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	<title>Arquivos Tom Holland - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tom Holland - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 23:32:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar. Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/">Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar.</p>
<p>Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em sua verdadeira jornada do herói. Ainda que com seu jeitão bobo e juvenil, Peter vai enfrentar dificuldades mais adultas. E aí é que o jogo vira. Amadurecimento é a palavra de ordem de <b><i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i></b>, que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros. O novo longa-metragem é o momento de transição que o personagem e os fãs precisavam.</p>
<p>Peter Parker (Tom Holland) teve sua identidade revelada. Agora ele terá que lidar com a pressão da exposição, enquanto é acusado de ter matado Mysterio (Jake Gyllenhaal). Sem conseguir separar os dilemas do seu cotidiano juvenil da sua jornada heróica, Peter recorre ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para que o mundo esqueça a verdadeira identidade do querido herói da vizinhança. Na tentativa de fazer o feitiço para ajudar Parker, Stephen Strange acaba se atrapalhando com a mágica. Esse erro libera conhecidos vilões de outros universos, fazendo com que Peter tenha que enfrentar espécies de fantasmas do multiverso.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-14921 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg" alt="" width="750" height="337" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-610x274.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-770x346.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv.jpg 1210w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na busca por se provar capaz para o mundo, Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><i>O Diabo de Cada Dia</i></a>, de 2020, e <i>Cherry &#8211; Inocência Perdida</i>, de 2021) encanta o público com um desempenho admirável. Até o momento, este foi o filme que melhor proporcionou momentos poderosos para o jovem e promissor ator. A narrativa, evidentemente, é construída para que o espectador se veja completamente apaixonado pela evolução do personagem durante os 148 minutos de duração.</p>
<p>Para além do Holland, a composição do elenco é certeira. A longa duração de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i> permitiu que os atores e atrizes envolvidos desde os primeiros filmes pudessem ser ainda mais explorados aqui. Desta vez, para além do trio principal, até mesmo Marisa Tomei (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frankie/"><i>Frankie</i></a>, de 2019) e Jon Favreau (<i>Chef</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><i>Homem-Aranha: Longe de Casa</i></a>, de 2019) tiveram mais oportunidades cênicas de mostrar a sua qualidade artística.</p>
<p>Outro ponto de destaque é a volta dos vilões. A estrutura de seu retorno e a dinâmica deles com o Tom guiam a história para outro lugar. Ver a interação entre eles é, além de nostálgico, potente. Ver Doutor Octopus, de Alfred Molina (<i>Correndo Contra o Tempo</i>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><i>Bela Vingança</i></a>, de 2020), e o Duende Verde, de Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>O Farol</i></a>, de 2019), contracenando é algo poderoso e que jamais o público teve a oportunidade de ver.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14922 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-610x254.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-770x321.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre as dinâmicas do elenco, outra escolha certeira é o protagonismo de Doutor Estranho. A participação de Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>1917</i></a>, de 2019, e <i>Ataque dos Cães</i>, de 2021) é mais curta do que se imagina, mas isso não torna a sua existência menos importante. Da mesma forma, Strange não tira a atenção do público do foco de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i>, que é a jornada do herói de Parker. Assim, uma das preocupações para o enredo do longa deixa de existir e uma das teorias exageradas dos fãs também some.</p>
<p>É essa trajetória que serve de fio condutor para a trama. Do primeiro ao último minuto, é possível vislumbrar um desenvolvimento de personagem jamais visto no Homem-Aranha &#8211; talvez, jamais visto em outro filme solo de super heróis. E, atrelado a isso, o roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers (os quais também escreveram as sequências anteriores) conecta a jornada de autoconhecimento e crescimento de Peter ao futuro misterioso do multiverso do MCU.</p>
<p>Ao final da sessão, todas as expectativas estarão alcançadas. As dúvidas sobre o que era real ou teria também serão sanadas. O que fica é a nostalgia e a sensação de dever cumprido. E a melhor parte para os fãs: saber que ainda veem mais três filmes com a participação do promissor Tom Holland. E com a conclusão desse novo capítulo, Peter Parker enfrentará a vida como ela é, mostrando que o Miranha do MCU é mais do que somente um garoto que teve tudo nas mãos. Mostrando que ele é o herói que todos sempre desejaram ver nas telonas. Mostrando que ele é completo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Jacob Batalon, Alfred Molina, Willem Dafoe, Jamie Foxx, Marisa Tomei e Jon Favreau</p>
