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	<title>Arquivos 10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos 10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Belos Carnavais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:29:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Thiago B. Mendonça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Belos Carnavais começa, a sensação que se tem é a de que um dia muito bom está para começar. Logo de início, Dadinho é visto acordando. A luz que incide em seu quarto é intensa e sua roupa verde e branca está pendurada em um cabide. Instantes depois, fica-se sabendo que o sambista irá para o enterro de seu irmão. Ambos compositores de Escolas de Samba, rivais na quadra e também na vida amorosa. Dentro deste contexto, talvez, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando <em><strong>Belos Carnavais</strong></em> começa, a sensação que se tem é a de que um dia muito bom está para começar. Logo de início, Dadinho é visto acordando. A luz que incide em seu quarto é intensa e sua roupa verde e branca está pendurada em um cabide. Instantes depois, fica-se sabendo que o sambista irá para o enterro de seu irmão. Ambos compositores de Escolas de Samba, rivais na quadra e também na vida amorosa.</p>
<p>Dentro deste contexto, talvez, o ponto mais forte do curta-metragem seja a complexidade da maneira como se lida com o luto. Entre canções, afetos e algumas lágrimas – estas que sempre acabam chegando em partidas de entes queridos –, há também um conforto do amor que perpassa cada cena. Oponentes unidos para dizer adeus! Somente por este motivo o filme já emociona, sem fazer muito esforço.</p>
<p>No entanto, o curta se vale demais da força de sua própria premissa, da beleza das músicas e da presença cativante de suas personagens. Por trás de todo o símbolo potente presente nas despedidas, as relações são pouco exploradas. O espectador observa de longe, porém não se aprofunda nos sentimentos e emoções de Dadinho, de seus rivais e, principalmente, de seu aparente amor do passado.</p>
<p>Pinceladas de um quase desenvolvimento de enredo são trazidas, mas isto nunca concretizado, não se é dito ou revelado. Um exemplo é a dinâmica entre Dadinho e sua neta, que é introduzida no princípio da projeção, mas vai sendo deixada de lado à medida que a história avança. Era necessário haver este aprofundamento e ele não precisava vir em textos falados, mas falta algo que vá mais além, já que um momento tão significativo da vida das pessoas é trazido aqui.</p>
<p>Em um enterro de um irmão, no qual alguém vê uma paixão e ainda está cercado de pessoas que fizeram parte de tantas vivências, era preciso convocar fatos ou até mesmo ações como olhares mais demorados e gestos. Esta ausência acaba esvaziando algumas escolhas contidas na obra, pois se existe a vontade de contar tanto, este tanto precisa ser trabalhado, para que quem assiste o sinta em toda sua completude.</p>
<p>Todavia, o que há aqui é a intensidade de uma premissa, das personagens vistas na tela e das sonoridades que emocionam, mas uma falta de aproveitamento destes elementos para uma coerência maior da produção. <em><strong>Belos Carnavais</strong></em> acaba sendo uma experiência positiva, justamente porque o público pode presenciar instantes majestosos de interação da Velha Guarda do samba brasileiro, mas gera frustração porque, de alguma maneira, ele parece ser mais do que realmente é.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Thiago B. Mendonça</p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Carro Rei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:23:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre crises familiares, financeiras e a exploração das relações humanas, Carro Rei se vale também de uma fantasia em seu plot para fomentar as discussões que deseja promover. Colocando o seu protagonista, Uno (Luciano Pedro Jr.), como alguém que consegue se comunicar com automóveis, a trama gira em torno de como a descoberta do poder de comunicação e interação com os carros pode afetar toda uma população. Contudo, mais do que isso, o filme parece desejar investigar as reações do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre crises familiares, financeiras e a exploração das relações humanas, <strong><em>Carro Rei</em></strong> se vale também de uma fantasia em seu plot para fomentar as discussões que deseja promover. Colocando o seu protagonista, Uno (Luciano Pedro Jr.), como alguém que consegue se comunicar com automóveis, a trama gira em torno de como a descoberta do poder de comunicação e interação com os carros pode afetar toda uma população.</p>
