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	<title>Arquivos Susan Sarandon - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Susan Sarandon - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Besouro Azul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 22:37:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Besouro Azul finalmente chegou aos cinemas depois de toda a expectativa para saber como seria a estreia internacional da querida atriz brasileira Bruna Marquezine (Deus Salve o Rei). Que ela é ótima no que faz, nós já sabemos. Mas será que deu conta de ser a protagonista de um filme de super-herói da DC? Sim, essa estreia não foi pouca coisa, hein?! Não apenas ela chegou, como chegou sendo o maior destaque feminino da trama. É o Brasil realmente no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Besouro Azul</strong></em> finalmente chegou aos cinemas depois de toda a expectativa para saber como seria a estreia internacional da querida atriz brasileira Bruna Marquezine (<em>Deus Salve o Rei</em>). Que ela é ótima no que faz, nós já sabemos. Mas será que deu conta de ser a protagonista de um filme de super-herói da DC? Sim, essa estreia não foi pouca coisa, hein?! Não apenas ela chegou, como chegou sendo o maior destaque feminino da trama. É o Brasil realmente no topo!</p>
<p>O filme conta a história do jovem Jaime Reyes (Xolo Maridueña, <em>Cobra Kai</em>), que está recém-formado e retorna à cidade natal para morar com sua família. Quando ele chega ao local, descobre que os familiares estão passando por aperto financeiro e resolve começar a trabalhar no primeiro emprego que surge, para dar uma força. Ele acaba cruzando o caminho de Jenny Kord (Marquezine), herdeira das indústrias Kord, que está travando uma batalha interna com a tia e atual CEO da corporação, Victoria Kord (Susan Sarandon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casamento-em-familia/"><em>Casamento em Família</em></a>), que quer enaltecer todo o potencial bélico da marca.</p>
<p>O roteiro não é, de fato, muito inovador e acaba se assemelhando muito com uma colcha de retalhos de várias histórias que já conhecemos, especialmente de heróis da Marvel. Temos um pouco de Homem-Aranha, Homem de Ferro, Venom e até Batman. O que faz com que o quesito surpresa e novidade seja deixado de lado. No entanto, o nível de carisma dos personagens e da história em si faz com que tudo seja relevado, em prol da diversão.</p>
<p>Jaime tem uma família mexicana bem característica, com todos se metendo na vida dos outros, falando alto, morando na mesma casa juntos. É um acolhimento constante, que ultrapassa a linha da intimidade, algo que estamos muito acostumados enquanto país latino. Além disso, ao longo da trama temos inúmeras referências que são palpáveis, como quando eles falam das novelas mexicanas Maria do Bairro e Maria Mercedes, um clássico nos anos 1990 que passava no canal SBT.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17003" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567.jpg" alt="Besouro Azul" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3036567-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A medida que a trama avança, com Jennifer entregando o escaravelho perdido na mão de Jaime, o jovem acaba sendo escolhido como o receptáculo do bicho, que se apodera de sua mente, o transformando em um simbionte tecnológico. Ele adquire poderes imediatamente, como um escudo de segurança que o fornece inúmeras possibilidades. É uma mistura perfeita do Homem de Ferro com Venom.  Mas com um belo toque de leveza do humor.</p>
<p>Aliás, o senso de humor perpassa todas as cenas de <strong><em>Besouro Azul</em></strong>, sem se tornar escrachado (o que é um grande alívio, depois da derrota que foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>). A história em si é mais leve mesmo, como uma descoberta de novos rumos na vida de um jovem adulto. Ao mesmo tempo, ele começa a apresentar interesse amoroso em Jennifer, que finalmente consegue ter algum senso de família ao se integrar na realidade dos Reyes.</p>
<p>Destacando aqui especificamente Marquezine, como disse lá em cima, nunca foi segredo para ninguém que ela é uma excelente atriz. Desde muito nova, acompanhávamos a facilidade com que ela atuava na personagem Salete, da novela <em>Mulheres Apaixonadas</em>. Então a sua chegada em Hollywood é, antes de mais nada, merecida. Ainda assim,  ela deu ainda mais o seu nome. Está muito natural, assertiva, forte e dinâmica. Ela domina as cenas com facilidade e mostra que tem um imenso potencial para ser explorado pelo estrangeiro.</p>
