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	<title>Arquivos Yvan Attal - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Yvan Attal - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Sindicalista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 20:28:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de terem colaborado com A Dona do Barato, o diretor Jean-Paul Salomé e a atriz Isabelle Huppert se reencontram no thriller A Sindicalista, que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes em 2022. O saldo da segunda parceria do diretor com a atriz é dos melhores, resultando em um filme que sustenta muito bem uma atmosfera conspiratória no ambiente corporativo e político ao mesmo tempo que mergulha nos meandros psicológicos da sua protagonista, vítima de uma violência indefensável [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de terem colaborado com A Dona do Barato, o diretor Jean-Paul Salomé e a atriz Isabelle Huppert se reencontram no thriller <strong><em>A Sindicalista</em></strong>, que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes em 2022. O saldo da segunda parceria do diretor com a atriz é dos melhores, resultando em um filme que sustenta muito bem uma atmosfera conspiratória no ambiente corporativo e político ao mesmo tempo que mergulha nos meandros psicológicos da sua protagonista, vítima de uma violência indefensável ao longo da trama.</p>
<p><strong><em>A Sindicalista</em></strong> é baseado no livro de mesmo título escrito pela jornalista Caroline Michel-Aguirre e conta a história de Maureen Keaney, uma representante sindical que mediava os interesses dos trabalhadores de uma usina nuclear chamada Areva com os seus chefes. Após receber denúncias anônimas de que a nova diretoria da Areva pretendia estabelecer parceria com a China a fim de construir usinas de baixo custo, Maureen é perseguida e é encontrada em casa amordaçada após ser vítima de um estupro. Conforme a investigação do caso de Maureen tem andamento e algumas pistas soltas vêm à tona, a versão da protagonista é descredibilizada pela polícia e de vítima ela passa a ser suspeita e ter sua reputação manchada pela opinião pública.</p>
<p>A condução de Salomé para <em><strong>A Sindicalista</strong> </em>é das melhores. O diretor se apropria muito bem do gênero, evitando chavões, mas também sabe construir todo o ambiente persecutório de perigo iminente que toma conta da vida da sua protagonista. Salomé tem um olhar muito objetivo para a história, captando todo o ambiente hostil e mesquinho dos gabinentes que Maureen transita, especialmente quando eles são tomados por homens extremamente misóginos. Ao mesmo tempo, em meio a essas tensões de gabinetes, o diretor não é necessariamente frio ou indiferente aos sentimentos, sobretudo da sua protagonista quando o longa retrata sua seara particular, suas relações familiares e afetivas e como ela lida com os traumas psicológicos da violência da qual é vítima.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16888" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048.jpg" alt="A Sindicalista" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isabelle Huppert tem um ótimo desempenho nesse filme transitando com habilidade ímpar por todas as fases da sua personagem. Se no início somos apresentados a uma Maureen aguerrida, convicta e eficiente no cargo que ocupa, conforme a história vai ganhando peso e trazendo consequências pessoais para a personagem, Huppert consegue expor outras camadas dessa mulher, ganhando ainda mais humanidade na tela. Maureen atravessa todos os estágios pós-traumáticos do ato que sofreu &#8211; dúvida, culpa e, no fim, a força para se reerguer e lutar por uma sentença justa para seu caso &#8211; e Huppert consegue trazer isso em cena de maneira inteligente e sensível, sem afetações cênicas.</p>
<p>Em um filme como <strong><em>A Sindicalista</em></strong>, é revoltante constatar como o mundo corporativo parece blindado a qualquer tipo de confronto que seja capaz de desestabilizá-lo e como o elo fraco ainda é representado pelos indivíduos. Jean-Paul Salomé faz um filme extremamente comprometido em expor ranhuras sociais dos nossos tempos (corrupção, machismo etc.), dimensionando-as em um nível macro, social, e micro, os danos pessoais que o caso apresentado no longa trouxe para sua protagonista.