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	<title>Arquivos Svyatoslav Podgaevskiy - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Sereia &#8211; Lago dos Mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2019 03:14:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2019 não começou bem para o terror. Desde a primeira estreia do ano, o público pôde vivenciar o mau agouro para o gênero através da péssima qualidade da primeira produção. Depois do horrível O Manicômio, a próxima estreia nos cinemas brasileiros é tão vergonhosa e falha quanto o longa alemão. Depois de A Noiva (2017), A Sereia &#8211; Lago dos Mortos se apresenta como mais um trabalho preguiçoso e mal elaborado no qual o diretor Svyatoslav Podgaevskiy não entrega nada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2019 não começou bem para o terror. Desde a primeira estreia do ano, o público pôde vivenciar o mau agouro para o gênero através da péssima qualidade da primeira produção. Depois do horrível <em>O Manicômio</em>, a próxima estreia nos cinemas brasileiros é tão vergonhosa e falha quanto o longa alemão. Depois de <em>A Noiva</em> (2017), <em><strong>A Sereia &#8211; Lago dos Mortos</strong></em> se apresenta como mais um trabalho preguiçoso e mal elaborado no qual o diretor Svyatoslav Podgaevskiy não entrega nada além de mediocridade.</p>
<p>O novo longa de Podgaevskiy usa como premissa principal a figura mitológica da sereia. A temática faz sucesso há anos entre os mais diversos públicos e, recentemente, foi revitalizada com produções como a nova série <em>Tidelands</em>, da Netflix. Criar um terror a partir de uma história antiga e macabra como a das sereias é uma boa ideia, contudo, o filme teve uma péssima execução. Nessa quinta-feira (31), o brasileiro terá a chance de enfrentar mais uma sessão recheada de tenebrosos momentos entediantes e cheia de indignação pela falta de criatividade da produção russa.</p>
<p>A lenda das sereias assombra a civilização há centenas de anos. Acredita-se que, se um homem andar por um lago à noite, a sereia irá levá-lo. O jovem Roman (Efim Petrunin) e sua irmã, Olga (Sesil Plezhe), vivenciaram as consequências dessa história. Quando crianças, eles viviam com sua família numa casa perto de um lago. Numa noite, o pai deles enlouquece depois do acidente que levou a morte de sua esposa. Logo após o ocorrido, Roman e a irmã se mudaram e nunca mais viram o pai. Anos depois, Roman está prestes a se casar com Marina (Viktoriya Agalakova) e ganha a casa do lago como um presente de casamento do pai. No dia que ele decide visitar a casa, Roman descobre que a lenda da sereia é verdadeira e agora se vê aprisionado pela maldição. Marina, com a ajuda de Olga e um amigo de seu noivo, terá que descobrir o que mantém a criatura aquática viva para destruí-la e, só assim, conseguir salvar o seu amado.</p>
<p>O primeiro problema do longa já começa com a sua distribuição. Por algum motivo, decidiram que produções como essa e <em>A Noiva</em>, por exemplo, devem ser dubladas em inglês e legendadas em português. Se já não bastasse todos os defeitos que seriam enfrentados com a baixa qualidade do filme ao longo da sessão, o público brasileiro ainda ganhou de brinde a péssima dublagem. O que supostamente deveria funcionar como uma ajuda para tornar a película mais agradável acaba se tornando mais um agravante para que o espectador queira sair correndo da sala.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9882" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/sereia-lago-dos-mortos.jpg" alt="A Sereia - Lago dos Mortos" width="610" height="348" /></p>
<p>Outra questão problemática no longa é a direção. Svyatoslav Podgaevskiy tem se mostrado previsível desde seu primeiro longa-metragem do gênero. Suas decisões de enquadramento, estética e momentos de medo são completamente ultrapassadas e fracas. Não existe uma só cena onde o espectador não consiga imaginar o que vai acontecer em seguida. A sessão é tomada por uma inquietação seguida de indignação. Podgaevskiy falhou de novo e dessa vez – por incrível que pareça – foi ainda pior.</p>
<p>O roteiro é raso, confuso e se desfaz a todo segundo. As regras de nada servem, afinal, para estender o sofrimento do público, é preciso negar tudo que haviam mostrado até então. Dessa forma, as premissas estabelecidas ao longo da narrativa são quebradas numa espécie de loop sem fim – o qual só acaba após os sofríveis 90 minutos de duração. Natalya Dubovaya, Ivan Kapitonov e Podgaevskiy elaboraram uma história sem nenhum atrativo. Os roteiristas costuraram os acontecimentos de uma forma tão frágil e infantil que nem mesmo o apelo às sereias é capaz de salvar o longa.</p>
<p>O elenco de nada serve para salvar a história. A sua performance não é ruim como o resto da produção, mas é totalmente esquecível. Nem mesmo as cores usadas para estabelecer uma estética referente a criatura monstruosa e seu habitat servem para dar esperança a película. O filme agoniza do início ao fim. O grito de desespero clamando por ajuda ecoa pela sala de cinema e ele vem de todos que assistam a esse show de horrores. No final, <strong><em>A Sereia &#8211; Lago dos Mortos</em></strong> é mais uma da estreia de terror que só traz decepção.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kIiYsoV3pOM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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