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		<title>Crítica: O Diabo de Cada Dia (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 15:45:08 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> foi lançado esta semana na <em>Netflix</em> e conta com grande elenco composto por Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em>Vingadores: Guerra Infinita</em></a>), Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) e Jason Clarke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/"><em>Cemitério Maldito</em></a>). O diretor Antonio Campos, da série <em>The Sinner</em>, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma construção gradativa e sem pressa, o filme vai ganhando o espectador, que fica cada vez mais interessado com os acontecimentos.</p>
<p>Willard (Bill Skarsgård) retorna da Segunda Guerra Mundial com traumas de combate e vai para sua cidade natal, um pequeno vilarejo nos EUA. Logo ele se apaixona e se casa com uma garçonete, se mudando com a família para uma casa distante da cidade. Seu filho Arvin, quando crescer, se tornará Tom Holland, o nosso protagonista aqui. Paralelo a eles, temos a constituição de um casal de psicopatas que age sem a menor dificuldade matando viajantes que pedem carona nas estradas, com um ar de sadismo e humilhação. O terceiro núcleo se completa com a mãe religiosa de Willard, que coloca a fé acima de tudo e está sempre na igreja.</p>
<p>Adaptado do livro homônimo do escritor Donald Ray Pollock, <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> não tem pressa em construir o cenário em que os personagens estão inseridos e os episódios que levam eles a tomar determinadas decisões, mesmo que estranhas. Somos pincelados o tempo todo com as consequências diretas da fé ou da ausência dela. Como forma crítica, o filme quer nos mostrar muito mais o diabo nas ações (como já sugere o título) do que efetivamente pontuar a presença de Deus.</p>
<p>Ao começar a entrelaçar histórias que parecem distintas, o filme constrói os personagens em volta da aura de decepção e falha do divino. Funciona como pequenos capítulos de uma história que pretende se unir em algum momento &#8211; e de fato o faz. O atrativo, no entanto, acaba sendo muito mais o todo das narrativas aplicadas do que efetivamente pelo desfecho de cada uma, individualmente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg" alt="O Diabo de Cada Dia, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco é o ponto alto e a causa de <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em>. Dando um aprofundamento ainda maior na personalidade dos personagens, cada um vai expressando todo o incômodo e consequências negativas que a religiosidade pode empregar. São papéis completamente diferentes do comum para Skarsgård, Holland e Pattinson, que acabam se tornando o cerne do roteiro. O que deixa à desejar é o aproveitamento efetivo de alguns atores, especialmente Bill e Robert. Eles deixam o longa rápido demais, sem a exploração adequada de seus personagens.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos que o diabo é, de fato, a própria natureza do ser humano e sua capacidade de distorção dos eventos que o rodeia. Diferentes motivações levam as pessoas a agirem da maneira errada como agem, mas a exploração disso é rasa. Falta aprofundamento das nuances de interpretação e consequências espirituais e <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong> </em>acaba passando muito tempo em elementos que não são tão importantes assim. A finalização do filme deixa a desejar neste sentido, pois vai para um lugar comum e usual, ao invés de seguir o rumo mais observativo e monótono da trama.</p>
<p>Mesmo com alguns tropeços, o que vemos em <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> é uma construção intrigante e bem feita da religiosidade utilizada na sua distorção. Uma ótima escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Antonio Campos<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Robert Pattinson, Haley Bennett, Bill Skarsgård, Sebastian Stan, Jason Clarke, Harry Melling, Mia Wasikowska, Riley Keough, Eliza Scanlen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MUS6nMMjLSk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Dois Irmãos &#8211; Uma Jornada Fantástica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 14:26:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira o longa Dois Irmãos &#8211; Uma Jornada Fantástica, mais uma animação super fofa da Pixar que trata com delicadeza de questões profundas. Ian (Tom Holland, Homem-Aranha: Longe de Casa) é um jovem que acaba de completar 17 anos e é um tanto deslocado no colégio. Ele vive com sua mãe Laurel (Julia Louis-Dreyfus, série Veep) e com o excêntrico irmão mais velho Barley (Chris Pratt, Jurassic World: Reino Ameaçado), já que seu pai morreu quando [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira o longa <em><strong>Dois Irmãos &#8211; Uma Jornada Fantástica</strong></em>, mais uma animação super fofa da Pixar que trata com delicadeza de questões profundas. Ian (Tom Holland, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em></a>) é um jovem que acaba de completar 17 anos e é um tanto deslocado no colégio. Ele vive com sua mãe Laurel (Julia Louis-Dreyfus, série <em>Veep</em>) e com o excêntrico irmão mais velho Barley (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-reino-ameacado/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jurassic World: Reino Ameaçado</em></a>), já que seu pai morreu quando ele ainda era um bebê. Com a descoberta de um presente que o pai deixou para quando os filhos fossem maior de 17 anos, a dupla de irmãos tem que embarcar em uma jornada para tentar ver a figura paterna novamente, mesmo que por menos de 24 horas.</p>
