<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Wim Wenders - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/wim-wenders/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/wim-wenders/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Oct 2023 19:54:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Wim Wenders - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/wim-wenders/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>52º Festival du Nouveau Cinéma de Montréal: Dias Perfeitos</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/52o-festival-du-nouveau-cinema-de-montreal-dias-perfeitos/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/52o-festival-du-nouveau-cinema-de-montreal-dias-perfeitos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 18:47:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[52º Festival du nouveau cinéma de Montreal]]></category>
		<category><![CDATA[dias perfeitos]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival du nouveau cinéma de Montreal]]></category>
		<category><![CDATA[Kōji Yakusho]]></category>
		<category><![CDATA[Montreal]]></category>
		<category><![CDATA[Perfect days]]></category>
		<category><![CDATA[Wim Wenders]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=17334</guid>

					<description><![CDATA[<p>Muitas reflexões, sensações e emoções são despertadas em Dias Perfeitos, novo longa-metragem de Wim Wenders (O Sal da Terra). Entre uma construção imagética, que permite uma imersão profunda do espectador, e um roteiro meticuloso – escrito por Wenders, ao lado de Takuma Takasaki (Honokaa bôi) – pensamentos profundos sobre o planeta que habitamos ocupam a mente durante a projeção. A começar por uma pergunta central, que parece ressoar ainda depois do final da sessão. Sendo ela: o que nos torna [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/52o-festival-du-nouveau-cinema-de-montreal-dias-perfeitos/">52º Festival du Nouveau Cinéma de Montréal: Dias Perfeitos</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitas reflexões, sensações e emoções são despertadas em <em><strong>Dias Perfeitos</strong></em>, novo longa-metragem de Wim Wenders (<em>O Sal da Terra</em>). Entre uma construção imagética, que permite uma imersão profunda do espectador, e um roteiro meticuloso – escrito por Wenders, ao lado de Takuma Takasaki (<em>Honokaa bôi</em>) – pensamentos profundos sobre o planeta que habitamos ocupam a mente durante a projeção. A começar por uma pergunta central, que parece ressoar ainda depois do final da sessão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo ela: o que nos torna visíveis ou invisíveis nesse mundo onde vivemos? Um carro, um emprego, um prêmio, um salário…? As distinções e marcas sociais estão estampadas em nossa sociedade, para todo mundo ver. As castas do capitalismo dividem a população, colocando algumas à margem. Certamente, funcionários que trabalham com serviços de limpeza são constantemente invisibilizados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se as pessoas quisessem esquecer que elas produzem sujeira, excrementos, bagunça e fluidos. E quem toma conta desse caos humano produzido há tanto tempo em nosso planeta parece ganhar uma carga de rejeição, que beira a rejeição moral, na qual existem aqueles que desejam retirar o título de humano destes profissionais que, na verdade, cumprem um papel salutar e indispensável para a continuidade dos cotidianos alheios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, somos muito mais do que nossas tarefas remuneradas. Somos embebidos de singularidades, com desejos, sonhos, sentimentos e gostos, que nos transformam todos os dias e nos movem. E é isso que Takasaki e Wenders conseguem passar de forma tão delineada em <strong><em>Dias Perfeitos</em></strong>. Hirayama (Kōji Yakusho) é um homem sagaz, sensível, bondoso, dedicado, organizado, um intelectual, de perspicácia profunda e completa, com um olhar digno para o outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhar a rotina de Hirayama e como esse seu dia a dia quadrado vai se transformando, a partir dos estímulos que a vida lhe entrega inesperadamente, é intenso e faz os olhos se encherem de lágrimas durante todo o filme. Sim, Hirayama é responsável pela limpeza dos banheiros públicos do Tokyo, gerenciado pela empresa The Tokyo Toilet project. A tensão da sua personalidade versus o cargo que ele ocupa é posto em cena a todo momento.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-17351" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/4472256-750x554.png" alt="Dias Perfeitos" width="750" height="554" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/4472256-750x554.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/4472256-610x450.