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	<title>Arquivos William Jackson Harper - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos William Jackson Harper - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Preço da Verdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 02:13:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo sendo conhecido por seu trabalho com melodramas como Longe do Paraíso, Carol e a minissérie da HBO Mildred Pierce, Todd Haynes é um cineasta bastante versátil e que dentro dessa versatilidade consegue preservar o DNA das suas histórias. Ele já contou uma biografia nada convencional de Bob Dylan com Não Estou Lá, já contou uma história sobre a infância em Sem Fôlego e já trafegou pela paranoia distópica em Mal do Século. O Preço da Verdade: Dark Waters é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo sendo conhecido por seu trabalho com melodramas como <em>Longe do Paraíso</em>, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-carol/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Carol</em> </a>e a minissérie da HBO <em>Mildred Pierce</em>, Todd Haynes é um cineasta bastante versátil e que dentro dessa versatilidade consegue preservar o DNA das suas histórias. Ele já contou uma biografia nada convencional de Bob Dylan com <em>Não<br />
Estou Lá</em>, já contou uma história sobre a infância em <em>Sem Fôlego</em> e já trafegou pela paranoia distópica em Mal do Século. <strong><em>O Preço da Verdade: Dark Waters</em></strong> é sua incursão no <em>thriller</em> jurídico com a história de um advogado que assume uma causa contra a DuPont, acusado a empresa de destruir o ambiente e gerar uma série de danos à saúde de pessoas ao longo da popularidade do teflon na criação de produtos.</p>
<p>O caso do advogado Rob Billot contra a Dupont durou décadas e só encontrou resolução nos anos 2010. O caso em si é surpreendente sobretudo por tomarmos ciência como esse empreendimento de pesquisas químicas de ponta atingem diversas frentes da nossa vida. De certa maneira, Haynes traz para <em><strong>O Preço da Verdade</strong></em> a mesma lógica de construção atmosférica claustrofóbica de Mal do Século. O personagem de Mark Ruffalo (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) gradualmente imagina a atuação imperceptível e destrutiva desse inimigo silencioso na rotina doméstica.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12437" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Preço da Verdade" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4371554.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mesmo encontrando como limitador um roteiro protocolar e genérico na construção do seu drama familiar e pragmático no tratamento dos meandros jurídicos do caso, Haynes consegue, com discrição e precisão cirúrgica, levar o longa para lugares insuspeitos. Isso ocorre, por exemplo, na maneira como o diretor utiliza a fotografia gélida dos arranha-céus dos escritórios de advocacia onde o caso é investigado &#8211; mais uma vez, uma excelente colaboração com Edward Lachman. Ao mesmo tempo, a paranoia é dimensionada pela dinâmica entre atores, sobretudo quando tem no centro das atenções Mark Ruffalo, em mais uma ótima interpretação.</p>
<p>O longa tem um claro apelo ao tom de denúncia e isso não lhe retira os méritos, pelo contrário, o engrandece. Em casos como esse, não tomar partido soa como negligente ao próprio propósito de contar uma trama tão grave como esta. <em><strong>O Preço da Verdade</strong></em> pode soar como algo deslocado na filmografia de Todd Haynes, mas acaba endossando os passos da sua carreira até aqui, um filme coeso, coerente com o seu gênero cinematográfico e capaz de ser contundente e preciso com a sua retórica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Todd Haynes<br />
<strong>Elenco:</strong> Mark Ruffalo, Anne Hathaway, Tim Robbins, Bill Camp, Bill Pullman, Victor Garber, Mare Winningham, William Jackson Harper, Louisa Krause</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/v7vNnxgYTzM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2019 21:59:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ari Aster (Hereditário) pertence a uma jovem geração de cineastas que têm feito bastante &#8220;barulho&#8221; entre cinéfilos e críticos, e com um relativo êxito também com o grande público. Integram o grupo, revelações dos últimos anos, alguns premiados, como Jordan Peele (Nós e Corra!) e Robert Eggers (A Bruxa e do ainda inédito no Brasil The Lighthouse). Cada qual com suas características, propostas e fandons, eles têm oferecido um certo frescor na cinematografia de um país cada vez mais receptiva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ari Aster (<em>Hereditário</em>) pertence a uma jovem geração de cineastas que têm feito bastante &#8220;barulho&#8221; entre cinéfilos e críticos, e com um relativo êxito também com o grande público. Integram o grupo, revelações dos últimos anos, alguns premiados, como Jordan Peele (<em>Nós</em> e <em>Corra!</em>) e Robert Eggers (<em>A Bruxa</em> e do ainda inédito no Brasil <em>The Lighthouse</em>). Cada qual com suas características, propostas e <em>fandons</em>, eles têm oferecido um certo frescor na cinematografia de um país cada vez mais receptiva ao gênero horror que se amplia para outras partes do mundo, trabalhando com roteiros que exibem inteligência, pertinência social, senso estético apurado e uma potência na oferta de um debate intelectualmente rico e plural sobre suas histórias.</p>
<p>Depois de <em>Hereditário</em>, Aster chega aos cinemas, um ano depois, para ser mais preciso, com o filme que o confirma como um cineasta que faz justiça às promessas lançadas, <em><strong>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</strong></em>, um longa que trata de diversos temas, mas, sobretudo, sobre os efeitos de viver em sociedade e as &#8220;estações&#8221; de um relacionamento. O recente trabalho de Aster é interessante do ponto de vista plástico, ofertando em cada frame disposições de cores e elementos que enriquecem a espectatorialidade, mas também como narrativa alegórica que sugere ser desde o seu princípio com seus temas transversais.</p>
