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	<title>Arquivos Sharon Horgan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sharon Horgan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Peso do Talento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 15:47:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma cena de O Peso do Talento, Nicolas Cage, que, para quem ainda não sabe, interpreta ele mesmo no filme, passeia maravilhado por um cômodo repleto de lembranças marcantes da sua carreira. O ator vencedor do Oscar (melhor ator em 1996 por Despedida em Las Vegas), que já protagonizou longas de diretores como David Lynch (Coração Selvagem) e Spike Jonze (Adaptação), passou um tempo considerável da sua carreira aceitando qualquer roteiro para pagar algumas dívidas, o que lhe trouxe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma cena de <em><strong>O Peso do Talento</strong></em>, Nicolas Cage, que, para quem ainda não sabe, interpreta ele mesmo no filme, passeia maravilhado por um cômodo repleto de lembranças marcantes da sua carreira. O ator vencedor do Oscar (melhor ator em 1996 por Despedida em Las Vegas), que já protagonizou longas de diretores como David Lynch (<em>Coração Selvagem</em>) e Spike Jonze (<em>Adaptação</em>), passou um tempo considerável da sua carreira aceitando qualquer roteiro para pagar algumas dívidas, o que lhe trouxe uma questionável fama de &#8220;ator canastrão&#8221; ou &#8220;ímã de bombas cinematográficas&#8221;. Recentemente, Cage deu a volta por cima com longas bem aceitos pela crítica, como Mandy e Pig, ganhando um status de cult pela cinefilia.</p>
<p>A cena de <em><strong>O Peso do Talento</strong></em> que descrevemos anteriormente, com o seu tom de autodeboche, indício de que a uma altura dessa do campeonato nem o próprio Cage se leva a sério, e reverência por um legado que de fato existe sintetiza um inventário da carreira do ator. O longa de Tom Gormican (da comédia Namoro ou Liberdade com Zac Efron) tem seus melhores momentos quando se dedica a parodiar o próprio star power de Nicolas Cage e sua carreira de altos e baixos, sem nunca desmerecê-lo por seus deslizes artísticos, afinal, eles fazem parte da sua trajetória &#8211; e, como ele encara, são &#8220;ossos do ofício&#8221;.</p>
<p>No longa de Gormican, Cage encontra-se em uma crise de meia idade após perceber que não tem as melhores opções em um futuro tão próximo em Hollywood. Além dos dilemas profissionais, o astro passa por um momento delicado na relação com sua filha adolescente. No meio desse turbilhão de eventos, o ator decide se aposentar e aceita como último trabalho uma proposta que lhe é ofertada por um fã (papel de Pedro Pascal, de <em>Mulher Maravilha 1984</em>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15491" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1.jpg" alt="O Peso do Talento" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/o-peso-do-talento-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na paródia de si, Nicolas Cage se esbalda. O astro está despojado em cena, sem o menor compromisso de oferecer qualquer seriedade ao projeto. Como antecipamos, os melhores momentos de <em><strong>O Peso do Talento</strong></em> estão nos meta-comentários do filme, geniais, sobretudo, quando o ator conversa com uma versão ególatra e e surtada de si. Além disso, Cage encontra em Pedro Pascal um coadjuvante que lhe rende momentos bem inspirados na dinâmica fã e ídolo, fazendo inúmeras referências a obras marcantes na sua carreira. Esses momentos são tão inspirados que fica inevitável lamentar que o longa não ceda completamente ao mito Nick Cage e se torne no fim das contas mais uma comédia de ação protocolar.</p>
<p>É inegável que <em><strong>O Peso do Talento</strong></em> é entretenimento garantido. É verdade também que nem sempre esta diversão é garantida e que os fãs do ator serão os que aproveitarão melhor a experiência. No entanto, a sacada de trazer Nicolas Cage interpretando uma versão de si traz constatações que engrandecem o longa de Tom Gormican: Nick Cage está em um dos seus melhores momentos, tão maduro que consegue apresentar-se mais relaxado em cena, empoderando-se do seu legado e dos seus recursos artísticos. Fosse mais radical na sua proposta, seria genial.