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/4472256-770x568.png 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/4472256-1400x1033.png 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/4472256.png 1463w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A frieza e o desprezo de quem não enxerga aquele senhor como um indivíduo é o mais forte aqui em <em><strong>Dias Perfeitos</strong></em>. A construção de papel de Kōji é essencial aqui para a composição deste cenário repleto de camadas. </span><span style="font-weight: 400;">Os gestos precisos do intérprete, combinados com a decupagm de Wenders, direcionam o público para o que importa na narrativa. Só existem closes ou movimentos de câmara, bem como ações com gestuais mais amplos, em momentos específicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As velocidades mais aceleradas estão nos coadjuvantes, por exemplo. Esta estratégia eleva a força do discurso da obra, que convoca a plateia a fazer uma análise político-social do mundo, mas também uma autoanálise. </span><span style="font-weight: 400;">E é nesse contraste do universo de  Hirayama com os outros ao seu redor, que compreendemos que o protagonista é, em toda sua totalidade. Todavia, quem foi ele no passado é turvo e esta também é uma decisão acertada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A razão para que um homem que parece ter tido uma educação formal de qualidade e com uma família aparentemente estável financeiramente não importa. Quem Hirayama  é no presente, isso que é relevante e que dialoga com a premissa central da produção. </span><span style="font-weight: 400;">Há também muita melancolia dentro da trama. O ciano se espalha na tela e é possível sentir esta pulsação interna da personagem, de forma quase sensorial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele é bondoso, cuidadoso e gentil, mas também triste e solitário. É nesta chave que resta alcançar o que <em><strong>Dias Perfeitos</strong></em> quer imprimir em sua história: quem é esse outro que é posto em uma caixa determinada por classes, por um serviço diário, que pode não definir absolutamente nada da personalidade de alguém. </span><span style="font-weight: 400;">Com todo este contexto, é notável que o longa toca no mais profundo da alma de quem assiste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele é simples, em uma primeira olhada, porém repleto de níveis de complexidades, o que torna a sua fruição ainda mais prazerosa. É um enredo que fica na memória, que conta com algo que fica ali, preso na mente, dias após  a sua exibição. Ele pode não ter nada de tão novo em termos técnicos ou discursivos, mas é um trabalho rico, precioso, que conecta o espectador com o que há de real a ser vivido, pois os laços que estabelecemos na vida é o que importa no final das contas, não é mesmo?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Wim Wenders</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kōji Yakusho, Tokio Emoto, Sayuri Ishikawa</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HTgWYojq-z8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/52o-festival-du-nouveau-cinema-de-montreal-dias-perfeitos/">52º Festival du Nouveau Cinéma de Montréal: Dias Perfeitos</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/52o-festival-du-nouveau-cinema-de-montreal-dias-perfeitos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2014 13:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Grace de Monaco]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Luc Godard]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Chastain]]></category>
		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Leigh]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Carell]]></category>
		<category><![CDATA[Wim Wenders]]></category>
		<category><![CDATA[Xavier Dolan]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=1019</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/">Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito sobre o que e sobre quem em Cannes esse ano:</p>
<figure id="attachment_1020" aria-describedby="caption-attachment-1020" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1020 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep-620x349.jpg" alt="wintersleep" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1020" class="wp-caption-text">Drama turco: Longa do diretor de &#8220;3 Macacos&#8221; leva a Palma de Ouro ao contar história sobre relacionamentos despedaçados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O vencedor da Palma de Ouro,<em> Winter Sleep</em></strong></p>
<p>O longa turco de Nuri Bilge Ceylan (<em>3 Macacos</em>) foi o vencedor da Palma de Ouro. O filme traz a história de um ator aposentado que administra um hotel junto com sua esposa e sua irmã. Subitamente, ele decide que deixará tudo e todos para trás. Antes do anúncio de sua vitória como melhor filme pela presidente do júri do festival, a diretora Jane Campion (<em>O Piano</em>), a produção ainda recebeu o prêmio da Federação Internacional de Críticos que, em comunicado oficial, disse que o longa &#8220;surpreende e encanta com sua profunda busca pela alma humana&#8221;.</p>
<figure id="attachment_1021" aria-describedby="caption-attachment-1021" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1021 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571-620x361.jpg" alt="mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571" width="620" height="361" /></a><figcaption id="caption-attachment-1021" class="wp-caption-text">&#8220;Enfant terrible&#8221;: Canadense Xavier Dolan causou incomodo ao se anunciar como favorito a Palma de Ouro por &#8220;Mommy&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Mommy </em>e o ego de Xavier Dolan</strong></p>
