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	<title>Arquivos Tom Hiddleston - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tom Hiddleston - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Kong &#8211; A Ilha da Caveira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2017 14:09:40 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O cinema <i>blockbuster </i>do nosso tempo é grande devedor do pioneirismo de <i>King Kong, </i>dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack em 1933. O longa trazia uma equipe de cinema que ia para a Ilha da Caveira para realizar um filme no cenário e se deparava com um vasto universo de criaturas e com uma tribo que oferecia jovens como sacrifício para um grande gorila adorado pela mesma como um deus. <i>King Kong </i>foi inaugural na exploração dessa narrativa em tom aventuresco com pitadas de tensão e fantasia. Seria natural que em uma época em que Hollywood tem se retroalimentado, resgatando franquias de duas décadas atrás e repaginando-as para as novas gerações (<i>Star Wars</i>, <i>Mad Max</i>, <i>Jurassic Park</i>), Kong fosse resgatado do passado e ganhasse mais uma versão nas telas e dessa vez com a promessa de uma reunião futura com Godzilla, já revisto na produção americana de 2014, se unindo ao monstro japonês em um grande evento cinematográfico.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente do <i>remake </i>de Peter Jackson de 2005, que tem o seu valor (vale frisar, sobretudo por estarmos em tempos de descarte tão precoce de obras passadas pelo frissom de novas propostas),<i>  Kong: A Ilha da Caveira </i>não tem como enfoque a expedição de uma equipe de cinema nem um encantamento do protagonista por uma linda donzela. O longa é ambientado nos anos de 1970, quando um grupo de militares convocados por uma organização secreta chamada Monarch resolve entrar na Ilha da Caveira para averiguar a presença de novas espécies no local. Quando chegam lá, eles se deparam com um gorila gigante chamado de Kong pela tribo local que trava um conflito com criaturas denominadas<i> skullcrawlers</i>, responsáveis outrora pelo extermínio da sua espécie.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Conduzido por Jordan Vogt-Roberts, que até então havia realizado trabalhos de menor escopo, como o filme <i>Os Reis do Verão </i>de 2013, <i>Kong</i>: <i>A Ilha da Caveira</i> nos apresenta a eventos que se restringem ao <i>habitat </i>do gorila, a ilha que dá título ao filme. Destacando-se das histórias sobre o primata que foram contadas até hoje, o longa contextualiza sua época, evocando consequências do pós-Segunda Guerra e Vietnã e incorporando-as a sua própria trama e desenvolvimento de personagens. Há referências visuais óbvias a <i>Apocalypse Now</i>, de Francis Ford Coppola, como as artes do longa já indicavam, mas é um alívio perceber que nenhuma delas são aleatórias e demonstram a percepção do diretor e dos seus roteiristas Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly em compor e mover seus personagens na trama a partir daquilo que eles vivenciaram nesses conflitos, o que torna o filme mais interessante e o retira de um terreno confortável de segurança que poderia levá-lo a um caminho pouco produtivo e já explorado em outras produções. Há, inclusive, dois personagens importantes na trama vividos por John C. Reilly e Samuel L. Jackson, os destaques do elenco, que acabam polarizando uma situação advinda dessa contextualização das guerras e da presença americana nelas.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7462" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/03/KongSkullIsland_Clip_Graveyard.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Executando sua ação com destreza e destacando o seu excelente design de produção, responsável por criar um Kong que anatomicamente nos faz lembrar o gorila do filme dos anos de 1930, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i>, contudo,<i> </i>cai na armadilha de escalar dois atores do momento, Tom Hiddleston (o vilão Loki dos filmes da Marvel) e Brie Larson (recém oscarizada por <i>O Quarto de Jack</i>) para viverem personagens que são praticamente nulos na história somente pelo prazer de tê-los em seu elenco, o que é uma pena, já que ambos renderiam muito caso tivessem um trabalho consistente para trabalhar. Com Brie, o filme ainda procura evocar a dinâmica antecedente entre Kong e a atriz Ann Darrow, vivida em filmes diferentes por Naomi Watts, Jodi Benson, Jessica Lange e Fay Wray, já Hiddleston parece uma presença opaca na história.  Ainda assim, o longa tem o mérito de incorporar reflexões sobre a guerra, sobre a postura americana nos conflitos que surgem como fantasmas para seus personagens humanos e, de quebra, ainda consegue inserir um ponto de vista sobre a ação predatória do homem que potencialmente gera um desequilíbrio na própria natureza, ainda que a mesma crie maneiras de colocar as coisas em ordem novamente nas ações por vezes heróicas de um macaco gigante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande mérito de <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>está em assumir aquilo que é. Diferente do <i>Godzilla </i>de Gareth Edwards que mascarava seu propósito de entreter com uma associação a temas que extrapolavam a ordem da fantasia, desejavam o melodrama familiar e dialogavam com o mundo real, oferecendo muito pouco em termos de espetáculo ao seu público, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i> contextualiza com o real, mas compreende sobretudo que o grande protagonista da sua fita é Kong e que sua razão de existir é mergulhar o público em suas dinâmicas sequências de ação nas quais vemos o gorila estraçalhar as criaturas que habitam a Ilha da Caveira. A essência desse tipo de projeto é mesmo o espetáculo e qualquer coisa que neutralize ele, como ocorrera em <i>Godzilla</i>, é um esforço vão de transformar o filme em algo que ele não é. <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>oferece ao seu público exatamente aquilo que ele espera do mesmo.