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	<title>Arquivos 32º Kinoforum - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos 32º Kinoforum - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>32º Curta Kinoforum: Das Warme Geld</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 18:50:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[32º Kinoforum]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Petzold]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após dois anos da queda do muro de Berlim, a história de Das Warme Geld – O Dinheiro Quente, em português – traz a complicada realidade de duas amigas que sofrem problemas financeiros, dentro desta Alemanha reunificada. Dirigido e roteirizado por Christian Petzold (Em Trânsito), integrante da Escola de Berlim, o que se encontra aqui é um resultado equilibrado entre forma e discurso. O enredo leva o espectador a conhecer a rotina de Vera (Manuela Brandenstein) e Heike (Martina Maurer) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após dois anos da queda do muro de Berlim, a história de <strong><em>Das Warme Geld</em></strong> – O Dinheiro Quente, em português – traz a complicada realidade de duas amigas que sofrem problemas financeiros, dentro desta Alemanha reunificada. Dirigido e roteirizado por Christian Petzold (<em>Em Trânsito</em>), integrante da Escola de Berlim, o que se encontra aqui é um resultado equilibrado entre forma e discurso. O enredo leva o espectador a conhecer a rotina de Vera (Manuela Brandenstein) e Heike (Martina Maurer) progressivamente.</p>
<p>Aos poucos, é possível perceber o esvaziamento daquelas vidas abaladas por sonhos megalomaníacos versus a dura realidade que as cerca. A contraposição de personalidades da dupla fomenta a amplitude das prováveis percepções humanas diante de alguma realidade difícil. Enquanto Heike é mais decidida e prática, Vera soa idealista, sensível e titubeante. Nesta dinâmica, a força, a fragilidade e o medo do futuro são postos em suas ações, seus olhares, gestos e movimentações.</p>
<p>Dentro dos diálogos, camadas de interpretações podem surgir, pois o texto, apesar de possuir momentos diretos, apresenta falas que se opõem ao que estas duas personagens vivem. Neste sentido, é possível notar esta dualidade presente na trajetória de Heike e Vera, como se o que elas têm vontade não condissesse com as suas vivências. É neste cenário que o silêncio também amplifica as sensações e quem assiste é convidado a experienciar esta dor aguda que elas sentem, nesta aparente ausência de saída e com escolhas árduas a serem feitas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14529" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/The_Warm_Money-133580363-large.jpg" alt="Das Warme Geld" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/The_Warm_Money-133580363-large.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/The_Warm_Money-133580363-large-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/The_Warm_Money-133580363-large-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/The_Warm_Money-133580363-large-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As pausas e o não dito criam sentidos próprios e isto faz com que a angústia seja percebida mais intensamente. A decupagem contribui para a compreensão de todos estes sentimentos das personagens e do discurso que deseja ser passado. Dentro dos planos fechados, as dúvidas de Vera e as certezas de Heike são destacadas. Nos quadros mais abertos, curiosamente, o sufocamento se faz presente. Talvez, a estratégia de filmar em espaços sempre cercados por paredes e pilastras cause esta impressão. É como se não houvesse escapatória para elas, caso a vontade fosse de fugir e o desfecho da obra confirma um pouco desta visão.</p>
<p>A partir destas observações, há, apenas, um incômodo aqui, que não é necessariamente algo negativo em si. Este seria que o olhar de Petzold para os destinos de Heike e Vera é um tanto determinista. Ambas não saem de um estado e se encaminham para outro. A estagnação e o fracasso contínuo é uma escolha e esta é compreensível ao se pensar nas atitudes delas durante a trama. No entanto, qualquer tipo de saída que fosse, ao menos, vislumbrada, poderia ser ofertada e isto poderia fazer com que a narrativa ganhasse novos horizontes.</p>
<p>Mas, Petzold parece querer mesmo é evocar este cerco para que os voyers que o acompanham possam observar até onde Heike e Vera irão para alcançarem o sonho de um suposto luxo e algum tipo de conforto. As fronteiras de seus limites são postos em cena em <strong><em>Das Warme Geld</em></strong> e a resposta está logo ali em seu encerramento. A rapidez desta finalização pode chegar como algo abrupto, porém é efetiva a ruptura deste universo fantasioso delas, com a dura verdade do mundo que habitam.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christian Petzold</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Manuela Brandenstein, Martina Maurer, Andreas Hosang</p>