<p>Algumas bolsas de apostas davam como certa a vitória de <em>Mommy</em>, do canadense Xavier Dolan (<em>Eu matei a minha mãe</em>), no festival. O filme traz a história de uma mãe solteira e viúva que cria sozinha o seu filho, um garoto muito violento, e acaba conhecendo um vizinho misterioso que muda o rumo das suas vidas. O longa não saiu com a Palma de Ouro, mas venceu o Grande Prêmio do Júri ao lado do filme de Godard. Como sempre, o que acabou chamando a atenção dos veículos que cobriram o festival e trouxeram destaque a <em>Mommy </em>foi o comportamento do seu realizador. Xavier Dolan afirmou para alguns jornais que acreditava que receberia a Palma de Ouro por esse filme, o que foi interpretado como arrogância por muitos críticos.</p>
<figure id="attachment_1022" aria-describedby="caption-attachment-1022" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1022 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1-620x321.jpg" alt="528f55f4addcc" width="620" height="321" /></a><figcaption id="caption-attachment-1022" class="wp-caption-text">Potenciais candidatas ao Oscar? Julianne Moore, Marion Cotillard e Hilary Swank têm interpretações elogiadas no festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> O ano das mulheres</strong></p>
<p>Com poucas diretoras em competição pela Palma de Ouro, os espectadores  e críticos do festival foram surpreendidos com uma enxurrada de longas protagonizados por mulheres. A competição pelo prêmio de melhor atriz foi acirrada e os trabalhos de Marion Cotillard em <em>Deux jours, une nuit </em>, dos irmãos Dardenne, e de Hilary Swank em <em>The Homesman</em>, de Tommy Lee Jones, só para citar alguns, foram muito elogiados. No final das contas, a vitória foi de Julianne Moore em <em>Maps to the Stars</em>, de David Cronenberg. Provavelmente, ainda ouviremos falar muito desses desempenhos até a próxima temporada do Oscar.</p>
<figure id="attachment_1029" aria-describedby="caption-attachment-1029" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1029 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500-620x326.jpg" alt="grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500" width="620" height="326" /></a><figcaption id="caption-attachment-1029" class="wp-caption-text">Chumbo para todo lado: Nicole Kidman teve que lidar com a péssima repercussão da sua Grace Kelly.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nicole Kidman exposta com<em> Grace de Monaco</em></strong></p>
<p>Uma das piores aberturas de Cannes. Uma ofensa a família Grimaldi que repudiou o projeto desde o início.  Tudo isso foi dito de <em>Grace de Monaco</em>, longa que acompanha alguns meses na vida de Grace Kelly na época em que ela abandonou Hollywood e se casou com o príncipe Rainier de Monaco. A crítica foi impiedosa com o filme do francês Olivier Dahan (<em>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</em>), contestando a veracidade de determinados fatos narrados e ironizando o tom de conto de fadas da trama. Nicole Kidman esteve no fogo cruzado e saiu elegante dele. A australiana está mais do que acostumada com esse tipo de reação, afinal estar exposta a críticas com projetos arriscados é uma constante em sua carreira. Em alguns casos, ela se sai bem. Em outros, como esse, não. Fica para a próxima, Nic.</p>
<figure id="attachment_1031" aria-describedby="caption-attachment-1031" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1031 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2-620x355.jpg" alt="Adieu-Au-Langage-Screens-2" width="620" height="355" /></a><figcaption id="caption-attachment-1031" class="wp-caption-text">Selo de qualidade: Drama simples de Godard cativou seu público habitual.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais uma vez Godard<em><br />
</em></strong></p>
<p>Novo filme do veterano da <em>Nouvelle Vague</em>, Jean-Luc-Godard, <em>Adieu au Langage </em>foi recebido com emoção pelas plateias que conferiram as sessões marcadas para a obra. No entanto, como se trata de um trabalho de Godard, fica difícil saber se o longa corresponde à exaltação ou se ela é fruto da própria trajetória do cineasta, um dos mais reverenciados em seu nicho. Em todo caso, o longa recebeu o prêmio do Júri. E Godard, que não estava presente na divulgação do projeto no festival, enviou uma mensagem a todos por vídeo anunciando o filme como &#8220;o melhor da sua carreira&#8221;. O longa conta a história de uma mulher casada que começa a se relacionar com um outro homem e vive em meio a encontros e desencontros com esse amante.</p>
<figure id="attachment_1024" aria-describedby="caption-attachment-1024" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1024 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher-620x327.jpg" alt="FOXCATCHER" width="620" height="327" /></a><figcaption id="caption-attachment-1024" class="wp-caption-text">Drama esportivo: Bennett Miller consegue boa repercussão em seu terceiro filme consecutivo. Interpretação de Steve Carell é o carro-chefe de &#8220;Foxcatcher&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bennett Miller e <em>Foxcatcher</em></strong></p>
