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	<title>Arquivos Xavier Dolan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Xavier Dolan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>As feminilidades de Xavier Dolan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2014 12:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O canadense Xavier Dolan vem se destacando no cinema internacional como um pródigo diretor, roteirista e ator nos últimos anos. Colecionando premiações a cada filme lançado, este ano, o jovem dividiu o prêmio dado pelo júri no 67º Festival de Cannes com o consagrado Jean-Luc Godard graças a sua última produção, Mommy. Marcado por uma estética bem autoral, tanto nos aspectos narrativos quanto nos audiovisuais, os filmes de Dolan atravessam a temática LGBT a partir de personagens complexos e cinzentos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/j-ai-tue-ma-mere_2.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-2140 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/j-ai-tue-ma-mere_2.jpg" alt="j ai tue ma mere_2" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O canadense <strong>Xavier Dolan</strong> vem se destacando no cinema internacional como um pródigo diretor, roteirista e ator nos últimos anos. Colecionando premiações a cada filme lançado, este ano, o jovem dividiu o prêmio dado pelo júri no 67º Festival de Cannes com o consagrado Jean-Luc Godard graças a sua última produção, <em>Mommy</em>.</p>
<p>Marcado por uma estética bem autoral, tanto nos aspectos narrativos quanto nos audiovisuais, os filmes de Dolan atravessam a temática LGBT a partir de personagens complexos e cinzentos que carregam o fardo da castração de seus desejos – e aqui, destaca-se, não apenas sexuais, mas até mesmo do que eles considerariam uma vida, uma relação familiar e amor ideais.</p>
<p>Talvez, esta seja a maior diferença do diretor quando comparado a outras produções recentes que abordam a temática LGBT. Em Dolan, o tema serve apenas como um plano de fundo, uma base de construção de seus personagens, porém, não é este universo e seus conflitos (a saída do armário, a homofobia, o despertar da sexualidade etc.) o eixo principal de seus filmes.</p>
<p>Apesar desses tópicos também serem tratados em suas obras, eles não são o centro da narrativa. Em <em>Eu Matei Minha Mãe</em> (<em>J&#8217;ai tué ma mère</em>), por exemplo, o centro narrativo é a conflituosa relação entre o protagonista e sua mãe; já em <em>Amores Imaginários</em> (<em>Les amours imaginaires</em>), o enfoque se dá sobre a relação de amizade entre um rapaz e uma moça que começa a colapsar a partir do momento em que os dois começam a disputar a paixão por uma mesma pessoa.</p>
<p>Curiosamente, o filme que trato nesta edição da coluna, <em>Laurence Sempre</em> (Laurence Anyways), é o que, como exceção à regra, a sexualidade e a identidade de gênero surge com um peso maior no enredo do filme – apesar de, Dolan, novamente, surpreender pela abordagem original com que ensaia sobre a temática em sua produção (outra curiosidade que vale ressaltar é a ausência dele como ator principal no filme, uma exceção que se repete apenas em <em>Mommy</em>).</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/0f94d4a82_465714061112.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2141 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/0f94d4a82_465714061112.jpg" alt="0f94d4a82_465714061112" width="610" height="348" /></a></p>
<p>No filme, Laurence Alia (Melvil Poupaud) e Frédérique (Fred) Belair (Suzanne Clément) formam um jovem casal de adultos apaixonados que, como a maioria dos casais, possuem seus diversos rituais particulares, como a produção de uma lista de coisas que lhes tiram o tesão. Levam uma vida romântica e feliz, apesar das coisas no emprego (ele é professor, ela é produtora de audiovisual) e com os familiares de ambos não irem tão bem assim.</p>
<p>Porém, Laurence começa a se sentir cada vez mais pressionado a viver uma identidade que sempre reprimiu: sua feminilidade. Em meio aos trinta e poucos anos, ele resolve assumir sua identidade trans e iniciar a transformação para o sexo feminino. Mas ele não quer deixar seu relacionamento com Fred, que passa a se sentir bastante confusa e, ao longo do filme, que atravessa a década de 1990, vai passar por um questionamento de seus padrões identitários talvez ainda maior que os de Laurence. A partir daí, Xavier Dolan realiza um ensaio bastante instigante sobre identidade e desejo, normalidade e marginalidade.</p>
