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	<title>Arquivos Adriana Barraza - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Adriana Barraza - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Monica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 19:47:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existem filmes intimistas que, na procura por  olhar tão somente o interior de suas personagens, perdem a chance de explorar elementos técnicos mais arriscados. Este não é o caso de Monica, nova produção de Andrea Pallaoro (Hannah), que está no catálogo do Net Now. Em uma co-produção Itália/Estados Unidos, a obra encanta por sua sutileza quase feroz, mas que é cheia de camadas complexas de tecnicidade que despertam a emoção do espectador, sem precisar caminhar para exageros ou exibicionismos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Existem filmes intimistas que, na procura por  olhar tão somente o interior de suas personagens, perdem a chance de explorar elementos técnicos mais arriscados. Este não é o caso de </span><strong><i>Monica</i></strong><span style="font-weight: 400;">, nova produção de Andrea Pallaoro (</span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah</span></i><span style="font-weight: 400;">), que está no catálogo do Net Now. Em uma co-produção Itália/Estados Unidos, a obra encanta por sua sutileza quase feroz, mas que é cheia de camadas complexas de tecnicidade que despertam a emoção do espectador, sem precisar caminhar para exageros ou exibicionismos de aspectos formais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não que quem escolha este caminho esteja equivocado, tudo depende da narrativa e nesta obra o delicado ganha contornos firmes e Pallaoro investe corretamente em deixar espaço para as nuances de suas personagens, tanto em seu roteiro – escrito ao lado de Orlando Tirado (</span><i><span style="font-weight: 400;">Medeas</span></i><span style="font-weight: 400;">) –, quanto em sua direção. Há um jogo cênico aqui, criado entre a protagonista Monica (Trace Lysette) e sua família, principalmente a sua mãe, Eugenia (Patricia Clarkson), que constantemente não têm revelado todo o corpo ou rosto dentro do quadro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntamente com a diretora de fotografia Katelin Arizmendi (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), a dinâmica de luz e sombra e enquadramentos, fazem com que as ações aconteçam no ecrã como em uma onda, na qual se mergulha e não se pode ver tudo. É tão complexa a construção de imagens neste longa-metragem que é até desafiador colocar em palavras esta elaboração tão ampla e profunda de sentido. Há o escondido e o posto a luz e este elemento central desta produção é algo que resume o que a história é de fato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, o público acompanha relação de Monica (</span><i><span style="font-weight: 400;">Transparent</span></i><span style="font-weight: 400;">), uma mulher trans que retorna a casa de sua mãe, que a rejeitou por ela ser quem é, porque Eugenia (Patricia Clarkson) está em estado terminal, com um câncer no cérebro. Todavia, estas informações não são jogadas imediatamente. São nas tensões entre as personagens que o espectador vai montando o quebra-cabeça entre o passado e o presente desta família, que parece estar entrando nos trilhos por conta da iminência da morte de sua matriarca. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17681" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image.png" alt="Monica" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, o trabalho de Trace com Patricia emociona também pela seleção do sutil. Respirações pontuais e olhares imprimem significados plurais em poucos segundos. A emoção é ressignificada a cada quadro, quando a materialidade da compreensão sobre a vida e os sentimentos de perda são impressos pela falta de escolha de Monica, que perdeu anos longe de sua mãe e não teve uma trajetória fácil, por ter sido expulsa de casa, bem como de todos que ficaram sem ela e tiveram que lidar com sua ausência por tanto tempo. Contudo, ainda que possuam diversos pontos qualitativos positivos, o grande destaque do filme é Patricia Clarkson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez, o seu papel não seja tão óbvio de notar, e por isso não ganhou o reconhecimento merecido, porém o trabalho de Clarkson aqui é magistral. Existe toda uma imobilidade de Eugenia, que está perdendo a consciência e os movimentos corporais por conta do câncer. Ainda assim, Patricia convoca emoções fortes e viscerais, em seus microgestos, em sua presença ausente, na sua postura, que é rígida pela falta de controle físico que sua personagem vive, mas que é uma espécie de muralha, que vai ruindo lentamente, enquanto Eugenia vê sua vitalidade se esvaindo vorazmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criar uma cena e uma contracena tão consciente, em um papel tão imóvel é, sem dúvidas, um mérito intenso. Desta maneira, <strong><i>Monica </i></strong></span><span style="font-weight: 400;">é uma sessão que agrada por saber conduzir a sua melancolia para fora dos padrões exagerados de Hollywood, quando assunto são enredos sobre doenças terminais. Além disso, é inspirador ver uma atriz transgênero ganhando o destaque que merece, com uma protagonista que conta com tantos caminhos narrativos, seja por sua relação com a mãe, com o irmão, com o passado difícil, sua profissão e seu interesse romântico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, esta é uma produção que vale o tempo do espectador, por possuir uma equipe coesa e uma trama emocionante. Só fica a dica para que quem for assistir prepare os seus lencinhos e respire fundo, porque em toda a sua delicadeza, <strong><i>Monica </i></strong>é forte, imersivo, silenciosamente perturbador, por sua verdade exposta, do que é a vida e o que são as pessoas antes e depois de terem que lidar com a morte e a vida tão de perto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Andrea Pallaoro</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Trace Lysette, Patricia Clarkson, Adriana Barraza, Emily Browning, Joshua