<p>Tido pela imprensa como o primeiro sério candidato ao próximo Oscar, <em>Foxcatcher </em>rendeu ao seu diretor Bennett Miller (<em>Capote </em>e <em>O Homem que Mudou o Jogo</em>) o prêmio de melhor diretor no festival e uma série de elogios a performance de seu trio de atores Chaning Tatum, Mark Ruffalo e Steve Carell, esse último (irreconhecível com uma prótese no nariz), pode ser favorito a ator coadjuvante em algumas premiações. O filme conta o relacionamento do atleta de luta greco romana Mark Schultz (Chaning Tatum) com seu treinador John Du Pont (Carell) e seu irmão David Schultz (Ruffalo).</p>
<figure id="attachment_1025" aria-describedby="caption-attachment-1025" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1025 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm-620x328.jpg" alt="lost_river_hendricks-sm" width="620" height="328" /></a><figcaption id="caption-attachment-1025" class="wp-caption-text">Mundo estranho: &#8220;Lost River&#8221; de Ryan Gosling gerou as tradicionais vaias do festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As reações mistas a <em>Lost River</em>, de Ryan Gosling</strong></p>
<p>O <em>debut </em>do ator Ryan Gosling como diretor deixou impressões dúbias em Cannes. Algumas pessoas gostaram, mas houve até quem vaiasse o primeiro filme dirigido e roteirizado pelo ator, o bizarro <em>Lost River</em>. Tanto que a Warner, distribuidora que comprou os direitos do longa nos EUA antes mesmo dele ficar pronto, já teme pela sua carreira nos cinemas norte-americanos. Foi recomendado a Gosling fazer alguns cortes e o novato acatou. O filme acompanha a história de uma <em>stripper </em>(a atriz Christina Hendricks) que vai atrás do seu filho em um mundo paralelo ao que conhecemos.</p>
<figure id="attachment_1027" aria-describedby="caption-attachment-1027" style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-1027 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg" alt="DIYS2" width="585" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-1027" class="wp-caption-text">Mais uma vez, Jessica: Romance protagonizado por Jessica Chastain coloca a atriz na linha de frente da estratégia de Harvey Weinstein para o próximo Oscar.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A comédia romântica por Jessica Chastain e James McAvoy</strong></p>
<p>Dividido em duas partes, <em>The Disappearance of Eleanor Rigby </em>traz a história da separação de um casal pela perspectiva dele (filme um) e dela (filme dois). O longa de Ned Benson esteve no último Festival de Toronto e arrancou aplausos, no Festival de Cannes então conquistou o aval definitivo da crítica para a empreitada. Tanto que, o &#8220;Midas&#8221; da temporada de premiações, Harvey Weinstein já está preparando suas armas para divulgar o projeto entre os membros da Academia de Hollywood, sobretudo pelo carro chefe da produção, a interpretação de Jessica Chastain, cada vez mais onipresente na produção cinematográfica atual. O longa foi considerado um frescor para um gênero extremamente banalizado pela indústria e subestimado pelo público, a comédia romântica.</p>
<figure id="attachment_1026" aria-describedby="caption-attachment-1026" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1026 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg" alt="O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra--size-598" width="597" height="336" /></a><figcaption id="caption-attachment-1026" class="wp-caption-text">O legado de Sebastião Salgado: Documentário co-dirigido por Wim Wenders foi um dos filmes mais comentados da mostra paralela &#8220;Un Certain Regard&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Um brasileiro pela perspectiva de Wim Wenders</strong></p>
<p>O olhar do diretor alemão para o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado em <em>The Salt of the Earth</em> (ou <em>O Sal da Terra</em>) foi consagrado na mostra <em>Un Certain Regard</em>. Com  co-direção do filho de Salgado, Juliano Ribeiro Salgado, o documentário foi um dos destaques da seleção em meio a muitas ficções. A produção conseguiu ótimas críticas e deve fazer uma belíssima carreira em muitas praças de exibição mundo afora, incluindo o Brasil.</p>
<figure id="attachment_1023" aria-describedby="caption-attachment-1023" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1023 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Timothy-Spall-in-Mr-Turne-010-620x348.jpg" alt="Timothy Spall in Mr Turner" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-1023" class="wp-caption-text">Biografia inglesa: &#8220;Mr. Turner&#8221; de Mike Leigh rendeu o prêmio de melhor ator a Timothy Spall.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A tradição inglesa de Mike Leigh</strong></p>
<p>Quando Mike Leigh (<em>O Segredo de Vera Drake</em>) chega em Cannes, sempre é apontado como um dos potenciais pontos altos do festival. Seu novo trabalho, a biografia <em>Mr. Turner</em>, narra a trajetória do excêntrico pintor inglês J.M.W. Turner, vivido por Timothy Spall, que, não por acaso, levou o título de melhor interpretação masculina dessa edição do evento. Além do roteiro (uma qualidade constante nos filmes de Leigh), o longa foi enaltecido por seu primor técnico. Pode fazer uma bela carreira nos EUA.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/">Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
