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	<title>Arquivos Viviane Ferreira - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Viviane Ferreira - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ó Paí, Ó 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 16:18:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lançado nos cinemas em 2007, o primeiro Ó Paí, Ó é baseado em uma peça homônima de Márcio Meirelles montada com atores do Bando de Teatro Olodum fazendo uma crônica do Pelourinho. A história apresentava um mosaico de personagens, todos moradores do famoso centro histórico de Salvador, e ganhou notoriedade por representar traços da cultura local através da música, do jeito de falar, hábitos locais&#8230; A produção dirigida por Monique Gardenberg teve uma certa repercussão nacional e até ganhou série [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-pai-o-2/">Crítica: Ó Paí, Ó 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lançado nos cinemas em 2007, o primeiro <em>Ó Paí, Ó</em> é baseado em uma peça homônima de Márcio Meirelles montada com atores do Bando de Teatro Olodum fazendo uma crônica do Pelourinho. A história apresentava um mosaico de personagens, todos moradores do famoso centro histórico de Salvador, e ganhou notoriedade por representar traços da cultura local através da música, do jeito de falar, hábitos locais&#8230; A produção dirigida por Monique Gardenberg teve uma certa repercussão nacional e até ganhou série na Rede Globo.</p>
<p>A continuação de <em>Ó Paí, Ó</em> chega para o público tardiamente, quase quinze anos depois e fica difícil para o longa exigir da audiência alguma vaga lembrança da trama e das suas personagens, ainda que figuras como Neusão, interpretada por Tania Tôko, e a religiosa Dona Joana, da atriz Luciana Souza, nem precisem fazer muito esforço para garantir a imediata simpatia do público. Como no primeiro longa, não existe em <strong><em>Ó Paí, Ó 2</em></strong> uma premissa que garanta algum tipo de unidade à narrativa. O longa até ensaia a perda do bar de Neusão, o luto de Dona Joana ou a batalha pelo reconhecimento artístico do Roque de Lázaro Ramos como o fios condutores do drama principal do projeto, mas a essência da produção é mesmo a dispersão &#8211; e, nesse caso específico, isso não chega a ser um problema.</p>
<p>Há no projeto o mérito de pincelar algumas discussões relevantes como os problemas de uma indústria cultural que não reconhece os verdadeiros artistas por trás das suas obras e a ameaça da especulação imobiliária ao patrimônio histórico da cidade. Existe também na continuação um esforço de dimensionar a força daquele grupo de personagens como coletivo, colaborando uns com os outros na superação dos seus respectivos problemas. Contudo, há também um tratamento vacilante do projeto no que tange às discussões sobre questões contemporâneas &#8211; que nem são mais tão contemporâneas assim &#8211; como é o caso do metaverso e a inclusão das novas gerações nessa história.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17512" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/322905611-8-o-pai-o-2-via-h20-films.jpg" alt="Ó Paí, Ó 2" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/322905611-8-o-pai-o-2-via-h20-films.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/322905611-8-o-pai-o-2-via-h20-films-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/322905611-8-o-pai-o-2-via-h20-films-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/322905611-8-o-pai-o-2-via-h20-films-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A direção de Viviane Ferreira tem seus bons momentos, como o interessante uso das canções feito pelo projeto, inclinando-o para o gênero musical, mas de maneira geral não é tão bom quanto o trabalho de Monique Gardenberg no primeiro filme. O projeto também parece não saber o que fazer com alguns personagens que tinham uma certa relevância no primeiro longa e que aqui surgem apenas &#8220;para constar&#8221; e garantir algum tipo de memória afetiva, como é o caso da Psilene de Dira Paes, do Reginaldo de Érico Brás e Yolanda de Lyu Arisson.</p>