<p>Toda essa história é envolta em magia desde o começo. O roteiro nos explica que o mundo era cheio de coisas fantásticas nos primórdios, mas que a facilidade de implementar a tecnologia acabou deixando isso de lado. Então hoje, seres fantásticos vivem como comuns, já que não que não precisam mais praticar seu lado mágico.</p>
<p>Ian é extremamente ligado à memória do pai. Então a simples possibilidade de conhecer ele por 24 horas é o suficiente para mover céu e terra neste objetivo. Por parte de Barley, ele só quer apoiar o irmão, sendo seu fiel escudeiro. Essa relação vai sendo construída desde o início do roteiro. Inicialmente, vemos o estranhamento e diferenças dos dois. Logo em seguida, percebemos que é justamente isso que os une e os torna completos como dupla.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12518" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Dois Irmãos - Uma Jornada Fantástica" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/03/2925053.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com o passar do tempo, o objetivo acaba sendo secundário e a jornada é o que realmente interessa. Ian percebe que não é a presença do pai que vai torná-lo mais completo, e sim a sua consciência de que ele teve no irmão, todo o suporte que precisava. O protagonista aprende a valorizar mais aquilo que ele já tem e aqueles que são presentes, muito além de buscar algo inalcançável.</p>
<p>Sendo assim, <strong><em>Dois Irmãos &#8211; Uma Jornada Fantástica</em></strong> fala sobre relações fraternais, sobre amizade, sobre tolerância com as diferenças, sobre crenças. Temos uma personagem que esqueceu a própria essência pela necessidade de ganhar dinheiro e se sustentar. Ela foi oprimida pelo mundo ao seu redor e vive superficialmente, fingindo que não tem poderes fantásticos e que não é frustrada por não usá-los. Note a profundidade de tais embates.</p>
<p>E como estamos falando de <em>Pixar</em>, tudo isso é envolto em emoções e sentimentos profundos. Os personagens vão apresentando suas camadas e questões que precisam ser trabalhadas. De uma maneira leve e divertida, a dupla de irmãos passeia por diversas nuances. Este é um filme de entretenimento para as crianças, mas de profunda reflexão para os adultos. O carisma dos personagens nos diverte a todo momento, mas os temas são tratados com muita sabedoria. E é isso torna ele perfeito para qualquer público.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dan Scanlon<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Chris Pratt, Julia Louis-Dreyfus, Octavia Spencer, Ali Wong, Mel Rodriguez, Lena Waithe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yo0CR654lVg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Homem-Aranha: Os três arcos da trajetória do herói no cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 17:38:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde 1962, quando teve a sua primeira aparição nos quadrinhos, o Homem-Aranha trouxe um novo caminho para as ficções heroicas. O surgimento de uma figura tão próxima da realidade dos leitores encantou gerações e promoveu uma narrativa cheia de arcos e ramificações que se desdobram até hoje, quase seis décadas após sua criação. Os fãs do Aranha já vivenciaram diversas fases da personagem e estavam curiosos com a continuidade que a Sony Pictures, em parceria com a Marvel Studios, daria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 1962, quando teve a sua primeira aparição nos quadrinhos, o Homem-Aranha trouxe um novo caminho para as ficções heroicas. O surgimento de uma figura tão próxima da realidade dos leitores encantou gerações e promoveu uma narrativa cheia de arcos e ramificações que se desdobram até hoje, quase seis décadas após sua criação. Os fãs do Aranha já vivenciaram diversas fases da personagem e estavam curiosos com a continuidade que a <em>Sony Pictures</em>, em parceria com a <em>Marvel Studios</em>, daria para a jornada de Peter Parker.</p>
<p>Após os eventos de <em>Vingadores: Ultimato</em> que foram determinantes para a reaparição do <em>Spider-Man</em>, a jornada de <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em> começa com um Peter tentando se adaptar as mudanças que ocorreram no planeta, em especial a perda do seu mentor e amigo. A responsabilidade de ser um dos poucos heróis vivos, a frustração e o vazio pela ausência de Tony e os dilemas juvenis embalam a narrativa desse novo arco do Aranha. A jornada que começou em 2016 com a aparição do jovem herói em <em>Capitão América: Guerra Civil</em>, toma forma e se complexifica durante seu segundo filme solo.</p>
