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	<title>Arquivos Suzana Pires - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Suzana Pires - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Câncer com Ascendente em Virgem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 19:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Câncer com Ascendente em Virgem preenche uma lacuna infelizmente poucas vezes ocupada pelo cinema nacional. O longa dirigido por Rosane Svartman (autora de telenovelas da Rede Globo como Vai na Fé, Bom Sucesso e Totalmente Demais) e co-roteirizado por Suzana Pires, intérprete da protagonista dessa história, é o denominado &#8220;filme médio&#8221;, aquele tipo de obra que não tem pretensões de corresponder às expectativas dos nichos de apreciação dos festivais, deseja ser uma popular, mas não subestima a plateia, enquadrando-se como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> preenche uma lacuna infelizmente poucas vezes ocupada pelo cinema nacional. O longa dirigido por Rosane Svartman (autora de telenovelas da Rede Globo como Vai na Fé, Bom Sucesso e Totalmente Demais) e co-roteirizado por Suzana Pires, intérprete da protagonista dessa história, é o denominado &#8220;filme médio&#8221;, aquele tipo de obra que não tem pretensões de corresponder às expectativas dos nichos de apreciação dos festivais, deseja ser uma popular, mas não subestima a plateia, enquadrando-se como um entretenimento para adultos calibrado por boas atuações e um desenvolvimento sensível do seu roteiro.</p>
<p>O roteiro de <em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> é escrito a seis mãos (Suzana Pires, Martha Mendonça e Pedro Reinato) e buscou inspiração no blog &#8220;Estou com câncer, e daí?&#8221;, no qual a autora Clélia Bessa falava honestamente sobre suas sessões de quimioterapia e todas as questões existenciais que surgiram do seu diagnóstico de câncer. O filme é protagonizado por Suzana Pires, que vive Clara, uma professora de matemática em ótimo momento na sua carreira depois que passou a ter êxito no YouTube com um canal voltado para a educação. Quando recebe o diagnóstico do câncer de mama, Clara passa a contar com uma rede de apoio de amigos e familiares que a fazem enfrentar a doença e ter uma outra visão sobre o que de fato é importante na vida.</p>
<p>Apesar de inicialmente atravancar a relação do espectador com o filme com um certo apego que tem a alguns clichês das comédias, incluindo piadas bobas, <em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> encontra suas virtudes na forma como seus roteiristas abordam a doença que transforma a vida da sua protagonista. O longa dirigido sem firulas técnicas, mas direto no protagonismo das suas emoções, tem uma abordagem certeira ao equilibrar um approach &#8220;pé no chão&#8221; e leveza, tornando a jornada de Clara crível, mas repleta de humor, afeto e otimismo nada &#8220;Poliana moça&#8221;, trazendo para o filme um tom motivacional que jamais cai no discurso oco de sentimentos artificiais e sensacionalistas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19316" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4.png" alt="Câncer com Ascendente em Virgem" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Parte do sucesso dessa mensagem deve ser creditado às ótimas atrizes que compõem esse elenco, a começar pela protagonista. Suzana Pires traz uma força impressionante para o drama de Clara ao mesmo tempo em que humaniza essa personagem, reforçando como a experiência da professora de matemática com o câncer é muito mais profunda do que o temor pela morte, passando para a consciência sobre como ela, de agora em diante, deve lidar com as questões da vida. Ao lado de Pires estão Marieta Severo, que comove e personifica o amparo maternal com Leda, e a jovem Nathália Costa. Juntas, as três atrizes compõem um clã familiar feminino interessante que sublinha outro valor que o filme deseja transmitir ao longo da projeção, a importância da sororidade diante do câncer de mama. Há momentos singelos e comoventes compartilhados por essas três atrizes de gerações tão distintas de mulheres e isso é muito bonito de ver em cena.</p>
