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	<title>Arquivos Terrence Howard - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Shirley para Presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 16:49:39 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Previsto para ser lançado no segundo semestre de 2023, a tempo da última temporada de premiações, o drama biográfico <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong> finalmente chega ao catálogo da Netflix. O longa narra parte da trajetória de Shirley Chisholm, pioneira na política estadunidense ao ter sido a primeira mulher negra eleita para o Congresso dos EUA no final da década de 1960. Shirley também foi a primeira mulher negra a disputar uma prévia do partido democrata para a presidência dos EUA. O longa de John Ridley (de <i>Jimi: Tudo a meu Favor</i>) cobre especificamente o ano de 1972, quando Shirley disputou a vaga nas eleições presidenciais.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Ridley tem uma importante aliada para contar a história de Chisholm nas telas, a atriz e produtora do filme Regina King, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2019 por <i>Se a Rua Beale falasse</i>. No centro dessa cinebiografia, Regina King é o motor dessa história, preservando a fidelidade do espectador na narrativa mesmo em momentos nos quais o projeto perde o fôlego por conta da sua estrutura burocrática. Em <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong>, Regina King tem uma daquelas performances nas quais a atriz praticamente desaparece na pele da sua própria personagem.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Olhando de fora, <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong><i> </i>soa como um daqueles projetos dos anos 2000 que preenchiam as grades da HBO<i>. </i>A produção original da Netflix parece uma daquelas cinebiografias de figuras da política estadunidense produzidas pelo canal que contextualizavam momentos históricos importantes para a democracia do país. Como narrativa fílmica, o longa de Ridley não alça voos mais ambiciosos, privilegiando planos fechados e grandes disputas de diálogos entre os seus personagens, preferencialmente, em cenários fechados, como escritórios e uma sala de estar, soando como um projeto que obedece a marcações de antigas produções televisivas.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17896" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11.png" alt="Shirley para Presidente" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-11-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">A narrativa de <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong><i> </i>também segue uma estrutura burocrática, obedecendo a uma cronologia de eventos na vida da biografada. É certo que eventualmente a história foge de obviedades e tem consciência da necessidade de estabelecer recortes nesse relato. É bem interessante como a partir do caso de Chisholm o filme consegue dimensionar o racismo e o machismo da política dos EUA, trazendo discussões como a dificuldade que Shirley passava para ser aceita entre mulheres e a comunidade negra do país, quando era evidente que a deputada era a única porta-voz desses grupos em Washington. Além disso, também é pertinente como o filme compreende a trajetória da personagem e destaca como a mesma foi sabotada pelo discurso derrotista de que não valia a pena investir esforços em sua campanha pois era uma batalha vencida desde o primeiro instante.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">O triunfo de <strong><i>Shirley para Presidente</i></strong><i> </i>é mesmo a atuação de Regina King. Entregando mais uma interpretação poderosa, a atriz consegue sublinhar a força de Shirley em sua fala mansa e seus gestos afetuosos, da mesma forma como, em razão de segundos, encontra a eloquência e a firmeza das suas impressionantes performances no palanque, sempre exibindo uma retórica invejável repleta de honestidade.  Assim, o filme acaba sendo mais um daqueles casos que se sustenta pela interpretação <i>tour de force </i>da sua protagonista, com alguns pontuais acertos de escolha do roteiro na abordagem da história da personagem biografada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Ridley</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Regina King, Lance Reddick, Terrence Howard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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