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	<title>Arquivos 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Uma canta, a outra não</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 14:28:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eu desafio qualquer mulher progressista a sair da exibição de Uma canta, a outra não sem sentir preenchida de um fomento de sentimento revolucionário. Agnès Varda (Clèo das 5 às 7) brilha no roteiro e na direção deste longa-metragem, que mescla assuntos profundos e relevantes, com a sensibilidade de saber explorar as relações. Tem uma mistura aqui, entre o visual e o discursivo, que embala o público durante a sessão. De um lado, existe uma exploração das perspectivas de feminilidade, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu desafio qualquer mulher progressista a sair da exibição de Uma canta, a outra não sem sentir preenchida de um fomento de sentimento revolucionário.</p>
<p>Agnès Varda (Clèo das 5 às 7) brilha no roteiro e na direção deste longa-metragem, que mescla assuntos profundos e relevantes, com a sensibilidade de saber explorar as relações.</p>
<p>Tem uma mistura aqui, entre o visual e o discursivo, que embala o público durante a sessão. De um lado, existe uma exploração das perspectivas de feminilidade, do que se espera das mulheres e do que elas desejam para o futuro.</p>
<p>Do outro, tem o tom disruptivo, no qual é impossível aceitar o poder do Estado para com os corpos da mulheres, principalmente, quando a questão é controle de natalidade e aborto.</p>
<p>As temperaturas suaves da luz e dos objetos de cena, constrastam com as vestimentas das personagens principais: Pomme (Valérie Mairesse)  e Suzanne (Thérèse Liotard). O mundo que elas habitam, que pedem que elas sejam suaves ou cinzas, mas esse fator imprime uma melancolia ou desconforto, incialmente.</p>
<p>Esses elementos vão se transformando. O ambiente se torna cada vez mais solar, os tecidos que elas vestem mais leves e a vida da dupla cada dia mais consciente. Nada é perfeito ou sem luta, tampouco elas deixam de seguir alguns ritos ditos “femininos”.</p>
<p>No entanto, à medida que a projeção avança, a compreensão de Pomme e Suzanne sobre o mundo, sobre suas emoções, deveres, direitos e a própria amizade dela vai fomentando o argumento do longa.</p>
<p>A decupagem de Varda também funciona nessa construção. A escolha precisa da duração dos planos e da distância dos quadros, deixam nítido o que a cineasta quer que a espectadora se demore.</p>
<p>Essa é uma obra sobre mulheres, sobre feminismo, sobre lutas e parcerias de artistas, sobre a necessidade de profissionais da saúde em auxiliar mulheres em estado de vulnerabilidade e sobre os limites dos homens em não assumir papéis do patriarcado brancos cisgênero.</p>
<p>A produção, de 1977, é tão atual que deixa um engasgo. Mas, também é um despertar ou um lembrete de que a luta não acabou e nem vai acabar tão cedo. Este é um título um tanto panfletário, mas bem cuidado esteticamente.</p>
<p>Talvez, a ingenuidade de Pomme canse um pouco em alguns momentos, mas a noção de complexidade de personagem que Varda tem aparece, principalmente, aí. Pomme tem suas fragilidades, porém ela nunca para de lutar.</p>
<p>O cinza do aprisionamento deste sistema patriarcal é destruído, pouco a pouco, pelas músicas de Pomme, pela maneira que Suzanne cria a sua filha, pela amizade de décadas entre duas mulheres, pela luta diária que é ser mulher, neste mundo opressões masculinas de brancos.</p>
<p>Uma canta, a outra não é coeso e mostra a trajetória de duas mulheres muito diferentes. Ainda que seja cantora e a outra não, há arte correndo entre elas, a arte de se manterem vivas, produtivas, fortes e conectadas.</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: Agnès Varda</p>
<p><em><strong>Elenco</strong></em>: Thérèse Liotard, Valérie Mairesse, Robert Dadiès</p>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Verde Oliva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 12:05:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por onde começar a explicar a experiência que é a sessão de Verde Oliva, novo longa-metragem de Wellington Sari (Bia Mais um)?  Talvez, dizendo: mesmo que você seja o espectador mais generoso do mundo, vai ser difícil perdoar o Sari por fazer você gastar seu tempo de vida nessa produção. A direção soa amadora e não está à serviço da narrativa. Há uma procura em explorar na decupagem todos os ângulos e quadros possíveis, bem como efeitos de câmera. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por onde começar a explicar a experiência que é a sessão de Verde Oliva, novo longa-metragem de Wellington Sari (<em>Bia Mais um</em>)?  Talvez, dizendo: mesmo que você seja o espectador mais generoso do mundo, vai ser difícil perdoar o Sari por fazer você gastar seu tempo de vida nessa produção.</p>