<p>Vale lembrar que ela chegou a participar da seleção do papel de Supergirl, no filme <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-flash/"><em>The Flash</em></a>, foi aprovada, mas não seguiu adiante por conta da pandemia do Covid-19, que a impediu de entrar no país onde aconteceriam as gravações. É difícil dizer ainda se isso foi bom ou não para ela, mas <em>The Flash</em> definitivamente foi um filme que fracassou em bilheteria e audiência, o que poderia fazer com que ela não tivesse tanto destaque e perdesse novas oportunidades. Aqui em <strong><em>Besouro Azul</em></strong>, temos um filme mais leve e com maior potencial de dar certo. Particularmente, me diverti muito mais nele e o vejo como uma porta imensa se abrindo de Hollywood para a nossa atriz brasileira. Que assim seja!</p>
<p>No mais, ainda que tenhamos alguns tropeços no meio do caminho, como a falta de dedicação a nos explicar um pouco mais sobre a origem do escaravelho em si, que apenas surge reluzente, o CGI deste longa deixa muito filme da Marvel no chão. Houve uma real dedicação em nos transportar para o mundo azul e simbiótico do <strong><em>Besouro Azul</em></strong>, com batalhas bem feitas e uma edição de som bacana. Vale a pena conferir nos cinemas, não apenas para prestigiar Marquezine, como para ter (enfim, depois de um bom tempo) uma experiência legal de super-herói.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Angel Manuel Soto</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Xolo Maridueña, Bruna Marquezine, Susan Sarandon, Harvey Guillen, Adriana Barraza, George Lopez, Elpidia Carrillo, Raoul Max Trujillo, Belissa Escobedo, Damián Alcázar</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IZw2slPIoGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casamento em Família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 15:06:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Casamento em Família chega aos cinemas como uma comédia romântica que traz elenco de peso, recheado de grandes nomes como Diane Keaton (As Rainhas da Torcida), Susan Sarandon (A Despedida), Richard Gere (Norman: Confie em Mim) e William H. Macy (O Quarto de Jack). Para o casal &#8220;principal&#8221;, temos a dupla Emma Roberts (Nerve &#8211; Um Jogo Sem Regras) e Luke Bracey (Até o Último Homem), que já trabalhou anteriormente no gostosinho Amor Com Data Marcada. A ideia começa bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Casamento em Família</strong></em> chega aos cinemas como uma comédia romântica que traz elenco de peso, recheado de grandes nomes como Diane Keaton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-rainhas-da-torcida/"><em>As Rainhas da Torcida</em></a>), Susan Sarandon (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-despedida/"><em>A Despedida</em></a>), Richard Gere (<em>Norman: Confie em Mim</em>) e William H. Macy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-de-jack/"><em>O Quarto de Jack</em></a>). Para o casal &#8220;principal&#8221;, temos a dupla Emma Roberts (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nerve-um-jogo-sem-regras/"><em>Nerve &#8211; Um Jogo Sem Regras</em></a>) e Luke Bracey (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-o-ultimo-homem/"><em>Até o Último Homem</em></a>), que já trabalhou anteriormente no gostosinho <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-amor-com-data-marcada/"><em>Amor Com Data Marcada</em></a>.</p>
<p>A ideia começa bem interessante. Michelle (Roberts) fica frustrada ao tentar pegar o buquê do casamento de sua amiga e ser interpelada pelo namorado, Allen (Bracey), que se atira na frente, impedindo que as flores cheguem em sua mão. Isso acaba dando um clique na garota, que começa a se questionar se ele é, de fato, o homem que ela vai traçar caminhos lado a lado. Ele, por sua vez, fica uma pilha pois não quer perder a garota, mas tampouco acredita no matrimônio.</p>
<p>Paralelo a isso, temos dois casais mais velhos que vivem momentos extra conjugais. Grace (Keaton) está sozinha no cinema quando se depara com um homem, Sam (Macy), aos prantos com o filme, o que a deixa intrigada. Ela vai prestar ajuda e acabam se interessando um pelo outro. Aquela se torna uma noite bem diferente, onde eles quase têm uma relação sexual, mas escolhem viver momentos mais intensos de companheirismo. Do outro lado, temos Howard (Gere) tendo uma epifania de vida na cama, enquanto Monica, sua amante, tenta chamar a sua atenção para conseguir transar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16436" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/image-1.jpeg" alt="Casamento em Família" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/image-1.