<p><em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> não é um filme que gabarita tudo aquilo que é necessário para tornar uma experiência cinematográfica plena em suas virtudes técnicas e artísticas. A comédia dramática de Rosane Svartman é marcada por alguns cacoetes de especial televisivo (as piadas que parecem anacrônicas e movimentos simplistas do roteiro). Entretanto, o longa tem uma força inegável quando tudo é concentrado na força das suas atrizes principais, em especial Suzana Pires que se dedica bastante e consegue uma interpretação repleta de facetas, deixando comprovada a versatilidade dramática da atriz e a profundidade com a qual ela aborda sua protagonista nesse longa. É o tipo de produção que, independente das suas faltas, irá gerar identificação e sensibilizará o público de forma muito orgânica porque ele é muito honesto e eficiente na forma como conduz sua narrativa nesse intento.</p>
<p>Obs.: O longa inclui em uma cena e nos seus créditos finais uma canção interpretada por Preta Gil, o que adiciona mais uma camada de emoção à experiência.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rosane Svartman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Suzana Pires, Marieta Severo, Nathália Costa</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/M0_dTbDZ7Po?si=au-4AoU8_hnc1vaZ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casa Grande</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2015 21:13:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Fellipe Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Marcello Novaes]]></category>
		<category><![CDATA[Suzana Pires]]></category>
		<category><![CDATA[Thales Cavalcanti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Reduzido pelo grande público aos filmes que chegam no circuito comercial pelas mãos da Globo Filmes, o cinema produzido aqui no Brasil tem lançado verdadeiras pérolas da nossa cinematografia que ainda precisam ser descobertas e sair do nicho restrito do público especializado composto por cinéfilos e críticos. Não que as produções com o selo Globo Filmes mereçam a hostilidade do público ou o seu boicote, mas a pluralidade de propostas cinematográficas e a dissolução de monopólios produtivos e de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2799" aria-describedby="caption-attachment-2799" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/casagrande1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2799 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/casagrande1-620x348.jpg" alt="casagrande1" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2799" class="wp-caption-text">Primeiro amor: Em meio a crise financeira da família, Jean se apaixona por Luiza.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #000000;">
<p>Reduzido pelo grande público aos filmes que chegam no circuito comercial pelas mãos da Globo Filmes, o cinema produzido aqui no Brasil tem lançado verdadeiras pérolas da nossa cinematografia que ainda precisam ser descobertas e sair do nicho restrito do público especializado composto por cinéfilos e críticos. Não que as produções com o selo Globo Filmes mereçam a hostilidade do público ou o seu boicote, mas a pluralidade de propostas cinematográficas e a dissolução de monopólios produtivos e de distribuição são pontos positivos para a evolução de qualquer cinematografia. Nos últimos anos, nosso país foi responsável por obras de relevância pontual que acrescentaram e muito tecnicamente e que alinharam problemas nacionais e globais com a sua ordem de preocupações temáticas. Filmes como <i>O Som ao Redor</i>, <i>O Lobo atrás da Porta </i>e este <i>Casa Grande</i> não são apenas &#8211; como se isso fosse pouco -, exemplares apurados no manuseio de uma gramática cinematográfica, mas também são filmes que deveriam ser encarados como pontos de referência para as gerações de cineasta do presente e do futuro.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, <i>Casa Grande </i>traz a história de uma família rica que perde todas as suas regalias com a queda financeira do seu patriarca. Nessa mudança de vida, por exemplo, as rotinas de consumo são modificadas e o quadro de empregados é diminuído. Enquanto Sônia e Hugo tentam de todas as formas manter o padrão de vida que sempre tiveram, seu filho mais velho Jean está alheio à toda a crise familiar pela super-proteção do casal. Prestes a decidir o seu futuro profissional, Jean só pensa em Luiza, garota de classe social diferente da sua que conhece no trajeto da escola para a sua casa e que começa a namorar. Esta relação vai deflagrar uma crise familiar que fará Jean amadurecer e pensar sobre quem ele é e quem ele pretende ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<figure id="attachment_2802" aria-describedby="caption-attachment-2802" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cena-de-casa-grande-1428950308657_956x500.