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	<title>Arquivos Shia LaBeouf - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Shia LaBeouf - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Megalópolis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 18:41:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diretor de filmes importantes para a história do cinema, como os longas da trilogia O Poderoso Chefão e Apocalipse Now, Francis Ford Coppola tinha um projeto dos sonhos que enfim estreou nos cinemas em 2024: Megalópolis. Anos de desenvolvimento em meio às dificuldades de financiamento de um longa tão ambicioso para um cineasta que dos anos 1980 para cá teve uma relação de desconfiança dos principais investidores (os estúdios) dados os inúmeros problemas dos seus sets, sempre alargando orçamentos dos seus filmes, e os resultados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Diretor de filmes importantes para a história do cinema, como os longas da trilogia <em>O Poderoso Chefão</em> e <em>Apocalipse Now</em>, Francis Ford Coppola tinha um projeto dos sonhos que enfim estreou nos cinemas em 2024: <em><strong>Megalópolis</strong></em>. Anos de desenvolvimento em meio às dificuldades de financiamento de um longa tão ambicioso para um cineasta que dos anos 1980 para cá teve uma relação de desconfiança dos principais investidores (os estúdios) dados os inúmeros problemas dos seus sets, sempre alargando orçamentos dos seus filmes, e os resultados decepcionantes de bilheteria. Megalópolis levou quase três décadas para &#8220;sair do papel&#8221;. O resultado é um filme que no seu corte final apresenta para o espectador esboços de boas ideias e não uma narrativa minimamente coerente.</p>
<p>Você pode respeitar toda a trajetória de Coppola, reconhecer sua importância para o cinema como um dos grandes expoentes da Nova Hollywood dos anos 1970 e ter filmes como <em>O Poderoso Chefão: Parte 1 e 2, Apocalipse Now, A Conversação e Drácula de Bram Stoker</em> como cânones e, ao mesmo tempo, reconhecer <em><strong>Megalópolis </strong></em>como um filme ruim e é nesta posição que nos encontramos. <em>Megalópolis</em> é um longa promissor como ideia, mas cuja execução resulta em um filme bagunçado em diversas frentes: na sua direção e no seu roteiro, na concepção visual e, sobretudo, na montagem.</p>
<p>O longa narra a jornada de César Catilina, interpretado por Adam Driver. Caitilina é um arquiteto que tem em mãos o projeto de uma realidade utópica para uma civilização em evidente declínio. Defendendo o seu modelo de sociedade para o futuro, César trava uma disputa ideológica com instâncias de poder, entre elas o prefeito Franklyn Cicero, vivido por Giancarlo Esposito, um sujeito que resiste às ideias do rapaz. Uma situação que agrava a cisão entre os dois personagens é o romance entre César e a filha de Franklin, Julia Cícero, interpretada por Nathalie Emmanuel.</p>
<p>Em seu novo filme, Coppola surge pessimista com os EUA do ponto de vista político e cultural, &#8220;caindo em si&#8221; de que a ideia do &#8220;sonho americano&#8221; foi substituída por um país em deterioração pela corrupção dos poderosos que fazem parte do seu círculo social. É uma civilização em estado de putrefação sustentada insistentemente por uma elite que lucra bastante com a desigualdade e a alienação das massas. O César de Adam Driver é uma representação de Coppola, um artista que tem trânsito nesse círculo social mais abastado, mas que não consegue &#8220;fazer valer&#8221; seus ideais. A partir disso, de fato, Coppola tem material para realizar uma interessante e criativa crítica social, por um ponto de vista bem pessoal, porém o que se vê na tela são apenas esforços.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18910" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3.png" alt="Megalópolis" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Visualmente, <em><strong>Megalópolis </strong></em>é uma bagunça de referências e uma extravagância no uso de efeitos especiais, a maioria muito mal aplicados, &#8220;poluindo&#8221; cada frame com sobreposições e uma inventividade estética que mira em várias referências, não dando tempo para o espectador absorver a profusão criativa de cada frame e o que eles significam. É o deleite pela &#8220;bela imagem&#8221; sobreposto por outra composição criada supostamente para impressionar a plateia e o cineasta vai até o fim do longa nesse modus operandi. No final das contas, o que Coppola acaba banalizando todos os esforços estéticos do seu longa.</p>
<p>Não há camadas nos personagens de <em><strong>Megalópolis</strong></em>. O roteiro parece contentar-se com a orientação de que todas aquelas pessoas que povoam a narrativa de Coppola são ideias e não gente. A jornalista vivida por Aubrey Plaza é uma representação da manipulação e ganância da mídia, o César de Adam Driver é a utopia de uma sociedade perfeita e o nepo baby interpretado por Shia LaBeouf é puro oportunismo. Só isso. Acontece que apenas isso não é o suficiente para engajar o público com o filme. Dentro dos traços marcantes desses personagens não há nuances.  Quando conflitos humanos são desenvolvidos, o filme opta pelo mais superficial possível, a exemplo da relação amorosa entre César e Júlia. Parte disso é porque o roteiro do longa é extremamente ensimesmado nas ideias do cineasta e seus personagens são  elementos secundários, o que torna a experiência de assistir Megalópolis fria e cansativa.</p>