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/image-1-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/image-1-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/image-1-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A premissa é ótima e nos faz crer que vamos caminhar por lugares divertidos, uma vez que os três casais começam a se conectar. No entanto, de alguma forma, o roteiro de <em><strong>Casamento em Família</strong></em> deixa tudo tão morno que é frustração em cima de frustração. Os personagens evoluem muito pouco e acabam sendo caricatos demais. Não há aprofundamento na história de ninguém e temos muita dificuldade em definir quem são os protagonistas da história, mas não de uma maneira boa (tem filme que consegue fazer isso formidavelmente). Navegamos num marasmo cheio de potencial, o que acaba nos causando ainda mais frustração.</p>
<p>Por outro lado, temos uma sensação de repetição de personagens. A própria Emma Roberts e o Luke Bracey fizeram um par romântico que não se entendia há menos de dois anos. Richard Gere como mais um bonitão de terceira idade em crise. Susan Sarandon debochada e com o sex appeal lá em cima. Mas para mim, a pior é Diane Keaton. E entenda: adoro ela e acho uma ótima atriz. Porém, não aguento mais ver os mesmo personagens há anos. Sempre uma mãe de família em crise, com casamentos envolvidos na história, usando gola rolê, casacos xadrez e calças skinny. A sensação que eu tenho é que ela usa o mesmo figurino para as personagens HÁ ANOS. Se colocar um frame deste filme e de <em>Tudo em Família</em>, que tem 18 anos de lançamento, não saberíamos diferenciar qual é qual.</p>
<p>Frustração após frustração, <em><strong>Casamento em Família</strong></em> simplesmente acaba quando começa a pegar um ritmo mais promissor. Temos finalmente um ápice, mas ele é interrompido logo na sequência com o fim do filme. Talvez uns 40 minutos a mais conseguissem mudar o rumo desta narrativa. No entanto, o que ficou foi um longa muito pouco memorável, pobre em romance, pobre em comédia, que só nos deixa apenas com atores incríveis e dinâmicas razoáveis.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Jacobs</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Roberts, Luke Bracey, Diane Keaton, Susan Sarandon, Richard Gere, William H. Macy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Hlm7Rv8wIvg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Despedida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 21:28:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa A Despedida, com Susan Sarandon (Thelma &#38; Louise), Kate Winslet (Roda Gigante) e Mia Wasikowska (O Diabo de Cada Dia). Com direção de Roger Michell (Um Lugar Chamado Notting Hill), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor. Numa redoma de melancolia nata, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa <em><strong>A Despedida</strong></em>, com Susan Sarandon (<em>Thelma &amp; Louise</em>), Kate Winslet (<em>Roda Gigante</em>) e Mia Wasikowska (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><em>O Diabo de Cada Dia</em></a>). Com direção de Roger Michell (<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor.</p>
<p>Numa redoma de melancolia nata, o filme nos apresenta os personagens daquele momento intenso que está sendo vivenciado, como uma mistura de fim de semana em família e a perda de alguém amado. Isso porque Lily, a matriarca da família, tomou a decisão de encerrar a própria vida em função do avanço de uma doença que não é especificada na trama. A cada dia que passa, ela perde mais o domínio sobre os atos físicos, sobre a mente e o controle de suas funções. Casada com um médico e sabendo que não terá qualquer tipo de evolução positiva no quadro, ela decide fazer um suicídio assistido e convoca a família para um fim de semana.</p>
<p>A medida que as filhas vão sendo inseridas na trama, primeiro com a personagem de Kate Winslet e depois com a de Mia Wasikowska, vemos que a dualidade de aceitação será palco desta trama. A primeira é controladora, burocrática e prática demais. Embora ela não goste da escolha da mãe, respeita porque acredita que isso cabe apenas a ela. Já a segunda traz o lado mais emocional e mostra que não está preparada para se distanciar da mãe ainda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13913" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Despedida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com a inserção de seus companheiros, assim como a amiga íntima dos pais, o filme pontua o espectador com toda a dor e intensidade que é participar de uma escolha tão difícil quanto essa. Os personagens oscilam entre aceitação, compreensão e revolta, a depender de que tipo de situação se apresenta. O espectador começa a entender a relação da Lily com as filhas, como que o tempo é cruel impedindo que vários fios soltos sejam amarrados.</p>