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2802 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cena-de-casa-grande-1428950308657_956x500-620x324.jpg" alt="cena-de-casa-grande-1428950308657_956x500" width="620" height="324" /></a><figcaption id="caption-attachment-2802" class="wp-caption-text">Decadência: Hugo (Marcello Novaes) e Sônia (Suzana Pires) tentam manter as aparências apesar dos problemas.</figcaption></figure>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos grandes méritos de <i>Casa Grande </i>é conseguir ser um cinema sofisticado sem perder a simplicidade e o diálogo com a sua plateia. Assim, no lugar de um realizador preocupado única e exclusivamente com o seu ego e em fazer-se &#8220;compreensível&#8221; somente a si mesmo, vemos em <i>Casa Grande </i>um Fellipe Barbosa que preenche o seu tempo de projeção com planos elegantes e e com a utilização de recursos audiovisuais em prol da sua história, o esgarçamento das possibilidades técnicas e estilísticas alinhados com a narração de uma história. Nesse sentido, ao mesmo tempo que o filme traz uma interessante abertura, marcada por uma câmera estática que observa a casa dos protagonistas enquanto a ação corriqueira de apagar as luzes de todos os cômodos ocorre, vemos os conflitos amorosos do protagonista com a namorada e a empregada doméstica ganhar empatia imediata com o espectados. Esse equilíbrio mantido por Barbosa do início ao fim torna <i>Casa Grande </i>um longa acessível às plateias com os mais diversificados repertórios cinematográficos sem perder a sua elegância e pertinência enquanto obra cinematográfica.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Barbosa conta com o jovem Thales Cavalcanti como a figura central da sua história ao assumir com sensibilidade a composição de Jean, o protagonista de <i>Casa Grande</i>. Cavalcanti interpreta um adolescente cheio de dúvidas sobre a vida, um cenário de incertezas ainda mais acentuado pela super-proteção de seus pais. Quando a família começa a ter o seu padrão de vida alterado, Jean, que nunca teve que se preocupar com dinheiro, fica ainda mais inseguro sobre quem ele é e sobre o seu futuro fazendo o seu universo colidir com o de seus pais, que depositam nele a esperança de manter a situação financeira e social da família. Thales Cavalcanti faz Jean se perder em meio a todos os seus conflitos afetivos e geracionais e iniciar um processo de reconstrução e amadurecimento no decorrer do longa. O jovem ator contracena com Marcello Novaes e Suzana Pires, intérpretes dos pais do seu personagem. Novaes faz de Hugo uma figura rígida e burocrática na convivência familiar, características que encobrem a insegura e imobilidade do patriarca diante dos problemas financeiros. Em contrapartida, Pires faz de Sônia uma mulher que cria no espectador sentimentos ambíguos de afeto e piedade, já que apresenta-se como uma figura bem mais proativa que o esposo, contudo alheia a uma realidade que nunca quis ter contato, situação que a fragiliza ainda mais em situações limítrofes.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<figure id="attachment_2801" aria-describedby="caption-attachment-2801" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-2801 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/casagrande-620x348.jpg" alt="casagrande" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-2801" class="wp-caption-text">Rito de passagem: Momento de instabilidade familiar impulsiona despertar e amadurecimento do protagonista.