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	<title>Arquivos Sienna Miller - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sienna Miller - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Z &#8211; A Cidade Perdida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2017 22:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Hunnam]]></category>
		<category><![CDATA[James Gray]]></category>
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		<category><![CDATA[Z - A Cidade Perdida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já mencionei isso certa feita em outro texto sobre outra obra do mesmo realizador desse Z: A Cidade Perdida:  James Gray é um cineasta de trajetória peculiar. Contemporâneo de diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Darren Aronofsky ou Paul Thomas Anderson, Gray tem o reconhecimento da cinefilia e da crítica, mas está longe de circular pelas grandes premiações ou assumir o protagonismo na seleção de qualquer festival mais cobiçado, ainda que sempre esteja vez ou outra na seleção de algum deles. Ao que tudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já mencionei isso certa feita em outro texto sobre outra obra do mesmo realizador desse <i>Z: A Cidade Perdida</i>:  James Gray é um cineasta de trajetória peculiar. Contemporâneo de diretores como David Fincher, Christopher Nolan, Darren Aronofsky ou Paul Thomas Anderson, Gray tem o reconhecimento da cinefilia e da crítica, mas está longe de circular pelas grandes premiações ou assumir o protagonismo na seleção de qualquer festival mais cobiçado, ainda que sempre esteja vez ou outra na seleção de algum deles. Ao que tudo indica, o realizador também não deseja empreender esforços por mais visibilidade, parece se contentar com o tímido burburinho que suas obras costumam causar quando estreiam, ocasionalmente em espaços menos badalados do calendário cinematográfico como abril ou setembro. É nessas águas calmas que <i>Z: A Cidade Perdida </i>consagra-se como mais uma grande obra do realizador que também tem no currículo trabalhos primorosos e igualmente discretos em sua repercussão, como <i>Amantes, Os Donos da Noite </i>e <i>Era uma vez em Nova York</i>.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Z: A Cidade Perdida</i>, Charlie Hunnam (visto recentemente em <i>Rei Arthur: A Lenda da Espada</i>) interpreta Percy Fawcett um explorador britânico que no início do século XX parte em uma viagem rumo a Amazônia, na fronteira Bolívia-Brasil, a fim de ajudar no reconhecimento geográfico da região. Durante a expedição, Fawcett descobre vestígios do que seria uma civilização que se encontra &#8220;perdida&#8221; no meio da floresta. Quando chega na Inglaterra, o explorador é ridicularizado por toda a comunidade cientifica, mas persiste com a sua ideia de ir a fundo nessa empreitada, sacrificando sua vida familiar com uma longa e perigosa jornada.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7747" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/C2PI1jxWQAE51r8.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Uma das principais qualidades de <i>Z: A Cidade Perdida </i>é que James Gray desde o princípio parece querer narrar a jornada do seu protagonista com uma clara admiração pelo seu feito e biografia, mas sem que esse sentimento transforme seu filme numa grandiloquente e escandalosa narrativa histórica. No lugar de sublinhar os feitos do seu protagonista com recursos diversos como uma trilha sonora imponente ou diálogos excessivamente expositivos, James Gray faz aquilo que esperamos do seu cinema, deixa que o percurso dos seus personagens fale por si só, pincelando em momentos localizados sua contribuição na construção de planos marcados por uma economia e uma riqueza simbólica que só seus filmes conseguem compor. Essa elegância do diretor acompanha <i>Z: A Cidade Perdida</i>  do início ao fim, desde o momento que somos introduzidos na jornada de Fawcett com uma imagem noturna e distante de uma tribo indígena à margem do rio até o inspirado plano que encerra a narrativa e é protagonizado pela esposa do protagonista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Gray transforma <i>Z: A Cidade Perdida </i>numa daquelas histórias de grandes feitos realizados por personagens inspiradores, mas sem as afetações de colegas que já utilizaram essa chave interpretativa para a vida dos seus personagens biografados. Realizando um relato da vida de Percy Fawcett, Gray deixa claro a todo momento sua admiração por aquele homem e pela perspectiva da vida que o mesmo tinha ao transformar sua busca incessante pela cidade perdida de Z numa jornada que trouxe um propósito louvável para sua vida, sem que essa admiração redimisse seu protagonista das suas eventuais faltas como cidadão, marido e pai.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em quatro momentos marcados por toda uma atmosfera épica (vemos Fawcett voltar três vezes a Amazônia e ainda ir ao <i>front </i>da Primeira Guerra Mundial), dimensionamos uma história que busca dar conta da própria vida (e consegue isso). No final das contas, <i>Z: A Cidade Perdida </i>é um relato histórico, mas também um filme sobre nossa existência no mundo e o que a preenche de significado. Assim, mais uma vez, James Gray nos oferece um filme cheio de fôlego e sensibilidade dando ainda a oportunidade para atores como Charlie Hunnam e Sienna Miller exibirem os desempenhos mais inspirados das suas carreiras (há ainda Robert Pattinson e Tom Holland no elenco, ambos também muito bons).</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6aWpLX3gxaI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Foxcatcher &#8211; Uma História que chocou o Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2015 19:27:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bennett Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
