<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos 16ª Cineop - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/16a-cineop/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/16a-cineop/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 09 Sep 2023 00:16:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos 16ª Cineop - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/16a-cineop/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Mostra de Cinema de Ouro Preto: A Senhora que Morreu no Trailer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-a-senhora-que-morreu-no-trailer/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-a-senhora-que-morreu-no-trailer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2021 19:28:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[16ª Cineop]]></category>
		<category><![CDATA[A Senhora que Morreu no Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[CineOP]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de Cinema de Ouro Preto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14240</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com uma suposta premissa de contar a história da dançarina e faquiresa Suzy King, A Senhora que Morreu no Trailer procura convocar formas múltiplas de encenar esta trama. Entre performances de artistas de diversas áreas – como músicos, atrizes e performers – a obra também mescla depoimentos sobre o passado de King, com entrevistados que a conheceram. No entanto, o documentário, por mais que tente trazer criatividade para a tela, perde-se e se esgarça, perdendo o foco principal de seu [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-a-senhora-que-morreu-no-trailer/">Mostra de Cinema de Ouro Preto: A Senhora que Morreu no Trailer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma suposta premissa de contar a história da dançarina e faquiresa Suzy King, <strong><em>A Senhora que Morreu no Trailer</em></strong> procura convocar formas múltiplas de encenar esta trama. Entre performances de artistas de diversas áreas – como músicos, atrizes e performers – a obra também mescla depoimentos sobre o passado de King, com entrevistados que a conheceram. No entanto, o documentário, por mais que tente trazer criatividade para a tela, perde-se e se esgarça, perdendo o foco principal de seu plot central.</p>
<p>Na aparente tentativa de traçar os passos, sentimentos, as relações e a morte de Suzy King, o filme acaba se alongando em sequências nas quais o público acompanha cenas extensas que se esvaziam por não serem tão enxutas, fazendo com que seja notados tanto os problemas de direção quanto de roteiro. Um exemplo são as caminhadas intermináveis das personagens, como nas aparições da atriz Helena Ignez. Ela vaga pela cidade e há até uma boa atuação de Ignez, com tônus e intenções bem demarcadas, pela sua construção corporal.</p>
<p>No entanto, estes instantes não parecem possuir um objetivo nítido, tão pouco fomentam a narrativa. Talvez, se esta estratégia surgisse uma ou duas vezes, com uma duração um pouco menor, o efeito desejado fosse alcançado. Mas, o que ocorre é justamente o oposto. Neste sentido, outros momentos, nos quais artistas dão vida à King, a sensação é bastante semelhante. No monólogo realizado por Divina Valéria há uma ausência de condução da direção e de um encaminhamento mais cuidadoso.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14251" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bd9bdc02c1da2d16f8535c38b5eb0711_1616763038837_1416649818.jpg" alt="A senhora que morreu no trailer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bd9bdc02c1da2d16f8535c38b5eb0711_1616763038837_1416649818.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bd9bdc02c1da2d16f8535c38b5eb0711_1616763038837_1416649818-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bd9bdc02c1da2d16f8535c38b5eb0711_1616763038837_1416649818-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/bd9bdc02c1da2d16f8535c38b5eb0711_1616763038837_1416649818-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além da interpretação de Valéria ser um tanto artificial, por se basear na externalização das emoções, mais do que no sentido do texto propriamente dito, causando um afastamento de sentimentos críveis, a luz está bastante chapada e a direção de arte sem apuro estético. Esta combinação de características deixa que o longa-metragem fique sem um tratamento necessário para ser uma obra audiovisual, de fato. <strong><em>A Senhora que Morreu no Trailer</em></strong> é um documentário, mas que utiliza o ficcional para ilustrar as suas passagens. Então, artifícios técnicos elevariam a qualidade das cenas, deixando-as mais fluídas e orgânicas.</p>
<p>Uma possibilidade para a existência destes incômodos pode residir no fato de que os realizadores, Alberto Camarero e Alberto de Oliveira, fizeram todas estas funções. Na divisão da atenção, diante de tanto elementos, esta redução qualitativa acabou acontecendo. De todo modo, a produção termina entregando um resultado visual e narrativamente insatisfatório. Isto porque, para completar, o roteiro, em suas idas e vindas, carece em focar na trajetória de sua protagonista, deixando mais tempo para as pequenas encenações de ficção, que também são trabalhadas de maneira precária.</p>
