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	<title>Arquivos Ziauddin Yousafzai - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Malala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2015 13:46:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Davis Guggenheim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ativista pelos direitos das mulheres e pela educação, a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel, capa da revista Time, que a considerou em 2013 uma das cem pessoas mais influentes do mundo&#8230; Malala Yousafzai tem apenas 18 anos mas já tem associada ao seu nome uma série de títulos e feitos que a tornaram símbolo de uma luta contra as ações opressoras do Talibã, movimento fundamentalista islâmico que se difundiu no Paquistão, sobretudo contra as mulheres e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3983" aria-describedby="caption-attachment-3983" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/malala.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3983 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/malala-620x349.png" alt="malala" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3983" class="wp-caption-text">Símbolo: Jovem ativista paquistanesa vencedora do prêmio Nobel é referência na luta pela educação das mulheres</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ativista pelos direitos das mulheres e pela educação, a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel, capa da revista Time, que a considerou em 2013 uma das cem pessoas mais influentes do mundo&#8230; Malala Yousafzai tem apenas 18 anos mas já tem associada ao seu nome uma série de títulos e feitos que a tornaram símbolo de uma luta contra as ações opressoras do Talibã, movimento fundamentalista islâmico que se difundiu no Paquistão, sobretudo contra as mulheres e o direito delas terem acesso à educação.</p>
<figure id="attachment_3985" aria-describedby="caption-attachment-3985" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/HeNamedMeMalala_web1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3985 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/HeNamedMeMalala_web1-620x337.jpg" alt="HeNamedMeMalala_web1" width="620" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-3985" class="wp-caption-text">Acerto: Documentarista Davis Guggenheim constroi uma narrativa com forte teor ideológico sem exagerar no tom do seu discurso</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>O documentário <i>Malala </i>narra a trajetória de Malala Yousafzai desde a origem do seu nome, escolhido pelo pai Ziauddin em homenagem a uma guerreira afegã, até os acontecimentos que sucederam o ataque talibã sofrido pela jovem e suas colegas próximo de uma escola. Entre depoimentos de Malala, Ziauddin e do restante dos membros da família Yousafzai, hoje todos residentes na Inglaterra, e animações que remontam algumas passagens da história da jovem ativista antes do ataque covarde que sofrera, o diretor Davis Guggenheim, de <i>Uma Verdade Inconveniente</i>, contrói uma narrativa abertamente pró-educação. Por intermédio da luta de Malala, a mensagem do diretor é clara: a educação abre as portas, engrandece, torna o ser humano mais crítico e preparado para construir um mundo melhor. Não há camuflagem de discursos ou conemporizações em <i>Malala</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<figure id="attachment_3982" aria-describedby="caption-attachment-3982" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3982 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Malala-Yousafzai-is-starring-in-a-new-documentary-about-her-life.jpg" alt="Malala-Yousafzai-is-starring-in-a-new-documentary-about-her-life" width="615" height="378" /><figcaption id="caption-attachment-3982" class="wp-caption-text">Luta que vem de família: Malala teve o pai como inspiração para asua luta e a presença dele no filme é uma constante</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Malala </i>é um documentário que assume um partido e é completamente afetuoso e admirador da sua protagonista sem que isso confira deméritos a obra. Ao mesmo tempo em que Guggenheim consegue fazer do filme uma bandeira ideológica, ele não traz grandes afetações melodramáticas e discursos vazios. O realizador busca ir ao íntimo da sua personagem principal, extraindo feridas e acompanhando de perto o dia-a-dia da família Yousafzai, que como qualquer grupo familiar é marcado por hierarquias, conflitos e contradições, mas também por muito amor, implicâncias entre irmãos e relações de sucessão. Tudo é construído para tornar Malala próxima do espectador, criando empatia com a protagonista do documentário, mas sem dramalhões.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme de Davis Guggenheim não é inovador em seu gênero, tampouco deseja ser. Em sua narrativa documental repleta de chavões no formato (os <i>flashbacks </i>em animação, os depoimentos dos envolvidos, a linearidade cronológica etc.), <i>Malala </i>encontra sua relevância e é eficiente em seus propósitos ideológicos. Guggenheim acerta ao evitar qualquer sensacionalismo no retrato da trajetória ainda breve de Malala fazendo com que, no fim das contas, o documentário seja um relato sóbrio de sua biografada revestido por uma completa adesão a sua causa.</p>
</div>
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