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	<title>Arquivos Um Sonho sem Limites - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Um Sonho sem Limites - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Nicole Kidman: Uma carreira em 10 atos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2017 19:23:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta terça-feira (20), Nicole Kidman está completando 50 anos. No auge da sua maturidade profissional, Kidman segue colhendo os louros da sua poderosa interpretação na minissérie da HBO Big Little Lies e esteve recentemente nos cinemas com Lion: Uma Jornada para Casa, longa que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar. A jornada da australiana, no entanto, não começou agora, claro. Na ativa desde os anos de 1980, Kidman coleciona glórias e derrotas em uma carreira cheia de altos e baixos que a atriz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta terça-feira (20), Nicole Kidman está completando 50 anos. No auge da sua maturidade profissional, Kidman segue colhendo os louros da sua poderosa interpretação na minissérie da HBO <em>Big Little Lies </em>e esteve recentemente nos cinemas com <em>Lion: Uma Jornada para Casa</em>, longa que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar. A jornada da australiana, no entanto, não começou agora, claro. Na ativa desde os anos de 1980, Kidman coleciona glórias e derrotas em uma carreira cheia de altos e baixos que a atriz administra com igual graciosidade e talento através de escolhas ousadas que desafiam os padrões hollywoodianos até hoje. Aproveitando a ocasião, fizemos um retrospecto da carreira de Nicole em 10 atos que justificam nosso amor por essa diva australiana que por tantos anos nos encanta com suas atuações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7813" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1980.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato um: </strong>A carreira na Austrália</p>
<p style="text-align: left;">Quando começou a trabalhar na Austrália, Nicole Kidman tinha por volta dos seus 15 anos de idade. Alta, sardenta e ostentando cachos ruivos que lhe renderam apelidos nada carinhosos nos tempos de escola, Nicole teve seus primeiros passos na televisão australiana com o filme <em>Skin Deep </em>e conseguiu ser apadrinhada por gente graúda, como o diretor George Miller (<em>Mad Max</em>), que começou a escalar a atriz para muitas de suas produções. A ótima relação com Miller rendeu a Nicole duas atuações até hoje celebradas na Austrália: as minisséries <em>Vietnam </em>(1987) e <em>Bangkok Hilton</em> (1989)<i>, </i>produções da Kennedy Miller, produtora do cineasta. Pela primeira, Kidman conseguiu o prêmio de melhor atriz pelo Australian Film Institute na categoria minissérie interpretando uma jovem ativista anti-guerra que se comove com a situação de australianos envolvidos no conflito do Vietnã( 2:55):</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Hd1yTu_Gqa4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7814" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1989.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato dois: </strong>A chegada em Hollywood</p>
<p>Kidman estrelou uma dúzia de filmes australianos que contribuíram para a construção do seu estrelato local, como <em>Bush Christmas</em>, <em>Bicicletas Voadoras</em>, <em>Archer: O Corcel Lendário </em>e <em>A Dança das Sombras</em>. Porém, não demoraria muito para Hollywood perceber a atriz. A oportunidade veio em 1989 com <em>Terror a Bordo</em>, <em>thriller </em>dirigido pelo australiano Phillip Noyce. No longa, Kidman e Sam Neill interpretam um casal que decidem passar um tempo isolado em alto mar para esquecer uma tragédia familiar e acaba dando de cara com um estranho que teve um problema com seu barco. Diferente das produções australianas anteriormente protagonizadas por Nicole, <em>Terror a Bordo </em>teve um alcance mundial e foi distribuído pela Warner. Assim como <em>Vietnam </em>e <em>Bangkok Hilton</em>, o filme era produzido por George Miller e parecia formatado para catapultar a carreira de Nicole. Ao repercutir nas bilheterias e ter uma ótima aceitação da crítica, Nicole passou a ser chamada para testes em grandes produções hollywoodianas como <em>Ghost: Do Outro Lado da Vida</em>. Sua estreia em Hollywood, no entanto, foi numa participação em <em>Dias de Trovão</em>,<em> </em>de Tony Scott, onde a atriz interpretou uma médica que envolvida amorosamente com o piloto de corridas vivido pelo astro Tom Cruise, com quem se casaria e protagonizaria também <em>Um Sonho Distante</em>, aventura romântica sobre a corrida do ouro nos EUA conduzida por Ron Howard, em 1992.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7815" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1995.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato três:</strong> Voos solo</p>
<p>Se desvencilhar do título &#8220;Sra. Tom Cruise&#8221; foi difícil para a atriz. Sua carreira em Hollywood não parecia trazer nem vestígios dos seus primeiros anos na Austrália. Mesmo tendo sido indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante pelo longa <em>Billy Bathgate: O Mundo aos seus Pés </em>em 1992, nenhum dos trabalhos de Nicole que seguiram <em>Dias de Trovão </em>pareciam expressivos, como atestam o dramalhão <em>Minha Vida </em>e o suspense <em>Malícia</em>, ambos de 1993. Mesmo <em>Um Sonho Distante</em>, que teve uma relativa repercussão, parecia ser sufocado pelo interesse público na vida íntima de Kidman e seu marido.</p>