		<category><![CDATA[Foxcatcher]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Ruffalo]]></category>
		<category><![CDATA[Sienna Miller]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Carell]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Redgrave]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Os acontecimentos de <i>Foxcatcher &#8211; Uma História que chocou o Mundo </i>têm como força condutora a insegurança do seu protagonista, o lutador Mark Schultz (Channing Tatum). O fio condutor desse filme sombrio de Bennett Miller é a carência desse personagem, suprida em níveis diferentes pelo seu irmão mais velho David Schultz (Mark Ruffalo) e pelo seu pretenso treinador, o milionário John du Pont (Steve Carell). Bennett Miller constroi toda a atmosfera necessária para fazer de <i>Foxcatcher </i>um filme denso psicologicamente, além de intrincado e coerente como narrativa. As sensações criadas no espectador são fluidas, nada é antecipado, os personagens e suas relações são críveis e a condução é ritmada. Enfim, o melhor trabalho da carreira do diretor de <i>Capote </i>e <i>O Homem que mudou o Jogo</i>, até então.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><i>Foxcatcher </i>tem início quando o jovem lutador de luta greco-romana Mark Schultz recebe um convite do milionário John du Pont. Ele deseja patrocinar o treino e a ida do atleta para as Olimpíadas de Seul em 1988. Schultz passa a morar na casa de du Pont e começa a criar uma certa veneração pela filosofia de sucesso do seu patrocinador e técnico de fachada. Em determinado momento da trama, du Pont começa a fazer pouco caso de Mark e decide trazer para a equipe o irmão do rapaz, David Schultz. A presença de David perturba a relação entre du Pont e Mark, fazendo com que tudo saia de controle.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/foxcatcher02.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2656" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/foxcatcher02-620x323.jpg" alt="foxcatcher02" width="620" height="323" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Tudo em <i>Foxcatcher </i>sugere que Mark e John du Pont, de certa maneira, se complementam. Ambos são governados pelo sentimento de inferioridade, pela necessidade de corresponder e superar às próprias expectativas ou àquelas que pensam que terceiros tenham sobre eles. Isso os torna figuras destrutivas, uma característica potencializada pelo encontro dos dois na trama. Isso faz com que Miller e seu diretor de fotografia Greg Fraser optem por tonalidades mais acinzentadas, que os cortes sejam mínimos e que os movimentos de câmera sejam mais lentos, contrastando com a inquietação psíquica e física de Mark e com o silêncio imprevisível de John du Pont, tudo é muito perturbador de ser acompanhado por tanto tempo. Em contrapartida, a presença de David Schultz (Ruffalo) é um alento afetivo para a história, ironicamente, o personagem que acaba saindo lesado de toda a relação doentia entre Mark e John.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Na pele de John du Pont, Steve Carell provoca no espectador um misto de asco e pena. Carell compõe um tipo absolutamente imprevisível, uma bomba relógio ambulante, a partir de um olhar lânguido, pouquíssimos gestos, todos acompanhados com bastante atenção pela câmera de Miller. Já Channing Tatum tem aqui o melhor desempenho da sua carreira, sua interpretação é repleta de nuances e consegue equilibrar a sensibilidade, imaturidade e agressividade de Mark Schultz. Mark Ruffalo completa o elenco como o personagem mais admirável dos três, um sujeito comum e afetuoso, pai de família, irmão dedicado, profissional exemplar, enfim, tudo o que du Pont e Mark mais almejaram ser na vida.  David é uma espécie de fantasma dos protagonistas.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/AR-141127414.jpgMaxW650.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2657" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/AR-141127414.jpgMaxW650-620x338.jpg" alt="AR-141127414.jpg&amp;MaxW=650" width="620" height="338" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Representando a maturidade da carreira de Bennett Miller, <i>Foxcatcher </i>é um filme de personagens e relações complicadas, algumas delas sombrias demais para quem não deseja ou tem medo de adentrar no que existe de pior nos recôncavos da nossa complicada psique. O filme é sólido dramaticamente, coerente como narrativa, utiliza ao máximo todos os recursos cinematográficos à sua disposição, oferecendo uma trama sobre ambição, relações familiares e homens complicados, ou seja, se inspira no que de melhor a cinematografia norte-americana já fez.No final das contas, <i>Foxcatcher </i>trata como tantos outros grandes filmes norte-americanos de um traço peculiar e doentio da cultura dos EUA, a obsessão pelo sucesso e pela figura do sujeito bem-sucedido, uma categoria que não necessariamente está associada à acumulação financeira, mas com o reconhecimento de uma trajetória por terceiros, sua publicização e a construção de um mito. No caso, o longa deixa bem claro que há dois caminhos, cada um deles optados por um dos personagens em questão: a completa escuridão ou a libertação desse ideal de felicidade e reconhecimento pleno, uma doença contemporânea.</p>
</div>
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