em>foi brilhantemente costurada com seus acontecimentos e personagens. A presença das atrizes Yalitza Aparicio e Marina de Tavira foi uma peça-chave para dar liga a verdade que é transmitida através da câmera. As suas interpretações foram brilhantes e fundamentais para a construção dessa narrativa real.</p>
<p>Em meio a essa avalanche de elogios e prêmios é inevitável questionar como serão as premiações que estão por vir. As apostas estão baseadas no padrão do Critics’ onde o longa-metragem levou os prêmios de “Melhor Fotografia”, “Melhor Filme em Língua Estrangeira”, “Melhor Diretor” e “Melhor Filme”. A aclamação e a qualidade do filme são tamanhas fazendo de <em><strong>Roma</strong> </em>um dos maiores cotados para o Oscar de Melhor Filme de 2019. Quem sabe a 91ª edição do Academy Awards não tenha um ganhador mexicano nas principais categorias de sua cerimônia. Independentemente do resultado que vier daqui para frente, 2018 será lembrado como o ano de <strong><em>Roma</em></strong>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ICR6YvcyyJc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Guia Oscar 2014: Diretores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2014 21:03:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>David O. Russell – “Trapaça” O diretor David O. Russel concorre ao Oscar de Melhor Diretor por seu trabalho em “Trapaça”. O cineasta vem, nos últimos anos, apresentando trabalhos extremamente bem sucedidos, como “O Vencedor”, em 2010, e “O Lado Bom da Vida”, em 2012. Em ambos os casos, ele foi indicado na categoria, além do filme concorrer em diversas outras e ganhar algumas premiações. É o caso da parceria com Jennifer Lawrence, que já aconteceu duas vezes e com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/american-hustle-david-o-russel-christian-bale.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-375" alt="american-hustle-david-o-russel-christian-bale" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/american-hustle-david-o-russel-christian-bale.jpg" width="611" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>David O. Russell</strong> – “<em>Trapaça</em>”</p>
<p>O diretor David O. Russel concorre ao Oscar de Melhor Diretor por seu trabalho em “<em>Trapaça</em>”. O cineasta vem, nos últimos anos, apresentando trabalhos extremamente bem sucedidos, como “<em>O Vencedor</em>”, em 2010, e “<em>O Lado Bom da Vida</em>”, em 2012. Em ambos os casos, ele foi indicado na categoria, além do filme concorrer em diversas outras e ganhar algumas premiações. É o caso da parceria com Jennifer Lawrence, que já aconteceu duas vezes e com sucesso, rendendo à jovem sua primeira estatueta em tão pouco tempo de profissão. Ele também já trabalho três vezes com Mark Wahlberg, como no filme “<em>Três Reis</em>”, de 1999, “<em>Huckabees &#8211; A Vida é uma Comédia</em>”, de 2004, e “<em>O Vencedor</em>”, ao lado de Christian Bale, que levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Apesar do pouco tempo de produção e direção, o cineasta já mostrou para o que veio e está entrando no rol de melhores da sua geração. “Eu faço todo filme e cena como se fossem meus últimos”, pontuou certa feita. Seu trabalho em “<em>Trapaça</em>”, no entanto, não é memorável e dificilmente levará a melhor no prêmio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity3.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-376" alt="gravity3" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity3.jpg" width="611" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Alfonso Cuarón</strong> – “<em>Gravidade</em>”</p>
<p>O cineasta Alfonso Cuarón começou como um dos favoritos para ganhar o prêmio de Melhor Diretor no Oscar, mas recentemente perdeu espaço para Steve McQueen, com “<em>12 Anos de Escravidão</em>”. O mexicano eclético pode ser visto na direção de filmes com orçamento independente, como “<em>Biutiful</em>” e “<em>O Labirinto do Fauno</em>”, e até em grandes produções cinematográficas, como “<em>007 – Quantum of Solace</em>” e “<em>Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban</em>”, provando que consegue fazer excelentes trabalhos sob qualquer circunstância. Em “<em>Gravidade</em>”, ele mostra uma produção bem diferente e propriamente sua, com um filme que consegue prender o espectador com apenas um personagem e basicamente o mesmo cenário o tempo todo. Vale ressaltar que ele já levou o Globo de Ouro por seu trabalho neste filme e ainda “disputa” para levar o Oscar. Nos resta aguardar para saber.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/3944.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-377" alt="3944" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/3944.jpg" width="611" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Steve McQueen</strong> – “<em>12 Anos de Escravidão</em>”</p>