<p>Apesar do sucesso e da visibilidade cada vez maior por sua participação nos Vingadores, o jovem herói já é um velho conhecido da cultura <em>geek</em>. De 1962 até os dias de hoje, o Aranha já teve centenas de hqs publicadas, foi tema de 11 séries televisivas – sendo duas <em>live-action</em> e nove animadas –, foi protagonista de três diferentes arcos fílmicos e gerou dois <em>spin-offs</em>. Com sua chegada no cinema, contudo, esse fascínio e essa comoção só se amplificaram.</p>
<figure id="attachment_10889" aria-describedby="caption-attachment-10889" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10889" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Tobey-Maguire-in-Spider-Man-1280x720-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10889" class="wp-caption-text">Tobey Maguire no icônico papel de Homem-Aranha</figcaption></figure>
<p>Dentre os filmes solo do Homem-Aranha, a trilogia dirigida por Sam Raimi (<em>A Morte do Demônio</em>, 1981) foi um capítulo de extrema importância na jornada do herói. Além de iniciar a fase cinematográfica do Aranha, o diretor deu vida a uma narrativa que padronizou o imaginário popular de quem seria essa figura tão famosa desde a década de 1960. A interpretação de Tobey Maguire (<em>Regras da Vida</em>, 1999) inaugurou uma das possibilidades do herói. Nos três filmes da parceria Raimi-Maguire, o espectador pôde ver um jovem maduro, com preocupações adultas e dilemas profundos – tanto que o fator da perda do tio Ben é um acontecimento de extrema importância para a construção do super-herói. Maguire, portanto, estreou essa personagem nos cinemas com uma vivência que trazia maturidade e dificuldades de uma vida mais adulta.</p>
<figure id="attachment_10888" aria-describedby="caption-attachment-10888" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10888" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/andrew-garfield-amazing-spiderman_upuw-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10888" class="wp-caption-text">Já Andrew Garfield foi pouco popular</figcaption></figure>
<p>Em seu segundo arco, a <em>Sony Pictures</em> decidiu adaptar a hq mais antiga do herói. <em>O Espetacular Homem-Aranha</em> traz uma roupagem completamente diferente para o Peter. Dessa vez, o público se depara com um Parker fisicamente mais jovem, com atitudes e vivências mais infantis e até com uma personalidade um pouco oposta do Peter de Maguire. Andrew Garfield (<em>Até o Último Homem</em>, 2016) dá vida a esse novo tipo heroico do Parker que rendeu dois longas. Apesar das duas produções, <em>The Amazing Spider-Man</em> (título original) cometeu muitos deslizes durante esses dois momentos. Os longas não conseguiram executar a narrativa com a maestria de Raimi e os roteiros se mostraram frágeis em suas tentativas de inovação. Atrelado a isso, a interpretação de Garfield não foi exatamente bem vista pelo público. Existe um claro estranhamento ao assistir o Andrew como o Aranha e, quando comparado com Tobey, esse incômodo só aumenta.</p>
<p>Após ficar dois anos longe das telas, o herói da vizinhança retorna aos cinemas fazendo uma participação especial no último filme solo do Capitão América. Assim, em 2016, os fãs da <em>Marvel</em> puderam ter um primeiro olhar – mesmo que rápido – de como seria essa nova versão do Aranha. Desde esse primeiro momento, o <em>Spider-Man</em> de Tom Holland mostrou que seguiria um caminho mais próximo ao de Maguire. Um ano depois, com a estreia de seu longa, Holland trouxe ao público uma versão mais jovem do que foi a personagem de Maguire e Garfield.</p>
<figure id="attachment_10887" aria-describedby="caption-attachment-10887" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10887" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/spider-man-homecoming-tom-holland-unmasked-e1492618589588-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10887" class="wp-caption-text">Tom Holland tem se saído bem como o Spider-Man atual</figcaption></figure>
<p>O Homem-Aranha de Tom é um <em>nerd</em> desengonçado que enfrenta os dilemas normais de todo adolescente. Apesar de não conter a profundidade das motivações de Maguire, Holland, ainda assim, consegue se aproximar do estereótipo do herói aracnídeo. A despretensão de assumir essa vida de super-herói, as vivências ainda colegiais e o jeito atrapalhado são características próximas que podem ser traçadas entre o primeiro e o atual Aranha.</p>
<p>O destaque dessa nova jornada, contudo, está na participação do Homem-Aranha nos Vingadores. A adesão do garoto nova-iorquino aos maiores defensores do universo foi uma estratégia narrativa desde o início. A primeira aparição do Aranha mostra que os caminhos se alinhavam para que ele crescesse como herói e assumisse um papel fundamental na proteção do planeta com o passar dos anos. Todo esse processo se intensifica com a perda de seu mentor – temática a qual gerou o enredo do último lançamento da <em>Marvel Studios</em>.</p>
<p>Com <strong><em>Far From Home</em></strong> (título original), a jornada de Peter Parker chega a um momento crucial. O garoto precisa aceitar o seu papel de protetor de mais do que sua cidade e deve abraçar o legado que Tony Stark deixou para ele. Pela frente, suas preocupações juvenis e sua maturidade ainda em processo precisarão se moldar aos dilemas da vida real de um super-herói. Com isso, o perigo, sofrimento e a perda podem se tornar questões frequentes em sua vida. Acontecimentos que podem, ao decorrer dos próximos filmes, aproximar ainda mais os Aranhas de Maguire e Holland.</p>
