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	<title>Arquivos Vincent Lindon - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Festival Varilux: Rodin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jun 2017 11:17:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Auguste Rodin]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Varilux de Cinema Francês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O escultor Auguste Rodin é daqueles artistas controversos que até hoje rende biografias com diferentes perspectivas e pontos de vista sobre sua vida e arte. Se por um lado deixou um legado artístico que sobreviveu por anos (com algumas polêmicas de plágio no meio, é verdade), por outro teve uma vida pessoal marcada por relacionamentos complicados de se aceitar nos dias de hoje. Rodin, filme de Jacques Doillon, é mais um desses relatos Rodin era conhecido por se relacionar com as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O escultor Auguste Rodin é daqueles artistas controversos que até hoje rende biografias com diferentes perspectivas e pontos de vista sobre sua vida e arte. Se por um lado deixou um legado artístico que sobreviveu por anos (com algumas polêmicas de plágio no meio, é verdade), por outro teve uma vida pessoal marcada por relacionamentos complicados de se aceitar nos dias de hoje. <i>Rodin</i>, filme de Jacques Doillon, é mais um desses relatos</p>
<p>Rodin era conhecido por se relacionar com as jovens que serviam de modelo para suas esculturas e também com as alunas do seu ateliê, a mais famosa delas, Camille Claudel, que entrou em profundo desgosto após o término do relacionamento e por ver o valor da sua obra (tão ou mais relevante que a de Rodin) ser negado pela sociedade machista. <i>Rodin</i> explora todos esses meandros da vida do seu biografado, porém sofre pela estranha frieza com que Doillon se apropria dessa história.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Entre a defesa fervorosa pelo artista Auguste Rodin, arcando com as consequências de aderir a um discurso machista sobre a arte e o fazer artístico, e um olhar mais clínico a respeito da conduta do seu biografado nesse questionável cruzamento entre sua vida pessoal e seu ofício, Jacques Doillon opta por situar-se em um entre caminho que em nada favorece sua obra, pelo contrário, demonstra uma certa covardia de enfrentar os fatos e confrontar saudavelmente seu personagem central. Narrativa e esteticamente frio e massante, <i>Rodin </i>é uma biografia cansativa e burocrática que parece temer abraçar um posicionamento a respeito do seu protagonista, ainda que Doillon pareça claramente ter algum ponto de vista a oferecer.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como resultado, <i>Rodin </i>acaba sendo uma daquelas cinebiografias que se distanciam tanto do seu biografado a ponto de fazer com que o público não consiga ter acesso à sua personalidade e entender o propósito de seu relato em específico. Nem mesmo a interpretação de Vincent Lindon é capaz de fazer algo pelo filme, já que o ator parece tão distante do artista que interpreta quanto seu diretor. É estranho acompanhar um longa que parece flertar o tempo inteiro com a intimidade de um personagem e sairmos da sessão sem uma ligeira dimensão do que seus envolvidos pensam sobre aquele sujeito. É esta exata sensação que <i>Rodin </i>nos deixa quando sobem os créditos.</p>
<p>Obs.: O filme está em cartaz na programação do Festival Varilux de Cinema Francês que está ocorrendo em várias cidades brasileiras. Para ficar por dentro dos horários das sessões desse e de outros títulos que estão na programação do evento, <a href="http://www.variluxcinefrances.com.br/">clique aqui. </a></p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/L8ahbndKxtM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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