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	<title>Arquivos Vício Inerente - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Vício Inerente - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Vício Inerente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2015 21:55:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Provavelmente uma das tarefas mais ingratas que já tive foi escrever sobre um filme do Paul Thomas Anderson que não gostei, no caso, seu mais recente longa Vício Inerente. Anderson é um dos meus cineastas favoritos, portanto me deparar com uma obra do diretor que não mexa comigo é particularmente difícil. Vício Inerente quebra este pacto que estabeleci com filmes como Boogie Nights, Magnólia, Sangue Negro, O Mestre e até mesmo o seu subvalorizado Embriagado de Amor, obras marcadas pela inventividade e energia narrativa do seu realizador. Vício Inerente traz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2771" aria-describedby="caption-attachment-2771" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-2771 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice-620x348.jpg" alt="inherent-vice" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2771" class="wp-caption-text">Trip: Joaquin Phoenix e a novata Katherine Waterson em cena de &#8220;Vício Inerente&#8221;</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #000000;">
<p>Provavelmente uma das tarefas mais ingratas que já tive foi escrever sobre um filme do Paul Thomas Anderson que não gostei, no caso, seu mais recente longa <i>Vício Inerente</i>. Anderson é um dos meus cineastas favoritos, portanto me deparar com uma obra do diretor que não mexa comigo é particularmente difícil. <i>Vício Inerente </i>quebra este pacto que estabeleci com filmes como <i>Boogie Nights</i>, <i>Magnólia</i>, <i>Sangue Negro</i>, <i>O Mestre </i>e até mesmo o seu subvalorizado <i>Embriagado de Amor</i>, obras marcadas pela inventividade e energia narrativa do seu realizador. <i>Vício Inerente </i>traz o mesmo Paul Thomas Anderson desses projetos, um diretor preocupado em testar a linguagem cinematográfica através de ângulos narrativos improváveis, porém, pela primeira vez, o realizador concebe tão e somente um exercício de estilo, o que é uma pena.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Baseado no cultuado romance policial de Thomas Pynchon, <i>Vício Inerente </i>é ambientado na Califórnia da década de 1970 e tem início quando Shasta Fey vai ao encontro do seu ex-namorado, o detetive Larry &#8220;Doc&#8221; Sportello, para lhe pedir um favor. Ela quer que &#8220;Doc&#8221; a ajude a sair de uma trama que envolve o seu amante, um magnata do ramo imobiliário, sua esposa e o homem com quem ela o trai. A dupla pede a ajuda de Shasta para que eles consigam dar um sumiço no empresário e ficar com todo o patrimônio dele. O caso leva &#8220;Doc&#8221; a um enredo muito mais complicado que envolve um esquema de venda de drogas, o FBI e um saxofonista impedido de ver a sua família.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_2772" aria-describedby="caption-attachment-2772" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent_vice-1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2772 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent_vice-1-620x345.jpg" alt="INHERENT VICE" width="620" height="345" /></a><figcaption id="caption-attachment-2772" class="wp-caption-text">&#8220;Cameos&#8221; : Reese Whiterspoon integra um elenco de peso que faz participações no longa</figcaption></figure>
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<div style="color: #000000;">
<p>Para contar esta trama policial que insere o <i>noir </i>no universo <i>hippie </i>e de conspirações políticas dos EUA dos anos 1970, Paul Thomas Anderson tenta se aproximar do espírito do livro de Thomas Pynchon realizando um trabalho cujo êxito merece inquestionavelmente o reconhecimento. Todo o longa é marcado por uma ausência de linearidade narrativa e até mesmo pela falta de logicidade, características que são antíteses por excelência do gênero no qual o filme se enquadraria, o suspense ou o filme policial. O objetivo de Pynchon &#8211; e, de quebra, Anderson &#8211; é conferir à história a perspectiva que o seu narrador, &#8220;Doc&#8221; Sportello, tem dos eventos que presencia, e claro que é uma perspectiva completamente alucinógena tal qual os efeitos do coquetel pesado de drogas que ele consome. O grande problema é que, a despeito desta coerência, esse exercício narrativo de Anderson acaba entrando em atrito com a própria linguagem cinematográfica e <i>Vício Inerente </i>assume um discurso auto-indulgente e torna-se um filme com mais de duas horas de duração que exigem paciência do espectador sem conseguir estabelecer nenhum vínculo com o público, que nem mesmo se sente envolvido com a trama na tentativa de decifrá-la já que, no fim das contas, muito mais do que lançar pistas visuais todo e qualquer movimento da história tem sua dose de &#8220;trip&#8221; <i>non sense </i>do protagonista, ou seja, não necessariamente requer uma tentativa de leitura, é simplesmente um delírio narrativo .</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Desde <i>Magnólia</i> Anderson não trabalhava com um elenco tão grande. Há participações pontuais e muito positivas de Owen Wilson, Reese Whiterspoon, Benicio Del Toro, Maya Rudolph, Jena Malone e Eric Roberts. Ainda assim, o centro da história é o personagem de Joaquin Phoenix, que nem foi a primeira opção para viver &#8220;Doc&#8221; (a primeira foi Robert Downey Jr.), mas que mostra-se como uma daquelas escalações que caem como uma luva no personagem. Phoenix tem dois grandes parceiros de cena nesse filme: Josh Brolin, interessante como o policial &#8220;Pé Grande&#8221; Bjornsen; e a revelação do longa, Katherine Waterson, encarnando com precisão a versão <i>femme fatale </i>do romance de Pynchon, a confusa, &#8220;indefesa&#8221; e irresistível Shasta Fey.</p>