<p>A direção soa amadora e não está à serviço da narrativa. Há uma procura em explorar na decupagem todos os ângulos e quadros possíveis, bem como efeitos de câmera. No entanto, a quantidade excessiva de planos e deslocamentos expressivos cansam o público.</p>
<p>Tudo isso porque as escolhas da direção não estão conectadas com as ações do roteiro. Faltam respiros, reflexões sobre a trama em formato de imagem. Mas, como dirigir com coesão e consciência quando o roteiro falha em ambientar a plateia e conduzi-la pela história?</p>
<p>O enredo é confuso e as ações dos antagonistas não são amarradas. Sari ainda é pretensioso e tenta criar mistério, com segredos, crimes de Estado e protestos políticos, porém, além da maioria de suas escolhas serem óbvias desde o início, a forma como as situações ocorrem são constrangedoras.</p>
<p>Um exemplo é a sequência da galeria, na qual o protagonista vai salvar a melhor amiga, Roberta (Nathalia Garcia). Um homem caminha em câmera lenta com a bandeira do Brasil. Golbery (Gilda Nomacce) segura Roberta para ela não fugir. E o principal fica paralisado. O slow motion dura por um tempo doloroso.</p>
<p>Não existe construção de tensão na cena. Não houve elaboração anterior de suspensão, que desse conta dessa grande passagem em câmera lenta. Somente a Nathalia (<em>Ferrugem</em>) e a Gilda (<em>Prédio Vazio</em>) se esforçam (e têm talento) para tentar tornar crível toda essa situação.</p>
<p>Na realidade, quem conhece o trabalho das atrizes pode passar a sessão inteira pensado “misericórdia, a pobi da Gilda e a pobi da Nathalia”. Porque há uma vontade enorme das duas em fazer bons trabalhos e em transformar em orgânico diálogos absurdos, mas uma impossibilidade de alcançar este intento, porque o roteiro não construiu personagens que façam sentido.</p>
<p>Sobretudo Gilda, que é um destaque do cinema nacional. Nomacce cria gestos e modulações vocais para que a sua Golbery saia da faixa de sanidade e isso ajuda a dissolver um pouco do tom histriônico que este papel poderia evocar. Ela segura a onda, mas não consegue salvar o filme, porque o problema da obra é profundo.</p>
<p>Por exemplo, há o fato de que o relacionamento de João (Jean Guilherme Filho) com a namorada é construído tão frouxo, que ninguém se importa se eles estão juntos ou não. Consequentemente, a força do personagem principal vai se esvaindo, gerando um desinteresse progressivo na trama.</p>
<p>É bem verdade que é notável a coragem de Sari em tentar fazer um thriller noir hitchcockiano, criticando bolsomions e a ausência de letramento político no Brasil e no mundo. Mas, nem só de coragem e boas intenções se vive a arte. A realização da produção carece de qualidade em diversas camadas.</p>
<p>Nem mesmo o desenho de som contribui para o possível suspense que poderia ter sido construído e evocado aqui. A montagem também incomoda, por ser mais uma quebradora de imersão do que gerar fluidez para o longa. Inclusive, a ordem de algumas sequências não soam como vindas do roteiro e sim da montagem.</p>
<p>As últimas cenas são enlouquecedoras, porque elas vão piorando a falta de sentido de toda da trama e de toda a motivação de João. A locação inteira no teatro poderia ser cortada. O mal estar de Roberta no final não se justifica de maneira tão forte, por conta dos cortes e da seleção de onde esse momento está.</p>
<p>Desta maneira, <em>Verde Oliva</em> é um filme ousado, mas que não vai muito além da pretensão. Esta não é uma obra recomendável. É cansativa e não chega a lugar algum. No entanto, caso a cara leitora/o caro leitor seja fã de Gilda, aí, até vale a pena, porque ver Gilda é sempre um acontecimento, mesmo que ao seu redor, a atmosfera seja torturante!</p>
<p><strong><em>Direção</em></strong>: Wellington Sari</p>