<p>Contudo, mais do que isso, o filme parece desejar investigar as reações do jovem Uno diante de todos os elementos que o circundam. Seja com seu pai marrento (Adélio Lima) ou Zé (Matheus Nachtergaele), seu peculiar tio, Uno se vê aflito entre as escolhas que gostaria de tomar, o futuro que já parece estar traçado para ele, bem como o fato de que ele conversa com veículos, desde a infância.</p>
<p>Neste jogo entre trabalhar as etapas de amadurecimento e relação de Ninho com o mundo e apresentar esta espécie de distopia tecnológica, na qual carros planejam dominar os humanos, o longa-metragem acaba por não conseguir equilibrar narrativamente tudo que ele convoca. Isto porque são postas diversas subtramas, junto com o desenvolvimento da premissa principal. Desta maneira, são muitos conflitos, enlaces e desenlaces para dar conta.</p>
<p>Com isso, a jornada de Uno é truncada e os coadjuvantes do longa ficam planificados. Suas questões e sentimentos soam rasos, pois não foram destrinchadas. Este fator compromete o caminhar da produção e, principalmente, o espaço de Uno, que fica refém da ação de todos que estão à sua volta. Passivo diante de tudo que ocorre e mudando de motivações a cada sequência, a sensação que o espectador pode ter é a de que a sessão vai se arrastando e dando voltas até chegar, finalmente, no seu ponto principal.</p>
<p>Apenas no terceiro ato, depois de terem sido expostos retalhos de acontecimentos, com um Uno perdido, a exibição parece se encontrar e se encaminhar para seu desfecho com uma coerência maior. Ainda assim, figuras como Zé – que conta com uma atuação afinada de Nachtergaele – ficam soltas, sem ganhar um sentido mais palpável para existirem na obra. Talvez, a maior impressão que fique sobre <strong><em>Carro Rei</em></strong> é uma vontade de imprimir imagens e textos <em>cool</em> apenas.</p>
<p>A direção de Renata Pinheiro (<em>Açúcar</em>) e a fotografia de Fernando Lockett (<em>Oscuro Animal</em>) são coesas e causam um efeito impactante em algumas cenas, como no momento em que todes são convocades para ir de encontro ao sistema político, que está proibindo a circulação de carros antigos. A escolha de temperaturas mais frias, na maior parte da projeção, em um longa com momentos de tanta passionalidade das personagens, por exemplo,  é uma estratégia que acrescenta a construção de atmosfera e fomenta traços de personalidades daqueles indivíduos presentes ali.</p>
<p>Esta é um tipo de pista que irá ser revelada posteriormente, algo que mostra para o público os traços maiores e menos de ganância dos indivíduos. Além disso, a ingenuidade e sensibilidade de Uno e seus colegas de faculdade são vistas não apenas nos diálogos, de forma passageira, mas nas cores mais quentes, que surgem na tela de quando em quando, e nas locações com a presença forte da natureza.</p>
<p>Entre árvores, plantas, flores e água que sai da mangueira, a juventude trazida no filme é como um respiro dentro daquele contexto de ambição incisiva. Assim, entre falhas e acertos, <strong><em>Carro Rei</em></strong> peca por não saber direcionar a boa história que possuía nas mãos. Apesar de conter aspectos visuais cativantes, ele não consegue se safar de ser uma experiência cansativa, perdida e morna.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Renata Pinheiro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Luciano Pedro Jr.,  Matheus Nachtergaele, Adélio Lima</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/oWvdJ4HjUmY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Crime Culposo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:13:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma espécie de labirinto quase infinito, Crime Culposo busca, através de suas estratégias narrativas, apresentar um discurso político e ideológico. Desta forma, o longa-metragem se vale de repetições de suas sequências para tentar se aprofundar e avaliar uma tragédia ocorrida no Irã, no final da década de 1970. Durante a sessão de The