<p>Poucas atuações chamam a atenção &#8211; e olha que falamos de um elenco com atores como Adam Driver, Dustin Hoffman, Jon Voight e Giancarlo Esposito. Talvez Aubrey Plaza e Shia LaBeouf mereçam mais destaque porque conseguem encontrar um tom mais satírico em meio à dispersão que é <em><strong>Megalópolis</strong></em>. Esses atores tentam encontrar algum sentido para para o projeto ao adotar este tom em suas atuações, saindo-se mais bem-sucedidos do que o herói shakespeariano de Adam Driver, por exemplo. Uma cena em particular protagonizada por Plaza e LaBeouf é bem curiosa, nela a jornalista manipula seu parceiro de cena culminando em uma incomum cena de sexo &#8211;  e é bem curioso perceber as intenções opostas às ações de ambos nesse momento e como os dois atores conduzem tudo isso. No mais, pouca coisa é memorável.</p>
<p>Pode ser que daqui há alguns anos a crítica resgate <em><strong>Megalópolis</strong></em> em uma revisão como um longa cuja péssima recepção não fez justiça ao que ele de fato é &#8211; isso pode acabar acontecendo sobretudo porque acredito que deva existir outro corte desse filme daqui algum tempo. O que temos no presente, no entanto, é o que pode ser julgado e, sendo assim, <em>Megalópolis</em> não é dos melhores trabalhos da  carreira de Coppola, longe disso, infelizmente, é uma das maiores decepções do seu currículo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Francis Ford Coppola</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Adam Driver, Giancarlo Esposito, Nathalie Emmanuel, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Jon Voight, Laurence Fishburne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/xDg19aLVuyA?si=4-9I5NfNEuDcpVQc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Borg vs. McEnroe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2017 23:22:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Borg vs. McEnroe]]></category>
		<category><![CDATA[Shia LaBeouf]]></category>
		<category><![CDATA[Stellan Skarsgård]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Revivendo a rivalidade entre o americano John McEnroe e o sueco Björn Borg, Borg vs. McEnroe &#8220;bebe&#8221; a tradição dos filmes sobre dramáticas disputas esportivas. O filme do dinamarquês Janus Metz, do documentário Armadillo, possui conclusões muito parecidas às de Rush: No Limite da Emoção, longa de 2013 de Ron Howard que narrava o confronto entre os pilotos Niki Lauda e James Hunt. O intuito de Borg vs. McEnroe é mostrar a competição como combustível, mas também como dimensão de cumplicidade entre sujeitos que, apesar de lidar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Revivendo a rivalidade entre o americano John McEnroe e o sueco Björn Borg, <i>Borg vs. McEnroe </i>&#8220;bebe&#8221; a tradição dos filmes sobre dramáticas disputas esportivas. O filme do dinamarquês Janus Metz, do documentário <i>Armadillo</i>, possui conclusões muito parecidas às de <i>Rush: No Limite da Emoção</i>, longa de 2013 de Ron Howard que narrava o confronto entre os pilotos Niki Lauda e James Hunt. O intuito de <i>Borg vs. McEnroe</i> é mostrar a competição como combustível, mas também como dimensão de cumplicidade entre sujeitos que, apesar de lidar de maneira diferente com os desafios do próprio oficio, sentem empatia pelo oponente. É nesse exato lugar que <i>Borg vs McEnroe </i>quer chegar.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ambientado no torneio de Wimbledon de 1980, o filme conta parte da trajetória do campeão mundial de tênis Björn Borg a partir de eventos que o prepararam para sua grande partida com John McEnroe, jovem tenista americano conhecido como o <i>bad boy </i>das quadras. Popularizada como a &#8220;partida do século no tênis&#8221;, a final serviu para ambos estabelecerem laços e marcou a ascensão de McEnroe e a despedida de Borg das quadras.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8370" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/BorgMcEnroe-Shia-LaBeouf-1024x684.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Com uma estrutura que alterna momentos presentes com <i>flashbacks </i>das infâncias de Borg e McEnroe, sem dúvida, o longa é mais feliz no retrato do primeiro, ainda que o intérprete do segundo, Shia LaBeouf, obtenha mais êxito em cena que o sueco Sverrir Gudnason. Na essência, <i>Borg vs. McEnroe </i>reproduz decisões formais comuns a filmes de esporte, como o mote da superação, a dramaticidade e a tensão das quadras e toda a mitologia do herói desportivo em evidência.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O filme fica mais interessante quando o percebemos como um drama que retrata o perfil de dois jovens dedicados às suas carreiras, lidando com as pressões desse mundo de maneira distinta. Enquanto John McEnroe explodia com um temperamento difícil de lidar, o que lhe conferia uma má fama por vezes desproporcional à realidade, Borg era a personificação do controle emocional dentro e fora dos campeonatos, um quadro que fora resultado de uma longa jornada de aprendizado nos primeiros anos como tenista. O desafio em comum de enfrentar as pressões da carreira cria um sentimento de empatia nos dois sem que ambos precisem trocar palavras a respeito durante todo o filme, basta uma partida, a disputa decisiva dos ícones de uma geração nas quadras. A difícil final de Wimbledon protagonizada por Borg e McEnroe se encarregou de estabelecer o elo entre os dois, sintetizado pela cena que encerra o filme num encontro casual de aeroporto.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Reiterando determinadas chaves interpretativas de um lado, mas também encontrando em uma relevância temática que justifique o filme, <i>Borg vs. McEnroe </i>é um longa com bons momentos, dramatizando um episódio importante na história do esporte. Carece de mais informações sobre os personagens que estão no centro da &#8220;arena&#8221;, mas ainda assim tem <i>insights </i>curiosos que extrapolam uma leitura estritamente narrativa da obra.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Ij0w630GQ5A" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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