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		<title>32º Curta Kinoforum: Céu de Agosto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 17:03:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Céu de Agosto é um daqueles filmes que demonstra que, provavelmente, a sua ideia era qualitativamente melhor do que a sua própria realização. Com uma tentativa de trazer os dilemas de Lúcia (Badu Morais), uma enfermeira, moradora de São Paulo, que está grávida e começa a frequentar uma igreja neopetencostal, o curta-metragem se perde ao evitar se concentrar no plot principal. Assim, ao mesmo tempo, juntamente com a premissa da protagonista, existe o fato de que a Amazônia está queimando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Céu de Agosto</em> </strong>é um daqueles filmes que demonstra que, provavelmente, a sua ideia era qualitativamente melhor do que a sua própria realização. Com uma tentativa de trazer os dilemas de Lúcia (Badu Morais), uma enfermeira, moradora de São Paulo, que está grávida e começa a frequentar uma igreja neopetencostal, o curta-metragem se perde ao evitar se concentrar no plot principal. Assim, ao mesmo tempo, juntamente com a premissa da protagonista, existe o fato de que a Amazônia está queimando e uma fumaça toma conta da capital paulista.</p>
<p>No geral, a sensação é a de que a diretora e roteirista Jasmin Tenucci (<em>Descompasso</em>) gostaria de falar sobre muitos temas e situações, mas não consegue explorar a fundo nenhuma. Entre a aflição de Lúcia com o nascimento do bebê, a irritação com a saúde mental de sua avó, as idas à igreja, sua rotina de trabalho e a questão climática, a narrativa se perde e não há espaço para desenvolver os conflitos colocados para Lúcia e o contexto que a cerca. A cada final de uma cena, resta uma sensação de que faltou expor as motivações e sensações da personagem, bem como a ligação de sua trajetória com os <em>subplots</em> trazidos por Tenucci.</p>
<p>Além disso, os diálogos expositivos em <strong><em>Céu de Agosto</em></strong> fomentam mais intensamente esta impressão de uma ausência de habilidade no trato do roteiro. Há uma vontade de explicar o ponto elementar desta trajetória de Lúcia, mas isto é feito insistentemente na fala.  Ainda assim, apesar destes incômodos, alguns pontos positivos fazem com que a obra não tenha seu resultado final tão comprometido. Uma estratégia que acaba por funcionar de forma efetiva é a transição da razão de aspecto.</p>
<p>Começando com a tela mais recortada, por assim dizer, o público pode conseguir perceber este sufocamento de Lúcia de maneira um tanto mais palpável. Durante a projeção, o ecrã se abre, como se ela fosse, aos poucos, se encontrando dentro daquele cenário. Talvez, o recurso venha para traçar este processo de libertação dela. Contudo, esta estratégia não fica tão nítida. Mas, ainda há outra escolha que funciona. Esta é a relação de Lúcia com a nova religião que ela passa a frequentar.</p>
<p>Com momentos simples, porém simbolicamente fortes – como na sequência em que Lúcia segura a bolsa na hora dos fiéis darem o dízimo ou quando uma das frequentadoras da igreja fuma em cima dela, ainda que ela esteja grávida –, a sutileza que falta na produção de <strong><em>Céu de Agosto</em></strong> como um todo, aparece nestes instantes. São em momentos como esses que é possível notar as tentativas de discursivas e imagéticas do curta. Ele deseja abordar, principalmente, a hipocrisia da sociedade a solidão da mãe solo – mesmo que a mesma esteja bem resolvida com a ausência paterna. No entanto, há uma dificuldade em construir cada argumentação com profundidade, distanciando o espectador da história.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jasmin Tenucci</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Badu Morais, Gilda Nomacce, Lilian Regina</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/E2kZ7W4wIDU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>32º Curta Kinoforum: A Garota das Telas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2021 17:57:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A garota das telas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final da década de 1980, Cao Hamburguer (Castelo Rá-Tim-Bum: O Filme) trouxe A Garota das Telas, um curta-metragem de animação que homenageava o cinema clássico hollywoodiano. Através de uma junção de múltiplos gêneros, a obra apresenta um ganho para a parte do público que possui paixão pelo cinema e que conseguirá identificar cada espécime de filme que é ali convocado. No entanto, a produção possui algumas características que geram incômodos, seja pelos aspectos formais ou discursivos. Há um mal [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No final da década de 1980, Cao Hamburguer (<em>Castelo Rá-Tim-Bum: O Filme</em>) trouxe <strong><em>A Garota das Telas, </em></strong>um curta-metragem de animação que homenageava o cinema clássico hollywoodiano. Através de uma junção de múltiplos gêneros, a obra apresenta um ganho para a parte do público que possui paixão pelo cinema e que conseguirá identificar cada espécime de filme que é ali convocado. No entanto, a produção possui algumas características que geram incômodos, seja pelos aspectos formais ou discursivos.</p>
<p>Há um mal envelhecimento nele. Este é, nitidamente, um curta de seu tempo, no qual os traços de machismo estavam impressos nas narrativas de maneira mais expressiva – não que, atualmente, isto não exista, mas, talvez, houvesse uma passabilidade mais extensa no passado. Desta maneira, no enredo, vê-se uma personagem masculina no centro do enredo, colocado como esse herói que fragiliza e, ao mesmo tempo, sexualiza e distancia da realidade a figura feminina da trama.</p>
