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	<title>Arquivos Steve Buscemi - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Morte de Stalin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2018 22:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Morte de Stalin]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Tambor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Misturando acontecimentos verídicos registrados nos livros de História e algumas teorias da conspiração que até hoje seguem sendo discutidas, A Morte de Stalin faz uma irônica passagem pelos acontecimentos que sucederam a morte do líder político da União Soviética Josef Stalin em 1953 após reunir-se para um jantar com seus camaradas. O diretor e roteirista escocês Armando Iannucci (indicado ao Oscar pelo roteiro de Conversa Truncada) tem conseguido uma boa carreira para seu filme desde que ele passou a ser exibido em alguns [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Misturando acontecimentos verídicos registrados nos livros de História e algumas teorias da conspiração que até hoje seguem sendo discutidas, <i>A Morte de Stalin </i>faz uma irônica passagem pelos acontecimentos que sucederam a morte do líder político da União Soviética Josef Stalin em 1953 após reunir-se para um jantar com seus camaradas. O diretor e roteirista escocês Armando Iannucci (indicado ao Oscar pelo roteiro de <i>Conversa Truncada</i>) tem conseguido uma boa carreira para seu filme desde que ele passou a ser exibido em alguns festivais &#8211; até mesmo duas nomeações ao Bafta o longa conseguiu &#8211; e o filme faz jus a esta discreta e bem sucedida repercussão. Tudo aqui é muito bem conduzido.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Transformando toda a burocracia em torno da morte de Stalin numa verdadeira patifaria, o filme retrata seu quadro de personagens engravatados e conservadores como figuras patéticas que não conseguem esconder sua ganância e, por vezes, mediocridade intelectual &#8211; entre eles, ministros, militares e filhos do falecido, interpretado por um elenco afiado formado por atores como Steve Buscemi, Jeffrey Tambor e Andrea Riseborough. Iannucci divide o seu longa em atos representados pelos artigos que determinam como todos deveriam proceder na situação da morte do líder. Claro, que muito do que é determinado pela lei e lido em aspas na tela encontra nesse mosaico de personagens figuras dispostas a agir em sentido contrário ou procurar uma forma de mascarar as reais intenções das suas ações.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8990" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/A-Morte-de-Stalin-2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Um dos aspectos mais curiosos de <i>A Morte de Stalin </i>é como ele consegue se localizar historicamente, dimensionando a realidade que aborda e o seu tempo, mas também como estabelecendo comunicação de maneira mais ampla com o seu público, que consegue detectar nas situações sintomas um cenário parecido em outras realidades e lapsos temporais. Afinal, é para isso que a História nos serve. O que o longa retrata é a disputa ensandecida de poder a todo custo, as manobras ardilosas de políticos para tanto, as relações estabelecida na base da desconfiança mas sob a filosofia &#8220;mantenha os seus inimigos por perto&#8221;, o lugar da truculência física como ferramenta enérgica para a obtenção daquilo que se quer e, claro, o cerceamento explícito da liberdade, instaurando um clima no qual ninguém respeita seus governantes, nem mesmo aqueles que fazem parte do seu quadro de bajuladores.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa poderia ter sua duração reduzida, não lhe faria mal um tratamento mais enxuto já que em alguns momentos a piada parece ficar gasta. No entanto, o trabalho de Iannucci é dotado de uma acidez tão sofisticada e rápida em seu raciocínio que isso surge como um detalhe perto das horas que passamos vendo uma história tão distante de nós mas que, ao mesmo tempo, parece estar sempre à espreita nos diversos ciclos vividos pelas democracias, sempre sujeitas ao esfarelamento por aqueles que estão na sua órbita, aguardando o momento de maior fragilidade e crise para dar o &#8220;bote&#8221;. <i>A Morte de Stalin </i>evidencia como nenhum governo que começa com totalitarismo e qualquer tipo de violência tende a ser destituído com facilidade. Leva tempo. E até &#8220;tudo&#8221; se resolver sua população tem que lidar com um trauma que perpetua por gerações. Se ri muito em <i>A Morte de Stalin</i>, mas é um riso consciente e crítico que levamos como reflexão ao final da sessão.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RayRkMbh2gg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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