<p>Mas é esse o objetivo em <em><strong>A Despedida</strong></em>. Mostrar que nem todo fio da vida será compreendido no seu tempo devido e que a morte é implacável, mesmo quando se é previsível, como neste caso. Lidar com uma escolha tão difícil quanto essa e sobre a qual nenhum dos personagens ali tem poder (a não ser a própria Lily), faz o espectador refletir sobre como o fim de um ciclo é inevitável.</p>
<p>O filme peca com a inserção de uma subtrama desnecessária ao final do longa, tentando desviar o verdadeiro foco da narrativa. Levanta-se a hipótese de que o marido estaria apoiando a decisão da esposa pois se envolveu emocionalmente com a amiga deles. Mas isso é muito pequeno e raso para a profundidade desta trama. É algo completamente desnecessário e que faz o filme, como um todo, cair em qualidade. Outro ponto é que o personagem de Sam Neil (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>) merecia um pouco mais de foco e explicação, ampliando o trio principal da mãe com as duas filhas. O luto para este homem é tão real quanto os demais.</p>
<p>Por fim, <strong><em>A Despedida</em></strong> é um filme melancólico e reflexivo, que traz pensamentos instigantes sobre o processo de luto e a própria vida em si. Roger Mitchell peca um pouco no quesito aprofundamento dos personagens e amplitude de suas histórias e relações, o que faria o longa muito mais robusto e completo. Ainda assim, é um drama de qualidade, já que traz uma escolha de elenco excepcional.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roger Michell<br />
<strong>Elenco:</strong> Susan Sarandon, Kate Winslet, Mia Wasikowska, Sam Neil, Rainn Wilson, Lindsay Duncan, Bex Taylor-Klaus, Anson Boon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/gsHCRemXGRY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2020 22:37:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra Adoráveis Mulheres. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (Lady Bird &#8211; A Hora de Voar). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz a nova versão da obra <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Adoráveis Mulheres</em></strong></a>. Baseado no livro homônimo de Louisa May Alcott, a direção e a adaptação da produção fica por conta de Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/"><em>Lady Bird &#8211; A Hora de Voar</em></a>). A história original, que foi escrita no final do século 19, já obteve, anteriormente, diversas versões para o audiovisual, incluindo animações e filmes para TV e para o cinema, sendo dois mudos, em 1917 e 1918, e três falados, em 1933, 1949 e 1994.</p>
<p>Algo que segue sendo cada vez mais comum e crescente a cada revisita para a trama é a escolha de um elenco poderoso. Pensando nisto, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu elaborar um especial <em><strong>As Protagonistas de Adoráveis Mulheres</strong></em> que reunisse uma breve comparação das atuações das personagens principais &#8211; a mãe e as suas quatro filhas &#8211; tentando ver o que muda entre as atrizes e as mudanças das construções dos papéis de uma época para outra. Como existem vários <em>remakes</em>, não estarão listados todos os longas. O olhar sobre a protagonista, Jo March, será mais amplo, considerando as interpretações de Katherine Hepburn (1933), June Allyson (1949), Winona Ryder (1994) e Saoirse Ronan (2019).Para o restante do elenco feminino, serão relacionadas as performances de 1994 versus as de 2019, justamente por serem as refilmagens mais recentes.</p>
<p><em><strong>Confira!</strong></em></p>
<h4><strong>Jo March</strong> <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12179 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/jos-750x187.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="187" /></h4>
<p>A principal diferença entre as interpretações de Jo está no tom dado para a mesma. A característica principal da personagem é que ela é uma mulher de espírito livre e amante da escrita. Com o passar do tempo, esta característica foi se intensificando e seu foco em ser escritora também. No entanto, o nível de doçura, ingenuidade, aspereza e assertividade se mesclaram pelas gerações.</p>
<p>Em 1933, <strong>Katherine Hepburn</strong> (<em>A Costela de Adão</em>), opta por fazer o amadurecimento em seu papel por uma via corporal, começando com um jeito mais “moleca”, de garota que sobe em árvores e pula muros, faz gestos grandes e assovia etc, até se transformar em alguém mais adulta e consciente, de postura mais centrada. Contudo, não perde em nenhum momento o olhar gentil, que permanece durante toda projeção.</p>