<p><strong><em>Elenco</em></strong>: Jean Guilherme Filho, Nathalia Garcia, Gilda Nomacce</p>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Apenas Coisas boas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 16:24:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Daniel Nolasco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo filme de Daniel Nolasco (O cavalo de Pedro) segue a mesma linha de sempre das produções do roteirista e diretor. No entanto, aqui, há uma questão um tanto séria. Isto porque a obra parece dois longas-metragens em um, sendo que a primeira parte é excelente e a segunda não. Como de costumeiro, os encaminhamentos da trama “Nolasqueira” são como em fanfiction com foco em smuts. Neste sentido, pensando na dinâmica “fanfiqueira”, há aqui uma situação periclitante e intensa, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme de Daniel Nolasco (<em>O cavalo de Pedro</em>) segue a mesma linha de sempre das produções do roteirista e diretor. No entanto, aqui, há uma questão um tanto séria. Isto porque a obra parece dois longas-metragens em um, sendo que a primeira parte é excelente e a segunda não.</p>
<p>Como de costumeiro, os encaminhamentos da trama “Nolasqueira” são como em <em>fanfiction</em> com foco em smuts. Neste sentido, pensando na dinâmica “fanfiqueira”, há aqui uma situação periclitante e intensa, que une dois rapazes: Antônio (Lucas Drummond/Fernando Libonati) e Marcelo (Liev Carlos).</p>
<p>Nesta atmosfera, há muita exploração de masculinidades, numa espécie de tentativa de revelar toda a pluralidade do que é ser homem. Nolasco vai além do que é posto como másculo e masculino na normatividade, olhando para as possibilidades de composições dessas mentes e corpos, oprimidas por um ideal de “macho”.</p>
<p>Isso não se dá somente porque ele está falando sobre um casal gay, mas sim o como ele trata sobre esse universo. No começo da projeção, a história se passa em 1984, em um Brasil agro. Antônio precisa lidar com o preconceito de seu pai, que acaba levando a sua vida para uma tragédia irreversível.</p>
<p>E é aí que está a chave do sucesso desta primeira etapa. Há uma criação de imersão na realidade desse casal. Com uma decupagem que deixa que o espectador consuma a produção em planos longos e contemplativos — seja de sexo, romance ou paisagens —, o público mergulha nesse rio, que banha esse amor e anuncia a perda dele também.</p>
<p>Assim, a câmera investiga essa realidade de Marcelo e Antônio. Juntamente com a planificação, as temperaturas usadas na iluminação, cenários e figurinos revelam a paixão entre os dois, mas de uma maneira onírica, que põe a dupla em uma situação de um amor inocente.</p>
<p>O roteiro de Nolasco fomenta essa sensação ingenuidade, pelo menos nesta fase que o amor juvenil de Antônio e Marcelo é retratado. Há aqui uma elaboração de discurso sobre a masculinidade tóxica e a homofobia dentro do Centro-Oeste. A partir desta temática, há progressão dramática, há uma trama amarrada e toda uma estética visual que contribui para a construção de sentido sobre aquele mundo ficcional.</p>
<p>Quando o público se conecta com a história e sente que houve uma conclusão bem redonda na obra, a segunda parte do longa chega e a qualidade da produção começa a cair. O romance vira thriller e o roteiro parece querer enganar a plateia.</p>
<p>Existe nesta parte 2 uma dimensão de reinvenção de fatos e o que era trágico imediato, torna-se um trágico prolongado. Sem revelar exatamente o que está acontecendo, um clima de mistério se instaura, porém sem nunca se justificar. Assim, o discurso dos atos seguintes ao primeiro soa como em oposição ao que acabou de ser impresso na tela como argumento.</p>
<p>Porque Antônio e Marcelo se perdem na trama. O ato derradeiro deles desaparece dentro desta ideia mais sacal do amor e de como ele sempre irá sumir com o tempo. Neste momento da história, somente a figura de Helga (Renata Carvalho) salva a produção do caos que ela se torna — uma excelente atriz, que consegue salvar diversas sequências e deixá-las mais orgânicas.<br />
As outras atuações são sofríveis e o texto soa artificial. De fanfic bem escrita — daquelas que viram livros —, quem assiste passa acompanhar uma fic desconexa. A exploração visual dos corpos masculinos, na obra de Nolasco, vem para essa elaboração de imaginário, vem como um desejo que explode na tela e conecta o receptor pela vibração sensual e sexual das imagens.</p>
<p>Está tudo conectado, geralmente. Contudo, à medida que a exibição avança, esses sentidos vão se esvaziando. Daniel Nolasco é bom diretor, ok. Então, é um esvaziamento bem encenado, com uma bela fotografia de Larry Machado (<em>Vento Seco</em>) e uma montagem afiada de Will Domingos (<em>Fogaréu</em>).</p>
<p>É o trabalho dos três que, com uma unicidade imagética, que cria essa atmosfera de suspensão. Todavia, quando se olha para o texto e para os acontecimentos do enredo, tudo parece frágil. Antônio é o oposto do que era e nem uma vírgula do que ele foi surge no ecrã.</p>