<p>Para além desses arcos principais, a saga do <em>Spider-Man</em> foi capaz de ir além da figura central das hqs – ou pelo menos de sua personagem original. Em 2018, a <em>Sony</em> lançou dois <em>spin-offs</em> das histórias do Homem-Aranha. A primeira produção lançada foi o longa-metragem estrelado por Tom Hardy (<em>Mad Max: Estrada da Fúria</em>, 2015) intitulado <em>Venom</em>. O filme narra a história de um jornalista controverso que acaba se tornando hospedeiro do simbionte que dá nome ao filme. Apesar das suas falhas de roteiro, direção e tom, a película teve um sucesso de bilheteria, o que garantiu sua continuação – a qual está prevista para 2020 – e ainda outras produções voltadas para vilões do universo Aranha, como <em>Morbius</em> que estreia, também, em 2020.</p>
<figure id="attachment_10885" aria-describedby="caption-attachment-10885" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-10885" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/poltrona-spider-verse-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-10885" class="wp-caption-text">Homem-Aranha no Aranhaverso foi um sucesso e ganhou o Oscar de Melhor Animação</figcaption></figure>
<p>Alguns meses após o lançamento de <em>Venom</em>, a <em>Sony</em> lança o maior sucesso do fim de ano, <em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em>. A animação foi o ponto alto do estúdio e gerou um reboliço no universo cinematográfico. A crítica e o público abraçaram o longa de imediato e a animação levou para casa dezenas de prêmios, incluindo o Oscar de “Melhor Animação”.</p>
<p>O fenômeno causado pela figura do herói aracnídeo tem, portanto, uma história densa e cheia de nuances. Seja pelas representações em diferentes mídias, pelos arcos distintos do cinema ou pela expansão de seu universo. Seja como for, o Homem-Aranha se mantém como um ícone juvenil que está na memória das gerações passadas e presentes. Independentemente das falhas de <em>O Espetacular Homem-Aranha</em> ou da demora para <strong><em>Longe de Casa</em></strong> engatar de forma verdadeiramente interessante, o amor por essa figura fala mais alto e tem garantido sempre um retorno aos estúdios. Os fãs do Aranha agora podem apenas teorizar e aguardar ansiosos pelo desenvolver da história do querido herói tanto em meio aos Vingadores como através dos <em>spin-offs</em> que estão por vir.</p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha: Longe de Casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 01:29:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É preciso respirar fundo na hora de escrever qualquer palavra sobre o novo filme do spider man, o Homem-Aranha: Longe de Casa. Com estreia para esta quinta-feira, 04, o longa, dirigido por Jon Watts (A Viatura), poderia ser divido em duas partes. Na primeira etapa de projeção, tem-se uma obra insossa, na qual a personalidade e os desafios do herói não avançam muito e a pergunta sobre a necessidade de uma continuação da história anterior paira na mente. Contudo, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso respirar fundo na hora de escrever qualquer palavra sobre o novo filme do <i>spider man</i>, o <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em>. Com estreia para esta quinta-feira, 04, o longa, dirigido por Jon Watts (<em>A Viatura</em>), poderia ser divido em duas partes. Na primeira etapa de projeção, tem-se uma obra insossa, na qual a personalidade e os desafios do herói não avançam muito e a pergunta sobre a necessidade de uma continuação da história anterior paira na mente.</p>
<p>Contudo, a partir da parte 2 da exibição, alguns minutos depois do <em>plot twist</em> &#8211; que não será contado aqui para não revelar <em>spoilers</em> -, a narrativa ganha novos rumos e um possível respiro. Deste momento em diante, os problemas que o Homem-Aranha (Tom Holland) precisa enfrentar recebem uma nova dimensão e as decisões do roteiro deixam de parecer preguiçosas e começam a possuir um efeito surpreendente. Isto porque as necessidades que o protagonista passa a ter, como e se ele conseguirá realizar o intento que deseja engrandecem o clima de ação e aventura.</p>
<p>O maior destaque aqui vai para o carismático e consciente Jake Gyllenhal (<em>O Segredo de Brokeback Mountain</em>), que interpreta o Quentin, nova figura paterna para o Peter Parker. A sua construção parece atenta no que tange demonstrar os sentimentos intencionalmente ternos para com o Aranha. Além disso, a sua movimentação em cena revelam as ações e gestos de um super-herói de velha guarda, já acostumado a enfrentar grandes batalhas. Por fim, Gyllenhall, mede bem a dose de acidez em momentos precisos do texto, criando empatia e distanciamento ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10832" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro ponto importante de mencionar é a dinâmica entre os intérpretes Holland, Zendaya (MJ) e Jacob Batalon (Ned). Ainda que o ritmo de todo o início de <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em> seja precário e os diálogos apelativos, com piadas exageradas, em locais indevidos – como a cena na qual Nick Furry (Samuel L. Jackson) explica o problema que Parker precisa enfrentar – , os três seguram as características criadas na obra anterior e aumentam a conexão entre cada um deles, com olhares, silêncios e frases ditas de forma mais cortadas, com um desconcerto adolescente, tímido; mas, com a entrega do início e/ou da consolidação de suas relações.</p>