Deer, de Masoud Kimiai, quatro homens incendiaram um cinema, deixando um grande número de mortos. Após este fato, a Revolução Iraniana se iniciou. É na busca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma espécie de labirinto quase infinito, <strong><em>Crime Culposo</em></strong> busca, através de suas estratégias narrativas, apresentar um discurso político e ideológico. Desta forma, o longa-metragem se vale de repetições de suas sequências para tentar se aprofundar e avaliar uma tragédia ocorrida no Irã, no final da década de 1970. Durante a sessão de <em>The Deer</em>, de Masoud Kimiai, quatro homens incendiaram um cinema, deixando um grande número de mortos. Após este fato, a Revolução Iraniana se iniciou.</p>
<p>É na busca por mostrar todo este contexto e deixar nítidas as tensões presentes ali, que há certo estabelecimento de tensão. A suspensão de não saber quando, de fato, ocorrerá o incêndio, pode deixar o público conectado com a obra. Pelo menos, até a sua metade. Isto porque o ciclo vicioso revelado no longa, ainda que com ângulos e enquadramentos diferentes nas reincidências, começa a ficar cansativo. A partir do segundo ato, a obra já deixou exposto todo o cenário que deseja.</p>
<p>Tanto o fato do cinema ter questões precárias de organização – como a usura do dono, que coloca cadeiras a mais e deixa a saída de emergência presa porque precisa de espaço para os produtos alimentares que serão vendidos –, como a atrapalhação do quarteto que não consegue executar seu plano efetivamente, os retornos para estes dados não produzem novas informações. Isto acaba por montar um reforço vazio.</p>
<p>Toda esta lógica cíclica é, em sua concepção, uma ideia válida. No entanto, a execução é um tanto falha. Além de a dinâmica começar a ficar cansativa, a partir de 1/3 de projeção, o enredo não avança. As voltas para cenas idênticas não apresentam novos rumos ou reflexões. Talvez, traga apenas um olhar incisivo para os quatros incendiários, porém nem mesmo eles ganham outros contornos. Não há uma construção de camadas das personagens, nem motivações não são exploradas.</p>
<p>Mais preocupante ainda é pensar que se o intuito era debater a situação do Irã naquele período e as consequências deste ataque, isto não foi realizado concretamente. O que há aqui é uma jogada de informações superficiais, nas quais nem algozes e nem vítimas são vistos em todas as suas potencialidades. Para além disso, vale ressaltar que a decupagem vai se tornando perdida, por assim dizer.</p>
<p>É como se o diretor Shahram Mokri (<em>Invasion</em>) focasse tanto no efeito estético e sensorial que quer causar, principalmente no que tange surpreender os consumidores, que ele não pensa no que a trama pede. Alguns movimentos de câmera ou enquadramentos deixam de lado expressões faciais ou gestos dos atores, por exemplo, esvaziando cada vez mais os sentidos da produção.</p>
<p>Desta maneira,<strong><em>Crime Culposo</em></strong> precisa se sustentar tão somente na sua sacada de convocar idas e vindas da história. O que no começo é uma escolha instigante, vai se desgastando, se decompondo diante dos olhos do espectador. O que é uma pena, pois a temática é extremamente relevante e o filme traz consigo um potencial criativo desperdiçado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shahram Mokri</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Babak Karimi, Razie Mansori, Abolfazl Kahani</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sEQAAFcMmts" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Colmeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:05:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Maurício Chaves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É preciso muita coragem para realizar o que é feito em Colmeia. Com a câmera parada, no mesmo enquadramento, por quase 7 minutos, enquanto uma personagem conta seu relato, toda a existência de uma mulher injustiçada pelo sistema penal do Brasil é fruído intensamente. E é desta maneira que o público se depara com a figura de Huri, centralizada na tela, contando sobre sua tortuosa trajetória. Desde os motivos para o seu encarceramento até o que viveu nos anos que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso muita coragem para realizar o que é feito em <strong><em>Colmeia</em></strong>. Com a câmera parada, no mesmo enquadramento, por quase 7 minutos, enquanto uma personagem conta seu relato, toda a existência de uma mulher injustiçada pelo sistema penal do Brasil é fruído intensamente. E é desta maneira que o público se depara com a figura de Huri, centralizada na tela, contando sobre sua tortuosa trajetória.</p>