<p>As coisas começaram a mudar a partir de 1995. Nicole saiu um pouco da sombra de Cruise e protagonizou dois dos filmes mais emblemáticos de sua carreira. No verão americano, ela esteve em <em>Batman Eternamente</em> interpretando a psiquiatra Dra. Chase Meridian, interesse amoroso do icônico herói da DC Comics. O filme de Joel Schumacher foi uma das dez maiores bilheterias daquele ano e bateu o recorde de melhor abertura de um filme marcado antes por <em>Jurassic Park </em>em 1993. Era o <em>hit </em>que Kidman precisava. Por sua vez, ainda em 1995, a atriz esteve em Cannes com a comédia de humor negro <em>Um Sonho sem Limites</em> do cineasta Gus Van Sant na qual interpretou a ambiciosa repórter de TV Suzanne Stone Maretto, uma interpretação que lhe valeu elogios, prêmios como o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical e o Critic&#8217;s Choice Awards de melhor atriz e rumores de uma primeira indicação ao Oscar, que, para a decepção de muitos, não ocorreu.</p>
<p>O longa marcou a estreia dos jovens Joaquin Phoenix e Casey Affleck e acaba de ser lançado pela primeira vez em DVD no Brasil pela distribuidora Obras-Primas. Entre as cenas mais memoráveis da atriz no longa está um monólogo de abertura que nos dá pistas da natureza doentia da personagem e da sua obsessão pela fama a qualquer preço:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DC88UajiTnM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7816" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/7d34c803e054cf01fe0beb0d473b7a04-Copia.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato quatro: </strong>Kubrick, Um mentor</p>
<p>Após <em>Um Sonho sem Limites</em>, muitos esperavam que Kidman tomasse as rédeas da sua carreira. Em 1996, a australiana protagonizou enfim um longa da sua amiga Jane Campion, o drama de época <em>Retratos de uma Mulher</em>, baseado no romance homônimo de Henry James, e obteve elogios por sua atuação ao lado de John Malkovich como uma jovem que se vê enredada em uma relação abusiva com um mau caráter. Ao filme de Campion, seguiram títulos mais comerciais como <em>O Pacificador</em> e <em>Da Magia à Sedução</em>, nos quais Nicole dividia a tela com George Clooney e Sandra Bullock, respectivamente. Contudo, parecia que Nicole abria mão de certos projetos para se dedicar mesmo ao seu casamento a à criação dos dois filhos que adotara com Cruise, Isabella e Connor.</p>
<p>Tudo mudaria quando o casal decidiu participar de um projeto do cultuado cineasta Stanley Kubrick, <em>De Olhos bem Fechados. </em>Inspirado no romance <em>Traumnovelle</em> de Arthur Schnitzler, o longa contava a história de um homem que após uma discussão com sua esposa empreendia uma jornada de descoberta sexual em Nova York. Dois anos intensos de convivência com Kubrick nos sets de <em>De Olhos bem Fechados </em>renderam a Nicole uma relação muito próxima com o cineasta e sua família. Até hoje, Kidman repercute as palavras e conselhos de Kubrick dados na ocasião das filmagens do drama, &#8220;Proteja seu talento, invista nele, escolha os autores&#8221;, relembra a atriz. Essas ideias acabaram influenciando de fato aquilo que Nicole Kidman buscou para si em sua carreira e traz consigo uma relação de devoção e entrega da atriz com seus diretores que se repete em outros projetos.</p>
<p><em>De Olhos bem Fechados </em>foi o último trabalho de Stanley Kubrick nos cinemas. Em 1999, quando saiu  para divulgar o filme, Nicole não conseguia esconder a emoção ao falar do amigo Kubrick (5:38):</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rjmFQfQH2QM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7817" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/2001.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato cinco: </strong>Kidmania</p>
<p>2001 foi um ano tumultuado na vida da atriz. Na vida pessoal, Kidman estava passando pelo divórcio e por toda sorte de exposição advinda dele. Porém, no primeiro ano do século XXI, a atriz desabrochou aos olhares do mundo. Em Cannes, Nicole apresentava <em>Moulin Rouge</em>, renascimento dos musicais conduzido pelo australiano Baz Luhrmann ambientado na virada do século XX (mais pertinente e simbólico que isso, impossível!) protagonizado por uma cortesã da famosa casa de shows parisiense e um aspirante a escritor interpretado por Ewan McGregor. <em>Moulin Rouge </em>trazia em sua trilha uma compilação de <em>hits </em>popularizados nas versões de Nirvana, David Bowie, Madonna e Elton John interpretados pelo elenco do filme. Inegavelmente, <em>Moulin Rouge </em>é o trabalho que imortaliza Nicole Kidman nas telas e nada pode ser mais emblemático sobre o ícone que surgia aos nossos olhos do que a entrada de sua Satine no Moulin Rouge cantando &#8220;Diamonds are a girl&#8217;s best friend&#8221;:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/a1REfTIc5po" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Como se não bastasse o sucesso de <em>Moulin Rouge</em>, Kidman ainda lançaria em 2001 o suspense <em>Os Outros</em>, de Alejandro Amenábar. No filme, Nicole interpreta uma mulher à espera do retorno do seu marido da guerra enquanto cuida dos seus dois filhos doentes. Tal qual <em>Moulin Rouge</em>, <em>Os Outros </em>caiu nas graças do público e da crítica. Nicole estava em todas as capas de revista e manchetes de jornais como o nome de Hollywood em 2001, acenando a chegada de sua primeira indicação ao Oscar de melhor atriz com <em>Moulin Rouge</em>. Na época, ficou notória a sua primeira grande entrevista para o apresentador David Letterman no <em>Late Show </em>no qual Nicole teve sim que falar do divórcio, mas também abordava o ótimo momento da sua carreira e como o público estava acolhendo-a:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iFJvzlm8adQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7818" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/2003.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato seis:</strong> O Oscar</p>