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/p7SvLHjSfBc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: A Colina Escarlate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2015 19:20:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Se formos enquadrar A Colina Escarlate em um gênero, o filme poderia ser classificado com mais propriedade como um romance de horror ou romance gótico. A força motriz do novo longa de Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) são as paixões que mobilizam todos os seus personagens, toda a história é centrada no amor vivido por Edith Cushing (Mia Wasikowska) e Thomas Sharpe (Tom Hiddleston). Contudo, o caminho dos amantes é atravessado por medos da infância, fantasmas, uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3799" aria-describedby="caption-attachment-3799" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/mia-crimson-peak.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3799 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/mia-crimson-peak-620x349.jpg" alt="mia-crimson-peak" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3799" class="wp-caption-text">Atmosfera: Del Toro explora a estética gótica uma das marcas de toda a sua filmografia</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se formos enquadrar <i>A Colina Escarlate </i>em um gênero, o filme poderia ser classificado com mais propriedade como um romance de horror ou romance gótico. A força motriz do novo longa de Guillermo Del Toro (<i>O Labirinto do Fauno</i>) são as paixões que mobilizam todos os seus personagens, toda a história é centrada no amor vivido por Edith Cushing (Mia Wasikowska) e Thomas Sharpe (Tom Hiddleston). Contudo, o caminho dos amantes é atravessado por medos da infância, fantasmas, uma casa repleta de segredos e violentos assassinatos, enfim, tudo com o &#8220;gostinho de sangue&#8221; que Del Toro adora. Esta mistura de romance vitoriano e terror, no entanto, funciona parcialmente. Se, por um lado, existe toda uma atmosfera que parece contribuir para as intenções do realizador e sua trama consegue prender o espectador até a metade da sua projeção com manutenção dos segredos por trás da relação entre os irmãos Sharpe (Hiddleston e Jessica Chastain), por outro, Del Toro perde-se na contemplação do seu próprio estilo e oferece ao espectador revelações previsíveis e um romance que não empolga em nenhum momento o público.</p>
<p>Ambientado nos EUA e na Inglaterra do século XIX, <i>A Colina Escarlate </i>traz a história de Edith Cushing (Mia Wasikowska), uma jovem escritora que se apaixona por Thomas Sharpe (Hiddleston), um inglês misterioso que logo ganha a antipatia do pai da moça. Edith insiste na relação e se casa com Sharpe, partindo para a Inglaterra junto com ele e sua fria irmã mais velha, Lucille (Jessica Chastain). Os três passam a morar no casarão da família Sharpe e Edith começa a presenciar eventos sobrenaturais que confirmam premonições que ela teve na infância: o lugar não é nada amistoso e sua vida corre um sério risco se ela permanecer lá.</p>
<figure id="attachment_3800" aria-describedby="caption-attachment-3800" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/film_crimson_peak_1600x900_gallery_1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3800 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/film_crimson_peak_1600x900_gallery_1-620x349.jpg" alt="film_crimson_peak_1600x900_gallery_1" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3800" class="wp-caption-text">Destaque: Interpretação de Jessica Chastain é um dos pontos altos do longa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez a grande &#8220;sacada&#8221; de <i>A Colina Escarlate </i>seja salientar que o mundo dos vivos é muito mais assustador, perigoso e doentio do que o mundo dos mortos, mas o grande problema do filme é lidar com o seu romance central. A história de Edith e Thomas não chega a ser inspiradora e isso é problemático para o filme sobretudo se pensarmos que trata-se do seu grande mote. Apesar de toda a atmosfera gótica que Del Toro sabe oferecer como ninguém ao público, o realizador não consegue sustentar sua história de amor, detectada pela plateia apenas pelas palavras proferidas pelos personagens, jamais ela é de fato sentida por quem está do outro lado da tela.</p>
<p>Tecnicamente, <i>A Colina Escarlate </i>enche os olhos, fazendo do seu visual um dos elementos responsáveis por conferir a atmosfera sombria que virou marca do Del Toro, mas nada que surpreenda. Trata-se de uma variação daquilo que já conhecemos em <i>O Labirinto do Fauno</i>, <i>A Espinha do Diabo </i>e a franquia <i>Hellboy</i>. Sobre o elenco, Mia Wasikowska, Tom Hiddleston e Charlie Hunnam estão corretos em seus respectivos papéis, mas não resta dúvidas ao final da projeção que a grande performance desse longa é a de Jessica Chastain. A despeito das revelações em torno da sua personagem não serem nada surpreendentes, a atriz consegue ser precisa na composição de Lucille, uma mulher que tenta esconder suas obsessões por trás de uma persona fria e austera.</p>
<figure id="attachment_3801" aria-describedby="caption-attachment-3801" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/crimson-peak-10-1500x844.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3801 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/crimson-peak-10-1500x844-620x349.jpg" alt="crimson-peak-10-1500x844" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3801" class="wp-caption-text">Calcanhar de Aquiles: Aspecto fundamental da história, romance entre os personagens de Mia Wasikowska e Tom Hiddleston é fraco</figcaption></figure>
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<p>Falhando por uma certa falta de sensibilidade do realizador naquilo que deveria ser mais à flor da pele na história, <i>A Colina Escarlate </i>não é um desastre na carreira de Guillermo Del Toro, trata-se de um filme no qual a sintonia do cineasta não está na mesma frequência da sua narrativa. <i>A Colina Escarlate </i>não evoca a passionalidade que deveria evocar e por vezes fica emperrado no admirável senso estético do realizador. Se em <i>O Labirinto do Fauno </i>ou <i>A Espinha do Diabo</i>, Del Toro soube lidar com o choque entre o universo inocente da infância e os monstros e fantasmas do nosso imaginário, em <i>A Colina Escarlate </i>o romance de Edith e Thomas causa indiferença no espectador e o horror fica somente na exposição visual, sendo poucas vezes sentido. Em suma, falta sensorialidade e sobra estilo.</p>
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