Close</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/os8xbNzqA2I?si=HFr7m2I1tMeuOTe2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Besouro Azul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 22:37:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Besouro Azul finalmente chegou aos cinemas depois de toda a expectativa para saber como seria a estreia internacional da querida atriz brasileira Bruna Marquezine (Deus Salve o Rei). Que ela é ótima no que faz, nós já sabemos. Mas será que deu conta de ser a protagonista de um filme de super-herói da DC? Sim, essa estreia não foi pouca coisa, hein?! Não apenas ela chegou, como chegou sendo o maior destaque feminino da trama. É o Brasil realmente no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Besouro Azul</strong></em> finalmente chegou aos cinemas depois de toda a expectativa para saber como seria a estreia internacional da querida atriz brasileira Bruna Marquezine (<em>Deus Salve o Rei</em>). Que ela é ótima no que faz, nós já sabemos. Mas será que deu conta de ser a protagonista de um filme de super-herói da DC? Sim, essa estreia não foi pouca coisa, hein?! Não apenas ela chegou, como chegou sendo o maior destaque feminino da trama. É o Brasil realmente no topo!</p>
<p>O filme conta a história do jovem Jaime Reyes (Xolo Maridueña, <em>Cobra Kai</em>), que está recém-formado e retorna à cidade natal para morar com sua família. Quando ele chega ao local, descobre que os familiares estão passando por aperto financeiro e resolve começar a trabalhar no primeiro emprego que surge, para dar uma força. Ele acaba cruzando o caminho de Jenny Kord (Marquezine), herdeira das indústrias Kord, que está travando uma batalha interna com a tia e atual CEO da corporação, Victoria Kord (Susan Sarandon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casamento-em-familia/"><em>Casamento em Família</em></a>), que quer enaltecer todo o potencial bélico da marca.</p>
<p>O roteiro não é, de fato, muito inovador e acaba se assemelhando muito com uma colcha de retalhos de várias histórias que já conhecemos, especialmente de heróis da Marvel. Temos um pouco de Homem-Aranha, Homem de Ferro, Venom e até Batman. O que faz com que o quesito surpresa e novidade seja deixado de lado. No entanto, o nível de carisma dos personagens e da história em si faz com que tudo seja relevado, em prol da diversão.</p>
<p>Jaime tem uma família mexicana bem característica, com todos se metendo na vida dos outros, falando alto, morando na mesma casa juntos. É um acolhimento constante, que ultrapassa a linha da intimidade, algo que estamos muito acostumados enquanto país latino. Além disso, ao longo da trama temos inúmeras referências que são palpáveis, como quando eles falam das novelas mexicanas Maria do Bairro e Maria Mercedes, um clássico nos anos 1990 que passava no canal SBT.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17003" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567.jpg" alt="Besouro Azul" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A medida que a trama avança, com Jennifer entregando o escaravelho perdido na mão de Jaime, o jovem acaba sendo escolhido como o receptáculo do bicho, que se apodera de sua mente, o transformando em um simbionte tecnológico. Ele adquire poderes imediatamente, como um escudo de segurança que o fornece inúmeras possibilidades. É uma mistura perfeita do Homem de Ferro com Venom.  Mas com um belo toque de leveza do humor.</p>
<p>Aliás, o senso de humor perpassa todas as cenas de <strong><em>Besouro Azul</em></strong>, sem se tornar escrachado (o que é um grande alívio, depois da derrota que foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>). A história em si é mais leve mesmo, como uma descoberta de novos rumos na vida de um jovem adulto. Ao mesmo tempo, ele começa a apresentar interesse amoroso em Jennifer, que finalmente consegue ter algum senso de família ao se integrar na realidade dos Reyes.</p>
<p>Destacando aqui especificamente Marquezine, como disse lá em cima, nunca foi segredo para ninguém que ela é uma excelente atriz. Desde muito nova, acompanhávamos a facilidade com que ela atuava na personagem Salete, da novela <em>Mulheres Apaixonadas</em>. Então a sua chegada em Hollywood é, antes de mais nada, merecida. Ainda assim,  ela deu ainda mais o seu nome. Está muito natural, assertiva, forte e dinâmica. Ela domina as cenas com facilidade e mostra que tem um imenso potencial para ser explorado pelo estrangeiro.</p>
<p>Vale lembrar que ela chegou a participar da seleção do papel de Supergirl, no filme <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-flash/"><em>The Flash</em></a>, foi aprovada, mas não seguiu adiante por conta da pandemia do Covid-19, que a impediu de entrar no país onde aconteceriam as gravações. É difícil dizer ainda se isso foi bom ou não para ela, mas <em>The Flash</em> definitivamente foi um filme que fracassou em bilheteria e audiência, o que poderia fazer com que ela não tivesse tanto destaque e perdesse novas oportunidades. Aqui em <strong><em>Besouro Azul</em></strong>, temos um filme mais leve e com maior potencial de dar certo. Particularmente, me diverti muito mais nele e o vejo como uma porta imensa se abrindo de Hollywood para a nossa atriz brasileira. Que assim seja!</p>
<p>No mais, ainda que tenhamos alguns tropeços no meio do caminho, como a falta de dedicação a nos explicar um pouco mais sobre a origem do escaravelho em si, que apenas surge reluzente, o CGI deste longa deixa muito filme da Marvel no chão. Houve uma real dedicação em nos transportar para o mundo azul e simbiótico do <strong><em>Besouro Azul</em></strong>, com batalhas bem feitas e uma edição de som bacana. Vale a pena conferir nos cinemas, não apenas para prestigiar Marquezine, como para ter (enfim, depois de um bom tempo) uma experiência legal de super-herói.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Angel Manuel Soto</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Xolo Maridueña, Bruna Marquezine, Susan Sarandon, Harvey Guillen, Adriana Barraza, George Lopez, Elpidia Carrillo, Raoul Max Trujillo, Belissa Escobedo, Damián Alcázar</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IZw2slPIoGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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