<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ulime - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/ulime/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ulime/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Mar 2024 00:57:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ulime - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ulime/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>XIX Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Ulime</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/xix-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-ulime/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/xix-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-ulime/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 00:57:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Herlandson Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[Tambla Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Ulime]]></category>
		<category><![CDATA[XIX Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=17835</guid>

					<description><![CDATA[<p>O marrom da terra cobre o ecrã, que mistura poeira, dor e ventania, em um curta-metragem, que mescla símbolos e silêncios para a construção de seus sentidos. Dirigido por Tambla Almeida (Sonho do Professor), Ulime, o filme do Cabo Verde, revela conflitos de um protagonista imerso em uma solidão e uma imobilidade profunda, impressa sob forma de imagem. A junção do vento, que bate nas poucas vegetações que preenchem a tela, e os planos estáticos, fomentam essas emoções de Blimunde, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xix-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-ulime/">XIX Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Ulime</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O marrom da terra cobre o ecrã, que mistura poeira, dor e ventania, em um curta-metragem, que mescla símbolos e silêncios para a construção de seus sentidos. Dirigido por Tambla Almeida (S<em>onho do Professor</em>), <em><strong>Ulime</strong></em>, o filme do Cabo Verde, revela conflitos de um protagonista imerso em uma solidão e uma imobilidade profunda, impressa sob forma de imagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção do vento, que bate nas poucas vegetações que preenchem a tela, e os planos estáticos, fomentam essas emoções de Blimunde, esta figura boi-gente, que está preso tanto em círculos metafóricos quanto em um círculo literal. Dentro desta lógica narrativa, é possível notar certas inspirações de Tambla com o cinema de Glauber Rocha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja pela movimentação de câmera ou pelos planos bem fechados, que extrapolam os limites da visão do rosto do protagonista, a única questão com a utilização destes recursos é que, de maneira geral, eles parecem ser usados mais por uma questão estética do que pela narrativa em si. De fato, o público se depara aqui com uma produção experimental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, falta ao diretor e roteirista amarrarem mais profunda e racionalmente a criatividade ao que os mesmos desejam contar. Porque, por mais que as metáforas elaboradas na trama sejam efetivas para a compreensão dos sentimentos da personagem central, a vontade de criar imagens um tanto disruptivas deixam o enredo repetitivo e um tanto cansativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez pela empolgação de ter criado algo visualmente estimulante, com esta figura boi-gente, cercado pela natureza e a amplitude da terra batida, tenha tirado o enfoque do principal: a investigação de Blimunde. Mais do que a sua ausência de fuga ou a quebra com este estado imóvel, há este ser e o mundo que o cerca, que precisa de respostas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, a análise ou a compreensão de Blimunde não precisava ser explícita, até porque retiraria toda a qualidade etérea e plural da interpretação da narrativa de <strong><em>Ulime</em></strong>. Contudo, a simples criação de progressão já poderia ajudar a fomentar a amarração do roteiro de Tambla. Ainda assim, o realizador consegue imprimir imagens criativas, que demonstram um apuro técnico em processo de maturação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esta lógica de experimentar o visual e o sensorial, <strong><em>Ulime</em> </strong>tem mais peso qualitativo positivo. Ainda que pudesse ter um entendimento maior sobre recursos narrativos, a plateia se sente magnetizada diante de Blimunde e seu universo terroso e sufocante, em uma contradição extremamente curiosa. O vento e o espaço amplamente aberto se tornam uma prisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que pode deixar uma questão final, para possíveis reflexões de como o aprisionamento mental é mais forte do que a realidade e a solidão imobilizante jamais se finda até que os círculos serem quebrados. Só por estes pensamentos que ecoam por muito tempo após a sessão, Tambla Almeida já revela a possível força de seu cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Tambla Almeida</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Herlandson Duarte</span></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xix-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-ulime/">XIX Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Ulime</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/xix-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-ulime/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