<p>Apesar da guinada vinda da reviravolta na trama, o espectador pode passar um tempo considerável desestimulado na cadeira, até que a surpresa aconteça. A produção acaba pecando por não tentar “enganar” o público de forma mais divertida, ainda que a utilização da quebra da expectativa repentina seja inteligente, ele acaba ficando quase num equilíbrio que pende mais para a mediocridade se a pauta for a duração do tédio. Contudo, há a entrega de uma das cenas de batalha mais instigantes entre mocinho e vilão do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) até agora.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya, Samuel L. Jackson, Jon Favreau, Marisa Tomei, Cobie Smulders, Jacob Batalon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MqQdHaBtvGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Sony divulga novo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa. Confira!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 18:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (6) o novo trailer do filme Homem-Aranha: Longe de Casa. A história se dá na continuidade do que aconteceu em Vingadores: Ultimato. Então, se você ainda não assistiu ao longa do ano, é melhor esperar um pouco mais para ver esse trailer, por conta dos spoilers. Dirigido por Jon Watts, Homem-Aranha: Longe de Casa traz Peter Parker (Tom Holland) tentando tirar férias como um garoto comum, viajando para a Europa ao lado dos amigos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (6) o novo trailer do filme <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em>. A história se dá na continuidade do que aconteceu em <em>Vingadores: Ultimato</em>. Então, se você ainda não assistiu ao longa do ano, é melhor esperar um pouco mais para ver esse trailer, por conta dos <em>spoilers</em>.</p>
<p>Dirigido por Jon Watts, <strong><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em> </strong>traz Peter Parker (Tom Holland) tentando tirar férias como um garoto comum, viajando para a Europa ao lado dos amigos, como Ned (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya). Porém, o jovem é convocado por Nick Fury (Samuel L. Jackson) para enfrentar uma grande ameaça. As imagens ainda mostram Jake Gyllenhaal chegando ao Universo Cinematográfico Marvel como o personagem Mysterio.</p>
<p>O longa encerra a Fase 3 do MCU e estreia no dia 4 de julho deste ano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MqQdHaBtvGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; De Volta ao Lar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 00:30:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O subtítulo &#8220;De Volta ao Lar&#8221; de <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>tem um significado específico na trajetória do personagem-título nos cinemas. Após um acordo com a Sony, detentora dos direitos de adaptação do herói para as telonas desde o primeiro filme dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire nas telonas em 2002, a Marvel Studios traz para o seu panteão de personagens do projeto <i>Vingadores</i> uma de suas mais icônicas propriedades. Nesse sentido, o Homem-Aranha que verá nas telonas é bem diferente daquele dos anos 2000, ele faz parte de todo um projeto de narrativa seriada cinematográfica calcado em marcas específicas. Os tempos são outros e, queira ou não queira, é imperativo para essa gigante do cinema inseri-lo em seu universo cinematográfico repleto de conexões entre seus diversos núcleos de personagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Esse Homem-Aranha de 2017 tem Tony Stark, o Homem de Ferro, como seu mentor e ídolo, gravitando em um mundo fortemente marcado pelo impacto cultural produzido pelos Vingadores, a ponto do Capitão América ser mostrado reiteradamente no colégio de Peter Parker em um vídeo institucional-educativo. Assim, olhando <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>por esses termos, o filme cumpre ao que veio, mostrando-se como mais uma ramificação coerente desse universo cinematográfico ao mesmo tempo em que procura estabelecer a personalidade desse novo Peter Parker nesse contexto. No entanto, por atender ao modelo narrativo da empresa Marvel Studios, bem-sucedido nas bilheterias e aceito pela crítica, o longa acaba sacrificando ocasionalmente momentos de genuína emoção que conectam o espectador ao protagonista, que, por sinal, eram feitos de maneira magistral por Sam Raimi em <i>Homem-Aranha </i>e <i>Homem-Aranha 2</i>. Portanto, visto como subproduto <i>Vingadores</i>, <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>cumpre sua função sem comprometer as marcas de um modelo de cinema que parece agradar ao espectador com a produção de uma narrativa leve, marcada pelo humor e que atenua qualquer gravidade no destino dos seus personagens com suas piadas autorreferenciais, porém, em um quadro comparativo, <i>De Volta ao Lar </i>não tem o impacto histórico e emocional das produções protagonizadas pelo personagem no início dos anos 2000. Falta um pouquinho de coração, ainda que se anuncie esse filme como o exemplar mais genuíno e fiel ao personagem das HQs que verá.