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	<title>Arquivos Serge Nicolaï - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Olmo e a Gaivota</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2015 21:52:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2012, a diretora brasileira Petra Costa causou uma comoção no circuito cinematográfico a partir da exibição de Elena, filme no qual a realizadora narrava a melancólica jornada de sua irmã que partiu para Nova York em busca da realização do sonho de ser atriz. O filme era um relato emotivo de Petra que baseava-se em memórias de infância e confissões atuais dimensionando para o espectador a relação das irmãs e o trauma que o repentino desaparecimento de Elena gerou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3917" aria-describedby="caption-attachment-3917" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/207386.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3917 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/207386-620x349.jpg" alt="207386" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3917" class="wp-caption-text">Relato pessoal: Os atores Olivia Corsini e Serge Nicolaï compartilham com as diretoras de Olmo e a Gaivota as emoções de serem pais pela primeira vez</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em 2012, a diretora brasileira Petra Costa causou uma comoção no circuito cinematográfico a partir da exibição de <i>Elena</i>, filme no qual a realizadora narrava a melancólica jornada de sua irmã que partiu para Nova York em busca da realização do sonho de ser atriz. O filme era um relato emotivo de Petra que baseava-se em memórias de infância e confissões atuais dimensionando para o espectador a relação das irmãs e o trauma que o repentino desaparecimento de Elena gerou na família. Em <i>Olmo e a Gaivota </i>a diretora retorna a esgarçar as fronteiras entre o real e a ficção através de relatos íntimos de profunda carga emocional ao contar a história de uma atriz que vivencia todo o complexo processo da gravidez pela primeira vez.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Olmo e a Gaivota</i>, Petra Costa e sua parceira de direção Lea Glob contam a história de Olivia, uma atriz que está ensaiando uma montagem da peça <i>A Gaivota</i>, de Tchekov, e acaba descobrindo durante o processo que está grávida do seu primeiro filho. Olivia interrompe os ensaios para conseguir levar a gestação adiante já que após uma descoberta na ultrassonografia a gravidez passa a requerer cuidados. À medida que o tempo passa e Olivia começa a ser obrigada a ficar em repouso ela passa a refletir sobre a responsabilidade da maternidade e a conciliação entre as funções de mãe e atriz no futuro próximo.</p>
<figure id="attachment_3918" aria-describedby="caption-attachment-3918" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/20151010-omlo-e-a-gaivota-papo-de-cinema-02.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3918 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/20151010-omlo-e-a-gaivota-papo-de-cinema-02-620x349.jpg" alt="20151010-omlo-e-a-gaivota-papo-de-cinema-02" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3918" class="wp-caption-text">Futuro: Conciliação da maternidade com a vida nos palcos passa a ser um dos principais fantasmas da protagonista</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com a ajuda de Olivia Corsini e Serge Nicolaï, Costa e Glob costuram confissões pessoais que se entrelaça com o próprio momento da vida dos seus atores. Em determinado momento de <i>Olmo e a Gaivota</i>, a realidade dos<i> </i>personagens e dos atores se encontram e existe a consciência de que aquele relato é uma espécie de &#8220;documentário emocional&#8221; sobre as angústias dos novos pais, há inclusive a interferência das realizadoras na construção da narrativa ficcional de maneira escancarada para os espectadores (em certas passagens, acompanhamos as orientações de Costa e Glob a Corsini e Nicolaï na composição de algumas cenas). Esta mistura de realidade e ficção, de relato documental e expressão afetiva que foi tão presente em <i>Elena</i>, se repete em <i>Olmo e a Gaivota</i> de maneira igualmente íntima e universal. O filme de Petra Costa e Lea Glob trata de dilemas e emoções comuns a qualquer sujeito de carne-e-osso.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Menos expositivo para a realizadora brasileira que <i>Elena</i>, <i>Olmo e a Gaivota </i>não deixa de trazer a coragem de Olivia Corsini ao colaborar com as diretoras do projeto em questão em uma narração sincera dos meandros íntimos da gravidez e da criação artística. Costa e Glob extraem da atriz o máximo que podem e independente do fato de que nem tudo que ocorre na tela é <i>ipsis litteris </i>a vida de Olivia e Serge, existe uma exposição emocional à carne viva que desnuda por completo dos dois atores para o espectador.</p>
</div>
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