<p>Em 1949, <strong>June Allsyon</strong> (<em>Música e Lágrimas</em>) acrescentou uma dureza para a protagonista, que retira um tanto da empatia construída por Hepburn, por exemplo. A sua Jo é mais durona, firme e até um tanto rude. Talvez, a sua atuação peque por esquecer do laço de ternura que a personagem sempre mantém com suas irmãs, desejando a felicidades delas, ainda que esteja em profundo aborrecimento com as mesmas.</p>
<p>Em seguida,em 1994,  existe a criação de <strong>Winona Ryder</strong> <em>(Os Fantasmas se Divertem</em>), que foi uma espécie de musa nos anos 1990 e com muitas mocinhas rebeldes na filmografia. Ainda assim, aqui, ela imprime a Jo mais doce de todas! Apesar disto, ela não perde algo central no que Alcott parece desejar transmitir: o elo que une a família, o amor pela literatura e a falta de desejo em seguir as regras impostas por sua época. Ryder traz um jeito meio atrapalhado, adolescente e até tímido, revelando uma menina mais sonhadora e apaixonada – por sua escrita, claro.</p>
<p>Por fim, a versão de <strong>Saoirse Ronan</strong> (<em>Desejo e Reparação</em>) parece misturar todas as outras características criadas pelas outras atrizes. Ronan traz elementos físicos que enaltecem a personalidade forte de Jo March, principalmente no jeito como corre ou empurra e bate em seu vizinho Laurie (Timothée Chalamet). Mas, ela não esquece de empregar texturas e movimentos que lembram os trejeitos da adolescência.</p>
<p>Com isso, a intérprete demonstra, na hora de “colorir” o texto, entonações emburradas típicas desta idade. No entanto, Ronan deixa a suavidade de lado e acaba abandonando um pouco da característica presente em Jo March, que é o de ser uma aventureira que sonha, que vive imersa nos livros e por isso uma sensibilidade artística. No geral, pode-se notar facilmente que são múltiplas visões de uma mesma figura ficcional e a preferência pode acabar ficando na identificação que o público pode vir a ter.</p>
<h4><strong>Amy March</strong>  <img decoding="async" class="alignnone wp-image-12181 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="245" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-750x245.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys-610x199.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/amys.png 1007w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></h4>
<p>A principal distinção entre a Amy da versão de 1994 e a de 2019 encontra-se no fato do filme da década de 1990 possuir duas atrizes para interpretar a personagem: <strong>Kirsten Dunst</strong> (<em>Entrevista com Vampiro</em>) e <strong>Samantha Mathis </strong>(<em>Psicopata Americano</em>). Em 2019, a obra conta “apenas” com <strong>Florence Pugh </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a>), que para diferenciar a passagem de idade utiliza simplesmente a sua interpretação, preenchida de transições corporais e vocais, que sinalizam o seu amadurecimento. Quando se compara o tom que Dunst dá para seu papel, é possível notar certa equivalência em suas escolhas com as de Pugh. O público pode ver uma menina um tanto birrenta e infantil, pois ela é mostrada em sua primeira fase, por assim dizer, como uma criança que deseja e precisa de atenção.</p>
<p>O que muda na produção de Greta Gerwig, e isto é um grande mérito do longa, é a transformação impressionante passado por Amy. Florence Pugh demonstra consciência completa de sua criação e do que deseja performar na tela, revelando as fragilidades, seguranças e crescimentos de Amy March. É difícil comparar este desempenho com o de Mathis, que deixa a sensação de ter buscado uma visão mais comum para o papel. O que ela traz é a procura por um tom de realeza e uma postura distanciada das coisas, o que provoca uma impressão clara de que Amy cresceu, mas não que ela está amadurecida como pessoa, deixando a visão sobre ela um tanto rasa.</p>
<h4><strong>Meg March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12184 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png" alt="" width="750" height="374" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-750x374.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs-610x304.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/megs.png 825w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Trini Alvarado</strong> (<em>Uma Lição de Amor</em>) entrega uma Meg mais serena e amadurecida, na versão de 1994. Ela é claramente a irmã mais velha que, apesar dos conflitos internos, tem uma tranquilidade de quem já viveu um pouco do que as irmãs. A impressão que <strong>Emma Watson</strong> (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bela-e-a-fera/"><em>A Bela e a Fera</em></a>) passa é um tanto distinta. Ainda que a característica de ter mais idade e querer fazer parte da grande sociedade estar nas duas Meg March, a forma de externalizar isto corporalmente e verbalmente é diferente.</p>