<p>O grande trunfo do diretor aqui é problematizar a questão identitária de maneira mais ampla do que apenas centrar-se na transição de gênero realizada por Laurence, que serve apenas como estopim do centro narrativo, que é o relacionamento extremamente passional entre ela e Fred, assim como a própria crise de identidade que esta começa a viver.</p>
<p>Apesar de a princípio tomarmos Laurence como protagonista, é a crise identitária vivenciada por Fred que acaba roubando a cena. Tanto é que nos lapsos temporais que marcam as fases da transformação de Laurence, pouco nos é mostrado de suas questões internas – Laurence surge como uma trans confusa e insegura no início do filme, mas se torna determinada com o avançar do longa, e pouco é problematizado sobre isso. Em curtos momentos (e nem por isso, menos importantes para a nossa compreensão da personagem), temos uma visão de seu relacionamento com a mãe, com quem compartilha uma conflituosa relação, em princípio, mas uma terna cumplicidade posteriormente, assim como sua vivência com um clã de senhoras – as Rose – que a integra como membro da família.</p>
<p>Assombrada pelos padrões identitários normalizados pela sociedade do que é ser mulher, de seus desejos e do que se espera de uma (casar, ter filhos etc.), Fred se encontra dividida entre viver seu amor com Laurence ou seguir uma vida “normal”. E Suzanne Clément nos entrega uma interpretação próxima do sublime com Fred – a atriz consegue representar de forma maravilhosa a culpa e o medo da personagem, assim como sua confusão entre viver aquilo que sempre acreditou ser uma mulher ideal ou se libertar de suas amarras identitárias e se permitir viver sua paixão por Laurence.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/f127bfe9f_165614061112.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2143 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/f127bfe9f_165614061112.jpg" alt="f127bfe9f_165614061112" width="610" height="348" /></a></p>
<p>No começo, a moça ainda tenta dar continuidade ao seu relacionamento com Laurence, servindo, inclusive com um dos principais apoios na transformação dela – é Fred que incentiva Laurence a ir trabalhar vestida de mulher pela primeira vez na escola – aliás, pontos para a excelente cena da entrada de Laurence em sala de aula e em seguida sua caminhada pelos corredores do colégio (que também faz referência a outra ótima cena da abertura do filme), encarando os olhares de espanto, surpresa, cumplicidade, e outros mais variados sentimentos pelos alunos e funcionários do colégio que indicam o jogo identitário que envolve a indiferença, a aceitação ou a repulsa ao diferente.</p>
<p>O ponto decisivo para Fred se dá, no entanto, quando se descobre grávida e decide fazer um aborto justamente por se sentir culpada e confusa com relação aos seus papéis identitários enquanto mulher e o papel de pai de Laurence, que não mais se identifica enquanto homem. Fred entra em depressão e o relacionamento com Laurence começa a decair até o momento em que, após sofrerem um constrangimento num restaurante e conhecer um outro homem em um baile, ela decide romper a relação. Daí em diante, encontros e desencontros entre as duas protagonistas seguem até o final do longa, com uma tensão cada vez maior entre elas.</p>
<p>Mais do que falar sobre a identidade trans, Dolan parece querer discutir algo mais amplo que é a noção de feminilidade, ou o que nossa sociedade e cultura considera enquanto feminino e modos de vida femininos. Isso se evidencia tanto pela centralidade em tornos dos personagens femininos quanto do modo com que ele projeta essas vivências femininas: temos Fred que vê sua vida se confrontando com o que sempre considerou ser mulher ao amar uma pessoa que nasceu homem mas tem uma identidade feminina; temos Laurence numa busca de uma identidade feminina que sempre reprimiu na sua vivência masculina; temos a mãe de Laurence que se vê aprisionada a um casamento infeliz e o papel de dona de casa, mas encontra outra maneira de viver sua feminilidade a partir da coragem da filha; temos a mãe e a irmã de Fred que tentam defender um padrão ideal do que é ser mulher.</p>