<p>Desde os motivos para o seu encarceramento até o que viveu nos anos que passou presa, Huri mescla fragilidade e força, em sua voz tranquila, mas firme. Esta estratégia de deixar o público visualiza a protagonista por tanto tempo, pode causar, primeiramente, certo estranhamento. No entanto, esta escolha fomenta as sensações que o curta-metragem parece desejar passar. Não há zona de escapatória visual. Não existe outro ponto para se observar e, talvez, senti algum alívio em conseguir contemplar um novo cenário ou ângulo.</p>
<p>Assim, toda a história de Huri atinge e incomoda mais incisivamente quem a escuta. A contemplação da figura de Huri, juntamente com a suavidade e calma como ela explica os detalhes de suas dores, fazem que cada frase seja absorvida com uma amplitude maior. A sensação durante boa parte da projeção é a de imobilidade, pois se vê uma personagem que fala livremente e não há como fugir do que ela diz.</p>
<p>A consequência disto é um impacto maior sobre a reflexão presente ali. Há um discurso potente e arrasador vindo de <strong><em>Colmeia</em></strong>. Mil perguntas surgem na mente enquanto a exibição ocorre. Existe pairando no ar todo um questionamento sobre o sistema penitenciário brasileiro, bem como os privilégios das classes altas do país, que seguem impunes. Por que uma mulher que se defendeu de um estupro, perde a sua liberdade e tem sua vida completamente transformada, enquanto crimes reais, feitos pelos favorecidos passam tão impunes?</p>
<p>(A resposta óbvia é o de menos, quando o que realmente importa é como a pergunta chega na mente de quem ouve Huri).</p>
<p>Ao mesmo tempo, o diretor e roteirista Maurício Chaves, juntamente com Huri, traça rumos para o alcance de novos horizontes. Pistas bem explícitas são convocadas para a obra, que deixa nítida o que precisa ruir e ser mantido na sociedade. Mas, há todo um caminho narrativo para que o momento do clímax, aquele no qual as casas ricas explodem, demoradamente, na produção.</p>
<p>Sejam nos diálogos que Chaves e Huri estabelecem no curta, quando ele faz perguntas para ela, ou como ela vai revelando camada por camada cada violência sofrida, quando tudo se incendeia no ecrã houve uma preparação para este rompante, que não chega de maneira repentina. Pelo contrário. A revolta e a angústia sentidas ao ouvir as palavras de Huri fazem que o fogo que queima as residências dos endinheirados provoque um efeito catártico.</p>
<p>Neste jogo realizado pela dupla, de espontaneidade de quem conta para uma pessoa próxima sobre seu passado e a própria artificialidade que nunca vai deixar de existir, de alguma forma, ao se ligar a câmera, existe uma imersão nas vivências de Huri, bem como uma simplicidade técnica. Aqui em <strong><em>Colmeia</em></strong>, ela se basta. O que importa é Huri e toda a água que a cerca e que ela ama tanto. Além disso, o convite ao plot twist na vida real é deixado de maneira assertiva, amarrando todos os elementos ali mostrados.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maurício Chades</p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Quando Chegar a Noite, Pise Devagar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 18:14:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
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		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Quando Chegar a Noite Pise Devagar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Chegar a Noite, Pise Devagar acumula dois gêneros: o suspense e o terror. Para que filmes que se encaixam nestas duas categorias consigam ser efetivos, eles precisam, geralmente, combinar dois elementos chaves: a construção das personagens – pois é a daí que surge a sensação do espectador de proximidade com a narrativa e medo do que pode vir a acontecer ali dentro –, e a progressão da atmosfera de tensão. Neste sentido, a diretora e roteirista Gabriela Alcântara é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Quando Chegar a Noite, Pise Devagar</strong> </em>acumula dois gêneros: o suspense e o terror. Para que filmes que se encaixam nestas duas categorias consigam ser efetivos, eles precisam, geralmente, combinar dois elementos chaves: a construção das personagens – pois é a daí que surge a sensação do espectador de proximidade com a narrativa e medo do que pode vir a acontecer ali dentro –, e a progressão da atmosfera de tensão.</p>