<p>Dividindo a tela com Meryl Streep e Julianne Moore, Nicole Kidman conseguiu o Oscar de melhor atriz pelo filme <em>As Horas</em>, do diretor inglês Stephen Saldry, interpretando a escritora Virginia Woolf. Baseado no romance homônimo de Michael Cunningham, o longa intercala um dia na vida de três mulheres atravessadas pelo romance <em>Sra. Dalloway</em>: a escritora do livro Virginia Woolf (Nicole), única personagem que de fato existiu fora da ficção; a dona de casa Laura Brown (Moore); a editora de livros Clarissa Vaughn (Streep). O longa até hoje é bastante cultuado, sobretudo na comunidade LGBT, e não só rendeu 9 indicações ao Oscar, como também um prêmio de melhor atriz coletivo para suas  três protagonistas no Festival de Berlim. Sozinha, Nicole levou o prêmio de melhor atriz em drama no Globo de Ouro (o terceiro da sua carreira) e de melhor atriz no Bafta.</p>
<p>No Oscar, Kidman enfrentou a concorrência de Renée Zellweger (<em>Chicago</em>), Julianne Moore (<em>Longe do Paraíso</em>), Salma Hayek (<em>Frida</em>) e Diane Lane (<em>Infidelidade</em>). Para viver Virginia, Nicole sofreu uma drástica transformação física, o que incluia uma prótese de nariz para ficar mais próxima da aparência da escritora. A transformação gerou inclusive uma piada do ator Denzel Washington que entregou o prêmio da Academia para a atriz. Na ocasião, os EUA invadia o Afeganistão pós-11 de setembro e a cerimônia foi marcada por alguns discursos de cunho político (Michael Moore ganhou o prêmio de melhor documentário por <em>Fahrenheit</em> 9/11)<em>.</em> Nicole fez um desses discursos e falava sobre a importância da arte em tempos sombrios como aquele que o mundo vivia:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/D0FWFQpnZ54" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7837" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/article-2580156-1C43661400000578-384_634x450.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato sete:</strong> S<em>tar quality</em> nos seus próprios termos</p>
<p>Com<strong>  </strong>Hollywood a seus pés e um Oscar em suas mãos, Kidman poderia trilhar os caminhos das suas colegas e ficar satisfeita com mega contratos para produções de grande orçamento ou aspirar ser a nova &#8220;queridinha da América&#8221; em comédias românticas. Pós-Oscar, contudo, Kidman se comprometeu com <em>Reencarnação </em>de Jonathan Glazer, um drama difícil e só redescoberto pela cinefilia anos depois de seu lançamento. Nele a australiana interpretava uma viúva que acreditava piamente que um garoto de 10 anos era a reencarnação do seu falecido marido. Movida pelo mesmo desejo de procurar os &#8220;autores&#8221;, um ano antes, após o sucesso de <em>Os Outros </em>e <em>Moulin Rouge</em>, Kidman foi para a Europa filmar <em>Dogville</em> de Lars von Trier, drama sobre uma mulher explorada por uma comunidade rural no interior dos EUA filmado em um galpão com um cenário formado apenas por marcações de giz no chão.</p>
<p>Nicole, contudo, nunca deixou de buscar produções mais populares como a adaptação cinematográfica da série de TV <em>A Feiticeira</em>, filmes que exploravam seu <em>status </em>de diva das telas como <em>Cold Mountain</em>,  <em>Austrália </em>e <em>Nine</em> ou aceitar cachês milionários como os US$ 17 milhões por <em>Invasores. </em>Porém, a atriz alternava essas escolhas com trabalhos de cineastas cultuados ou que haviam acabado de ser descobertos pela crítica como <em>A Pele</em>, por exemplo, cinebiografia da fotógrafa Diane Arbus conduzida Steven Shainberg, diretor de <em>Secretária</em>.</p>
<p>Assim, Kidman firmava algo que já se desenhava em 1995, quando ofereceu ao público <em>Batman Eternamente</em>, mas também <em>Um Sonho sem Limites. </em>Isso<em> </em>se repetia em seu momento pós-Oscar. No ano de 2007, Nicole esteve nos cinemas com o <em>blockbuster </em><em>A Bússola de Ouro (foto), </em>mas também no <em>indie </em><em>Margot e o Casamento</em>, de Noah Baumbach, ao lado de Jennifer Jason Leigh e Jack Black.</p>
<p>Uma matéria recente do Buzz Feed aborda essa política traçada por Kidman em sua carreira e mostra como ao mesmo tempo em que esse caminho parece um &#8220;mundo ideal&#8221; na concepção de uma trajetória profissional, trouxe percalços para Nicole. Ao trafegar pelas duas frentes, a atriz parecia não conseguir ser uma figura pública popular o suficiente tal qual contemporâneas como Cameron Diaz ou Julia Roberts e também sofrer um certo desdém do circuito independente que a via como uma estrela intocável de Hollywood. <a href="https://www.buzzfeed.com/annehelenpetersen/quantas-vezes-mais-nicole-kidman-vai-precisar-prov?utm_term=.xxkm855g3#.iedGOvvqm">Leia a matéria completa aqui.</a></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7820" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/2010.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato oito: </strong>Blossom Films</p>
<p>Aos 40, Kidman passava por uma escassez de projetos típica de toda atriz em sua faixa etária. Se preparando para a maturidade, a australiana fez o que muitos atores costumam fazer, abriu a sua própria produtora de cinema. Junto com o sócio Peer Sari, Nicole fundou a Blossom Films para que, entre outras coisas, pudesse levar à frente projetos nos quais desejasse atuar. O primeiro deles foi o drama de baixo orçamento (US$ 5 milhões) <em>Reencontrando a Felicidade</em>, adaptação cinematográfica da peça <em>A Toca do Coelho </em>da David Lindsay-Abaire que havia rendido um Tony de melhor atriz para Cynthia Nixon. O projeto fora roteirizado pelo próprio dramaturgo e contava a história de um casal lidando com a recente morte do único filho.</p>