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jean-Paul Salomé</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Isabelle Huppert, Grégory Gadebois, Yvan Attal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/uOAZfGPsxxg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Seberg Contra Todos (Looke)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 23:03:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Mackie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trama de Seberg contra Todos é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na nouvelle vague por Acossado, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de Una, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A trama de <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> é, ao mesmo tempo, uma história da atriz americana Jean Seberg, imortalizada na <em>nouvelle</em> vague por <em>Acossado</em>, de Jean-Luc Godard, e uma história de outros, o movimento pelos direitos civis nos EUA. O longa de Benedict Andrews (o mesmo de <em>Una</em>, com Rooney Mara) é uma biografia que conta parte da vida da atriz. Particularmente, a obra se concentra no período em que ela volta para os EUA para fazer um filme, conhece as ações do Partido dos Pantera Negra, apoia financeiramente algumas obras sociais do grupo, se envolve afetivamente com um dos seus líderes e passa a ser alvo de toda uma campanha de difamação do FBI de J. Edgar Hoover.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> quer mostrar os danos que as ações persecutórias do FBI legaram a Seberg, contribuindo com sua morte precoce aos 40 anos. Em virtude da sua passagem pelos EUA, Seberg adquiriu uma série de problemas de ordem psicológica que a levaram ao aborto e a ter graves crises pessoais. A atriz, como retrata o próprio longa, foi uma vítima desse sistema, claro, mas há um grupo cuja história é incomodamente abafada em prol desse fascínio do longa pela celebridade biografada e sua trágica trajetória.</p>
<p><em><strong>Seberg contra Todos</strong> </em>mostra como o envolvimento de Jean com os Pantera Negra foi, inicialmente, uma espécie de capricho e não deixa de frisar a todo instante que a atriz apoia uma causa por um capricho que instintiva e ingenuamente põe em prática por rebeldia. Seberg tinha traumas de Hollywood, a considerava frívola e nunca se sentiu muito bem no papel de estrela de cinema no qual insistentemente tentavam enquadrá-la, mesmo depois das suas escolhas profissionais, todas na contramão do ideal hollywoodiano. Nesse sentido, Seberg assume como sua uma causa que não lhe é própria e acaba sendo alvo do FBI. Hoover e companhia a usam para atingir o movimento dos Pantera Negra, mas no fim das contas a vítima do filme acaba sendo única e exclusivamente a atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13164" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Seberg Contra Todos, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3188095.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mesmo que frise o tempo inteiro que as ações do FBI têm consequências para além da esfera pessoal da estrela de cinema biografada no drama, no fim das contas <em><strong>Seberg contra Todos</strong></em> se esquece de um contexto macro e absorve as lógicas dos tabloides que durante boa parte da trama critica. Ao fim, os Pantera Negra são deixados de lado e o trágico conto de Seberg assume o protagonismo com toda sorte de trivia desse tipo de material que acaba impressionando o público dada a singularidade da história da atriz. Até um agente do FBI cheio de remorso está presente na história para frisar o drama de Seberg.</p>
<p>As intenções da obra são boas, mas há um efeito colateral incomodo pelo apagamento de outros personagens, que ficam à sombra da protagonista. O desempenho de Kristen Stewart é bom, não tão bom quanto trabalhos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/"><em>Acima das Nuvens</em></a> ou <em>Na Estrada</em>, a atriz se empenha nas nuances da personagem ainda que o roteiro a sabote inúmeras vezes com construções vagas e romantizadas sobre Jean Seberg, algo que não contribui em momento algum para destacar as contradições de suas ações. É um longa cheio de ruídos no tratamento da sua história, do seu contexto e dos personagens de uma maneira geral.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Benedict Andrews<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Jack O&#8217;Connell, Anthony Mackie, Yvan Attal, Vince Vaughn, Margaret Qualley, Colm Meaney, Stephen Root</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/mUUsDIwu3hU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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