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7888" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/spider-man_michael_keaton_batman_0.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>é ambientado após os eventos de <i>Capitão América: Guerra Civil</i>. No filme, Peter Parker aguarda um retorno de Happy, fiel funcionário das empresas Stark, para uma próxima missão, caso o Homem de Ferro necessite dos seus serviços. Diante de meses de silêncio, Parker resolve sair por Nova York por conta própria como o Homem-Aranha e acaba descobrindo uma gangue liderada pelo Abutre que há tempos especializou-se em caçar armamentos e equipamentos deixados por aí pelos Vingadores e seus inimigos para vendê-los em um mercado paralelo. Assumindo a vida dupla como Peter Parker, lidando com os problemas mundanos de um adolescente no colegial, e como Homem-Aranha, enfrentando o Abutre e sua gangue, o personagem, ao longo do filme percorre uma trajetória na qual tem que aprender a lidar com suas limitações, escolhas e a responsabilidade que passa a assumir no momento em que veste o uniforme do herói.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>certamente fará sucesso com o público e com quem já costuma dar certificado de aprovação aos filmes da Marvel. Está longe de apresentar um resultado ruim como <i>Homem de Ferro 3 </i>ou morno como <i>Thor </i>e <i>Thor: O Mundo Sombrio</i>, se igualando a resultados corretos como <i>Vingadores </i>e <i>Homem de Ferro, </i>mas não acima da média como <i>Capitão América: Soldado Invernal</i>.<i> </i> Não tem uma vírgula no roteiro desse filme que já não tenha sido testada com êxito em tantos outros exemplares da Marvel de grande aceitação pelo seu público. <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>ainda tem o mérito de ter um vilão bem construído em suas motivações, o Abutre vivido por Michael Keaton, algo que a Marvel sempre foi acusada de não conseguir desenvolver satisfatoriamente à exceção de Loki, mas isso nem chega a ser difícil já que a galeria de vilões do Homem-Aranha sempre foi conhecida como uma das melhores da empresa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os melhores momentos de <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</i>, no entanto,<i> </i>não são àqueles em que ele adere irrestritamente à fórmula Marvel, ou seja, não estão nos <i>insights </i>cômicos que se apropriaram das referências à cultura adolescente ( trilha sonora <i>pop</i>, uso de filmagens &#8220;caseiras&#8221;, referências a <i>Star Wars</i>) ou ao próprio universo das adaptações em quadrinhos para o cinema (há um momento em que claramente é feita uma menção ao Batman de Christopher Nolan), mas quando o longa investe seu tempo no amadurecimento emocional e nos conflitos psicológicos do seu protagonista, um adolescente imaturo, de bom coração e cheio de inseguranças, algo que, por sinal, nos faz lembrar das razões que fizeram <i>Homem-Aranha </i>e <i>Homem-Aranha 2 </i>se conectarem com tantas pessoas por tanto tempo, Sam Raimi conseguia conduzir tais momentos como nenhum outro realizador. Uma cena específica do longa é, possivelmente, uma das mais fortes em termos de investimento emocional da Marvel Studios e infelizmente não se repete por mais vezes no filme:  Peter é soterrado por destroços e demonstra vulnerabilidade e medo por não conseguir se desvencilhar de uma situação que coloca em risco sua própria vida. Talvez <i>De Volta ao Lar </i>precisasse de mais momentos como esse para ser &#8220;aquele&#8221; filme da Marvel que fugisse de um esquema criativo tão burocrático como o que exibe em tantos outros exemplares a cada ano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Agradando aos fãs do filme do estúdio com a oferta de um modelo de narrativa que dosa humor com <i>fan service</i>, <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>usa esta fórmula consagrada à serviço de um personagem que parece se adequar a tais moldes. Ainda que os momentos de genuína humanidade e emoção da história se percam em meio à urgência de se produzir doses cavalares de comicidade, algo que demonstra um certo desgaste nas produções desse nicho, <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>é um longa de entretenimento coerente e bem feito. É impossível não sair com uma mínima dose de satisfação ao final da sessão, especialmente os fãs do personagem que amargaram filmes tão decepcionantes quanto os  <i>reboots</i> <i>O Espetacular Homem-Aranha</i>, com Andrew Garfield como o personagem-título. Como fã do personagem somente em sua encarnação nos cinemas (as HQs do herói nunca fizeram parte da minha vida), <i>Homem-Aranha </i>e <i>Homem-Aranha 2 </i>de Sam Raimi ainda têm lugar cativo justamente pelo investimento emocional que faziam na trajetória e conflitos desse personagem, algo que, infelizmente, parece ser dissolvido nesse cinema de super-heróis que se faz hoje em dia. Mas, como sublinhei linhas atrás, para o bem e para o mal, são outros tempos.</p>