<p>Inicialmente, o filme seria dirigido por Sam Raimi, da primeira trilogia <em>Homem-Aranha</em>, mas a atriz acabou oferecendo a condução para John Cameron Mitchell, do cultuado musical <em>indie </em><em>Hedwig</em>. O longa estreou no Festival de Toronto em 2010 com muitos elogios para a interpretação de Nicole e acabou lhe rendendo muitas indicações naquela temporada de prêmios do cinema. A cereja no bolo foi a terceira indicação ao Oscar na carreira da atriz. Durante as entrevistas no tapete vermelho, Kidman enfatizava como aquela indicação tinha um &#8220;sabor&#8221; especial pois se tratava de um projeto que partiu da sua iniciativa:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dVkOpYYvs0U" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Durante um tempo, Kidman esteve com <em>A Garota Dinamarquesa </em>em suas mãos e interpretaria o papel que acabou sendo vivido pelo ator Eddie Redmayne nos cinemas, a transsexual Lili Elbe. Ela atuaria ao lado de Charlize Theron e seria dirigida por Tomas Alfredson (<em>Deixe Ela Entrar</em>). A Blossom Films teve que ceder os direitos do longa pela dificuldade de financiar o projeto. A segunda produção da Blossom Films foi <em>Desafiando a Arte</em>, um longa dirigido e protagonizado por Jason Bateman, que também contava com Nicole em seu elenco. O filme teve uma ótima aceitação da crítica, mas enfrentou dificuldades no mercado exibidor, tendo sido visto por pouquíssima gente. No Brasil, chegou diretamente em DVD. Vale a pena ser assistido, inclusive, l<a href="http://coisadecinefilo.com.br/dvdblu-ray-desafiando-a-arte/">eia nossa crítica sobre o longa aqui.</a></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7838" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/450749894.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato nove: </strong>Administrando o fracasso</p>
<p>Em 2012, apesar de dividir críticos com o polêmico <em>Obsessão </em>de Lee Daniels, Nicole Kidman foi elogiada em Cannes e recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao SAG pelo papel da ninfomaníaca (&#8220;Barbie californiana&#8221;, segundo um crítico do The Guardian) que vivia um triângulo amoroso com Zac Efron e John Cusack. Naquele mesmo ano, Kidman era indicada aos mesmos prêmios e recebia sua primeira indicação ao Emmy pelo telefilme da HBO <em>Hemingway e Gelhorn</em>, que contava o relacionamento tumultuado entre o escritor Ernest Hemingway (interpretado por Clive Owen) e a correspondente de guerra Martha Gelhorn. Um ano depois, a atriz estrelou <em>Segredos de Sangue</em>, primeiro e único filme nos EUA do sul-coreano Park Chan-wook (<em>Oldboy</em>). O filme buscava inspirações em <em>A Sombra de uma Dúvida </em>de Hitchcock e Nicole interpretava uma viúva cuja relação com a filha adolescente era tumultuada a partir da chegada do tio da jovem.</p>
<p>Kidman seguia apostando na diversidade e nos riscos de seus papéis e projetos. Para se ter uma ideia, a australiana saiu dos sets de <em>Obsessão </em>e <em>Segredos de Sangue, </em>onde viveu personagens sombrios em produções conduzidas por diretores com personalidades muito fortes, para entrar no universo sofisticado da realeza de Mônaco interpretando Grace Kelly na biografia <em>Grace de Mônaco</em>, longa do francês Olivier Dahan (<em>Piaf: Um Hino ao Amor</em>). O filme foi ridicularizado no Festival de Cannes em 2014, saindo de lá como a pior abertura da história do festival, foi rejeitado pela família real de Mônaco e protagonizou machetes com direito a trocas de ofensas entre o roteirista Arash Amel, o diretor Olivier Dahan e o produtor Harvey Weinstein a respeito da responsabilidade pelo resultado final. Com o profissionalismo que lhe é peculiar, Kidman promoveu o projeto o quanto pôde. Prova disso é que em 2016, após ter sido lançado diretamente para a TV pela Lifetime, a atriz foi indicada ao SAG e seguiu falando com naturalidade sobre a sua Grace Kelly e os problemas que envolveram o contexto de recepção da biografia:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-d6U_pfw5hI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7822" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/91b55b2c-025f-11e7-87c7-5947ba54d240.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Ato 10: </strong>Renascença?</p>
<p>Ao final do episódio <em>You Get</em> What<em> You Need </em>de <em>Big Little Lies</em>, o <em>Twitter </em>foi tomado por inúmeros <em>posts </em>que se mostravam surpresos e impressionados com o alcance da interpretação de Nicole Kidman como Celeste Wright, advogada que abdica da carreira pelo casamento. Nicole é uma das pontas centrais de <em>Big Little Lies</em>, minissérie dirigida por Jean-Marc Vallée (<em>Livre </em>e <em>Clube de Compras Dallas</em>) e escrita pelo lendário David E. Kelley <em>(Ally</em> <em>McBeal</em>)<em>.