<p>Ela é a <em>femme fatale</em>. Ele é o mocinho, atraído pelos encantos desta mulher, que o leva para uma espécie de aventura, na qual o faroeste, a ficção científica, o noir e o musical se encontram. Além da visão deturpada deste objeto (!) de interesse da personagem principal, ainda há um outro olhar estereotipado: o para com os orientais. Eles são apresentados sem individualidade e performam corporalmente algo que está em um imaginário ocidental. Ainda que seja uma tentativa de replicar o que Hollywood faz dentro do audiovisual, a fruição da narrativa se complica em uma sessão que acontece em 2021, quando há um esgotamento explosivo quando qualquer tipo de estigma é posto na arte como um todo.</p>
<p>Ainda assim, caso estes fatores sejam relevados pelo público, devido ao período da realização, <strong><em>A Garota das Telas</em></strong> não é bem resolvido também quando se tratam das questões formalistas. O roteiro tem uma ausência de coesão. Entre as suas diversas passagens de gêneros cinematográficos, a sensação é que falta espaço para aprofundar as características das personagens e suas relações. No geral, ele parece ser a junção de sketches e o visual, ainda que alcance o objetivo aparente, é colocado demasiadamente em primeiro plano, deixando de lado o trabalho de um enredo mais apurado.</p>
<p>O que acaba por acontecer é uma falta de conexão com aquela história. Neste contexto, há pouca costura nesta trajetória do protagonista, pouca exploração de suas complexidades e dos que o cercam, é meramente um tipo de reprodução de estilos e de sequências famosas, como <em>Amor Sublime Amor</em> ou <em>Godzilla</em>. A intenção não é de todo mal, mas com esta mistura de irregularidades é difícil acompanhar a sessão com entusiasmo ou até mesmo vontade. Talvez, para os cinéfilos, a fruição seja um pouco mais prazerosa, pois é possível relembrar momentos icônicos do cinema, principalmente em seu número de encerramento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cao Hamburguer</p>
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		<title>32º Curta Kinoforum: Acesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 20:50:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Júlia Leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acesso é um filme simples, mas que consegue cumprir o que ele, aparentemente, se propõe. Através de recursos como a mistura de imagens retiradas da plataforma Google Maps, trechos de conversas por vídeos chamadas e fotos antigas, relatos de pessoas LGBTQIAP+, moradores da cidade de São Paulo, são contados. A memória e os afetos são pontos centrais aqui. Há um tom despretensioso, que evoca uma espécie de sinceridade. Este elemento presente na obra aproxima o público daquelas histórias. Ainda que, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Acesso</em> </strong>é um filme simples, mas que consegue cumprir o que ele, aparentemente, se propõe. Através de recursos como a mistura de imagens retiradas da plataforma <em>Google Maps</em>, trechos de conversas por vídeos chamadas e fotos antigas, relatos de pessoas LGBTQIAP+, moradores da cidade de São Paulo, são contados. A memória e os afetos são pontos centrais aqui. Há um tom despretensioso, que evoca uma espécie de sinceridade.</p>
<p>Este elemento presente na obra aproxima o público daquelas histórias. Ainda que, em um dado momento, a sessão fique um tanto cansativa, pois os recursos selecionados pela diretora e roteirista Júlia Leite se tornam um tanto repetitivos, a força da obra não se perde por completo. A tranquilidade das vozes que se entregam para o público amortecem o impacto desta estilística que pouco se renova durante a exibição.</p>
<p>O interesse acaba sendo mantido pelo tom das personagens e pela complexidade das temáticas que elas convocam. Enquanto assuntos como a morte de um melhor amigo ou a descoberta de não estar sozinho sendo uma pessoa <em>queer</em> no mundo são trazidos, a experiência se torna mais palpável quando quem assiste se depara com as imagens dos locais no mapa.</p>
<p>Ao se deparar com os espaços é quase como se fosse possível criar uma narrativa paralela, na qual os cenários estáticos ganham vida e são preenchidos de transeuntes em movimento. Isto que torna <strong><em>Acesso</em> </strong>um tanto quanto especial. Em sua possibilidade restrita, provavelmente por ter sido gravado durante a pandemia, Leite encontra esta maneira singela de trazer enredos complexos.</p>
<p>O público se torna um confidente e é justamente por esta razão que a imersão acaba por ser intensa. No entanto, talvez, alguns pontos pudessem elevar a qualidade da produção. Um fator um tanto incômodo é a demora de ser colocado o primeiro rosto de personagem na tela. Nos quatro primeiros minutos de projeção, há apenas a visualização do <em>maps</em>.</p>
<p>Isto pode acabar provocando certa confusão em compreender que serão múltiplas narrações. Há de se tomar um tempo para notar a modificação da voz 01 para a 02, o que enfraquece essa conexão, que acaba por ganhar forma já na metade do curta-metragem. Ainda assim, no geral, o documentário apresenta um resultado equilibrado e contem estratégias criativas.</p>
<p>Na imensidão de São Paulo, nos encontros, medos, alegrias, semelhanças e diferenças da população LGBTQIAP+, um caminho coeso é traçado em <strong><em>Acesso</em></strong>. Além disso, a pluralidade da comunidade é mostrada, através de diferentes integrantes da sigla, mas, ao mesmo tempo, os sentimentos ali impressos possuem uma unidade. A forma como Júlia Leite mescla as duas coisas, faz com que o alcance do curta seja maior e mais rico.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Júlia Leite</p>
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