<p>A personalidade de King e os acontecimentos que envolvem sua vida talvez sejam cheias de filigranas, de mistérios e camadas de profundidades. Contudo, estas características se perdem na sessão, pois, nesta falta de organização, o conteúdo entregue soa improvisado demasiadamente, deixando pouco espaço para que a figura de Suzy King seja conhecida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Alberto Camarero e Alberto de Oliveira</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/T3BBCHJag6E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><strong>Confira as nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/">clicando aqui</a>!</strong></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-a-senhora-que-morreu-no-trailer/">Mostra de Cinema de Ouro Preto: A Senhora que Morreu no Trailer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-a-senhora-que-morreu-no-trailer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de Cinema de Ouro Preto: O Amor Dentro da Câmera</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-o-amor-dentro-da-camera/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-o-amor-dentro-da-camera/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2021 19:51:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[16ª Cineop]]></category>
		<category><![CDATA[CineOP]]></category>
		<category><![CDATA[Conceição Senna]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jamille Fortunato]]></category>
		<category><![CDATA[Lara Beck Belov]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de Cinema de Ouro Preto]]></category>
		<category><![CDATA[O Amor dentro da câmera]]></category>
		<category><![CDATA[Orlando Senna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14236</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Tá chorando de alegria?”, pergunta Orlando Senna. “De amor”, responde Conceição Senna. Este momento da projeção resume um pouco do que é O Amor Dentro da Câmera, produção dirigida por Jamille Fortunato e Lara Beck Belov. Durante a sessão, o público se depara com toda afetividade presente no relacionamento de Orlando e Conceição, bem como o sentimento que possuem em relação ao cinema e a cultura. Em sua estética de documentário de ensaio, é curioso observar como as dinâmicas entre [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-o-amor-dentro-da-camera/">Mostra de Cinema de Ouro Preto: O Amor Dentro da Câmera</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Tá chorando de alegria?”, pergunta Orlando Senna. “De amor”, responde Conceição Senna. Este momento da projeção resume um pouco do que é <strong><em>O Amor Dentro da Câmera</em></strong>, produção dirigida por Jamille Fortunato e Lara Beck Belov. Durante a sessão, o público se depara com toda afetividade presente no relacionamento de Orlando e Conceição, bem como o sentimento que possuem em relação ao cinema e a cultura. Em sua estética de documentário de ensaio, é curioso observar como as dinâmicas entre o cotidiano e o poético se encontram na tela.</p>
<p>Os dois artistas são filmados em momentos comuns, como seus cafés da manhã, nos quais dialogam sobre suas vidas, seus hábitos, sobre política e arte. A direção consegue captar a intimidade da dupla e aproximar o espectador destas figuras tão emblemáticas para o cinema nacional. O balanço entre a demonstração de fragilidades causadas pelo tempo, em seus corpos e mentes, juntamente com imagens de arquivo que contam a história e a relevância dos Senna para o audiovisual, é algo que equilibra a narrativa e tornam mais complexas as personagens deste enredo.</p>
<p>Conceição e Orlando também contribuem para esta construção de camadas. É bem verdade que este fator se dá pela própria personalidade deles, mas é um elemento importante a se apontar. Enquanto ela é mais explosiva e expõe abertamente suas emoções e conflitos mais profundos, ele traz uma serenidade e parece calcular o que vai ser dito. Além disso, a própria experiência dos dois com cinema parece transformar a obra enquanto ela é produzida. Entre um take e outro, o público se depara com as opiniões fortes e/ou incisivas do casal sobre alguma sequência e o acolhimento da equipe em relação a estes pensamento e reflexões trazidos por eles.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14247" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/maxresdefault.jpg" alt="O Amor Dentro da Câmera" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/maxresdefault.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/maxresdefault-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/maxresdefault-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/maxresdefault-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A escolha de deixar estes instantes no último corte me parece acertada. Toda a lógica construída ali serve, no final das contas, para fomentar esta multiplicidade de olhares para Conceição e Orlando, enriquecendo o enredo. A partir desta concepção, no entanto, o longa-metragem fica tão preso em sua própria estilística e linguagem, que não consegue avançar ou desenvolver as suas questões. As repetições de circunstâncias e falas chegam para edificar a criação da sua proposta, mas, a partir de sua metade, esta estratégia passa a ser cansativa, por sua obviedade e ausência de exploração do que está sendo dito.</p>
<p>Talvez, o fato de que a câmera, majoritariamente, está somente observando o par, durante as gravações, deixe a sensação de que direcionamentos e perguntas poderiam ampliar algumas discussões, como quando Conceição aborda o seu impasse sobre ser convidada apenas para papéis de puta e sertaneja ou quando o casal começa a se desentender. Estes são apenas alguns exemplos. O que vale ressaltar é que a retirada de algumas reiterações poderia abrir espaço para tensões, que soam como evitadas pelas diretoras.</p>