</em> Para a atriz, que há anos não fazia um trabalho tão intenso para a TV, a experiência foi nova, sobretudo por acompanhar a repercussão semana-a-semana dos episódios da série nos lugares onde ia e nas redes sociais. Kidman repercutira a experiência no programa da apresentadora Ellen DeGeneres:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IsZRgiQQi9c" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Meses antes, Kidman havia recebido sua terceira indicação ao Oscar pelo filme <em>Lion: Uma Jornada para Casa</em>, de Garth Davis, a primeira da sua carreira como atriz coadjuvante. Um pouco mais adiante no tempo, em abril, o Festival de Cannes anuncia a sua seleção de títulos a serem exibidos e na lista nada menos do que quatro projetos com o nome de Nicole no elenco: <em>O Estranho que Nós Amamos</em>, de Sofia Coppola; <em>The Killing of a Sacred Deer, </em>de Yorgos Lanthimos (<em>O Lagosta</em>); a segunda temporada da série <em>Top of the Lake</em>, de Jane Campion; e <em>How to talk to girls at Parties, </em>de John Cameron Mitchell. Em cada um deles, Nicole vive um papel diferente: a diretora de uma casa para garotas durante os tempos de guerra civil nos EUA, a esposa de um médico, uma feminista e uma punk. Nos quatro, Kidman recebeu muitos elogios por suas performances e saiu do festival com um prêmio comemorativo pela 80ª edição do evento. Na coletiva de <em>The Killing of a Sacred Deer</em><em>, </em>Nicole tentou dimensionar para os jornalistas essa fase tão produtiva:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZEdyz1TZDdg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Estaríamos vivendo o que muitos têm chamado de renascença da carreira de Nicole Kidman ou sua redescoberta pelo grande público.  Essa &#8220;renascença&#8221; não chega a ser uma surpresa para quem a acompanha há anos. Talvez a proporção que tenha assumido seja surpreendente, mas Nicole conseguiu isso fazendo exatamente as escolhas corajosas que sempre fez ao longo de sua trajetória, ou seja, sendo coerente com seu &#8220;modo Nicole Kidman de administrar o estrelato&#8221;.  É, contudo, uma fase emblemática pois coincide com a chegada dos seus 50 anos, uma fase que costuma ser vista como uma etapa crítica na trajetória de qualquer atriz, afinal, Hollywood segue machista e o cinema americano é um lugar nada amistoso para mulheres na casa dos 50 anos. Ao receber um prêmio da revista Glamour, no entanto, Nicole dá o seu recado, ela está só começando!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uUrBDnZOv_s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Confira também o especial que fizemos ano passado <a href="http://coisadecinefilo.com.br/nicole-kidman-10-filmes-com-a-atriz/">clicando aqui.</a></p>
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		<title>Nicole Kidman: 10 filmes com a atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2016 21:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[A Pele]]></category>
		<category><![CDATA[As Horas]]></category>
		<category><![CDATA[Cold Mountain]]></category>
		<category><![CDATA[De Olhos bem Fechados]]></category>
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		<category><![CDATA[Os Outros]]></category>
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		<category><![CDATA[Um Sonho Distante]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nascida no Havaí, Nicole Kidman sempre se definiu como uma australiana legítima já que se mudou para Sydney quando tinha apenas três anos de idade . Filha de um renomado psiquiatra e pesquisador em bioquímica e de uma enfermeira, Kidman começou a carreira na televisão australiana, quando fez trabalhos que a marcaram muito por lá, como a premiada série Vietnam. Sua grande apresentação a Hollywood veio no início da década de 1990 em Terror a Bordo, thriller de Phillip Noyce, e, logo em seguida, Dias de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Nascida no Havaí, Nicole Kidman sempre se definiu como uma australiana legítima já que se mudou para Sydney quando tinha apenas três anos de idade . Filha de um renomado psiquiatra e pesquisador em bioquímica e de uma enfermeira, Kidman começou a carreira na televisão australiana, quando fez trabalhos que a marcaram muito por lá, como a premiada série <i>Vietnam</i>. Sua grande apresentação a Hollywood veio no início da década de 1990 em <i>Terror a Bordo</i>, <i>thriller </i>de Phillip Noyce, e, logo em seguida, <i>Dias de Trovão</i>, onde conheceu o ator Tom Cruise, com quem foi casada por 10 anos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A atriz viveu sua melhor fase no início dos anos 2000: filmes que a tornaram ainda mais popular para toda uma geração de cinéfilos, a vitória de uma estatueta do Oscar de melhor atriz e um novo casamento com o músico <i>country </i>Keith Urban, com quem teve duas filhas biológicas, Sunday Rose e Faith Margaret. Completando 49 anos de vida (e 33 anos de carreira) nesta segunda-feira (20) e, atendendo a pedidos, decidi elencar os trabalhos da australiana que considero mais interessantes. Todos provas de que a atriz permanece como uma das mais versáteis, inquietas e produtivas em atividade, desafiando os padrões e as expectativas de Hollywood, dos críticos e do seu público com suas diferentes e inesperadas escolhas.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6282" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/cold.png" alt="cold" width="610" height="348" /></p>
<p><b># 10. Cold Mountain (2003)</b></p>