<p>É exatamente como se o público visse um outro filme, no qual algumas semelhanças estão ali, porém a base de tudo desaparece. Ficam apenas os nomes das personagens e a casa da fazenda. Mas, todo aquele ambiente bucólico, com tons azulados e magentas suaves e todo romance somem.</p>
<p>Essa ruptura de identidade poderia funcionar se a segunda obra, dentro da grande obra principal, fosse boa. Mas, sem coesão entre cenas, sem a ligação do estético com a narrativa — por não estar à serviço dela e parecer somente querer criar efeitos —, por ter atores mais fracos e falas caricatas, isso não ocorre.</p>
<p>De toda maneira, <em><strong>Apenas coisas boas</strong></em> tem uma visualidade potente, uma criatividade e um tesão transbordante, que faz o cinema inteiro ficar em silêncio. Só de Nolasco entregar uma sessão sem pessoas conversando e mexendo no celular, esse longa-metragem já vale e muito!!!</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: Daniel Nolasco</p>
<p><em><strong>Elenco</strong></em>: Lucas Drummond, Liev Carlos, Guilherme Théo</p>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Quando o telefonou tocou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 11:41:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Quando o telefone tocou, às 10h26, era sexta-feira”. “Quando o telefone tocou, este país ainda existia”. É com essa frase que Iva Radivojević (Aleph) constrói o argumento de seu novo longa-metragem, Quando o telefone tocou. Aqui, a cineasta consegue evocar temas sobre infância, transformações de uma pré-adolescente e de seu finado país (Iugoslávia) e todo o contexto que cerca Lana (Natalija Ilincic), a protagonista da obra. A cada progressão de tensão — sutil, mas mesmo assim presente —, o frame [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“<em>Quando o telefone tocou, às 10h26, era sexta-feira”</em>. <em>“Quando o telefone tocou, este país ainda existia”</em>.</p>
<p>É com essa frase que Iva Radivojević (<em>Aleph</em>) constrói o argumento de seu novo longa-metragem, <em><strong>Quando o telefone tocou</strong></em>. Aqui, a cineasta consegue evocar temas sobre infância, transformações de uma pré-adolescente e de seu finado país (Iugoslávia) e todo o contexto que cerca Lana (Natalija Ilincic), a protagonista da obra.</p>
<p>A cada progressão de tensão — sutil, mas mesmo assim presente —, o frame do relógio é posto com essa frase sobre o telefone. Ela muda aqui e ali, porém está sempre se repetindo. Essa reiteração funciona no longa por alguns motivos.</p>
<p>Há a inércia e o tédio do cotidiano, que causam estranhamento em comparação com a gravidade do fim de uma país. Ainda mais quando se pensa que a divisão da Iugoslávia foi sangrenta.  Ao mesmo tempo, é muito sensível o olhar da equipe, ao inserir a perspectiva de uma criança neste cenário.</p>
<p>As angústias dela são sobre o destino da sua família e das suas amizades, mas também Lana quer pensar em que brincadeira preencherá sua tarde ou com qual amigo encontrará para ouvir música. Esse equilíbrio entrega ritmo para a produção, equilibra a lógica de tensão e relaxamento, do lúdico com o cruel e seco do real.</p>
<p>Por isso, Radivojević consegue imprimir tensão na narrativa. Porque há uma mescla de ordinário e disruptivo. Assim, ela lembra ao espectador, constantemente, que há um perigo que ronda Lana e todos daquele país. A construção da decupagem e as repetições de alguns quadros durante a projeção ampliam essa sensação.</p>
<p>Os planos médios das malas, por exemplo, anunciam a partida da família de Lana, que é a mensagem de impossibilidade da permanência, diante dos fatos graves que o país estava passando. Os frames da garota atendendo o telefone, em diversos ângulos, passam também a impressão que não está tudo bem. O rosto de Lana angustiando, em várias óticas é que passam esta interpretação.</p>
<p>Além disso, os enquadramentos que focam nas crianças e pouco mostra os adultos eleva a sensação de vulnerabilidade. É como se aquele fosse um mundo abandonado, no qual a garotada guiasse o olhar desse mundo. Essa presença infantil majoritária fomenta esse descontrole do país que está morrendo.</p>
<p>A voz off e as temperaturas são mais dois elementos que contribuem com todo esse discurso de Radivojević. O azul melancólico e o verde pálido estão no ecrã o tempo inteiro, claro. No entanto, aquele bege com marrom (quase dos filmes soviéticos) transmitem solidão, suspensão e abandono.</p>