<p>Neste sentido, a diretora e roteirista Gabriela Alcântara é bem sucedida, de maneira geral. Ambientando o público na rotina de Caia (Mohana Uchoa), o estabelecimento da suspensão vem em pinceladas crescentes, nas quais pistas são entregues, juntamente com dúvidas sobre a origem do mistério que circunda a história. Caia se mudou para um apartamento antigo e passa a presenciar experiências estranhas e que assustam ela.</p>
<p>Neste universo, o extra-cotidiano se encontra aos discursos contemporâneos sobre questões identitárias, algo explorado crescentemente pelo audiovisual nacional. Ambos se misturam durante a projeção e resultam, no encerramento da trama, em um encontro dos dois. Dentro da sociedade, é possível ter nítido o fato de que existem largamente opressões para com grupos específicos da população e quem são os detentores dos privilégios também.</p>
<p>É através desta consciência que Alcântara compõe a sua obra. Caia, mulher negra, sáfica, de religião de matriz africana, se depara com preconceito no dia a dia, dentro do elevador de seu prédio. Caia é assediada pelo seu vizinho, que mesmo a vendo do lado de uma mulher, insiste em forçar uma aproximação. Estes elementos são pontuados de forma bem nítida, mas, ao mesmo tempo, há sutileza para imprimir tudo isto. Gabriela Alcântara procura ser incisiva e não deixar dúvidas do que está abordando, porém sendo mais visuais do que verbal.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14644" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1.jpg" alt="Quando Chegar a Noite Pise Devagar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A <em>mise-en-scène</em> é trabalhada para que as movimentações de seus atores expressem em todo o seu silêncio na fala  os sentimentos amplos causados pela dinâmica racista, machista e lgbtfóbica do mundo. São nos olhares, nas pausas, nas respirações que o medo e a apreensão são notadas durante a sessão. Enquanto o enredo se desenvolve, as pontas são conectadas até que a metáfora certeira se materializa na tela. O caminho percorrido no curta-metragem leva a um clímax potente, no qual se vê este homem branco hétero cis como realmente ele pode ser: um parasita, uma força sobrenatural que precisa ser quebrada, que dilacera e persegue.</p>
<p>A escolha de como lidar com este estorvo, esta “assombração” é um dos pontos altos aqui. Seja pelos objetos de cena, pela decupagem, pela temperatura selecionada para consagrar este momento ou pelas marcas dos intérpretes, o desfecho de <em><strong>Quando Chegar a Noite, Pise Devagar</strong></em> é catártico. No entanto, é preciso ressaltar que o filme possui algumas quedas qualitativas, principalmente em seu segundo ato.</p>
<p>Algumas cenas de ligação ficam um tanto soltas no contexto geral, como quando Caia passa mal na recepção do seu prédio ou nos telefonemas longos que chegam para sanar algumas lacunas do roteiro. Elas fazem a dinâmica da produção se esgarçar e as atuações soam artificiais. Fica, assim, uma impressão de que estes instantes foram filmados muito depois das outras ou com menos apuro que o restante da obra. Nesta lógica, talvez fosse mais certeiro aprimorar as composições das personagens coadjuvantes ou a situação da moradora anterior do apartamento, por exemplo.</p>
<p>Enfim, não há uma resposta correta sobre o que poderia ter sido feito, mas é nítida a necessidade de entradas e saídas de sequências, para que não sobrassem ou faltassem questões para serem pontuadas ali. Ainda assim, é um curta que vale a pena ser assistido por conseguir fazer quem assiste se conectar com Caia e sentir suas angústias. É também, vale ressaltar, um convite metafórico, porém direto, da eliminação de sistemas opressores, representados por este homem escondido nos lares de tantas mulheres.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gabriela Alcântara</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mohana Uchoa, Aurora Jamelo, Ander Beça</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="vimeo-player" src="https://player.vimeo.com/video/369946386?h=3b6a29abf6" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: O Dia da Posse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 16:17:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