<p>Dir.: Anthony Minghella</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Romance ambientado na Guerra Civil americana escrito por Charles Frazier, <i>Cold Mountain </i>foi convertido para os cinemas pelas mãos de Anthony Minghella, realizador que em 1997 conquistara 9 Oscars com <i>O Paciente Inglês (</i>incluindo o prêmio de melhor filme e diretor). Logo que fora anunciado, o filme gerou muitas expectativas não só pelo precedente de Minghella com materiais desse tipo, mas também porque, para muitos, <i>Cold Mountain </i>estava destinado a ser o <i>E o Vento Levou </i>das novas gerações. Não foi o caso, mas o filme de Minghella é um título bem eficiente aos propósitos de contar uma espécie de <i>Odisseia </i>de Ulisses com o retorno do soldado desertor Inman, Jude Law indicado ao Oscar, ao povoado de Cold Mountain para reencontrar a sua amada Ada, personagem de Kidman, que tenta colocar a sua propriedade rural de pé ao lado da amiga Ruby, papel de Renée Zellweger. O trio central estava em alta na ocasião (Kidman e Zellweger acabavam de sair de duas disputas consecutivas pela estatueta do Oscar), mas o filme também reserva ótimos momentos para atores conhecidos em participações especiais, como Natalie Portman, Philip Seymour Hoffman, Charlie Hunnam e o músico Jack White. Rendeu a Renée Zellweger diversos prêmios como atriz coadjuvante, incluindo o da Academia de Hollywood.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6269" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole10.jpg" alt="nicole10" width="610" height="348" /></p>
<p><b># 09. Um Sonho Distante (1992)</b></p>
<p>Dir.: Ron Howard</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ambientado em 1892, ápice da propagação da ideia do &#8220;sonho americano&#8221; e da corrida do ouro, <i>Um Sonho Distante </i>foi o segundo filme protagonizado por Nicole e Tom Cruise. A direção é de Ron Howard (<i>Uma Mente Brilhante</i>) e o casal vive  jovens irlandeses que, por motivações diferentes, partem rumo aos EUA cheios de expectativas com as promessas de liberdade e fortuna que o país oferecia aos seus imigrantes. O filme de Howard é uma mistura saudável de romance, aventura e humor que não deixa de trazer todo um esquema de situações previamente conhecidas pelos espectadores: ele é um rapaz pobre e honesto, ela é uma garota rica e voluntariosa, os dois se odeiam no início e, aos poucos, vão se encantando um pelo outro. Acontece que não é porque segue a cartilha que <i>Um Sonho Distante </i>perde o seu charme. O filme consegue dosar muito bem os seus recursos dramáticos e o casal de protagonistas cativa o público como Joseph e Sharon.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6270" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole82.jpg" alt="nicole82" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#08. Um Sonho sem Limites (1995)</b></p>
<p>Dir.: Gus Van Sant</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sensação em Cannes quando foi exibido em 1995, a comédia de humor negro <i>Um Sonho sem Limites </i>fez o público respeitar Nicole como atriz, descolando-a da imagem que até então era mais difundida da australiana, a de sra. Cruise. No longa de Gus Van Sant (<i>Gênio Indomável</i>, <i>Milk</i>), Kidman interpreta uma garota do tempo casada com um homem simples (Matt Dillon) que faz de um tudo em sua escalada ambiciosa por fama e dinheiro no <i>showbusiness</i>. Suzanne Stone é tão obcecada por sua carreira na televisão que contrata três adolescentes, vividos por Joaquin Phoenix, Casey Affleck e Alison Folland, em início de carreira, para orquestrarem um plano macabro ao seu lado. A interpretação de Kidman nesse filme rendeu a atriz diversos prêmios, incluindo o seu primeiro Globo de Ouro (melhor atriz em comédia ou musical) e um Critic&#8217;s Choice Award. Merecia ter sido indicada ao Oscar. Suzanne Stone é a <i>bitch </i>preferida de 9 em cada 10 fãs da Nicole e mostra para o público um lado sombrio da atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6271" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole-7.jpg" alt="nicole 7" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#07. A Pele (2006)</b></p>
<p>Dir.: Steven Shainberg</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Baseado na biografia da fotógrafa nova-iorquina Diane Arbus escrita por Patricia Bosworth, <i>A Pele </i>é um dos títulos pouco conhecidos na carreira da atriz. Conduzido por Steven Shainberg, que em 2002 havia dirigido o inusitado <i>Secretária</i> com Maggie Gyllenhaal, o longa reimagina a trajetória de Arbus dentro do próprio universo que a fotógrafa buscava retratar em seu trabalho, àquele de pessoas marginalizadas por suas deficiências físicas. Com inspirações em contos &#8220;infantis&#8221; como <i>A Bela e a Fera </i>e <i>Alice no País das Maravilhas</i>, Shainberg opta por uma abordagem não convencional em biografias, a não literalidade, a leve ausência de realismo e a reimaginação de eventos reais em tom onírico, ao transformar a reprimida Diane em uma das maiores fotógrafas americanas de todos os tempos. O longa prima pelo apuro estético e investe na parceria entre Kidman e Robert Downey Jr., quando ainda se interessava por fazer outra coisa além de dar vida a Tony Stark na franquia da Marvel <i>Vingadores</i>.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6272" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole-6.jpg" alt="nicole 6" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#06. Reencarnação (2004)</b></p>
