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	<title>Arquivos WiFi - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos WiFi - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: WiFi Ralph: Quebrando a Internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jan 2019 18:41:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Walt Disney Animation é um estúdio que move e molda o mercado de animações. É inevitável pensar no império do Mickey sem associa-lo ao comando da rentável indústria de filmes infantis. É impossível esperar de um novo produto animado algo diferente do sucesso. A chancela Disney (ou Disney/Pixar) tende a gerar um turbilhão de emoções e expectativas no público. Diante disso, qualquer piso fora de lugar, qualquer tropeço, mesmo que mínimo, pode gerar um tumulto absurdo. Com a estreia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>Walt Disney Animation</em> é um estúdio que move e molda o mercado de animações. É inevitável pensar no império do Mickey sem associa-lo ao comando da rentável indústria de filmes infantis. É impossível esperar de um novo produto animado algo diferente do sucesso. A chancela Disney (ou Disney/Pixar) tende a gerar um turbilhão de emoções e expectativas no público. Diante disso, qualquer piso fora de lugar, qualquer tropeço, mesmo que mínimo, pode gerar um tumulto absurdo.</p>
<p>Com a estreia de qualquer longa animado, o mercado imediatamente se prepara para o melhor resultado possível – e não seria diferente com <em><strong>WiFi Ralph: Quebrando a Internet</strong></em>. A película estreou nessa última quinta-feira (3) nos cinemas brasileiros. O longa-metragem já chegou ao circuito comercial com elogios, indicações como Melhor Animação em algumas premiações e uma bilheteria que já supera seu orçamento. Ou seja, <em>Ralph Breaks the Internet</em> (título original) tinha tudo para ser mais um sucesso indiscutível da Walt Disney, contudo, ele tem suas falhas.</p>
<p>O vilão mais heroico do fliperama e a campeã das corridas do Litwak Arcade estão de volta para mais uma aventura. Ralph (John C. Reilly) e Vanellope (Sarah Silverman) precisam salvar a Corrida Doce. Desde que o jogo acidentalmente quebrou, a rainha das corridas e todos os outros habitantes do Sugar Rush estão sem um lar. Para isso, os dois decidem embarcar numa jornada pela internet para achar a peça que vai consertar o jogo e salvar todas as personagens da Corrida Doce. Nesse caminho, contudo, eles terão que enfrentar o mundo desconhecido da internet, achar o que precisam e voltar para casa a tempo de salvar a vida de todos.</p>
<p><em>WiFi Ralph</em> parece viver a velha maldição das sequências. A dificuldade de dar continuação a uma história sempre foi um problema para as produções cinematográficas. A questão sobre nesse filme está na força dele quando comparado ao seu antecessor. <em>Detona Ralph</em> (2012) fez sucesso quando lançado, em especial pela sua mensagem por trás da história. As animações da Disney conquistam o espectador, principalmente, por se construírem como um conto de fadas, sempre com uma moral da história ao final. É aí que está a questão de <em>WiFi Ralph</em>. O problema não está no conteúdo da nova mensagem, mas na maneira como ela é elaborada no decorrer do roteiro. É bonita, mas solta. A beleza da ideia é quase que totalmente desperdiçada.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9754" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/3991052.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="WiFi Ralph: Quebrando a Internet" width="610" height="348" /></p>
<p>O problema de <strong><em>WiFi Ralph: Quebrando a Internet</em> </strong>é a comparação. É inevitável que o público relacione os dois filmes e é nessa análise que o segundo longa vai perder. Não existe mais o fator novidade para o universo. Já conhecemos o Ralph e a Vanellope. Já entendemos como funciona a beleza do universo idealizado por Rich Moore, Phil Johnston e Jim Reardon. As coisas se tornam previsíveis. O encanto se perde um pouco e acaba dando espaço para o incômodo com a repetição e as pequenas falhas.</p>
<p>A dinâmica das personagens principais tem dois momentos. O primeiro se assemelha muito a narrativa de <em>Detona Ralph</em>, o que, consequentemente, capta a atenção do espectador apesar do seu caráter óbvio. Já o segundo carrega a quebra da expectativa com o que estava proposto – o que seria bom se não fosse tão truncado. É aqui que estão as falhas. É nesse segundo momento que o público, ainda na sessão, começa a questionar a clareza da mensagem do filme e passa a fazer o destrutivo comparativo.</p>
<p>Existem claros artifícios que foram usados no novo longa para desviar a atenção do público e envolve-lo numa história secundária. A ida à world wide web é uma enorme referência ao cotidiano de qualquer pessoa. É indescritível a forma divertida e lúdica como a produção traduz alguns dos mais populares espaços da internet. O espectador fica sem fôlego tentando aproveitar todos os detalhes. Outro momento que demanda muita atenção do público é quando Vanellope vai parar no mundo digital da Disney. As pessoas se veem perdidas em um oceano vasto de auto referências. São tantas figuras conhecidas, detalhes escondidos e sutilezas que faz o espectador se perder. Todos esses artifícios são divertidos e interessantes, mas eles acabam tomando um espaço maior do que deveria.</p>
<p>A cena da Vanellope com as princesas, por exemplo, se tornou o maior divulgador dessa produção. Tendo isso em vista, a sequência perdeu seu lugar inúmeras vezes para outros elementos – sejam cenas, referências e ou até mesmo o comparativo com o antecessor. Essa é a falha maior de <em>Ralph Breaks the Internet</em>. Ele cumpre seu papel de animação divertida e esteticamente perfeita, mas peca no enredo e em seus acessórios de referência. O público consegue sair satisfeito ao final da sessão – em especial pela música final do Imagine Dragons feita para a película –, mas sai, também, com o sentimento de que a sequência poderia ter sido melhor.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/my7Q51ZF6IE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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