		<category><![CDATA[Allan Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia da Posse]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde as eleições de 2018, o país caminha para uma ruína anunciada. Entre decretos absurdos, impactos econômicos e a chegada de uma pandemia mundial &#8211; completamente mal gerenciada pelo governo -, brasileiros procuram sobreviver de alguma maneira. Todos estes sentimentos de angústia, desespero, mesclados ao isolamento estão presente no filme de Allan Ribeiro, O Dia da Posse. Para convocar estas discussões, Ribeiro faz isto através de uma figura central: Brendon Washington. Em um roteiro assinado pela dupla, Ribeiro e Washington, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde as eleições de 2018, o país caminha para uma ruína anunciada. Entre decretos absurdos, impactos econômicos e a chegada de uma pandemia mundial &#8211; completamente mal gerenciada pelo governo -, brasileiros procuram sobreviver de alguma maneira. Todos estes sentimentos de angústia, desespero, mesclados ao isolamento estão presente no filme de Allan Ribeiro, <strong><em>O Dia da Posse</em></strong>. Para convocar estas discussões, Ribeiro faz isto através de uma figura central: Brendon Washington.</p>
<p>Em um roteiro assinado pela dupla, Ribeiro e Washington, o público encontra a trajetória de Brendon, as suas vivências, reflexões, sonhos, decisões e brincadeiras presentes em seu imaginário. Vindo de uma origem humilde, nordestino e de uma geração que cresceu nos governos PT, Brendon tem em seu discurso reflexões pungentes sobre política, cultura e direitos humanos. A grande questão aqui é justamente este jogo criado por Allan Ribeiro para contar esta história, para mostrar a personagem carismática e assertiva que Brendon é.</p>
<p>Em sua decupagem, a direção se vale recorrentemente de planos mais fechados, nos quais o espectador consegue enxergar cada detalhe do rosto ou do corpo de seu protagonista. Desde seus olhos que se movimentam velozmente ou sua respiração descompassada, há uma intimidade criada a cada plano. Já nos cortes para quadros mais abertos  as janelas dos vizinhos ou de pássaros que voam são revelados, por exemplo, emitindo um tipo de tom poético, que causa uma mistura de sentimentos em quem assiste <strong><em>O Dia da Posse</em></strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14637" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm.jpg" alt="O Dia da Posse" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isto porque Ribeiro é cuidadoso em juntar falas fortes e apaixonadas de Brendon com o que há de externo ao redor deles, que estão inseridos neste aprisionamento de um apartamento, durante o período da pandemia. Os instantes de voyeurismo do cineasta também contribuem para esta lógica de dimensão do real que ele parece desejar causar. Enquanto Ribeiro filma um Brendon supostamente distraído, identificações podem ser criadas. Nas chamadas de vídeo do rapaz com os colegas de faculdade, todas as situações recentes das eternas ligações por Zoom, das aulas e reuniões remotas e das frustrações pela derrocada da educação brasileira são postas na obra sem um grande esforço aparente.</p>
<p>É aquele velho pensamento ganhando vida: o que as pessoas estavam fazendo de suas vidas enquanto a sua nação desmoronava? A resposta está, de alguma forma, neste média-metragem: o que todes fazem é procurar seguir e encontrar formas de resistir aos caos, à um sistema corrompido que visa derrubar as massas oprimidas pela sociedade. Contudo, tudo isto não está posto em um tom pesado, é válido ressaltar. Pelo contrário, a dinâmica de <strong><em>O Dia da Posse</em></strong> reside em registrar a ótica de Brendon diante deste cenário.</p>