<p>Watson emprega algo mais intenso e dramático – no sentido de engradecimento das emoções. Não que sua performance vá para algo histriônico ou qualquer coisa do tipo. Mas, é possível ver porque a jovem poderia, por exemplo, seguir a carreira de atriz, pois ela tem dentro dela uma vontade de expressar seus sentimentos para que todos sintam também. Emma revela um olhar sonhador e romântico e uma inocência que vai se transformando em maturidade e compreensão sobre a vida, o que a deixa com mais camadas, passando uma transformação de caráter e personalidade.</p>
<h4><strong>Beth March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12185 size-medium" title="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png" alt="As Protagonistas de Adoráveis Mulheres" width="750" height="363" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-750x363.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths-610x295.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/beths.png 832w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Um traço importante sobre esta personagem é que ela precisa evocar empatia do público, devido ao desfecho que ela tem na trama. No filme de 1994, <strong>Claire Danes</strong> (<em>As Horas</em>) consegue alcançar este intento. Além de construir sua personagem num tom diferente das irmãs, que é uma característica central de Beth March, ela traz uma profundidade para o papel, ao criar gestuais contidos e olhares marejados ou menlancólicos. É como se sua Beth não pertencesse a este mundo e este é um grande feito de Danes.</p>
<p>Já <strong>Eliza Scanlen</strong> (<em>Babyteeth</em>) faz uma Beth mais reservada, menos transparente. A sua construção passa por uma espécie de doçura e melancolia, traços importantes de Beth March. No entanto, talvez na tentativa de retirar a proximidade de Beth com as irmãs, ela tenha retirando um pouco um peso que a garota possui, diminuindo certos impactos presentes na obra.</p>
<h4><strong>Marmee March</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12186 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png" alt="" width="750" height="397" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-750x397.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees-610x323.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/marmees.png 767w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
Nos dois longas, as atrizes escolhidas foram nomes grandes e importantes. Em 1994, <strong>Susan Sarandon </strong>(<em>Thelma e Louise</em>) faz o papel da matriarca da família. Ao contrário de <strong>Laura Dern </strong>(<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) &#8211; a Marmee de 2019 -, a intérprete traz um tom firme e direto para a personagem. O carinho dela está mais voltado para as suas ações do que para o tom de sua fala. Dern investe no caminho de se revelar uma mulher sábia, serena e gentil, sendo esta última característica a mais visível em sua atuação.</p>
<p>As duas escolhas das atrizes acabam criando um bom contraponto com Jo, que parece sempre ser uma versão da mãe esperando para ser lapidada. Como a Jo de Winona Ryder é mais doce e atrapalhada, a Marmee de Sarandon demonstra praticidade para ajudar o próximo e coordenar a família. No filme de 2019 isto acontece exatamente de maneira oposta. Mas, em ambas projeções o laço entre a dupla é sólido<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
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		<title>Crítica: A Intrometida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2016 19:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Intrometida]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Simmons]]></category>
		<category><![CDATA[Lorene Scafaria]]></category>
		<category><![CDATA[Rose Byrne]]></category>
		<category><![CDATA[Susan Sarandon]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood foi ingrata com Susan Sarandon em um determinado momento da sua carreira. Enquanto a vencedora do Oscar por <i>Os Últimos Passos de um Homem </i>e estrela eternizada em filmes como <i>Thelma &amp;amp; Louise </i>protagonizava produções de qualidade duvidosa (<i>O Casamento do Ano</i>) ou aparecia em outras tantas como coadjuvante de luxo (<i>Um Olhar do Paraíso</i>, <i>Speed Racer </i>e <i>Tudo Acontece em Elizabethtown</i>), jovens atrizes com bem menos talento firmavam contratos milionários com os grandes estúdios e contemporâneas como Meryl Streep, Jessica Lange e Glenn Close brilhavam em papeis fortes no cinema e na TV. <i>A Intrometida </i>talvez seja um dos poucos trabalhos recentes que finalmente dão o merecido espaço para Susan Sarandon brilhar. Tudo bem que o filme se enquadra como uma dramédia que provavelmente poucas pessoas verão ou levarão em consideração na temporada de prêmios e, consequentemente, não promete realizar mudanças drásticas no <i>modus operandi </i>hollywoodiano de dar pouco espaço para longas protagonizados por mulheres maduras, mas é revigorante assistir a uma história do seu calibre e que ainda é palco para Susan Sarandon mostrar porque é uma das melhores atrizes do cinema.