<p>Com<em> Laurence Sempre</em>, em suas quase três horas de duração, Xavier Dolan entrega um filme belo, complexo e profundo que, com a premissa de seu enredo, poderia facilmente cair numa proposta batida do amor impossível, mas acaba tomando o caminho contrário e apresenta uma odisseia das diversas formas de vivências femininas dentro de uma sociedade sexista que, em grande parte, reprime, subalterniza e violenta essa identidade.</p>
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		<title>Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2014 13:30:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito sobre o que e sobre quem em Cannes esse ano:</p>
<figure id="attachment_1020" aria-describedby="caption-attachment-1020" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1020 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep-620x349.jpg" alt="wintersleep" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1020" class="wp-caption-text">Drama turco: Longa do diretor de &#8220;3 Macacos&#8221; leva a Palma de Ouro ao contar história sobre relacionamentos despedaçados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O vencedor da Palma de Ouro,<em> Winter Sleep</em></strong></p>
<p>O longa turco de Nuri Bilge Ceylan (<em>3 Macacos</em>) foi o vencedor da Palma de Ouro. O filme traz a história de um ator aposentado que administra um hotel junto com sua esposa e sua irmã. Subitamente, ele decide que deixará tudo e todos para trás. Antes do anúncio de sua vitória como melhor filme pela presidente do júri do festival, a diretora Jane Campion (<em>O Piano</em>), a produção ainda recebeu o prêmio da Federação Internacional de Críticos que, em comunicado oficial, disse que o longa &#8220;surpreende e encanta com sua profunda busca pela alma humana&#8221;.</p>
<figure id="attachment_1021" aria-describedby="caption-attachment-1021" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1021 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571-620x361.jpg" alt="mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571" width="620" height="361" /></a><figcaption id="caption-attachment-1021" class="wp-caption-text">&#8220;Enfant terrible&#8221;: Canadense Xavier Dolan causou incomodo ao se anunciar como favorito a Palma de Ouro por &#8220;Mommy&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Mommy </em>e o ego de Xavier Dolan</strong></p>
<p>Algumas bolsas de apostas davam como certa a vitória de <em>Mommy</em>, do canadense Xavier Dolan (<em>Eu matei a minha mãe</em>), no festival. O filme traz a história de uma mãe solteira e viúva que cria sozinha o seu filho, um garoto muito violento, e acaba conhecendo um vizinho misterioso que muda o rumo das suas vidas. O longa não saiu com a Palma de Ouro, mas venceu o Grande Prêmio do Júri ao lado do filme de Godard. Como sempre, o que acabou chamando a atenção dos veículos que cobriram o festival e trouxeram destaque a <em>Mommy </em>foi o comportamento do seu realizador. Xavier Dolan afirmou para alguns jornais que acreditava que receberia a Palma de Ouro por esse filme, o que foi interpretado como arrogância por muitos críticos.</p>
<figure id="attachment_1022" aria-describedby="caption-attachment-1022" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1022 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1-620x321.jpg" alt="528f55f4addcc" width="620" height="321" /></a><figcaption id="caption-attachment-1022" class="wp-caption-text">Potenciais candidatas ao Oscar? Julianne Moore, Marion Cotillard e Hilary Swank têm interpretações elogiadas no festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> O ano das mulheres</strong></p>
<p>Com poucas diretoras em competição pela Palma de Ouro, os espectadores  e críticos do festival foram surpreendidos com uma enxurrada de longas protagonizados por mulheres. A competição pelo prêmio de melhor atriz foi acirrada e os trabalhos de Marion Cotillard em <em>Deux jours, une nuit </em>, dos irmãos Dardenne, e de Hilary Swank em <em>The Homesman</em>, de Tommy Lee Jones, só para citar alguns, foram muito elogiados. No final das contas, a vitória foi de Julianne Moore em <em>Maps to the Stars</em>, de David Cronenberg. Provavelmente, ainda ouviremos falar muito desses desempenhos até a próxima temporada do Oscar.</p>