<p><em><strong>Ó Paí, Ó</strong> 2</em> sofre dos problemas de uma sequência cinematográfica tardia, a falta de timing, o que prejudica até mesmo o retomada de alguns personagens pelo seu elenco. Entre erros e acertos, o projeto tem o mérito de sustentar muito bem seu orgulho pela identidade baiana, fazendo uma reverência muito sensível a todos os elementos que a constituem. Narrativamente, <strong><em>Ó Paí, Ó 2</em></strong> tem seus tropeços, mas consegue imprimir na tela como poucos a tal &#8220;baianidade&#8221; e a participação de artistas locais é fundamental para o filme mais uma vez atingir esse objetivo, ainda que de maneira não tão interessante quanto da primeira vez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Viviane Ferreira</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lázaro Ramos, Luciana Souza, Érico Brás, Valdinéia Soriano, Dira Paes, Lyu Arisson, Tânia Toko</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/2j8UPVfGy-E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Mostra de São Paulo: Um Dia com Jerusa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2020 03:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Extensão do curta-metragem, de 2014, intitulado O dia de Jerusa, a diretora e roteirista Viviane Ferreira volta a narrar o encontro entre Jerusa (Léa Garcia) e Silvia (Débora Marçal) em Um Dia com Jerusa. A primeira é uma senhora de 77 anos que está fazendo aniversário. A segunda é funcionária de uma empresa que faz pesquisas de marcas com o consumidor. Neste encontro da dupla histórias sobre o passado, ancestralidades e questões raciais são evocadas. Há uma potência nesta relação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Extensão do curta-metragem, de 2014, intitulado <em>O dia de Jerusa</em>, a diretora e roteirista Viviane Ferreira volta a narrar o encontro entre Jerusa (Léa Garcia) e Silvia (Débora Marçal) em <em><strong>Um Dia com Jerusa</strong></em>. A primeira é uma senhora de 77 anos que está fazendo aniversário. A segunda é funcionária de uma empresa que faz pesquisas de marcas com o consumidor. Neste encontro da dupla histórias sobre o passado, ancestralidades e questões raciais são evocadas. Há uma potência nesta relação das duas que é criada em um pouco mais e uma hora de projeção.</p>
<p>Aqui fica a aposta em retomar muitas ações e diálogos que funcionaram no curta, mas também é possível enxergar o esforço para expandir este universo estabelecido anteriormente. Apesar desta tentativa louvável, o longa não consegue sanar os problemas da obra original ou até mesmo manter os seus elementos positivos. O que acontece é uma criação de atmosfera artificial.</p>
<p>A começar pela decupagem problemática, na qual enquadramentos mal elaborados afastam o espectador da história que está sendo contada. Fica uma sensação de ansiedade e de uma câmera “aflita” que busca o próximo plano. Antes de ter finalizado uma sequência, o enquadramento seguinte já anuncia uma mudança de movimentação. Este recurso poderia, claro, ser efetivo. No entanto, ele provoca quebras na narrativa e pode dispersar o público. Porque eles não fomentam a trama, não deixam que sejam vistas as emoções de Jerusa ou as reações de Silvia.</p>
<p>Outro incômodo é a direção de atores. O texto sai truncado e colorido como se ambas estivem fazendo um discurso. O tom evocativo já era algo presente anteriormente, mas trabalhado com mesclas rítmicas nas intenções que equilibravam o jogo de cena. Esta espécie de monocordia cria um muro na construção de empatia com aquelas personagens e são outro ponto de afastamento com a produção. Há uma constante sensação de anúncio de algo que estar por vir, constantemente. Nesta dinâmica repetitiva, o ritmo se desfaz inúmeras vezes, como na cena em que Jerusa pede seu remédio. Não há motivação de personagem e instalação física antes para que tal ato seja justificado.</p>
<p>É importante ressaltar que existe uma utilização intensa de saturação e contrastes altos que oscilam na tela. Em partes, esta estratégia funciona quando o filme parece querer passar as tensões do cotidiano da população negra e os injustos encarceramentos vindos de um país injusto e racista, porque eleva as tensões, como nas imagens que chegam para demonstrar o que sente Silvia em seus transes. No entanto, esta escolha acaba deixando a fruição incômoda, principalmente a partir do momento que o enredo acontece dentro da casa de Jerusa.</p>
<p>Há um apelo da direção de arte em transformar aquele local em um ambiente tipicamente ocupado por uma senhora de idade. E este trabalho é cuidadoso e minimalista. Contudo, com as temperaturas tão altas no ecrã, é difícil fruir a quantidade amarelo e alaranjados se sobressaindo. Esta é a maior questão de <strong><em>Um Dia com Jerusa</em></strong>, são muitas informações fortes, com uma quantidade mínima de respiros.</p>
<p>Apesar de tudo, a obra pode agradar por reunir momentos positivos, dentro da criação de intimidade entre estas duas figuras que são Jerusa e Silvia, em como elas se conectam através do passado de Jerusa e sua família e como em uma tarde estas vidas parecem tão entrelaçadas. Este é um ganho de Ferreira, a forma como ela consegue fazer com que um sentimento de imersão naquele dia destas duas mulheres seja tão palpável.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Viviane Ferreira</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Léa Garcia, Débora Marçal, Antônio Pitanga</p>
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