<p>Dir.: Jonathan Glazer</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Provavelmente um dos títulos mais injustiçados na carreira da atriz, <i>Reencarnação </i>só passou a ser visto com outros olhos pela crítica nos últimos anos em movimentos de revisão da obra empreendidos por algumas vozes importantes na área. O longa traz Nicole como Anna, uma mulher que ainda se recupera da trágica morte do seu companheiro Sean. Quando ela começa a refazer a sua vida e anuncia que se casará novamente, surge um garoto de dez anos que diz ser a reencarnação do falecido Sean. Segundo longa-metragem da pequena, mas interessante, carreira de Jonathan Glazer (<i>Sexy Beast </i>e <i>Sob a Pele</i>), <i>Reencarnação </i>gerou polêmica na sua época pela famosa cena em que a atriz aparece nua em uma banheira com o garoto Cameron Bright e não agradou parte da crítica presente no Festival de Veneza quando ele fora exibido por lá. Contudo, o longa é muito mais do que esta cena. <i>Reencarnação </i>acaba revelando-se como um interessante ensaio do diretor sobre o processo do luto e da crença e traz uma das mais intensas interpretações da carreira de Nicole. Em uma das cenas mais memoráveis do filme, Kidman apresenta um misto de reações da sua personagem em um plano fechado durante a apresentação de uma ópera. É primoroso.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6273" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole5.jpg" alt="nicole5" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#05. De Olhos bem Fechados (1999)</b></p>
<p>Dir.: Stanley Kubrick</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Último filme da carreira do cultuado Stanley Kubrick (<i>O Iluminado</i>, <i>Laranja Mecânica</i>), <i>De Olhos bem Fechados </i>foi um verdadeiro divisor de águas na carreira da atriz. Segundo relatos da mesma, a partir do seu contato diário com o perfeccionista cineasta, Kidman entendeu que estava na hora de priorizar a sua carreira, algo que a australiana colocara em segundo plano nos seus primeiros anos de casada. A partir dali, a atriz viveu a sua fase de ouro, que compreendeu os anos de 2001 a 2003, mas também um dos momentos mais tumultuados da sua vida pessoal, o rompimento com o marido na ocasião, o ator Tom Cruise, que, por sinal, é o protagonista deste longa. <i>De Olhos bem Fechados </i>trazia Cruise e Kidman como o casal Harford, cujo matrimônio é sacudido com a revelação de que Alice (Kidman) se sentia atraída por outros homens. A partir daí, William (Cruise) faz uma descida a seus mais profundos e obscuros desejos em uma jornada que envolve um encontro com um antigo amigo, breves momentos com uma garota de programa e uma passagem por uma soturna sociedade secreta. Redescoberto aos poucos através de processos de revisão após a sua tumultuada estreia em 1999, <i>De Olhos bem Fechados </i>é mais um exemplar do que Kubrick soube fazer de melhor na sua carreira: encher os seus filmes de um refinado uso da linguagem audiovisual e se aventurar pelos recônditos da psiquê humana.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6274" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicolekidman3.jpg" alt="nicolekidman3" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#04. Dogville (2003)</b></p>
<p>Dir.: Lars von Trier</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2002, a atriz embarcou para a Suíça e Dinamarca a fim de começar as filmagens de <i>Dogville</i>,  longa do cineasta Lars von Trier (<i>Melancolia</i>, <i>Ninfomaníaca</i>), dando início a  trilogia &#8220;Terra de Oportunidades&#8221;, na qual o diretor abordaria temas relativos a sociedade americana. Exibido em Cannes em 2003, o filme é marcado por opções ousadas do realizador. Com cerca de três horas de duração, o longa é conhecido pela ausência de cenários, substituídos por marcações a giz feitas em um galpão que reproduz o vilarejo de Dogville no Colorado. Na história, as pessoas do local abrigam a jovem fugitiva Grace (Kidman). Aos poucos, a bondade da moça começa a ser explorada pelos habitantes de Dogville, que de generosos e acolhedores passam a ser capazes de cometer as maiores atrocidades com Grace. Fruto de um processo criativo psicologicamente exaustivo, já que Trier é conhecido por ser bastante exigente com as suas protagonistas, este talvez seja uma das mais interessantes interpretações da carreira de Kidman em um filme que não apenas questiona a política de &#8220;boa vizinhança&#8221; dos EUA, mas também a própria natureza do homem, testando os limites da generosidade e bondade da humanidade através do seu olhar para a comunidade de Dogville e para a sua protagonista. O filme rendeu apenas uma continuação chamada <i>Manderlay</i>, na qual Bryce Dallas Howard interpretou Grace. <i>Washington</i>, que seria o terceiro filme da trilogia, nunca chegou a ser feito por Trier.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6275" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicole4.jpg" alt="nicole4" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#03. Os Outros (2001)</b></p>
<p>Dir.: Alejandro Amenábar</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em recente entrevista, James Wan, diretor da franquia <i>Invocação do Mal</i>, considerado por muitos como um dos mestres do terror contemporâneo, afirmou que <i>Os Outros é</i> um filme exemplar no seu gênero pela maneira como trata o tema do sobrenatural. A escolha de Wan é coerente, afinal o chileno Alejandro Amenábar (<i>Preso na Escuridão</i>, <i>Mar Adentro</i>) soube utilizar muito bem todos os recursos pelos quais, hoje, o malasiano é conhecido. Ao contar a história de uma mulher e seus dois filhos presos em uma mansão na ilha de Jersey durante a Segunda Guerra Mundial, aguardando o fim do conflito, Amenábar trabalha muito bem na composição de uma atmosfera de tensão com poquíssimos recursos digitais. O realizador opta por priorizar o uso de jogos de luzes e efeitos de câmera. Além disso, o diretor, com a ajuda de um roteiro escrito pelo mesmo, consegue sustentar o seu filme nos consistentes conflitos emocionais dos seus personagens principais. Pelo filme, Kidman foi indicada ao Globo de Ouro e ao Bafta de melhor atriz.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6276" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicolekidman2.jpg" alt="nicolekidman2" width="610" height="348" /></p>