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decadência financeira desses personagens é acompanhada por um clima melancólico que toma conta do filme na medida em que eles tentam a todo custo se agarrar nas certezas de um projeto de vida que se revela completamente oco. E não seria exatamente esse o momento pelo qual estamos passando? Grupos que antes tinham níveis de vida precários e estão conseguindo, ainda que com muita dificuldade, melhorar o padrão de vida, enquanto outros que tinham seus privilégios tem que ajustar as suas rotinas em função de uma nova ordem social que se instaura. No meio das tensões sociais causadas por esse câmbio classista uma nova geração representada aqui pelo adolescente Jean, jovens que tentam entender o seu lugar e as relações que vivenciaram no passado, àquelas que os cercam no presente e que tipo de postura devem assumir no futuro.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Loucas Pra Casar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jan 2015 12:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Loucas pra Casar]]></category>
		<category><![CDATA[Márcio Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Suzana Pires]]></category>
		<category><![CDATA[Tatá Werneck]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É engraçada a capacidade de cópia que o cinema brasileiro tem nos modelos de roteiro americanos. A princípio, Loucas Pra Casar prometia justamente isso: um clone do longa Mulheres ao Ataque, que vale lembrar, foi extremamente criticado pelo estilo machista de enredo e pela história superficial e sem fundamento. Não me pareceu, portanto, inteligente da parte brasileira se espelhar neste tipo de narrativa. A surpresa, no entanto, melhorou um pouco o resultado e fez valer razoavelmente a pena ir ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/465179.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2662 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/465179.jpg" alt="465179" width="610" height="348" /></a></p>
<p>É engraçada a capacidade de cópia que o cinema brasileiro tem nos modelos de roteiro americanos. A princípio, <em>Loucas Pra Casar</em> prometia justamente isso: um clone do longa <em>Mulheres ao Ataque</em>, que vale lembrar, foi extremamente criticado pelo estilo machista de enredo e pela história superficial e sem fundamento. Não me pareceu, portanto, inteligente da parte brasileira se espelhar neste tipo de narrativa. A surpresa, no entanto, melhorou um pouco o resultado e fez valer razoavelmente a pena ir ao cinema.</p>
<p>Malu é uma mulher bem sucedida no trabalho e na vida amorosa. Ela namora ninguém menos que o dono da empresa onde trabalha como corretora de imóveis e ele é interpretado pelo gatíssimo Márcio Garcia. Tudo seria perfeito não fosse sua idade. Ela está com 40 anos e aguardando impacientemente o pedido de casamento do namorado de mais de três anos. Organizada ao extremo, ela acaba suspeitando um dia que dormiu na casa do amado que ele a esteja traindo, já que a quantidade de camisinhas é inferior ao que ela lembrava. Malu decide colocar um detetive na cola do bonitão e descobre que ele realmente está com outra.</p>
<p>O que se sucede é um desdobramento bem escrachado da mulher traída que resolve reconquistar o homem a qualquer custo. Machista, eu sei. “Mas você não disse que esse filme era diferente?”. Então, ele é. Você acha durante todo o longa que ele é machista e cópia brasileira do americano, que já não era grande coisa. E realmente até certo momento, ele é. No entanto, no terceiro ato do filme, ele muda completamente. E essa mudança, que eu não vou falar porque acredito que algumas pessoas queiram assistir ainda, faz toda a diferença. Ele deixa de ser machista para ser mais dramático, expondo questões da sociedade. A mulher que vai chegando aos 40 e fica desesperada para casar porque o mundo exige que ela faça isso e a biologia já diz que ela não está tão bem assim para ter filhos. Ela acaba pirando e esta piração é o resultado do filme.</p>
<p>Como bom filme brasileiro (e fique claro aqui que eu tenho muitas restrições com o cinema brasileiro, mas me esforço para ver a maioria dos longas para quebrar isso), ele tem um estilo de comédia “trapalhão”. Você ri bastante, mas não é aquela gargalhada gostosa. Tem muita piada besta, sem sentido e forçada. Mas o fato é que você consegue rir mesmo assim. <em>Loucas Pra Casar</em> tem dividido opiniões no Brasil inteiro. Os críticos renegam, mas o público em geral está aprovando. Então acredito que ele tenha algo interessante para refletir ou apenas uma risada boa para dar.</p>
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