<p>É uma perspectiva de partes específicas da população, aqui reunidas neste jovem do Nordeste, homossexual, de poucos recursos financeiros, que foi morar no Rio de Janeiro para estudar Direito e Medicina, porque via na televisão a cidade como algo mágico e especial. Não à toa, ele diz em um dado momento que se sente “carioca de alma” e fantasia com sua entrada no reality show Big Brother Brasil. Todavia, é dentro desta própria construção, que algumas questões fazem com que o resultado geral não seja tão efetivo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-2.jpg" alt="O Dia da Posse" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/pbm-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em termos de enredo, a inserção da família de Ribeiro, por meio de chamadas de vídeo, é um jeito de criar algum respiro desta carga energética alta de Brendon. No entanto, estes momentos interferem na progressão do filme e se distanciam do objetivo central, pois quebram com atmosfera que vinha sendo construída. Há uma imersão forte e estabelecida com aquele universo da dupla, o que vem de fora parece sobrar. Até porque o que vem nesses diálogos de Allan com os parentes é só um reforço falado, do que anteriormente se foi dito imageticamente. Talvez, diminuir a quantidade de ligações fosse uma saída para a redução desta sensação de interrupção em <strong><em>O Dia da Posse</em></strong>.</p>
<p>Além disso, a câmera de Allan Ribeiro parece um tanto ansiosa e incerta. A seleção de planos e movimentos tem seu lado positivo, mas há uma demora de estabilização da imagem. Em algumas sequências, isto faz parte do jogo entre Ribeiro e Washington e imprime efeito cômico. Contudo, no geral, as trocas de foco, as mudanças fortes de luz e os zooms repentinos são quase como um susto durante toda a projeção. Este fator é frisado, porque esta é uma história que precisa de uma imersão e quando o desenlace com ela é contínuo, a sessão parece se alongar e a mente a divagar para outros lugares.</p>
<p>Por fim, é possível dizer que mesmo que Brendon Washington seja embebido de tanto carisma e um passado relevante de ser explorado, a escolha de realizar um média de 70 minutos, dentro de uma mesma residência, com cenas bastante similares é um tanto complicada. Todas as ações caminham para um fluxo circular, na qual sempre se retorna para um mesmo lugar e se caminha para as mesmas direções. Isto faz com que a própria narrativa não seja tão amarrada como poderia, deixando o desfecho solto. Ainda assim, <strong><em>O Dia da Posse</em></strong> é uma experiência especial por apresentar um homem tão semelhante ao povo brasileiro, mas tão singular em sua caminhada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Allan Ribeiro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brendon Washington</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="vimeo-player" src="https://player.vimeo.com/video/622505509?h=92e4c7a5c3" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA ACONTECE EM OUTUBRO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Oct 2021 14:56:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 06 e 14 de outubro, acontece a décima edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Com mais de 70 filmes em sua programação, entre curtas e longas-metragens, são oferecidas sessões de mostras de 7 tipos: a Competitiva, a Novo Olhares, a Foco, a Exibições Especiais, a Outros Olhares, a Mirada Paranaense e a Olhares Brasil. Durante a sua abertura e encerramento também são apresentadas duas obras, sendo elas, respectivamente: O Dia da Posse, de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 06 e 14 de outubro, acontece a décima edição do <strong>Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba</strong>. Com mais de 70 filmes em sua programação, entre curtas e longas-metragens, são oferecidas sessões de mostras de 7 tipos: a Competitiva, a Novo Olhares, a Foco, a Exibições Especiais, a Outros Olhares, a Mirada Paranaense e a Olhares Brasil. Durante a sua abertura e encerramento também são apresentadas duas obras, sendo elas, respectivamente: <em>O Dia da Posse</em>, de Allan Ribeiro e <em>Nós</em>, de Letícia Simões.</p>
<p>Todas as produções ficam disponíveis no site do Olhar das 6h do dia da exibição até às 5h59 do dia posterior. Além disso, completando a programação, oficinas e seminários acontecem durante as semanas de evento. O acesso aos curtas e longas, bem como às atividades ofertadas pelo festival, estão disponíveis no site<a href="https://www.olhardecinema.com.br/"> https://www.olhardecinema.com.br/</a> .</p>
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