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	<title>Arquivos Yara Shahidi - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Sol Também É Uma Estrela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2019 18:28:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos lá para mais um filme de temática adolescente que trata do amor e da perda de maneira muito genérica? O Sol Também É Uma Estrela é um longa baseado no livro homônimo de Nicola Yoon, a mesma escritora de Tudo e Todas As Coisas, que também virou filme (confira a nossa crítica clicando aqui). Este último também não era grande coisa. Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem prática e objetiva que está prestes a ser deportada dos EUA. Ela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos lá para mais um filme de temática adolescente que trata do amor e da perda de maneira muito genérica? <em><strong>O Sol Também É Uma Estrela</strong></em> é um longa baseado no livro homônimo de Nicola Yoon, a mesma escritora de<em> Tudo e Todas As Coisas</em>, que também virou filme (confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-e-todas-as-coisas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>). Este último também não era grande coisa.</p>
<p>Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem prática e objetiva que está prestes a ser deportada dos EUA. Ela e sua família devem retornar à Jamaica, depois de nove anos morando em solo americano. Determinada a resolver a situação e continuar morando no lugar que considera lar, ela vai em busca de um advogado especialista, como um sopro de esperança. Ela tem pouco mais de 24h para resolver tudo e tentar ficar no país. No meio do caminho, Tasha conhece Daniel (Charles Melton), um jovem filho de coreano que cruza seu caminho de forma inesperada.</p>
<p>Tudo isso dito acima é apenas um plano de fundo para uma rasa história de amor. Primeiramente, a personagem principal vivida por Yara Shahidi (<em>Black-ish</em>) não estabelece raízes verdadeiras em Nova York. Por mais que seu discurso seja esse, a trama não mostra amigos, nem sua escola e quase não define o lugar onde mora. Fica difícil para o espectador acreditar na sua luta, uma vez que ela não tem vínculo algum com o ambiente e sua família vai junto com ela para a Jamaica.</p>
<p>Dito isso, já não compramos a ideia de cara. Parece muito mais uma menina birrenta que não aceita mudanças. Paralelo a isso, a inserção do personagem de Charles Melton (<em>Riverdale</em>) é tão aleatória quanto poderia ser. Além da péssima atuação do rapaz, seu personagem é pouco carismático e tem uma personalidade muito volúvel. Se apaixona à primeira vista por uma jovem que vê a metros de distância em uma estação de trem e resolve &#8220;perseguir&#8221; ela para conseguir trocar algumas palavras.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10542" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5351068.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tudo isso bate de encontro com a ideia do filme de ficar enaltecendo o destino, uma vez que o próprio casal principal tem um destino fabricado por uma das partes. Todas as cenas são permeadas com diálogos sofríveis e pobres, sem amparo emocional algum. Parece que pegaram um grande compilado de frases motivacionais da internet e jogaram no roteiro, torcendo para que fizesse algum sentido. Isso se torna ainda pior quando vemos que o protagonista masculino anda com um caderninho de poemas na mão. A clara necessidade de torná-lo um príncipe à moda antiga é triste.</p>
<p>A tentativa de colocar personagens que representem as minorias é válido. Ela é negra e imigrante. Ele é descendente de coreano e vindo de uma família super preconceituosa. Família essa que conta com a presença desnecessária e clichê de um irmão revoltado. Ele personifica um dos piores personagens da trama. Ainda assim, essa representatividade é colocada de lado quando Natasha aceita e dá risada de cenas absurdas de preconceito racial, só porque é proveniente da família de seu amado.</p>
<p>Vale ressaltar que esse amado foi o rapaz que ela conheceu há menos de 2 horas e já está andando para cima e para baixo pela cidade, como se fossem grandes conhecidos. A construção do romance principal é mal feita e deixa o espectador indignado com a chatice do casal.</p>
<p><em><strong>O Sol Também É Uma Estrela</strong></em> é um filme de baixa qualidade, com péssimas atuações e completamente entediante. Aguardamos ansiosamente por uma reviravolta emocionante na trama, que nunca acontece. Nem a presença do ótimo John Leguizamo (<em>De Volta ao Jogo</em>) serve como alívio nesta produção difícil da diretora Ry Russo-Young.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ry Russo-Young<br />
<strong>Elenco:</strong> Yara Shahidi, Charles Melton, John Leguizamo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/J_QTQx-3eco" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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