<figure id="attachment_1029" aria-describedby="caption-attachment-1029" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1029 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500-620x326.jpg" alt="grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500" width="620" height="326" /></a><figcaption id="caption-attachment-1029" class="wp-caption-text">Chumbo para todo lado: Nicole Kidman teve que lidar com a péssima repercussão da sua Grace Kelly.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nicole Kidman exposta com<em> Grace de Monaco</em></strong></p>
<p>Uma das piores aberturas de Cannes. Uma ofensa a família Grimaldi que repudiou o projeto desde o início.  Tudo isso foi dito de <em>Grace de Monaco</em>, longa que acompanha alguns meses na vida de Grace Kelly na época em que ela abandonou Hollywood e se casou com o príncipe Rainier de Monaco. A crítica foi impiedosa com o filme do francês Olivier Dahan (<em>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</em>), contestando a veracidade de determinados fatos narrados e ironizando o tom de conto de fadas da trama. Nicole Kidman esteve no fogo cruzado e saiu elegante dele. A australiana está mais do que acostumada com esse tipo de reação, afinal estar exposta a críticas com projetos arriscados é uma constante em sua carreira. Em alguns casos, ela se sai bem. Em outros, como esse, não. Fica para a próxima, Nic.</p>
<figure id="attachment_1031" aria-describedby="caption-attachment-1031" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1031 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2-620x355.jpg" alt="Adieu-Au-Langage-Screens-2" width="620" height="355" /></a><figcaption id="caption-attachment-1031" class="wp-caption-text">Selo de qualidade: Drama simples de Godard cativou seu público habitual.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais uma vez Godard<em><br />
</em></strong></p>
<p>Novo filme do veterano da <em>Nouvelle Vague</em>, Jean-Luc-Godard, <em>Adieu au Langage </em>foi recebido com emoção pelas plateias que conferiram as sessões marcadas para a obra. No entanto, como se trata de um trabalho de Godard, fica difícil saber se o longa corresponde à exaltação ou se ela é fruto da própria trajetória do cineasta, um dos mais reverenciados em seu nicho. Em todo caso, o longa recebeu o prêmio do Júri. E Godard, que não estava presente na divulgação do projeto no festival, enviou uma mensagem a todos por vídeo anunciando o filme como &#8220;o melhor da sua carreira&#8221;. O longa conta a história de uma mulher casada que começa a se relacionar com um outro homem e vive em meio a encontros e desencontros com esse amante.</p>
<figure id="attachment_1024" aria-describedby="caption-attachment-1024" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1024 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher-620x327.jpg" alt="FOXCATCHER" width="620" height="327" /></a><figcaption id="caption-attachment-1024" class="wp-caption-text">Drama esportivo: Bennett Miller consegue boa repercussão em seu terceiro filme consecutivo. Interpretação de Steve Carell é o carro-chefe de &#8220;Foxcatcher&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bennett Miller e <em>Foxcatcher</em></strong></p>
<p>Tido pela imprensa como o primeiro sério candidato ao próximo Oscar, <em>Foxcatcher </em>rendeu ao seu diretor Bennett Miller (<em>Capote </em>e <em>O Homem que Mudou o Jogo</em>) o prêmio de melhor diretor no festival e uma série de elogios a performance de seu trio de atores Chaning Tatum, Mark Ruffalo e Steve Carell, esse último (irreconhecível com uma prótese no nariz), pode ser favorito a ator coadjuvante em algumas premiações. O filme conta o relacionamento do atleta de luta greco romana Mark Schultz (Chaning Tatum) com seu treinador John Du Pont (Carell) e seu irmão David Schultz (Ruffalo).</p>
<figure id="attachment_1025" aria-describedby="caption-attachment-1025" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1025 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm-620x328.jpg" alt="lost_river_hendricks-sm" width="620" height="328" /></a><figcaption id="caption-attachment-1025" class="wp-caption-text">Mundo estranho: &#8220;Lost River&#8221; de Ryan Gosling gerou as tradicionais vaias do festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As reações mistas a <em>Lost River</em>, de Ryan Gosling</strong></p>