<p>É na mistura destas cores que as emoções vão se multiplicando. Lana cresce. O seu país está ruindo. Os pais de Lana não explicam nada para ela. Ninguém deixa nada nítido para Lana. A garota aproveita os últimos dias dentro daquele cenário que lhe foi familiar por tanto tempo. E a plateia sabe que a menina vai perder todo aquele universo!</p>
<p>Porque a narração não deixa que quem assiste ao filme esqueça qual é o contexto que aquela obra está inserida. Porque, depois que o telefonou tocou, Lana não tinha mais avô e, logo mais, não teria a sua pátria. E todos os elementos técnicos estão à serviço de imprimir esta sensação e este acontecimento europeu.</p>
<p>Neste sentido, Natalija trabalha a sua personagem para que ela tenha firmeza corporal, mas um olhar perdido. A criança parece desamparada, sem respostas e a movimentação do elenco amplia essa construção de sentido. A seleção da direção em retirar o público da narrativa tradicional e mostrar planos longos de Lana, de quando em quando, com ângulos e luzes diferentes, amplia a compreensão do público sobre a menina.</p>
<p>Talvez, o único equívoco de Radivojević esteja no seu roteiro, porque a sua direção é quase impecável. Na escrita da produção, as repetições funcionam e a maneira como as angústias de Lana são postas também. No entanto, as relações são frágeis. É compreensível que a morte do avô seja um impulsionador dentro do enredo.</p>
<p>Todavia, para além da repetição do relógio, essa perda não reverbera exatamente na história. Não há também conexão de Lana com quase ninguém, somente com um menino, que parece seu melhor amigo. Nada é dito entre eles e o silêncio guardado poderia até ser um argumento, mas o texto não verbal também não expressa e não traz um trabalho destas relações.</p>
<p>Ainda assim, de toda maneira, <em><strong>Quando o telefone tocou</strong> </em>consegue evocar um momento histórico triste e angustiante de um país que deixou de existir. Com uma protagonista carismática e uma visualidade que provoca a plateia, esta é uma produção bem sensorial e com argumentos bem expostos.</p>
<p>Direção: Iva Radivojević</p>
<p>Elenco: Natalija Ilincic, Anton Augustinov, Slavica Bajceta</p>
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		<title>Festival Olhar de Cinema anuncia vencedores da sua 14ª edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 02:57:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Cais]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Nolasco]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Safira Moreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite da quarta-feira, 18, o Festival Olhar de Cinema informou os vencedores do seu 14º ano. A cerimônia ocorreu no Museu Oscar Niemeyer e contou com troféus nas categorias curtas e longas-metragens brasileiros e internacionais. Além disso, prêmios para filmes paranaense também foram entregues. Dentre os destaques da noite estiveram Cais, de Safira Moreira, e Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco. Confira a lista completa dos ganhadores aqui: Premiados &#8211; 14º Olhar de Cinema COMPETITIVA BRASILEIRA &#124; LONGA Prêmio [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite da quarta-feira, 18, o Festival Olhar de Cinema informou os vencedores do seu 14º ano. A cerimônia ocorreu no Museu Oscar Niemeyer e contou com troféus nas categorias curtas e longas-metragens brasileiros e internacionais. Além disso, prêmios para filmes paranaense também foram entregues. Dentre os destaques da noite estiveram <em>Cais</em>, de Safira Moreira, e <em>Apenas Coisas Boas</em>, de Daniel Nolasco. Confira a lista completa dos ganhadores <strong>aqui</strong>:</p>
<p><em><strong>Premiados &#8211; 14º Olhar de Cinema</strong></em></p>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">CAIS, de Safira Moreira</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Roteiro</div>
<div class="title-filme-premiados">APENAS COISAS BOAS &#8211; DANIEL NOLASCO,</div>
<div class="diretor-mostra-premiado">direção: Daniel Nolasco</div>
<div></div>
</div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Direção</div>
<div class="title-filme-premiados">EXPLODE SÃO PAULO, GIL &#8211; MARIA CLARA ESCOBAR, direção: Maria Clara Escobar</div>
<div></div>
</div>
<div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Atuação</div>
<div class="title-filme-premiados">EXPLODE SÃO PAULO, GIL &#8211; GILDEANE LEONINA, direção: Maria Clara Escobar</div>
