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	<title>Arquivos Stephan James - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Se a Rua Beale Falasse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 19:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Jenkins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a Rua Beale Falasse chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme. O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de fevereiro, com três indicações ao Oscar 2019 &#8211; Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Regina King) e Melhor Trilha Sonora Original. Com um resultado cuidadoso e profundo de questões sociais e emocionais, logo o espectador sente falta da indicação merecida de Melhor Filme.</p>
<p>O longa, baseado no romance de James Baldwin, conta a história de Tish, uma jovem negra que descobre que está grávida do namorado que acabou de ser preso. Junto com a sua família e a dele, ela luta para provar a inocência do rapaz, que foi incriminado injustamente.</p>
<p><em><strong>Se a Rua Beale Falasse</strong></em> é, antes de qualquer coisa, uma história de amor. Amor não apenas aquele romântico entre um casal &#8211; embora tenhamos muito disso &#8211; mas amor nas relações, sejam elas de amizade ou de família. Toda essa percepção traz uma conotação muito mais suave na pesada temática de racismo que é inserida pela trama.</p>
<p>O diretor Barry Jenkins foi o responsável por <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>, que em 2017 foi indicado a diversos prêmios e ganhou três estatuetas no Oscar &#8211; Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali). Trazendo mais uma vez a temática do racismo para suas produções, Jenkins consegue apresentar um trabalho ainda superior ao seu antecessor.</p>
<p>Se em <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em> o espectador já conseguia se envolver com a história e com os personagens, em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong> é como se você fizesse parte da trama. A capacidade notável de cada cena em passar a emoção que está sendo vivenciada, a angústia, o amor, o desespero, traz o espectador ainda mais para perto da narrativa.</p>
<p>Com um excelente roteiro como plano de fundo, a junção com a fotografia e figurino torna a experiência muito mais palpável. Somos apresentados ao estilo da época de maneira contundente, o que ajuda a definir a personalidade dos personagens, muito além de suas posições sociais. O filme faz questão de mostrar que aquele discurso de preconceito de que &#8220;a pessoa estava mal vestida&#8221; não tem espaço nesta discussão, que é muito mais profunda e acertada.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2548696.jpg" alt="Se a Rua Beale Falasse" width="610" height="348" /></p>
<p>Para coroar essa combinação visual, temos uma das melhores trilhas sonoras dentre os indicados ao Oscar deste ano. O jazz que surge em muitos momentos marca não apenas as fases dos personagens, como suas emoções. O espectador vai sendo guiado de maneira muito sincera e sem exageros por todas as sensações que são experienciadas pelos personagens. E este fator é determinante no envolvimento que citei anteriormente.</p>
<p>Jenkins brinca com a câmera completamente ao seu favor. Embora alguns atores não tenham tanto tempo em tela para mostrar seu trabalho, o diretor faz um uso tão acertado dos enquadramentos que temos presentes como a atuação de Regina King. Ela surge em pouco tempo de trama, mas o suficiente para lhe render a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Fica, inclusive, um gosto de quero mais que infelizmente não foi suprido.</p>
<p>Dos protagonistas KiKi Layne e Stephan James, presenciamos uma química indiscutível. Os dois conseguem criar exatamente a dinâmica necessária para criar a empatia do público, que sente a dor e o amor que flui entra ambos. O elenco coadjuvante também não deixa por menos, com destaque para a irmã vivida por Teyonah Parris e Colman Domingo, no papel do pai. Os dois também sofrem do problema de pouco tempo em tela.</p>
<p>A escolha de trazer como foco na trama o drama pessoal e a questão social envolvida foi mais que acertada. Não é pertinente, naquele contexto, entender os rumos policiais da história. O espectador quer entender o que aquilo pode repercutir naquela família e naquele casal.</p>
<p>Em <strong><em>Se a Rua Beale Falasse</em></strong>, Jenkins nos apresenta um trabalho ainda mais lapidado e envolvente que <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>. A crítica social envolta na poesia de um romance e sua ótima trilha sonora faz o espectador se envolver emocionalmente com os personagens, tanto quanto o faz refletir sobre o racismo nos tempos atuais.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/t6Bt-QLPJa0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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