<p>Obs.: Há duas cenas pós-créditos ao final do filme. Portanto, só saia da sala quando o filme realmente tiver terminado (e a segunda cena pós-créditos vale muito a pena).</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/x5Q0AzHr3FM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Z &#8211; A Cidade Perdida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2017 22:08:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já mencionei isso certa feita em outro texto sobre outra obra do mesmo realizador desse Z: A Cidade Perdida:  James Gray é um cineasta de trajetória peculiar. Contemporâneo de diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Darren Aronofsky ou Paul Thomas Anderson, Gray tem o reconhecimento da cinefilia e da crítica, mas está longe de circular pelas grandes premiações ou assumir o protagonismo na seleção de qualquer festival mais cobiçado, ainda que sempre esteja vez ou outra na seleção de algum deles. Ao que tudo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já mencionei isso certa feita em outro texto sobre outra obra do mesmo realizador desse <i>Z: A Cidade Perdida</i>:  James Gray é um cineasta de trajetória peculiar. Contemporâneo de diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Darren Aronofsky ou Paul Thomas Anderson, Gray tem o reconhecimento da cinefilia e da crítica, mas está longe de circular pelas grandes premiações ou assumir o protagonismo na seleção de qualquer festival mais cobiçado, ainda que sempre esteja vez ou outra na seleção de algum deles. Ao que tudo indica, o realizador também não deseja empreender esforços por mais visibilidade, parece se contentar com o tímido burburinho que suas obras costumam causar quando estreiam, ocasionalmente em espaços menos badalados do calendário cinematográfico como abril ou setembro. É nessas águas calmas que <i>Z: A Cidade Perdida </i>consagra-se como mais uma grande obra do realizador que também tem no currículo trabalhos primorosos e igualmente discretos em sua repercussão, como <i>Amantes, Os Donos da Noite </i>e <i>Era uma vez em Nova York</i>.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Z: A Cidade Perdida</i>, Charlie Hunnam (visto recentemente em <i>Rei Arthur: A Lenda da Espada</i>) interpreta Percy Fawcett um explorador britânico que no início do século XX parte em uma viagem rumo a Amazônia, na fronteira Bolívia-Brasil, a fim de ajudar no reconhecimento geográfico da região. Durante a expedição, Fawcett descobre vestígios do que seria uma civilização que se encontra &#8220;perdida&#8221; no meio da floresta. Quando chega na Inglaterra, o explorador é ridicularizado por toda a comunidade cientifica, mas persiste com a sua ideia de ir a fundo nessa empreitada, sacrificando sua vida familiar com uma longa e perigosa jornada.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7747" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/C2PI1jxWQAE51r8.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Uma das principais qualidades de <i>Z: A Cidade Perdida </i>é que James Gray desde o princípio parece querer narrar a jornada do seu protagonista com uma clara admiração pelo seu feito e biografia, mas sem que esse sentimento transforme seu filme numa grandiloquente e escandalosa narrativa histórica. No lugar de sublinhar os feitos do seu protagonista com recursos diversos como uma trilha sonora imponente ou diálogos excessivamente expositivos, James Gray faz aquilo que esperamos do seu cinema, deixa que o percurso dos seus personagens fale por si só, pincelando em momentos localizados sua contribuição na construção de planos marcados por uma economia e uma riqueza simbólica que só seus filmes conseguem compor. Essa elegância do diretor acompanha <i>Z: A Cidade Perdida</i>  do início ao fim, desde o momento que somos introduzidos na jornada de Fawcett com uma imagem noturna e distante de uma tribo indígena à margem do rio até o inspirado plano que encerra a narrativa e é protagonizado pela esposa do protagonista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Gray transforma <i>Z: A Cidade Perdida </i>numa daquelas histórias de grandes feitos realizados por personagens inspiradores, mas sem as afetações de colegas que já utilizaram essa chave interpretativa para a vida dos seus personagens biografados. Realizando um relato da vida de Percy Fawcett, Gray deixa claro a todo momento sua admiração por aquele homem e pela perspectiva da vida que o mesmo tinha ao transformar sua busca incessante pela cidade perdida de Z numa jornada que trouxe um propósito louvável para sua vida, sem que essa admiração redimisse seu protagonista das suas eventuais faltas como cidadão, marido e pai.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em quatro momentos marcados por toda uma atmosfera épica (vemos Fawcett voltar três vezes a Amazônia e ainda ir ao <i>front </i>da Primeira Guerra Mundial), dimensionamos uma história que busca dar conta da própria vida (e consegue isso). No final das contas, <i>Z: A Cidade Perdida </i>é um relato histórico, mas também um filme sobre nossa existência no mundo e o que a preenche de significado. Assim, mais uma vez, James Gray nos oferece um filme cheio de fôlego e sensibilidade dando ainda a oportunidade para atores como Charlie Hunnam e Sienna Miller exibirem os desempenhos mais inspirados das suas carreiras (há ainda Robert Pattinson e Tom Holland no elenco, ambos também muito bons).</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6aWpLX3gxaI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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