<p><em><strong>O Amor Dentro da Câmera</strong></em> é um filme sobre amor e nem sempre ele é fácil ou de experiências corriqueiras. Por isso, além do tom repetitivo cansar o espectador, ele o leva sempre para inícios de histórias que acabam por ficar incompletas. Apesar deste fator, o resultado geral não fica comprometido, justamente pelo carisma e importância de Conceição e Orlando, fazendo com que a exibição seja agradável, em sua maior parte. A dupla instiga a curiosidade e há uma necessidade em pôr em destaque na cena pessoas mais velhas, lembrando para a sociedade que a paixão pode habitar os corações amadurecidos, seja de indivíduo para indivíduo ou deles paraseus labores tão queridos.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Jamille Fortunato e Lara Beck Belov</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Conceição Senna, Orlando Senna</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Sqyq9sPlntA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><strong>Confira as nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/">clicando aqui</a>!</strong></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-o-amor-dentro-da-camera/">Mostra de Cinema de Ouro Preto: O Amor Dentro da Câmera</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-o-amor-dentro-da-camera/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de Cinema de Ouro Preto: Amarelo Manga</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-amarelo-manga/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-amarelo-manga/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 17:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[16ª Cineop]]></category>
		<category><![CDATA[Amarelo Manga]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Dias]]></category>
		<category><![CDATA[CineOP]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dira Paes]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Leona Cavalli]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Nachtergaele]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de Cinema de Ouro Preto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14210</guid>

					<description><![CDATA[<p>Intenso. Esta seria a melhor palavra para descrever Amarelo Manga, filme de Cláudio Assis (Baixio das Bestas), de 2002. Em um tom que mescla violências verbais e físicas com sentimentos extremos, o espectador se depara com emoções humanas à flor da pele, no meio de cenários urbanos cotidianos. A partir das características impressas apresentadas na tela, existem acertos e incômodos durante a projeção. Com esta escolha de revelar situações fortes, em alguns momentos, o filme se perde e se encontra. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-amarelo-manga/">Mostra de Cinema de Ouro Preto: Amarelo Manga</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Intenso. Esta seria a melhor palavra para descrever <strong><em>Amarelo Manga</em></strong>, filme de Cláudio Assis (<em>Baixio das Bestas</em>), de 2002. Em um tom que mescla violências verbais e físicas com sentimentos extremos, o espectador se depara com emoções humanas à flor da pele, no meio de cenários urbanos cotidianos. A partir das características impressas apresentadas na tela, existem acertos e incômodos durante a projeção. Com esta escolha de revelar situações fortes, em alguns momentos, o filme se perde e se encontra.</p>
<p>Em sua direção, há bastante precisão e um descortinamento das personagens a partir dela. As movimentações de câmera contribuem para o aumento das potencialidades das emoções das figuras em cena, revelando as suas dúvidas, solidões, angústias, pensamentos e seus atos questionáveis. Um exemplo pode ser o monólogo de Dunga (Matheus Nachtergaele), que conversa sozinho, enquanto toca na carne e na faca deixadas por Wellinton (Chico Diaz), por quem nutre uma paixão.</p>
<p>Em poucos minutos, o público compreende as motivações e pensamentos de Dunga e a aproximação para com ele se dá gradativamente, a partir do quadro que reduz o distanciamento pouco a pouco. São nestes pontos que o longa-metragem acerta, porque consegue evocar a humanidade de suas personagens, colocando uma mistura de sordidez, de falha de caráter e sensibilidade sem julgar eles e a direção faz esta potência crescer.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14233" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/amarelo_manga.jpg" alt="Amarelo Manga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/amarelo_manga.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/amarelo_manga-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/amarelo_manga-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/amarelo_manga-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As temáticas são pesadas e certas sequências podem deixar o público em dúvida da necessidade de tais ações, como quando Kika (Dira Paes) arranca um pedaço da orelha da amante do marido com o dente, mas outras são justificáveis a aumenta a complexidade da história. O que acontece aqui, talvez, é uma tentativa de esticar os limites dos conflitos, colocando as personagens para passarem de seus limites.</p>