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</div>
<figure id="attachment_2773" aria-describedby="caption-attachment-2773" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice-owen-wilson-joaquin-phoenix.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2773 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/inherent-vice-owen-wilson-joaquin-phoenix-620x371.jpg" alt="inherent-vice-owen-wilson-joaquin-phoenix" width="620" height="371" /></a><figcaption id="caption-attachment-2773" class="wp-caption-text">Conspirações e muitas drogas: Trama policial envolve um esquema complexo de venda de drogas e personagens reféns dele, como é o caso daquele vivido por Owen Wilson.</figcaption></figure>
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<p><span style="color: #000000;">No final das contas, </span><i style="color: #000000;">Vício Inerente </i><span style="color: #000000;">não é uma grande tragédia cinematográfica como alguns anunciam, está longe de ser e provavelmente merece ser constantemente revisitado. Por enquanto, e particularmente, o que pode ser dito é que é um filme de acesso emperrado que parece preferir enclausurar-se na definição de exercício narrativo do que estabelecer algum diálogo com o público. Se nos longas anteriores de Anderson o espectador de alguma forma se sentia tocado por personagens cuja humanidade e empatia transbordavam na tela, em </span><i style="color: #000000;">Vício Inerente </i><span style="color: #000000;">essas figuras e a história que protagonizam parecem rarefeitos. Assim, a filmografia do diretor até então, marcada por histórias que mesmo depois dos créditos finais deixavam suas marcas no espectador, tem um grande corte com </span><i style="color: #000000;">Vício Inerente</i><span style="color: #000000;"> uma mera &#8220;piração&#8221; ou &#8220;trip&#8221; coletiva de Anderson, Pynchon e &#8220;Doc&#8221; Sportello, É isso, apenas uma &#8220;trip&#8221;.</span></p>
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		<title>Podcast #01 &#8211; Retrospectiva 2014: Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jan 2015 20:55:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; 2015 tá só começando e nós já estamos aquecendo as turbinas comentando os filmes que mais esperamos nesse ano. Expectativas e dúvidas não faltam. Será que Minions vai vingar? E Cinquenta Tons de Cinza? Ainda há credibilidade nos contos de fadas em live action depois de tantos fiascos? O que esperar de Cinderela? Fanboys (and girls!), Jurassic World ou Star Wars &#8211; O Despertar da Força? E a Julianne Moore? Será que dessa vez ela finalmente leva o Oscar? [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/podcast-01-retrospectiva-2014-parte-2/">Podcast #01 &#8211; Retrospectiva 2014: Parte 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2536" aria-describedby="caption-attachment-2536" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/img_917988921.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2536 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/img_917988921-620x200.jpg" alt="img_91798892" width="620" height="200" /></a><figcaption id="caption-attachment-2536" class="wp-caption-text">Podcast #01- Retrospectiva 2014: Parte 2</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>2015 tá só começando e nós já estamos aquecendo as turbinas comentando os filmes que mais esperamos nesse ano. Expectativas e dúvidas não faltam. Será que <strong><em>Minions </em></strong>vai vingar? E <strong><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></strong>? Ainda há credibilidade nos contos de fadas em <em>live action </em>depois de tantos fiascos? O que esperar de <strong><em>Cinderela</em></strong>? Fanboys (and girls!), <strong><em>Jurassic World </em></strong>ou <strong><em>Star Wars &#8211; O Despertar da Força</em></strong>? E a Julianne Moore? Será que dessa vez ela finalmente leva o Oscar? Dos filmes da atriz, você está aguardando mais <strong><em>Still Alice </em></strong>ou <strong><em>Mapa para as Estrelas</em></strong>?</p>
<p>Ainda deu tempo de finalizar a retrospectiva 2014, iniciada na <a href="http://coisadecinefilo.com.br/podcast-01-retrospectiva-2014-parte-1/">parte 1 do podcast,</a> elencando os piores filmes do ano que passou e Enoe pôde falar enfim sua lista de melhores atuações do ano! Preparem-se, não sobrou pedra sobre pedra. A galera é a mesma, Marcela Gelinski, Wanderley Teixeira e Enoe Lopes Pontes. Esperamos que gostem e comentem sobre o programa nos nossos canais de comunicação já conhecidos!</p>
<p>Trechos do podcast:</p>
<p>00:00 &#8211; Piores filmes de 2014</p>
<p>26: 51 &#8211; Melhores atuações de 2014, segundo Enoe</p>
<p>28:16 &#8211; Perspectivas para 2015</p>
<p><strong>ATENÇÃO! CUIDADO COM EVENTUAIS SPOILERS SOBRE OS FILMES COMENTADOS!</strong></p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/microfono_thumb.png"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2531 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/microfono_thumb.png" alt="microfono_thumb" width="102" height="171" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ouça </strong><a href="https://www.copy.com/s/gz3DPflkeQhbq3I7/Podcast%20Retrospectiva%202014%20-%20Parte%202.wav" target="_blank">aqui </a><strong>o Podcast #01 &#8211; Retrospectiva 2014: Parte 2</strong></p>
<p><strong>ATENÇÃO! CUIDADO COM EVENTUAIS SPOILERS SOBRE OS FILMES COMENTADOS!</strong></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/podcast-01-retrospectiva-2014-parte-2/">Podcast #01 &#8211; Retrospectiva 2014: Parte 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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