<p><b>#02. Moulin Rouge (2001)</b></p>
<p>Dir.: Baz Luhrmann</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Lançado no mesmo ano de <i>Os Outros</i>, o musical do australiano Baz Luhrmann (<i>Romeu e Julieta</i>, <i>Austrália</i>, <i>O Grande Gatsby</i>) é um filme pelo qual, certamente, Nicole Kidman será eternizada. No longa, a atriz interpreta Satine, cortesã e estrela do Moulin Rouge, famosa casa de entretenimento parisiense que na virada do século XIX para o XX recebe desde os figurões da capital francesa até  jovens artistas boêmios. Apesar de ser cobiçada por um inescrupuloso duque, Satine acaba se apaixonando pelo jovem e humilde escritor Christian, com quem acaba vivendo um amor proibido nos bastidores do ensaio de uma montagem teatral que a casa de shows pretende exibir. <i>Moulin Rouge </i>foi responsável pela nova leva de musicais dos anos 2000, após a escassez de produções do gênero nos anos 1990 e 1980. Luhrmann conseguiu cativar os fãs tradicionais desse nicho de produção, mas também as novas gerações, traduzindo o musical para os novos tempos ao conferir a história um ritmo de videoclipe e preencher o romance com releituras de <i>hits </i>que vão de Madonna a Nirvana. Intenso como experiência cinematográfica até os dias atuais, <i>Moulin Rouge </i>é o que poderíamos chamar de relato definitivo do que é o amor, descrevendo-o da maneira mais simples, pura e vibrante possível. O filme rendeu a primeira de três indicações ao Oscar da carreira de Nicole. <i>Moulin Rouge </i>venceu os prêmios da Academia de Hollywood nas categorias direção de arte e figurino.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6277" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/nicolekidman1.jpg" alt="nicolekidman1" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>#01. As Horas (2002)</b></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dir.: Stephen Daldry</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Reunir Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep no elenco principal de um filme e ainda trazer coadjuvantes do calibre de Ed Harris, Toni Collette, Claire Danes, Allison Janney, Miranda Richardson, John C. Reilly, Jeff Daniels e Margo Martindale é fazer de um filme um verdadeiro evento cinematográfico. O inglês Stephen Daldry (de <i>Billy Elliot </i>e <i>O Leitor</i>) adaptou o romance <i>As Horas</i>, de Michael Cunningham, para os cinemas e o resultado foi um filme marcante para toda uma geração de cinéfilos e amantes da literatura. No longa, o espectador acompanha um dia na vida de três mulheres em três épocas distintas das suas vidas, todas vinculadas a uma única obra literária: em 1923, a escritora inglesa Virginia Woolf (Kidman) lida com sua depressão enquanto desenvolve o  célebre romance <i>Sra. Dalloway; </i>em 1949, enquanto lê o livro de Woolf, a dona de casa Laura Brown (Moore) tem que tomar uma importante decisão nos preparativos do aniversário do marido; e, em 2001, a editora Clarissa Vaughn (Streep) prepara uma festa para a premiação do seu melhor amigo. Entre outras questões, o filme é sobre as decisões que tomamos em nossas vidas e como nossas escolhas, muitas vezes, implicam na infelicidade dos que estão ao nosso redor, mas existem muitas leituras, todas pertinentes, e seria necessário uma postagem à parte para dar conta de todas elas. O longa foi indicado a 9 Oscars, mas só levou para casa o prêmio de melhor atriz para Nicole. No Festival de Berlim, Kidman, Streep e Moore receberam juntas o prêmio de melhor atriz.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Quase fizeram parte da lista: </b><i>Margot e o Casamento </i>(2007), de Noah Baumbach; <i>Segredos de Sangue </i>(2013), de Park Chan Wook; <i>Retratos de uma Mulher </i>(1996), de Jane Campion; <i>Reencontrando a Felicidade </i>(2010), de John Cameron Mitchell.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>O que o futuro reserva</b></p>
<p>Como já era de se esperar, a agenda da atriz está lotada para os próximos anos. Como já era de se esperar, a agenda da atriz está lotada para os próximos anos. Ainda existe uma lista grande de filmes protagonizados por Kidman que ainda vão chegar aos cinemas brasileiros: <i>Terra Estranha</i>, <i>Rainha do Deserto</i>, <i>The Family Fang </i>e <i>O Mestre dos Mestres</i>. Desses o mais destacável é <i>The Family Fang, </i>filme de Jason Bateman que recebeu ótimas críticas nos EUA.</p>
<p>Em novembro de 2016, ela será vista em  <i>Lion</i>, drama que muitos consideram ter boas chances na próxima temporada de prêmios, com Rooney Mara e Dev Patel no elenco.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2017, será o ano em que Nicole investirá na TV. A atriz estará em duas séries: <i>Big Little Lies</i>, da HBO, dirigida por Jean-Marc Vallée (<i>Livre</i>, <i>Clube de Compras Dallas</i>), ao lado de Reese Whiterspoon, Laura Dern e Shailene Woodley; e a segunda temporada de <i>Top of the Lake</i>, de Jane Campion (<i>O Piano</i>), com Elisabeth Moss e Gwendoline Christie. Em 2017, Nicole também estará no cinema com <i>How to talk to Girls at Parties</i>, de John Cameron Mitchell (<i>Reencontrando a Felicidade</i>), e <i>The Beguiled</i>, próximo longa de Sofia Coppola.</p>
</div>
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<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/nicole-kidman-10-filmes-com-a-atriz/">Nicole Kidman: 10 filmes com a atriz</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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