<p>O diretor Steve McQueen é o atual favorito para o Oscar de Melhor Diretor por “<em>12 Anos de Escravidão</em>”. Apesar de seu trabalho ter sido criticado em muitos momentos e divido opiniões de público e imprensa, o cineasta prova que a dedicação leva à perfeição. Com apenas três filmes no seu acervo cinematográfico, com “<em>Fome</em>”, de 2008, e “<em>Shame</em>”, de 2011, a qualidade do seu trabalho mostra que ele é grande merecedor da indicação. Em todos os casos, o britânico lidou com orçamentos apertados, com US$ 20 milhões em “<em>12 Anos de Escravidão</em>”, por exemplo, sendo que os filmes costumam ter mais de US$ 100 milhões para a produção. Ainda assim, ele mostra um filme emocionante e com conteúdo forte, trazendo à tona mais uma vez, porém com diferencial, o debatido tema da escravidão e relação com os negros nos Estados Unidos. Como ator favorito declarado, ele tem Michael Fassbender, que esteve presentes em todos os seus trabalhos nos principais papéis e concorre ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/nebraska-bruce-dern-alexander-payne.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-379" alt="????????" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/nebraska-bruce-dern-alexander-payne.jpg" width="611" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Alexander Payne</strong> – “<em>Nebraska</em>”</p>
<p>O diretor Alexander Payne ficou conhecido por seu trabalho em “<em>Sideways – Entre Umas e Outras</em>” e “<em>Eleição</em>”. Nos dois filmes, o cineasta foi indicado a diversas premiações, como Melhor Roteiro Adaptado no Oscar, tanto para “<em>Sideways – Entre Umas e Outras</em>”, quanto para “<em>Os Descendentes</em>”, com quem fechou parceria com George Clooney e também concorreu como Melhor Diretor. Nascido na cidade de Omaha, no estado de Nebraska, o diretor traz um filme com apelo pessoal e a sutileza do uso de preto e branco na tela, que reforça a narrativa do longa, que conta a história de um senhor que recebeu uma carta de promoção e acredita ter ganhado uma bolada em dinheiro. Apontado como um de seus melhores trabalhos, “<em>Nebraska</em>” concorre a seis indicações e conta com o apoio de críticos especializados, que ressaltam a delicadeza do filme e personagens envolventes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/margot-robbie-leonardo-dicaprio-and-martin-scorsese-on-set-of-the-wolf-of-wall-street.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-380" alt="margot-robbie-leonardo-dicaprio-and-martin-scorsese-on-set-of-the-wolf-of-wall-street" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/margot-robbie-leonardo-dicaprio-and-martin-scorsese-on-set-of-the-wolf-of-wall-street.jpg" width="611" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Martin Scorsese</strong> – “<em>O Lobo de Wall Street</em>”</p>
<p>Martin Scorsese retoma a muitíssimo bem sucedida parceria com Leonardo DiCaprio e apresenta “<em>O Lobo de Wall Street</em>”, um filme que passeia pela ironia e sátira de uma realidade bem americana. Apesar de ter sido indicado a premiações diversas vezes, entre Globo de Ouro, Oscar e BAFTA, o cineasta conquistou pela primeira vez o Oscar de Melhor Diretor apenas em 2007, com o filme “<em>Os Infiltrados</em>”. No seu acervo, grandes sucessos do cinema como “<em>A Invenção de Hugo Cabret</em>”, “<em>O Aviador</em>”, “<em>Gangues de Nova York</em>”, “<em>A Ilha do Medo</em>”, entre outros. A parceira com DiCaprio aconteceu pela primeira vez em “<em>Gangues de Nova York</em>”, em 2002, e já se repetiu por outros quatro filmes, substituindo seu antigo pupilo, que era o ator Robert De Niro. Com quase 3h de duração, “<em>O Lobo de Wall Street</em>” prova que quando o filme é excelente, o tempo torna-se irrelevante e traz para DiCaprio a tão sonhada possibilidade de ganhar seu primeiro Oscar de Melhor Ator.</p>
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