<p>A tentativa parece ser a de expor becos sem saídas e pontos de virada com sofrimento ou embates profundos, testando as probabilidades de ações humanas quando há pouco ou nada a se perder. No entanto, apesar deste efeito ser alcançado, a medida das coisas é ultrapassada e a própria estilística e traços marcantes do enredo se desgastam e um exagero é alcançado. Além de planos que não contribuem para a trama no geral, que se esvaziam pelo desejo demasiado em trazer ferocidade para o ecrã, a busca por trazer uma carga dramática elevada acaba gerando uma artificialidade.</p>
<p>Seja nos textos, nas atuações ou no próprio tempo de alguns quadros, <strong><em>Amarelo Manga</em></strong> peca por querer reiterar as informações textual e imageticamente, enfraquecendo o resultado total, por deixar a obra cansativa e sem organicidade. Existem anúncios recorrentes que beiram a ingenuidade, como se fosse necessário manifestar o discurso em tudo. Desta forma, pode-se dizer que, no geral, há coerência e força nas imagens e no que está sendo dito. Apesar da mão pesar em certos quesitos, é uma sessão arrebatadora, que convoca um olhar atento para seus acontecimentos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cláudio Assis</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chico Dias, Dira Paes, Matheus Nachtergaele, Leona Cavalli</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/T2rTAXWIpPY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p><strong>Confira as nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/">clicando aqui</a>!</strong></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-amarelo-manga/">Mostra de Cinema de Ouro Preto: Amarelo Manga</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-amarelo-manga/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de Cinema de Ouro Preto – Caixinha de Música</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-caixinha-de-musica/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-caixinha-de-musica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2021 18:48:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[16ª Cineop]]></category>
		<category><![CDATA[Caixinha de Música]]></category>
		<category><![CDATA[CineOP]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de Cinema de Ouro Preto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14195</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em uma animação enxuta, de nove minutos, o público acompanha a jornada de uma menina, aspirante de balé. Ela faz uma nova amiga, após receber um objeto misterioso: uma caixinha de música. É curioso observar a forma como acontece a construção da relação da protagonista com a garota que ganha vida quando a corda da caixa, com o foco nos ensinamentos da dança de uma para a outra. Dentro desta lógica, é quase como se o espectador já soubesse o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-caixinha-de-musica/">Mostra de Cinema de Ouro Preto – Caixinha de Música</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em uma animação enxuta, de nove minutos, o público acompanha a jornada de uma menina, aspirante de balé. Ela faz uma nova amiga, após receber um objeto misterioso: uma caixinha de música. É curioso observar a forma como acontece a construção da relação da protagonista com a garota que ganha vida quando a corda da caixa, com o foco nos ensinamentos da dança de uma para a outra. Dentro desta lógica, é quase como se o espectador já soubesse o resultado final daquela dinâmica, mas é no como que o curta-metragem consegue segurar a atenção, através da suspensão e da atmosfera de terror posta ali.<br /><br />Na mescla dos traços meigos, que poderiam sair de um desenho genérico, estão elementos que provocam certa apreensão. Seja nas colegas de turma sem face ou no detalhe da bochecha da personagem principal, algo de medo está sempre ali. Neste contraponto da suposta delicadeza do universo do balé com os aspectos macabros – como a expressão facial da senhora que entrega a caixa –, o curta se revela corajoso por arriscar um final angustiante e até trágico. <br /><br />O desfecho também é cíclico, deixando com que o roteiro fique redondo, ampliando a compreensão sobre como foi que havia começado o conflito anterior, o da jovem aprisionada, no pré-filme. Talvez, a informação de que aquela bailarina já esteve presente na mesma instituição da protagonista, na conclusão da obra, acabe soando como uma reiteração e reduzindo as chances de uma expansão maior de significados e de interpretações mais amplas. Além disso, esta escolha passa uma impressão de que a plateia está sendo subestimada, pois as peças colocadas na tela são nítidas anteriormente e não precisam ser explicadas por uma sequência que soa até ingênua.<br /><br />Outra melhoria seria em termos de roteiro de <strong><em>Caixinha de Música</em></strong>, com uma tentativa em dar mais destaque ao relacionamento da dupla central, para aumentar o peso das ações da criança previamente amaldiçoada. Contudo, estes fatores não afetam o resultado total. O curta é amarrado e ainda evoca um tom quase de contos de fadas, deixando uma moral da história em sua conclusão, misturando toques de sensibilidade e sentimentos das personagens com o pavor e pânico, devido ao fato de que a criança careceu em ouvir conselhos, geralmente, dados por adultos. Ao aceitar algo de uma estranha, a bailarina principal perde a sua liberdade. <br /><br /><strong>Direção:</strong> Ana Carolina do Monte</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-caixinha-de-musica/">Mostra de Cinema de Ouro Preto – Caixinha de Música</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-cinema-de-ouro-preto-caixinha-de-musica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