<div></div>
</div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Direção de Fotografia</div>
<div class="title-filme-premiados">AURORA &#8211; WILSSA ESSER E CAMILA FREITAS, direção: João Vieira Torres</div>
</div>
<div></div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Direção de Arte</div>
<div class="title-filme-premiados">APENAS COISAS BOAS &#8211; MARCUS TAKATSUKA, direção: Daniel Nolasco</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Som</div>
<div class="title-filme-premiados">APENAS COISAS BOAS &#8211; GUILE MARTINS, JESSE MARMO, NAJA SODRÉ, DANIEL NOLASCO, direção: Daniel Nolasco</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Montagem</div>
<div class="title-filme-premiados">A VOZ DE DEUS &#8211; YURI AMARAL, direção: Miguel Antunes Ramos</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">FRONTERIZA, de Rosa Caldeira e Nay Mendl</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Especial do Júri (pelo elenco)</div>
<div class="title-filme-premiados">AMERICANA, direção: Agarb Braga</div>
<div class="diretor-mostra-premiado"></div>
</div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">NOVOS OLHARES</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">VOZ ZOV VZO, de Yhuri Cruz</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">A ÁRVORE DA AUTENTICIDADE, de Sammy Baloji</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Especial do Júri</div>
<div class="title-filme-premiados">ARIEL, direção: Lois Patiño</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">CONSEGUIMOS FAZER UM FILME, de Tota Alves</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Menção Honrosa</div>
<div class="title-filme-premiados">O REINADO DE ANTOINE, direção: José Luis Jiménez Gómez</div>
</div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado"></div>
</div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO DO PÚBLICO</div>
<div></div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor longa-metragem</div>
<div class="title-filme-premiados">CAIS, direção: Safira Moreira</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor curta-metragem</div>
<div class="title-filme-premiados">GIRASSÓIS, de Jessica Linhares e Miguel Chaves</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO DA CRÍTICA ABRACCINE</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor longa-metragem</div>
<div class="title-filme-premiados">CAIS, de Safira Moreira</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-filme-premiados">ONTEM LEMBREI DE MINHA MÃE, de Leandro Afonso</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO AVEC-PR</div>
<div></div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor filme da mostra Mirara Paranaense</div>
<div class="title-filme-premiados">INTERIOR, DIA, de Luciano Carneiro e Paulo Abrão</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Menção Honrosa</div>
<div class="title-filme-premiados">ENTRE SINAIS E MARÉS, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO CANAL BRASIL</div>
<div class="tipo-mostra-premiado"></div>
<div class="title-filme-premiados">GIRASSÓIS, de Jessica Linhares e Miguel Chaves</div>
</div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO CARDUME CURTAS</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Aquisição com exclusividade</div>
<div class="title-filme-premiados">SECO, de Stefano Volp</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-filme-premiados">AMERICANA, de Agarb Braga</div>
</div>
<div>
<div class="title-filme-premiados">MAIRA PORONGYTA – O AVISO DO CÉU, de Kujãesage Kaiabi</div>
</div>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Aurora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 16:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Aurora]]></category>
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		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[João Vieira Torres]]></category>
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		<category><![CDATA[Paraná]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (Babado) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, Aurora. O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui. Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (<em>Babado</em>) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, <em><strong>Aurora</strong></em>.</p>
<p>O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui.</p>
<p>Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões sólidas como a violência contra mulheres, xenofobia e o racismo, porém sempre misturando <em>offs</em> pesados com imagens leves.</p>
