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	<title>Arquivos Silvio Guindane - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Silvio Guindane - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Vitória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 16:55:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inspirado no caso real de uma idosa que denunciou um grupo criminoso atuante na comunidade em frente a sua casa no Rio de Janeiro, Vitória tem a seu favor a escalação de Fernanda Montenegro para viver esta personagem. O drama dirigido por Andrucha Waddington tem muitas faltas, especialmente no roteiro, mas a presença de Montenegro como a personagem-título muitas vezes supre ou camufla as falhas do projeto. O longa é inspirado na história de Joana Zeferino da Paz, uma idosa de 80 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirado no caso real de uma idosa que denunciou um grupo criminoso atuante na comunidade em frente a sua casa no Rio de Janeiro, <em><strong>Vitória </strong></em>tem a seu favor a escalação de Fernanda Montenegro para viver esta personagem. O drama dirigido por Andrucha Waddington tem muitas faltas, especialmente no roteiro, mas a presença de Montenegro como a personagem-título muitas vezes supre ou camufla as falhas do projeto.</p>
<p>O longa é inspirado na história de Joana Zeferino da Paz, uma idosa de 80 anos que em 2005, da janela de sua casa, registrou com uma câmera o cotidiano de um grupo criminoso que agia violentamente na sua vizinhança. Joana tentou denunciar o caso para a polícia, mas só viu a queixa gerar algum tipo de comoção nas autoridades quando contou com a ajuda da imprensa. Tendo sido posteriormente protegida pelo Programa de Apoio à Testemunha, Joana teve sua identidade mantida em sigilo, só vindo à tona no ano de seu falecimento, 2023, quando as filmagens de <em><strong>Vitória </strong></em>já haviam terminado.</p>
<p>A princípio, <em><strong>Vitória </strong></em>era um projeto do diretor e roteirista Brenno Silveira, mas o longa acabou nas mãos de Andrucha Waddington (Eu Tu Eles e Casa de Areia) após o falecimento do cineasta às vésperas das filmagens. A troca não prejudicou o resultado de <em><strong>Vitória</strong></em>, que tem um diretor se esforçando ao máximo para suprir carências do roteiro, dando sutileza, sensibilidade e buscando até mesmo alguma profundidade na construção psicológica das personagens.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19303" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1.png" alt="Vitória" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Waddington acerta sobretudo ao valorizar os momentos nos quais o público acompanha apenas Fernanda Montenegro em cena. Existem longas sequências em que <em><strong>Vitória </strong></em>se resume ao cotidiano de Nina, nome criado para a protagonista do filme, em seu apartamento, vivendo o seu cotidiano. Quando <em><strong>Vitória </strong></em>é centrado em Fernanda Montenegro, o filme tem os seus melhores momentos porque a atriz valoriza cada gesto da personagem em cena, traz riqueza para os sentimentos e a personalidade daquela mulher.</p>
<p>O desempenho de Montenegro supre algumas lacunas deixadas pelo roteiro de <em><strong>Vitória</strong></em>. Há reticências no passado da protagonista e detalhes como as motivações profundas daquela mulher que poderiam ser melhor esmiuçadas pelo roteiro a fim de valorizar o clímax dramático daquela história. Nina é só uma mulher querendo fazer o bem e ter paz e isso é o suficiente para <em>Vitória</em>, mas não para o espectador, que poderia ter uma relação mais engajante com o longa caso o filme mergulhasse de fato no passado dessa protagonista. A resolução do conflito entre Nina e a ameaça violenta da sua vizinhança também é pouco elaborada passando a impressão de apressar a ação a fim de que o filme tenha enfim o seu desfecho.</p>
<p><em><strong>Vitória</strong></em> é o tipo de experiência que só é minimamente satisfatória porque Fernanda Montenegro consegue trazer a densidade e a urgência necessárias para engajar o espectador na trajetória da sua protagonista. Entendemos <em><strong>Vitória </strong></em>como um evento cinematográfico porque Fernanda Montenegro está nele e aproveita cada oportunidade para confirmar seu nome como um dos maiores das nossas artes dramáticas. De outra forma, o teor fugidio e superficial do roteiro deste drama ficaria mais evidente e tornaria mais emperrada a experiência de assistir o longa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andrucha Waddington</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Fernanda Montenegro, Silvio Guindane, Jeniffer Dias</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3Zr6YJ02r5g?si=sVQfxS_pwShsTxb_" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Simonal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2019 19:35:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Junto às comédias, as cinebiografias representam algumas das obras brasileiras mais populares nas bilheterias nos últimos anos, rendendo, na maioria, derivados seriados na Rede Globo. Simonal é o mais recente título do filão e traz o ator Fabrício Boliveira como o músico Wilson Simonal um dos maiores artistas da música popular brasileira. O longa é dirigido por Leonardo Domingues, que estreia na função após ter feito carreira como montador em filmes como Serra Pelada e Onde a Coruja Dorme. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Junto às comédias, as cinebiografias representam algumas das obras brasileiras mais populares nas bilheterias nos últimos anos, rendendo, na maioria, derivados seriados na Rede Globo. <em><strong>Simonal</strong> </em>é o mais recente título do filão e traz o ator Fabrício Boliveira como o músico Wilson Simonal um dos maiores artistas da música popular brasileira.</p>
<p>O longa é dirigido por Leonardo Domingues, que estreia na função após ter feito carreira como montador em filmes como <em>Serra Pelada</em> e <em>Onde a Coruja Dorme</em>. A cinebiografia toca em aspectos extremamente controversos da história de Simonal, como sua personalidade difícil, sua aversão à monogamia e, sobretudo, sua relação com a ditadura diante de acusações de que o artista era um delator de colegas no período, algo que custou caro a Simonal até a sua morte.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11039" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2755506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como a maioria dos títulos nacionais desse filão com o selo Globo Filmes, <em><strong>Simonal</strong> </em>obedece a cronologia linear desse tipo de narrativa, construindo a ascensão e queda do seu biografado. Entretanto, a produção encontra muita dificuldade em seu início para construir a carreira do músico, não conseguindo dimensionar sua singularidade no meio artístico nacional e apelando para alguns chavões presentes em diálogos que sempre parecem artificiais.</p>
<p>O longa é marcado por alguns desempenhos ruins do seu elenco. Entre eles, Leandro Hassum, excessivo como Carlos Imperial, e Isis Valverde, que interpreta Tereza, a esposa de Simonal, no piloto automático. O longa peca ao abordar de maneira tímida o racismo na trajetória de Simonal, que, certamente, deveria incomodar bastante uma sociedade brasileira ainda mais preconceituosa que a atual. Há uma menção numa cena em que Simonal é entrevistado por um jornalista e a vinculação disso às dificuldades do artista ao longo de sua carreira fica subentendido. De excepcional mesmo em Simonal somente a atuação de Boliveira, o único elemento do projeto que consegue dimensionar a grandeza do músico para o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Leonardo Domingues<br />
<strong>Elenco:</strong> Fabrício Boliveira, Isis Valverde, Leandro Hassum, Mariana Lima, Caco Ciocler, Silvio Guindane, Bruce Gomlevsky, João Velho</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9zZw9-9UTx0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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