<p>O <em>debut </em>do ator Ryan Gosling como diretor deixou impressões dúbias em Cannes. Algumas pessoas gostaram, mas houve até quem vaiasse o primeiro filme dirigido e roteirizado pelo ator, o bizarro <em>Lost River</em>. Tanto que a Warner, distribuidora que comprou os direitos do longa nos EUA antes mesmo dele ficar pronto, já teme pela sua carreira nos cinemas norte-americanos. Foi recomendado a Gosling fazer alguns cortes e o novato acatou. O filme acompanha a história de uma <em>stripper </em>(a atriz Christina Hendricks) que vai atrás do seu filho em um mundo paralelo ao que conhecemos.</p>
<figure id="attachment_1027" aria-describedby="caption-attachment-1027" style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-1027 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg" alt="DIYS2" width="585" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-1027" class="wp-caption-text">Mais uma vez, Jessica: Romance protagonizado por Jessica Chastain coloca a atriz na linha de frente da estratégia de Harvey Weinstein para o próximo Oscar.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A comédia romântica por Jessica Chastain e James McAvoy</strong></p>
<p>Dividido em duas partes, <em>The Disappearance of Eleanor Rigby </em>traz a história da separação de um casal pela perspectiva dele (filme um) e dela (filme dois). O longa de Ned Benson esteve no último Festival de Toronto e arrancou aplausos, no Festival de Cannes então conquistou o aval definitivo da crítica para a empreitada. Tanto que, o &#8220;Midas&#8221; da temporada de premiações, Harvey Weinstein já está preparando suas armas para divulgar o projeto entre os membros da Academia de Hollywood, sobretudo pelo carro chefe da produção, a interpretação de Jessica Chastain, cada vez mais onipresente na produção cinematográfica atual. O longa foi considerado um frescor para um gênero extremamente banalizado pela indústria e subestimado pelo público, a comédia romântica.</p>
<figure id="attachment_1026" aria-describedby="caption-attachment-1026" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1026 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg" alt="O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra--size-598" width="597" height="336" /></a><figcaption id="caption-attachment-1026" class="wp-caption-text">O legado de Sebastião Salgado: Documentário co-dirigido por Wim Wenders foi um dos filmes mais comentados da mostra paralela &#8220;Un Certain Regard&#8221;.</figcaption></figure>
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<p><strong>Um brasileiro pela perspectiva de Wim Wenders</strong></p>
<p>O olhar do diretor alemão para o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado em <em>The Salt of the Earth</em> (ou <em>O Sal da Terra</em>) foi consagrado na mostra <em>Un Certain Regard</em>. Com  co-direção do filho de Salgado, Juliano Ribeiro Salgado, o documentário foi um dos destaques da seleção em meio a muitas ficções. A produção conseguiu ótimas críticas e deve fazer uma belíssima carreira em muitas praças de exibição mundo afora, incluindo o Brasil.</p>
<figure id="attachment_1023" aria-describedby="caption-attachment-1023" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1023 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Timothy-Spall-in-Mr-Turne-010-620x348.jpg" alt="Timothy Spall in Mr Turner" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-1023" class="wp-caption-text">Biografia inglesa: &#8220;Mr. Turner&#8221; de Mike Leigh rendeu o prêmio de melhor ator a Timothy Spall.</figcaption></figure>
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<p><strong>A tradição inglesa de Mike Leigh</strong></p>
<p>Quando Mike Leigh (<em>O Segredo de Vera Drake</em>) chega em Cannes, sempre é apontado como um dos potenciais pontos altos do festival. Seu novo trabalho, a biografia <em>Mr. Turner</em>, narra a trajetória do excêntrico pintor inglês J.M.W. Turner, vivido por Timothy Spall, que, não por acaso, levou o título de melhor interpretação masculina dessa edição do evento. Além do roteiro (uma qualidade constante nos filmes de Leigh), o longa foi enaltecido por seu primor técnico. Pode fazer uma bela carreira nos EUA.</p>
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