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	<title>Arquivos Timothy Spall - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Timothy Spall - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Adeus, June (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 19:19:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Adeus June]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kate Winslet (Titanic) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em Adeus, June, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela. Com um roteiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Kate Winslet (<em>Titanic</em>) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em <em>Adeus, June</em>, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela.</p>
<p>Com um roteiro de seu filho, Joe Anders, além de atuar e produzir, Kate quis dirigir. No final das contas, o seu longa-metragem não é terrível e seu debut como diretora não é a pior coisa do mundo, porém falta coesão, narrativa e visualmente, na obra como um todo. June (Helen Mirren) não é conhecida para além da sua versão doente, por isso ela não é uma protagonista. As personalidades de seus quatro filhos, Julia (Winslet), Molly (Andrea Riseborough), Helen (Toni Collette) e Connor (Johnny Flynn) também não.</p>
<p>A centralidade da trama é evasiva, falta quem direciona o seu conteúdo e faça o público mergulhar naquele universo. O que a história foca, na realidade, é na degradação de June, a matriarca da família, a incompetência masculina de se responsabilizar por algo, do pai, Bernie (Timothy Spall) e os atritos das filhas, que brigam pela atenção da mãe acamada. Neste sentido, esse poderia ser somente um dos lados apresentados no enredo. Mas, falta aqui uma aparente consciência sobre trama e desenvolvimento narrativo e de personagem. Não tem tensão, reviravolta, transformação expressiva das figuras dramáticas*.</p>
<p>O que mais incomoda aqui, em termos de enredo, é que falta trama. Os conflitos soam superficiais, como se Joe tivesse medo de se aprofundar mais nas emoções expostas na tela. Este não é um roteiro realmente adaptado sobre a experiência de Kate e Joe com a mãe e a avó, respectivamente, porém é inspirado na vivência dos dois. Talvez, um desejo de proteger a imagem dela, ou qualquer questão delicada deste tipo, tenha tornado tudo tão planificado. Como as camadas não são investigadas, a sessão fica cheia de momentos feitos para emocionar, que não causam a sensação esperada.</p>
<p>Além disso, a atuação de Kate nunca esteve tão mal. O texto verbal estava completamente automático, como se sua mente não estivesse presente. Os seus colegas de cena, em sua maioria, não passam vergonha, mas também não entregam grandes performances. Quem mais se destaca qualitivamente é Spall que consegue criar em sua interpretação a profundidade que falta na escrita. Tanto em termos de movimentação quanto de uso das vocalidades. Isso ajuda o seu Bernie a parecer mais crível.</p>
<p>Porque, de fato, o grande problema de <em>Adeus, June</em> é ausência de contraste. Neste sentido, em termos de iluminação e enquadramentos, a produção também é repetitiva. O que salva a decupagem é justamente a noção de Kate sobre o trabalho de ator. Através de &#8220;olhares&#8221; laterais da câmera ou dos jogos de plongée e contra plongée, o público consegue ver aquelas personas sob outra ótica. Desta forma, ainda que o ecrã pareça sempre tomado de luz hospitalar, algumas dinâmicas da direção elevam a potencialidade das cenas.</p>
<p>Assim, o longa não é exatamente ruim. Contudo, devido ao fato de existir falta de risco e criatividade, tanto em termos formais quanto discursivos, a obra é um inexpressiva. Para completar, o título é subgênero natalino, o que é bem impressionante, já que do início ao fim da sessão é quase tudo bastante triste. Não há nada que link a exibição ao festejo natalino, sendo que todo seu conteúdo poderia se passar no Halloween ou no carnaval da Bahia e não faria diferença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Kate Winslet</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kate Winslet, Andrea Riseborough, Timothy Spall</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Dramáticas no sentido de dramatúrgicas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: Spencer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Feb 2022 18:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Spencer chega aos cinemas como mais uma produção contando a história da Princesa Diana, figura tão explorada no entretenimento e cuja trajetória inspira tantas criações cinematográficas. Neste longa, o foco é 100% na protagonista, que passeia praticamente sozinha pelo roteiro, com poucas participações de outros personagens, que não chegam nem a ser inseridos na percepção de coadjuvantes. Como o próprio nome do longa já sugere (Spencer era o sobrenome de solteira de Diana), a sua narrativa é muito mais importante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Spencer</strong> </em>chega aos cinemas como mais uma produção contando a história da Princesa Diana, figura tão explorada no entretenimento e cuja trajetória inspira tantas criações cinematográficas. Neste longa, o foco é 100% na protagonista, que passeia praticamente sozinha pelo roteiro, com poucas participações de outros personagens, que não chegam nem a ser inseridos na percepção de coadjuvantes. Como o próprio nome do longa já sugere (Spencer era o sobrenome de solteira de Diana), a sua narrativa é muito mais importante do que qualquer outro viés.</p>
<p>Com os filhos já maiores, o filme se inicia no que seria um Natal muito conturbado na família real, que tinha dificuldades com a presença e o temperamento de Lady Di. Depressiva e sufocada pela práticas e regras dos Windsor, Diana procrastina sua chegada ao local, prevendo toda a afetação emocional que virá a ter. Ela anseia pela presença dos filhos, mas sabe que isso não será envolto na naturalidade do convívio e que ela terá que ter limites na convivência.</p>
<p>Logo de cara lidamos com uma grande problemática que afeta o seu emocional. A tradição de pesagem antes do feriado de Natal, em que eles anotam o peso da pessoa e ela tem que engordar 1,5kg no retorno, para mostrar que ficou feliz com as refeições. Diana era conhecidamente bulímica e a tradição era destruidora para ela. A medida que o roteiro avança, vemos o quanto a protagonista vai sendo engolida por suas emoções entaladas, pela tentativa de revolta e pelo grito que ninguém ouve. É curioso ver como o enredo mostra que ela é tocada apenas pelos filhos e pela camareira de confiança. Como se ela fosse nociva aos demais.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15201" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer.jpg" alt="Spencer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Kristen-Stewart-Spencer-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tendo um certo cuidado de sempre afirmar que a família não é de toda ruim, a narrativa vai afundando o psicológico de Diana, que começa a ter delírios, visagens e pequenos surtos. É algo arriscado a se fazer, já que a figura de Lady Di sempre foi muito bem-quista pelo público e ainda é até hoje. No entanto, o diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>) consegue ficar exatamente em cima do limite, sem nunca ultrapassá-lo.</p>
<p>Chegamos aqui no ponto em que é importante ressaltar o empenho e dedicação de Kristen Stewart (<em>Para Sempre Alice</em>) para a personagem. Ela estudou todos os trejeitos conhecidos de Diana, sua forma de andar, se portar, falar. Além disso, ela se despe de todo aquele perfil que, por vezes, vemos em outros filmes e se mostra uma atriz de real qualidade ao aprofundar o terror psicológico a que a protagonista é submetida. Não é à toa que ela vem sendo cogitada para concorrer ao Oscar de Melhor Atriz deste ano, o que considero muito adequado. Até porque, conforme falei anteriormente, o filme é praticamente apenas Stewart, o tempo inteiro. E não é qualquer atriz que consegue sustentar um longa desta forma.</p>
<p><em><strong>Spencer </strong></em>é um filme profundo e que traz uma outra percepção emocional da história da famosa Princesa Diana. Com seu ritmo mais lento, ele vai envolvendo o espectador numa trama dolorosa e psicológica que nos faz refletir sobre o quanto a fama e o poder podem ser nocivos para uma pessoa e que não necessariamente colocamos isso no lugar de devida importância. Um filme ótimo com uma atuação excelente!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Timothy Spall, Jack Nielen, Freddie Spry, Jack Farthing, Sean Harris</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yS1oP3VaXQA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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