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>A Intrometida </i>é dirigido e roteirizado por Lorene Scafaria (de filmes como <i>Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo </i>e <i>Nick e Norah: Uma Noite de Amor e Música) </i>e parte de uma experiência pessoal da realizadora, que traz para as telas um relato da sua história ao lado da mãe após a morte do pai. No filme, Sarandon interpreta Marnie, uma viúva que herda uma boa quantia em dinheiro do esposo e que está vivendo uma fase na qual tenta aproveitar ao máximo a vida. Marnie procura ocupações como voluntariar-se em um hospital ou promover uma festa de casamento para uma jovem que pouco conhece, além, claro, de tentar pôr ordem na vida da sua única filha Lori, como toda boa mãe. Quando Lori sinaliza para Marnie que a relação de ambas precisa ter certos limites, ela começa a se dar conta da sua solidão e de como tem preenchido seus momentos inquietantemente livres. A partir dai, a protagonista começa a tentar encontrar formas de superar o luto e seguir outros rumos na sua própria caminhada.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com <i>A Intrometida</i>, Scafaria realiza um filme completamente adorável. O longa se enquadra como uma daquelas dramédias <i>indies </i>americanas, mas evita qualquer cacoete do seu nicho de produção. Claro que você não verá no longa de Scafaria maiores subversões, mas dentro das próprias convenções pactuadas a diretora encontra uma maneira natural e humana de construir sua história e de compor suas personagens, cujo maior mérito é a empatia que provocam na plateia, afinal todas elas são pessoas de &#8220;carne e osso&#8221;, sobretudo a protagonista Marnie. A diretora e roteirista faz do seu longa um filme que consegue lidar com seus momentos de humor e também com aqueles de completa introspecção. Scafaria tem como mérito imbricar essas duas facetas da sua história e dos sujeitos que a protagonizam de maneira orgânica, encontrando um tom próprio para a sua narrativa.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6589" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/8-1.jpg" alt="8" width="610" height="348" /></p>
<p>No que diz respeito a sua protagonista, Lorene Scafaria é atenta a cada um dos suaves e impecáveis detalhes da interpretação de Susan Sarandon que compõe uma figura agradável e cativante pelo olhar generoso que tem para as pessoas e para a própria vida. Sarandon consegue uma oscilação interessante entre o cômico, nada caricatural, e a melancolia inerente ao luto vivido pela personagem. A câmera de Scafaria é toda para Sarandon e a atriz é brilhante ao conduzir o olhar do espectador para a jornada da sua personagem ao lado de ótimos parceiros como Rose Byrne (filha da protagonista) e J. K. Simmons, que lá pelas tantas torna-se um pretendente de Marnie. Assim, contando com uma atriz principal que agarra com segurança e competência uma personagem que cativa com sua simplicidade e seu potencial empático com a plateia, Lorene Scafaria faz o seu melhor trabalho até então, não resta dúvidas.</p>
<p>Em breve, Susan Sarandon poderá ser vista em <i>Feud</i>, série de TV de Ryan Murphy que promete trazer para o público o icônico confronto entre Bette Davis e Joan Crawford nos bastidores do filme <i>O que aconteceu com Baby Jane? </i>de 1962. Sarandon viverá ninguém menos do que Davis e contracenará com Jessica Lange, que interpretará Crawford. A expectativa é de que o programa traga mais uma grande performance da atriz. Somando a promessa de êxito dessa série com o impecável resultado do trabalho da vencedora do Oscar em <i>A Intrometida</i>, já podemos afirmar que, ao menos, um terreno é preparado para o seu <i>comeback. </i>Nada mais justo, Sarandon merece muito mais do que algumas poucas falas e servir de escada para atores menos expressivos que ela, como Orlando Bloom ou Mark Wahlberg. Sarandon merece o brilho que <i>A Intrometida </i>lhe dá.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wdybNe_5EVA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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