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tom Gormican</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nicolas Cage, Demi Moore, Pedro Pascal, Alessandra Mastronardi, Jacob Scipio, David Gordon Green, Sharon Horgan, Neil Patrick Harris</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/fjaVj4O4jmY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Unidas pela Esperança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2021 00:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado em histórias reais, Unidas pela Esperança conta a trajetória de um coletivo de mulheres casadas com oficiais militares. A partir da ida de seus maridos para o fronte, elas criam um grupo de coral, com intuito de conseguir uma distração para o sentimento de aflição e o temor do que pode acontecer com seus entes queridos. Há uma aparente busca aqui em criar um drama sensível e de certa superação. A primeira característica perceptível é o medo da perda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Baseado em histórias reais, <strong><em>Unidas pela Esperança</em></strong> conta a trajetória de um coletivo de mulheres casadas com oficiais militares. A partir da ida de seus maridos para o fronte, elas criam um grupo de coral, com intuito de conseguir uma distração para o sentimento de aflição e o temor do que pode acontecer com seus entes queridos. Há uma aparente busca aqui em criar um drama sensível e de certa superação. A primeira característica perceptível é o medo da perda e a perda efetivamente. Isto ronda as personagens durante toda projeção.</p>
<p>No entanto, esta tensão sentida por elas aparece mais em um nervoso constante das mulheres, principalmente Kate (Kristin Scott Thomas,<em> <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tomb-raider-a-origem/" target="_blank" rel="noopener">Tomb Raider: A Origem</a></em>) e Lisa (Sharon Horgan). A dupla comanda o grupo musical, mas possui personalidades bastante distintas, por isso estão sempre em embate. Há uma tentativa de criação da relação das duas e a demonstração das oposições delas. No que é ofertado por ambas não é algo muito além do óbvio. As construções rasas e levemente estereotipadas.</p>
<p>Kate é a engomada, com mania de perfeição. Apesar de existir todo um conflito sobre a morte de seu filho, há apenas uma cena que a humaniza e põe nela um pouco de complexidade, porque Thomas investe em trabalhar as dinâmicas faciais e corporais sempre tesas e a face quase sem revelar sentimentos. Quando finalmente Kristin traz outro tom, que antes estavam monocórdicos, a performance é pouco vista, porque é rápida e já no final da narrativa. Já Lisa não é fã de regras rígidas e prefere a espontaneidade, pelo menos é o que o texto diz. Mas, as suas ações negam seu discurso, e ela também é engomada e está sempre dando ordens, como a Kate. Ainda que isto pudesse ser interessante, Horgan não é muito expressiva e não avança nas possibilidades que poderia explorar com a sua Lisa.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13662" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unidas-pela-esperanca-filme.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unidas-pela-esperanca-filme.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unidas-pela-esperanca-filme-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unidas-pela-esperanca-filme-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unidas-pela-esperanca-filme-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, talvez, o motivo da falta de criatividade das intérpretes seja do roteiro de <strong><em>Unidas pela Esperança,</em></strong> que não tem possibilidades amplas, é preguiçoso e piegas. Há uma procura insistente em emocionar recorrentemente, porém não há uma criação de estrutura para tal. Quando o longa-metragem se inicia, os problemas já estão postos. Este fator não é necessariamente algo negativo. Contudo, não há espaço para um estabelecimento de empatia com as personagens. Outro detalhe que salta aos olhos é a falta de habilidade para aproveitar os conflitos e desenlaces. Com a exceção da briga final entre Kate e Lisa, os acontecimentos fortes passam rapidamente, como se houvesse uma vontade de que diversos elementos fossem contados, sem deixar os fatos de fora, porém logo descartados.</p>
<p>Por fim, a estrutura de um sistema conservador é exposta, mas não sob forma de crítica e sim de conivência. Em um local no qual os militares comandam as ações e as vidas dessas mulheres, a criação do primeiro coral delas torna-se o mais relevante para obra. As angústias pela exclusão são até levemente mencionadas, mas nunca aprofundadas ou questionadas com mais assertividade. A grande questão disto é que a produção parece datada. Mesmo falando de algo de um passado próximo, o olhar também deixa uma sensação de antiquado.</p>
<p>Apesar destes detalhes, alguns momentos de <strong><em>Unidas pela Esperança </em></strong>são divertidos, como a sequência em que as coralistas treinam a música que cantarão na primeira apresentação ou em seu desfecho, quando são apresentados todos os corais criados na vida real, após o pioneiro, mostrado no enredo, ter começado as atividades musicais, o Coral das Esposas de Militares. Este não é um longa primoroso, é esquecível, mas pode ser visto em uma tarde qualquer, em um tempo livre.</p>
<p><strong>Diretor:</strong> Peter Cattaneo</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kristin Scott Thomas, Sharon Horgan, Jason Flemyng, Greg Wise, Lara Rossi</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-XhghZznJSU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-unidas-pela-esperanca/">Crítica: Unidas pela Esperança</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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