<p>A voz de João é melódica e convidativa. Ao mesmo tempo que há suavidade, há uma força interna, de quem se apropria de sua história e decide contar ela para o mundo. Além disso, apesar de <em>offs</em> serem, geralmente, cansativo e enfadonhos, aqui o seu uso é um acerto.</p>
<p>A assistência de direção, de Marcelo Caetano (<em>Corpo elétrico</em>), parece fundamental para que Torres consiga trabalhar as nuances de sua voz e ser uma narração que conduz o espectador, como quem diz “passei um café e vou te contar uma história, menina…!!”</p>
<p>Neste sentido, outro elementos fomentam essa sensação. O roteiro, também de João — ao lado de Caetano e Deborah Veigas (<em>A árvore</em>) —, ambienta a plateia geograficamente, seja na França, no sudeste ou no interior da Bahia.</p>
<p>João também cria a atmosfera onírica através da encenação. A planificação ajuda nessa conexão do espectador com os espaços mostrados na tela. A duração desses quadros também otimizam a imersão do público.</p>
<p>Há contemplação, há reflexão e uma receptividade intelectualizada (pelo texto e pela lógica de construção de imagem), elementos raros de serem combinados de forma eficaz no cinema, porém aqui entregues com destreza.</p>
<p>A fotografia de Wilssa Esser (<em>Levante</em>) e Camila Freitas (<em>Chão</em>) compõem cenários idílicos e deixam esse discurso ainda mais intenso e fluido. Há calor nas imagens de <em>Aurora</em>. Contudo, há também uma melancolia e uma angústia. Assim, essa é uma sessão sensorial, plural e poética.</p>
<p>Uma poesia coberta de sangue das antepassadas de João, sim. No entanto, há um cuidado, um zelo e uma amor ao audiovisual que são indispensáveis para que o documentário seja profundo e bem realizado.</p>
<p>Talvez, <em>Aurora</em> peque apenas por ser intelectualizado demais, ficando um tanto hermético. Neste sentido, a obra pode não se conectar com um público mais geral. No entanto, ainda assim, esse é um bom doc do cinema nacional.</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: João Vieira Torres</p>
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		<title>14º Festival Olhar de Cinema revela produções selecionadas</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/14o-festival-olhar-de-cinema-revela-producoes-selecionadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 18:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste 07 de maio, quarta-feira, foram revelados os filmes selecionados para o 14º Festival Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba. Com exibições em múltiplas salas da cidade, a grande novidade é a presença do evento no MON &#8211; Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto). Outros espaços que acolhem o intento são a Ópera de Arame, o Cine Passeio, no Teatro da Vila, o Cine Guarani e a Cinemateca. Ao todo foram escolhidas mais de 80 produções, que integram [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/14o-festival-olhar-de-cinema-revela-producoes-selecionadas/">14º Festival Olhar de Cinema revela produções selecionadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Neste 07 de maio, quarta-feira, foram revelados os filmes selecionados para o <strong>14º Festival Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba</strong>. Com exibições em múltiplas salas da cidade, a grande novidade é a presença do evento no MON &#8211; Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto). Outros espaços que acolhem o intento são a Ópera de Arame, o Cine Passeio, no Teatro da Vila, o Cine Guarani e a Cinemateca. Ao todo foram escolhidas mais de 80 produções, que integram as seguintes <strong>competitivas</strong> do festival: Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense, Exibições Especiais, Olhar Retrospectivo, Olhares Clássicos, Foco, Pequenos Olhares. Além disso, são apresentados os longas de abertura e encerramento. A maioria das sessões são pagas, com ingressos vão de R$8 (meia-entrada) a R$16. No entanto, é possível entrar gratuitamente no Teatro da Vila, na CIC, e no Cine Guarani, no bairro Portão. Para maiores informações sobre o Olhar e para conferir a programação completa, acesse o site oficial: <a href="http://www.olhardecinema.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.olhardecinema.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1746913825931000&amp;usg=AOvVaw2dUBYdPE00fKSQOyqGE9Mh">www.olhardecinema.com.br</a>.</p>
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