<p>O longa tem início com o casal Christian e Dani (Jack Reynor, de <em>Transformers: A Era da Extinção</em>, e Florence Pugh, de<em> Lady Macbeth</em>, formidáveis) exibindo um relacionamento cheio de indícios de disfunção. Fragilizada pelos problemas com sua família, Dani é convencida pelo namorado a viajar para a Suécia a fim de participar de um festival que celebra o solstício e que é organizado por uma comunidade da qual um amigo do casal faz parte. Ao longo da estadia com o grupo, os dois acabam seguindo caminhos bastante distintos que revelam aos poucos para o espectador os ritos, crenças e as ações daquela comunidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11294" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2227646.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2227646.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2227646.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2227646.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O espectador que espera de <em><strong>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</strong></em> um espetáculo de carnificina, criaturas macabras e <em>jump scares</em> por segundo deve se decepcionar. Como já sugeria em <em>Hereditário</em>, Aster, como outros tantos cineastas, busca o horror em locais pontuais da sua trama gradualmente construídos com muita tensão a partir da proposição de temas sociais. Há em <em>Midsommar</em> uma espécie de olhar antropológico para a trama sugerindo, a partir do destino dos seus dois protagonistas, um horror que palpável na vivência contemporânea em sociedade.</p>
<p>De um lado, o individualismo, a falta de empatia, o narcisismo e a ambição extrema de Christian. Do outro, o refúgio na unidade coletiva de Dani. E engana-se quem acredita que o cineasta trata apenas de abuso, sexismo ou de um mal representado unicamente pela religião, sua crítica me parece não ter localização distinta, abrangendo toda forma de agrupamento social e de relações marcadas pela falta de empatia.</p>
<p>A partir disso, Aster também constrói um longa que aborda os ciclos de um relacionamento (sem generalizações) que se fundem com as estações do ano exibidas na tela através de toda a sua extensa possibilidades de signo. O filme tem início na busca de refúgio no outro e termina com o rompimento catártico vindo de uma necessidade de &#8220;eliminar&#8221; a memória do parceiro. Nesse sentido, as atuações de Pugh e Reynor são bem interessantes por não buscarem individualmente um destaque. Ambos são ótimos quando estabelecem as características de Christian e Dani na estranha dinâmica do casal.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11293" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3826604.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3826604.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3826604.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3826604.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De um lado, a Dani de Pugh exibe uma justificável fragilidade emocional decorrente do luto, mas também uma dependência afetiva que torna os demais ao seu redor reféns que não conseguem contrariá-la. Do outro, o Christian de Reynor é um sujeito frio que tenta desastrosamente estabelecer laços de afeto para manter uma aparência social, com isso desenvolve uma estranha e desarticulada intimidade com sua namorada e também com seus amigos quando na verdade pouco se interessa por eles. São personagens difíceis de criar empatia &#8211; ele mais do que ela, claro &#8211; e é justamente nessa contrariedade a uma premissa básica dos manuais de roteiro que Aster constrói o êxito da sua alegoria.</p>
<p><em>Midsommar</em> é uma macabra observação social a partir de uma estética particular que propositalmente enche a tela de cores claras, suaves e também vibrantes, normalmente associadas a sentimentos e sensações positivas, em contraste com seu início calculadamente soturno. Mesmo com essa discrepância na paleta de tonalidades, o filme segue numa crescente de tensão sugerida sobretudo por efeitos de som e música que faz o público impacientemente aguardar pelo pior destino possível para seus personagens, algo que certamente acontece mesmo que a memória espectatorial do conteúdo imagético sugira o oposto. Esse contraste serve para deixar o filme ainda mais esquisito e incomodo como narrativa.</p>
<p>Soturno com sua distribuição efusiva de cores e símbolos, <em><strong>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite </strong></em>é um filme que impacta e provoca discussões. Ainda que soe afetada, a ambição de Aster não me parece um demérito, mas uma qualidade, sobretudo em uma época que o cinema americano das telonas, sobretudo o industrial, está cada vez mais afeito a repetições e perdendo seus talentos para a TV e plataformas de <em>streaming</em> . É um cinema de personalidade, provocador e ensurdecedor como espectatorialidade, gerando debates, discussões, interpretações e valorações díspares e possíveis. Goste ou não, é o tipo de filme que não deixa o espectador indiferente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ari Aster<br />
<strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Jack Reynor, Vilhelm Blomgren, William Jackson Harper, Will Poulter, Ellora Torchia, Archie Mardekwe, Henrik Norlen, Gunnel Fred, Isabelle Grill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eHnomtWCLM0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/">Crítica: Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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